Uma miscelânea de tudo o que tenho pensado e falado nos dois últimos dias sobre esta situação, com a única pessoa com a qual consigo conversar minimamente sobre o assunto e sobre as dores que me têm rasgado pedaços da alma... Uma miscelânea porque tenho tido vontade de lá voltar, de forma constante, para me lembrar que o que eu vejo se vê de fora - se não estivermos de olhar toldado somos capazes de ver muito mais e muito melhor.
"Ela precisa de aprender a estar numa relação, independentemente das circunstâncias. (....) Ela tem que saber ser em condições para ti, independentemente de estar a dois metros ou a 2000 km. Não interessa. É a pessoa que ela é que conta, não a distância. (...) E olha que a distância e as circunstâncias relativas a elas não são a maior das coisas. (....) Lá está. Tu estás lá, tu ouves, tu fazes tudo, excepto estares disponível para estares mais vezes com ela. E ela, está "super disponível" para estar pessoalmente contigo, mas, tirando isso, não faz mais nada. Faz meia dúzia de perguntas de "como está tudo" e acha que já fez imenso. Mas lá está, agora para ela a única coisa que importa é o estarem juntas. Para ela, isso vai resolver tudo."
De hoje... "Mas ela tem noção? Não, não tem. Que pergunta a minha. (...) eu já não me consigo escandalizar."
Disseste-me que não valia a pena passar-me porque já tantas vezes me passei e não ia resolver nada. Então estou a tentar acalmar-me sozinha e pensar que passar-me só me vai fazer mal a mim, que as respostas serão sempre do mesmo género frio, sem noção e pouco empáticas, vazias de qualquer sentido de preocupação e querer bem... E vou aprender a parar de lutar porque, tal como disseste, eu continuo a tentar - embora tenha dito e volte a repetir uma e outra vez que já desisti. Às vezes, se não estivesses aqui, achava que estava a enlouquecer, a pedir o impossível e a ser só maluca. Não sou maluca quando vês o que eu vejo.