quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Preciso de ti. Eu sei que preciso de ti. É isso.
Estar no mesmo espaço que tu ainda é estranho para mim. Porque eu quero que me vejas mas tu não me vês. E quando os nossos olhos se cruzam eu não sei se é para mim. E isso dói-me. Admiro-te um montão.
Sinto um aperto muito grande no peito. E não sei porquê. Mas está a doer e eu gostava que parasse.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Obrigada pela companhia que me fizeste ontem. Obrigada por te teres disponibilizado a ouvir-me e a ouvir tudo o que tenho enrolado no cérebro. Mas eu não vou fazer isso. Eu não vou magoar-te gratuitamente. Principalmente quando estamos a tentar uma coisa nova. E esta coisa de ninguém saber que nós falamos... Não sei o que é suposto tu «ganhares» com isto - sem ser paz de espírito. Como se tivesses vergonha de voltar a falar comigo. Eu não tenho vergonha de ti, de continuar a tentar ter uma amizade contigo. Certo ou não... Acho que está a resultar alguma coisa. Porque estamos calmas, estamos cá quando temos que estar, queremos saber uma da outra. Pode ser que seja isto que precisamos. Um segredo estranho entre nós. Que agora, provavelmente, já não é segredo nenhum porque acabei de o escrever aqui. No entanto, obrigada. Mas não sou burra ao ponto de despejar tudo o que eu sei que queres saber de mim quando sei que tu não fazes o mesmo. Tal como não estás preparada para voltar a confiar "cegamente" eu também não estou. Não sei se isto resultará ou não. Não quero entregar-te pedaços de mim que te façam mal. Eu sei que a Léo te faz mal. E sei que o puto te faz mal. E não vou ser burra ao ponto de te falar sobre eles. Por muito que tu insistas. Mas obrigada, baby.
Não sei se fiz a escolha certa e isso assusta-me. Não sei se estou a fazer o que é certo para o meu futuro e isso dói-me. Não sei se estou a chegar a algum lado. E tenho medo. Montes dele. E estou sozinha. Ontem custou-me muito. Sei que foi o primeiro impacto, sei que foi o choque inicial. Eu sei. Mas, apesar de tudo, não pensei que me sentisse tão em baixo. Tão derrotada. Tão sozinha. Tão no meio de tanta gente inteligente e eu simplesmente ali, a pairar. Eu sei que hoje vou voltar e vou (talvez, espero eu) ver as coisas com outros olhos. Mas não sei se fiz a escolha certa. E quero voltar para a segurança das aulas com os meus. Com professores que já me conhecem. Numa licenciatura que eu tinha a certeza que queria. E agora respiro fundo e vou. Arranjar-me. Para sair de casa, tratar de papelada e voltar à carga. Espero chegar à noite com um humor melhor do que aquele com que me senti ontem. Menos assustada. O que mais me dói é tu não estares lá comigo. E a mensagem que te enviei não ter sido respondida... Eu não saber de ti. É isso que me dói. Porque o suposto era estarmos, as duas, a sentir-nos à deriva mas juntas. E não estamos juntas. Não sei o que é o teu abraço desde sei lá quando. Fazes-me uma falta danada.

