sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Sei precisar quando estou mais no fundo porque deixo de querer escrever aqui... Ou noutro sítio qualquer, não consigo simplesmente escrever o que me transtorna cá dentro. Dói-me; ser eu dói-me.

domingo, 7 de agosto de 2016

Agora é focar-me em resolver tudo o que há para resolver e depois planearmos o nosso dia ao detalhe. E vai acontecer, não vai? É um bocadinho mais certo desde ontem...
Não digo que tinha atirado a toalha ao chão porque sei que não o tinha feito, mas estava incrivelmente desiludida comigo e com todas as minhas tentativas falhadas. Mas ontem, ontem eu consegui dar-lhes a volta e consegui explicar que tenho um convite de verão que quero aproveitar. Apesar de ainda não me ter explicado totalmente bem, consegui que soubessem que é uma coisa que quero experimentar e estou feliz comigo própria. Agora é analisar tudo de novo, ao detalhe, e preparar o que cá fica e o que vai comigo e ir à aventura. Eu, tu, uma tenda e a praia ao fundo! 

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Eu vi nos teus olhos que tu me querias contar o que escondes do mundo. Portanto quando eu duvidar que tu realmente queres dar esse passo comigo eu vou obrigar-me a lembrar-me dos teus olhos ontem, do teu debate interior e da dor, sobretudo da dor. Porque eu queria retirar-te a dor toda de dentro de ti. Eu queria transportar-me para o pé de ti e simplesmente abraçar-te para a dor passar para mim e tu acalmares. É o quanto eu gosto de ti.
Sinto que vou continuar a perder oportunidades para falar e deixar que me digam que sim - ou que não - porque o meu cérebro se bloqueia todo e vou acabar mesmo por ficar por aqui, sem ter dito o que quer que seja... E isso dói-me. Porque é que eu não saio disto? Porque é que continuo a deixar que o meu cérebro leve a melhor sobre mim? Porque é que continuo a ser esta merda?
Passei. Passei no código à rasquinha, mas o que importa é que passei. Estudei trinta vezes mais que ela e ela passou com uma errada e eu com três erradas. E ouvi da minha mãe por causa disso. Mas não faz mal, porque passei. Agora é respirar fundo, perceber como é que vai ser o meu mês de agosto, e começar a delinear o futuro com o incluir das aulas de condução - até ao final do ano tenho o exame de condução feito? Veremos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