domingo, 27 de setembro de 2015

Sexta feira vai ficar gravada na minha memória como a noite em que me sorriste. E o teu sorriso vale o mundo todo. 
Esta semana estava a dar cabo de mim, em termos mentais, porque há um ano, esta semana, acabou meio mal. Muito mal. Então, na minha cabeça, eu não sabia o que nos poderia acontecer. Eu sei que estamos diferentes, estamos muito melhor, sei que caminhei tanto. Mas sei que, para ti, não é suficiente. E atenção: para mim também não é. 
Teres-me pedido para te rasgar a capa esta semana foi um sentimento do caraças. Senti-me tão feliz. Senti-me tão bem. Tu fazes-me sentir tão bem, tão eu. Posso ser tão eu própria contigo. Eu só quero fazer-te sentir tão bem como tu me fazes sentir a mim. Eu quero continuar a avançar. Contigo ao meu lado. Com a certeza de que não vais embora. E tu agarraste-me com força na mão e disseste que não ias abandonar-me. Espero que não o faças. Porque não sei... Não sei quanto tempo é que falta para tudo isto acabar. Eu vivo um dia e um momento de cada vez e cada vez que agarro um, sou maior do que no momento anterior, porque estou a lutar por mim.
Na quarta à noite, a Ana proibiu-me de subir a avenida para ir buscar os materiais por saber que nesta semana sofro sempre muito dos pés. Mas eu, teimosa como um raio, e com os pés absolutamente frescos de manhã, decidi que ia fazer o contrário do que ela tinha dito. E subi a avenida. E foi o melhor que podia ter feito. Quando estamos a descer, de sacos na mão, estão alguns representantes de curso a descer para se reunirem no café. Entre eles, tu, de cabelo molhado e sem estar apanhado. Olhaste na minha direção. Podia ser para a Ana. Podia. Mas já a tinhas visto. Portanto também podia ser para mim. E vamos achar que era. Porque ficas completamente diferente sem ter o cabelo apanhado. E senti-me realmente feliz, realmente com energia para aproveitar o resto do dia. E a Ana olhou para mim e disse "se calhar não devíamos ter vindo por aqui mas ainda bem que viemos", e eu também acho. Ainda bem que decidimos que era melhor ir pelo meio da estrada. Porque assim vi-te, coisa que me andava a fazer espécie durante o resto da semana que não te vi. E assim vi-te durante mais vezes nesse dia. Numa das vezes passaste tão perto de mim que até me esqueci de como é que se respirava. Inspira, expira. Tive sorte de ser a Ana à minha frente porque lhe agarrei o casaco com uma força dos diabos. 
Pedidos de apadrinhamento serem ao início do ano, durante a semana de praxe, é a coisa mais estúpida em termos de "regras" que podiam ter inventado. Deviam ser ao final, quando as pessoas já se conhecem, antes do Enterro, para o batismo da capa, do vestir o traje. Quarta feira foram os nossos. Embora eu tenha visto outros cursos a ter pedidos mais tarde. Provavelmente não fizeram todos os batismos ao mesmo tempo. O que importa é que sempre me doeu o coração por não ter afilhados. E principalmente este ano. Que dei tudo o que tinha e não tinha. Que estou a receber elogios por todos os lados pela forma como me modifiquei. Quando começo a ver toda a gente a ter pedidos de apadrinhamento e eu de parte... Olhei para o vazio e tentei acalmar-me. Até que, minutos mais tarde, me sento num banco e as minhas companheiras sentadas começam a falar no assunto do dia. Aguentei até sentir que ia explodir. E virei as costas simplesmente. Com o João não consegui mais do que soltar umas lágrimas e dizer que não queria falar, ele veio atrás de mim, estava por perto e percebeu que eu estava perturbada. Durante o tempo em que estive com ele não atendia o telemóvel, tinha chamadas perdidas de pessoas preocupadas, mensagens aos montes. Quando me acalmo e volto para lá, para perto dos caloiros e da comissão, a Ana chama-me. E foi a viragem. Na semana. Por completo. Caí mas levantei-me, com a ajuda dela. Com a ajuda de uma das pessoas que menos esperava. Com a ajuda de uma das pessoas em quem sempre tive medo de confiar. Foi por ter batido tão no fundo que explodi muita coisa que me estava a pesar. Porque com os pedidos vieram todos os outros assuntos ao mesmo tempo, puxando uma pequena linha por um, vieram todos os outros e o peso em mim era cada vez maior. Chorei, aguentei o choro, falei, embarguei a voz. Sempre a medo. Mas explodi tudo o que tinha guardado dentro de mim. Foi ela que me fez prometer falar-lhe quando não estivesse a aguentar qualquer coisa. Promessa de mindinho mesmo. E aguentei os batismos, as fotos dos outros, tudo. Porque não era só eu de parte, percebi que éramos cinco ou seis ao todo. O pior de tudo foi o batismo ser de um lado do lago e do outro lado estar a comissão de GRH, sem ela, mais uma vez. O facto de não a ver durante os dias desta semana em que a podia ter visto e podia ter-me mostrado mais estava a fazer-me ir abaixo de uma maneira incrível. Foi um dos pontos que me fez sentir tão no fundo nesse dia. Não estava a dar para cumprir o que queria, o que tinha pensado na minha cabeça. 
No entanto e apesar de tudo, quarta foi um bom dia. Quarta foi um muito bom dia. Senti a minha força. Senti que o meu trabalho estava a ser visto e senti, sobretudo, que aquilo que me foi dito naquela reunião antes do verão, não correspondia à verdade, pela primeira vez. 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Tenho que escrever, sobre quarta. Sobre o quanto me senti no chão e o quanto avancei ao mesmo tempo. Em tempos decorrentes. E depois tenho que escrever sobre quinta e a minha leveza na alma. E agora tenho que me despachar porque tenho reunião e depois é festaaaa. Portanto, amanhã, eu escrevo, depois de dormir. Espero que com muito boas recordações da noite de sexta, preciso disso.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Juro que cada vez que me dizes GRH o meu coração tipo salta. Salta muito. Portanto eu sei que tu fazes de propósito. Os amigos fazem sempre isso. Mas não tem piada. Principalmente porque pode passar a comissão toda de GRH mas ela não está lá. Portanto: não contaaaa.
Quando o meu cérebro está tipo a 40% e menos que isso, dá asneira. E acabo a falar mal com toda a gente. Hoje foi contigo. Desculpa. Quando esta semana acabar... Nós vamos ter que dar um jeito. Vamos mesmo. Porque não sei como vai ser para estarmos juntos.

domingo, 20 de setembro de 2015

Amanhã. Amanhã começa a semana mais cansativa desde que as férias acabaram. É amanhã. Só espero que seja cansativa e boa. Muito boa. Preciso que (o) seja. Garganta afinada e pés à espera de sofrer horrores. Calor do traje. Sorriso no rosto. E upa. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Finalmente consegui descortinar todos os nós em novelo que se amontoavam no meu cérebro e consegui dar-lhes um sentido específico, daqueles que eu compreendo. Finalmente percebi todas as vertentes que me enervavam o espírito e posso dizer que estou tranquila quanto a tudo o que desagua no teu nome. Finalmente percebi o que se vai manter por cá - em mim - e o profundo do que representas. Não podia ser só o que era. Tinha que ser mais qualquer coisa. E é. És. Representas todas as vezes em que me senti invisível e que fingi que não sentia nada. Representas todos os pontapés e safanões que a vida me deu através de pessoas que por mim passaram e eu deixei passar, ignorando-os. É por isso que é tão importante para mim que tu me vejas. Porque tantos outros não me viram. É impressionante deixar arrastar estes sentimentos cá dentro e agir como se não existissem para, depois, anos mais tarde, surgirem em enxurrada e acabarem todos em ti. No desespero de querer que me visses. No desespero de não perceber por que é que não me vias. Pode ser completamente irracional e pode não ser perceptível aos outros mas dentro de mim faz um sentido tão verdadeiro que só pode sê-lo. Eu sei; eu sei o que se vai manter por cá e sei que vou lidar com isso. Melhor agora porque já compreendo. Vai manter-se a necessidade de te saber ver, de te saber sentir. De saber que és tu que passas por mim mesmo sem olhar para trás. Vai manter-se aquele frio na barriga quando tu olhares na minha direção, mesmo que eu não tenha a certeza cem por cento segura de que é a mim que vês. Vai manter-se aquela admiração desmedida que tenho pelo que és, pelo que percepciono. Pelo que não conheço mas vejo, por observação. Vai manter-se o querer ser como tu és. O querer a força que tens. O ambicionar o carisma que te envolve. A dedicação com que pareces ser construída. Vai manter-se a certeza de que não és má como te pintam porque já tive a certeza que não o eras. Vai manter-se o querer conhecer-te, querer desvendar-te o espírito, querer ter a certeza de que mistério és feita. Porque és feita de um mistério como vejo poucos. Tudo isto se vai manter e eu estou tranquila quanto a isso. Finalmente estou tranquila quanto a tudo isto e só desejo avançar. Avançar, com cuidado, para a parte em que poderei - ou não - dar mais de mim, mostrar-me mais, se assim for acontecer. Não sei o dia de amanhã, não sei o que me espera, mas carrego comigo uma tranquilidade muito certa como há muito não sentia. Estou tranquila. 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Às vezes, (mas só mesmo às vezes) faz sentido agradecer a todos os santinhos e cenas pequenas que se juntaram e decidiram que ias fazer parte da minha vida. E faz sentido fazer isso porque nos aturamos todos os dias, sem falharmos nenhum. Porque estamos. E porque és a minha informeira preferida. E é a ti que dou todas as Léo-notícias na hora. Te amo, Ana Lúcia Pereira.
Finalmente. Finalmente sinto que estou a chegar a algum lado. Finalmente sinto que começam a ver-me e a perceber que estou cá, que faço parte. Que quero ser. E isso deixa-me contente, deixa-me realizada. Só tenho que continuar com este ritmo de trabalho e poderei tornar-me muito melhor do que até hoje fui.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Eu sei que estou a avançar quando, em vez de pensar que não consigo, estou a arrumar maneiras na minha cabeça de conseguir ultrapassar isto. Uma pontinha de cada vez. E estou a fazer isso sem ter de discutir cada ideia que me passa pela cabeça contigo. Assim é um dois em um: uma surpresa - se conseguir realizá-la - e um avanço enorme. Em três ficam a faltar os dois (mais importantes) mas  dois. 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015


[Aquela parte em que eu tiro fotos e sei exatamente onde é que tu estás. E sou a única que te vê. É essa a parte que é suposto focar aqui.]