«quero-te dizer que ainda vai correr mal muitas vezes até poder correr bem. 
e quero-te dizer que se persistires e não desistires (de ti), um dia vai correr tão bem que compensará todo o teu esforço, toda a tua luta, toda a tua coragem.
confia. mas confia mesmo.
chora tudo o que tiveres dentro, limpa todo o mar dos teus olhos, e continua.
e quando te sentires mais forte, aprende a ser como o sol: 
brilha sozinha.»
A última coisa que quero é desiludir-me ainda mais. Tenho que conseguir manter-me calma para conseguir chegar a todo o lado, com todas as situações que me estão a fazer sentir mais enervada e ansiosa. Tenho que tratar de uma situação de cada vez e fazer o que for melhor para mim naquela altura. Espero conseguir lidar com tudo de uma forma adulta e consciente. De forma a que não me arrependa de nada mais tarde. E, sobretudo, que não me desiluda a mim e aos que estão à minha volta.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Ter caído, naquele dia, e ter enviado o e-mail fez-me sentir mesmo fraca... Eu devia de ter sido capaz de me acalmar sozinha e não consegui fazê-lo. Foi por isso que escrevi tudo e não disse nada, tal como faço (quase) sempre, e mesmo assim acalmou-me mesmo que não tenha dito nada... É incrível. Talvez por me ter sentido tão fraca é que não consegui responder-lhe.
Não sei se estavas a querer dizer que me esqueceste ou se estavas a tentar perguntar-me se te esqueci. Foi um bocadinho estranho, tentei insistir e perceber e não me deste grande saída mas não faz mal... Parece-me que estás muito melhor do que há uns meses. Ter explicado alguma coisa sobre mim, sobre uma das coisas que me faz não estar muito bem, já foi um início de uma certeza de que posso contar contigo e falar contigo como com qualquer outra pessoa... Mas sei que o que te disse é muito pouco perante tudo o que se passa dentro de mim - e espero que possas ser capaz de me ouvir no futuro. Será sinal que vamos ser amigos a sério e estar em paz um com o outro.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Há um elefante enorme no meio desta relação e não é de hoje. Sempre existiu. Eu sempre me queixei que ele existia e sempre percebi que ele tinha um tamanho maior do que o que me fazias ver que tinha. Eu sempre soube que era alguma coisa muito escondida e, sobretudo, muito dolorosa. Uma coisa que não se podia nomear. Nunca se pôde. Talvez nunca o tenhas feito, sequer. E, por isso, mesmo apesar de todas as tentativas e todas as palavras que acabaram em lágrimas, eu nunca consegui chegar perto. Tentei várias vezes mostrar-te que estava aqui, que podias contar comigo, que eu era suficiente para abarcar toda a tua dor e te abraçar até que passasse, ainda que momentaneamente. Só que tu nunca me deixaste chegar o suficiente e o elefante continuou no meio de nós. E, por causa disso, sempre existiu a mesma dor dentro de mim, que eu tentava esquecer e acalmar porque não podia estar constantemente a pensar no mesmo... até à próxima conversa que permitisse chegar, nem que fosse indiretamente, ao tema e me fizesse sentir, de novo, no chão por não te conseguir tirar toda a dor de dentro. E o elefante continuava no meio de nós. E o elefante continua no meio de nós. A criar uma barreira invisível - ou visível - e a deixar que eu me sinta muito menos do que devia. Porque nós devemos sentir-nos mais e não menos. E este elefante faz-me sentir-me muito menos. 
Mas, sem eu esperar, alguma coisa mudou dentro de ti porque mudou em nós. Sei que as circunstâncias proporcionaram o acontecimento e sobretudo a mudança de atitude e ainda estou magoada por causa disso. Eu entendo a razão pela qual o dizes. Se vieres a ter alguém a teu lado de forma absolutamente concreta e relativa, queres ser absolutamente transparente para com quem escolheres. E, como parece que o que não se nomeia entre nós, existe de verdade, parece que ponderas, pela primeira vez, contar-me. Assumir que está um elefante entre nós e mandar-lhe uma bofetada valente para que ele deixe de existir. Mostrar quem és sem máscaras. E eu quero isso, eu anseio por isso porque estou farta que exista esta porcaria no meio de nós. Apesar de não saber o que vai acontecer depois disso, sei que preciso de avançar para um dia olhar para trás e saber que fiz de tudo. Que estive do teu lado quando não conseguias nomear o elefante. Estou do teu lado magoada por causa de tudo isto. Vou estar do teu lado se acontecer essa mudança de atitude. E devo estar do teu lado mesmo que nada aconteça e que tudo volte a ser estranho entre nós. Já provamos que sabemos adaptar-nos às mudanças que a vida nos imprime e quis escrever isto magoada e antes de saber o que vai acontecer amanhã e daqui a um mês para me lembrar do que senti antes.
Saber que tenho o tempo que eu quiser para voltar e escrever aqui tudo o que me faltou durante estes últimos dias... é saber que tenho um lugar seguro para onde posso voltar e não há nada que pague isso. Ter isto faz-me mais forte.
Eu pensava que estas férias iam ser o topo dos topos da nossa relação... Mas houve dois dias incrivelmente maus. Um dos dias ainda me assombra - preciso tanto de voltar às consultas... - e aquilo que me disseste não me esqueci. Não se deve dizer, em circunstância alguma, a alguém, para se atirar de uma janela e que até lhe dá um empurrão. Não se deve m-e-s-m-o. Mesmo que não saibas que eu estou na fase mais frágil da minha vida não deves dizer nada assim. Tu tens tanto que crescer... Tanto. Continuares por esse caminho não te vai ser benéfico em nada.
Lembro-me que escrevi que não ia ter nada com ninguém durante algum tempo, a propósito dele... E essa frase agora parece que me está a perseguir. Não sei o que se passa entre nós mas sei que efetivamente se passa alguma coisa. Só que não posso simplesmente assumir mais do que isto porque não sei o que sinto por ele - apenas tenho duas certezas mais que certas - e não sei o que sinto em relação a ti muito claramente, sei que é alguma coisa muito parecida ao que senti antes e que me fazes sentir bem (menos quando estamos mal, como agora). Eu preciso de dar tempo ao tempo e de me acalmar, de deixar as coisas correr porque sim. De não perder muito tempo a pensar porque disse isto ou porque fiz aquilo. Eu preciso desta liberdade de sentir e dizer porque sim, porque quero, porque estou de olhos abertos e não nego nada. E eu aceito isto. Aceito que há alguma coisa entre nós e que essa coisa não tem nome e estou consciente que existe. Isso é o mais importante.