Amor cada vez maior a esta (minha) casa. «Onde é que está a Instituição? Aqui. O curso? Aqui. A União? Aqui. A família? Aqui.» 
A manhã de hoje foi demasiado surreal para sequer eu pensar que pudesse existir. Eu sei que meti na cabeça que te ia falar e que tu ias saber quem eu era mas eu não sabia que era possível eu conseguir fazer isso já assim. Eu sei (porque eu sinto) que estou cada vez mais visível para ti. Podes não saber o meu nome mas sabes a minha cara. Olhas na minha direção. E falas-me. Mesmo que seja só quando tens que pedir que se façam certas coisas. E é mais fácil pedir a trajados do que andar atrás de todos os caloiros. Obviamente. Só que... tu podias ter feito isso e pronto, acabava aí. Mas quando eu me meti contigo do tipo "ainda agora disseste uma coisa diferente, é para cá ou para lá?", tu disseste, a sorrir, que era "tipo tetris". E o meu coração gostou. Gostou muito porque tetris é a minha cena. E, pelos vistos, também a conheces. Dizem que és má... Gostava de ver uma praxe dada por ti para saber se és tão má quanto te apelidam porque não me parece que isso seja sequer verdade. És um exemplo daquilo que eu gostava de ser e tenho estas primeiras semanas para mudar e procurar isso. Fazer-me melhor do que sou. Fazer notar a minha presença. 
O que me custou mais durante a tarde foi não te ter visto na tribuna ou em nenhum dos jogos. Desapareceste durante horas. E eu não gostei. Quando voltaste, eu sabia que eras tu. Mesmo de costas. Adoro quando te conheço de costas. O meu poder de observação é o máximo. 
Além disso, a Ana estava comigo quando tu me falaste e viu bem o meu "OMG, nem acredito que isto acabou de acontecer!", ao que isso abriu sinal a reiniciar a conversa que paramos no dia do jantar da Bênção, aquela em que eu lhe pergunto se ela sabe se vais ficar no ISCTE este ano ou não... será que se eu soubesse que não ficavas que o meu comportamento todo o verão tinha sido diferente? Menos sonhos, menos tu... será? E ela prometeu... que não ia contar isto a ninguém e que ia fazer com que eu te conhecesse. Tenho medo. Sempre senti que não podia confiar muito nela mas isso anda a mudar, pelo menos quanto a uma coisa tão estranha como o tópico com o teu nome (cada vez mais real para mim)... E não quero ser apresentada, quero só ser conhecida, assim, à medida do possível crescimento de cada dia. Tendo eu a certeza que também é pelas minhas mãos.  

domingo, 13 de setembro de 2015

She: (...) Eu não ando bem. Eu só preciso de chorar muito sem perguntas. Só chorar e berrar sem que me perguntem porquê.
I: Então chora e berra. É nestas alturas que eu devia de estar ao pé de ti. Só estar. Sem perguntas. 
She: É nestas alturas que eu precisava mesmo de uma amiga. 
I: Agora doeu. 
She: Não.
I: Enfim. Passando à frente. 
She: Uma amiga aqui. Tu. 
I: Está bem...
She: Uma amiga aqui à minha frente.
I: Sim, eu... Desculpa. 
She: Que tinhas de ser tu. Mas custa estares atrás de um PC e eu saber que aqui não tenho ninguém.
Há três noites que sonho contigo; com esta última de intervalo. E amanhã vou ver-te de novo - que seja um bom dia amanhã, rezo para que seja.
estou com lágrimas nos olhos porque tive curiosidade em reler-nos, em saber o que nos aconteceu ao longo do tempo em que temos aquilo que faz de nós o quase diário. e saber que te tenho comigo, por muita porcaria que nos tenha acontecido, é uma dádiva. e eu tenho muito mas muito orgulho em nós. no que conseguimos ultrapassar. no que conseguimos ser. e gosto tanto tanto de ti.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Eu pedi-te desculpa pelo "até nunca" que te disse e desde aí que estou muito mais calma. E sinto-me muito melhor quanto a tudo o que caminhamos e paramos ao longo do tempo. Estou em paz depois de te ter explicado tudo o que me estava a impedir de estar bem, em relação a ti. Finalmente em paz.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Só preciso de dizer que depois de ontem queria ver-te hoje outra vez. E que perdi uma oportunidade de ouro de falar contigo... Só de pensar que me atrasei e que estava no comboio enquanto tu estavas a falar com a Raquel... Castigo divino. Estive o dia inteiro a levar com ela e o seu bem feita, não a viste, não tivesses chegado atrasada
E não te vi. Hoje não te vi. E prometo: vou conhecer-te. Primeiro vou falar-te. Primeiro isso.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Aquela parte em que eu me estou a despir e a vestir o traje com duas colegas minhas e tu entras para a casa de banho com outra representante de curso... Aquela parte em que olhas para mim ao início da manhã, antes de entrares no auditório, quando sais, quando sobes as escadas e eu estou a descê-las para ir almoçar, quando vens pelo mesmo elevador que eu (mesmo com mais pessoas, incluindo a Rita) e me fazes rir do que dizes, quando estás lá em baixo, depois de fumares, e olhas para cima e trocas o olhar comigo... Quando sobes o elevador e eu estou à entrada da casa de banho... Hoje sim, tive a certeza que me viste e que não era invisível. Cada vez que ouço o teu nome quero saber do que falam... Quero juntar todas as peças que tenha à disposição, quero desvendar-te. Conhecer-te o mistério, a força, o carisma. 
Não tenho qualquer tipo de palavras para explicar o que aconteceu durante o dia... E eu gostava de as ter mas estou cheia de ti e cheia da nossa troca de olhares constante. De cruzar de olhares contigo. De ter a certeza que me estavas a ver. Como eu te vejo a ti sempre que passas. Hoje sinto que não fui tão invisível como sempre me senti e isso fez-me bem... O que eu procuro é não ser tão invisível. E hoje não fui. Revejo e revivo tudo o que aconteceu hoje e sinto-me especial por ter sido assim. Apesar de saber que eu senti mais, por já te ter visto antes... Mas eu quero conhecer-te. Eu quero conhecer-te. E sei que isso pode ser impossível mas tenciono tentar, tentar mais.  

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Tremi. Toda eu foram tremores quando cheguei ao bar e tu estavas à minha frente na fila. Porque eu não estava à espera de te ver lá. Porque eu só te devia de ter visto trajada, no CP, com os outros dezasseis representantes, na reunião. E não de calças de ganga e camisa branca à minha frente na fila à hora de almoço. Cabelo apanhado, descontraída. Tão tu. Portanto, sim, tremi. E depois controlei-me, acalmei-me, fiz outras coisas que tinham que ser feitas. Trajei. E preparei-me para estar uma hora inteira sentada à tua frente. Não só à tua mas... Tu e os teus olhos. Comigo a achar que tocaram nos meus duas ou três vezes... E foi isso. 

Estou pronta para te ver amanhã outra vez. E depois estou pronta a enfrentar o que aí venha. 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

I: «Vais não me falar durante uma semana?»
She: «Não!»

Caminhamos para isso, domingo fui eu que te falei, segunda não disse nada, nada me disseste, terça igualmente. Estamos na noite de quarta e nada mudou. Eu não vou dizer nada. Continua... Estás a provar que te viras bem sem mim porque se não estivesses bem eu já tinha tido alguma notícia tua... Portanto está tudo bem contigo e não precisas de mim para nada nem faz sentido dar-me notícias ou sequer saber se eu estou bem. Fixe.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Já sei...


que não mereço surpresas de última hora porque não sabes escrever. 
que não mereço que lutem por mim (tu) porque não sabes lutar. 
que não sou boa o suficiente. 
que devem desistir e abandonar-me. porque a minha amizade nunca foi suficiente.
que não pertenço onde estou. 
que não sei o que fazer da vida. 
que não tenho amigos aqui e
que sou a única que é responsável por isso. 
que estou a ficar gorda.
que não me mexo.
que não faço nada em casa.
que sou preguiçosa.
que não pertenço à comissão e que não sabem o que lá estou a fazer.
que, por muito que tente mostrar diferença, não está a resultar, sinto que não estou a ir a lado nenhum.
que ninguém me conhece porque não me dou a conhecer.
que não mereço uma foto contigo porque tu só tiras fotos com o teu namorado.
que não mereço as surpresas pequenas de frases que, às vezes, me fazias porque nunca as fizeste. mentira.
que sou a única a combinar horários e quando eu não falo... não se combina nada.
que mereço sentir que 
que estou sozinha - 
que, mesmo assim, sou eu que faço isso a mim mesma.
eu já sei.