sexta-feira, 22 de julho de 2016

20 de Julho

Nunca pensei criar um problema entre nós porque simplesmente já pensava que sabias e nunca tinhas reagido mal. E, do nada, percebo que não sabes e fica tudo de pernas para o ar. Ao menos não ficou assim por muito tempo... consegui mostrar-te o meu lado. Consegui conversar contigo e contar-te a história. Consegui que me ouvisses e graças a mim estamos bem. Não deixo de me sentir insegura mas acho que consegui lidar bem com esta reviravolta. 

19 de Julho

Estou contente porque as coisas parecem estar a correr bem entre nós. Estamos num período de paz que eu só desejo que dure. Preciso desta paz para me manter minimamente calma.  

19 de Julho

Tens sempre um cuidado comigo que me deixa de coração cheio. A tua existência em mim faz-me sentir merecedora de coisas boas. As conversas que conseguimos manter e as novidades que fazem parte de nós, tão naturalmente como respirar. És muito em mim.

19 de Julho

Acordo de um sonho que me custa, sobre a minha mãe e o meu maior erro, e volto a adormecer e sonho com ela. Trajada, como quase sempre. A sorrir-me. Como eu tanto queria. Fico com o coração pesado durante a maior parte do dia. Adoro quando me sorris, mesmo que seja só nos meus sonhos.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O facto de este ano ter conseguido fazer uma coisa que queria fazer há vários anos é uma vitória. Mas o que não me cabe na cabeça é o continuar a querer que aconteça alguma coisa - procurar que aconteça; quer dizer, eu corrijo-me, eu posso procurar que aconteça mas não posso esperar que exista uma troca, uma partilha... Sobretudo porque para se querer são precisos dois e a única pessoa sobre a qual eu sou responsável e sei o que sente (e quer) sou eu. Portanto, posso estar orgulhosa de mim pelo passo que dei e por ter continuado a procurar formas de acontecer, mas tenho que parar de pensar que haverá algures no tempo uma correspondência alargada. Não é isso que as ações me dizem, talvez a única coisa que me tenham dito mesmo foi simpatia, apenas isso, e eu tenho que reparar nelas e não criar ilusões dentro de mim. As ilusões só me deixam mais em baixo; por causa da contínua espera e do querer que exista algures uma voz de força que me retire deste pesadelo criado pela minha cabeça e onde vivo. 
O meu maior medo é fechar-me totalmente e não ser fácil voltar a abrir a muralha que eu construí à minha volta. Sem saber como e quando, construí a maior muralha e as paredes mais espessas, que me impediram de me ver - e de ser (mais) magoada pelos outros - pelos meus. Por todos os que me cruzam o caminho.

Vou levá-la comigo. Só que eu não sei se isso é verdade, de forma total. São apenas palavras. De conforto? De segurança? Aceito-as mas não sei até que ponto são reais. Não sei se eu faço isso com as pessoas com quem me cruzo. Mas eu também, óbvio que a vou levar comigo.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Ter falado sobre ti ali é só mais uma amostra de que me estou a abrir e a conseguir falar sobre todas as coisas que me afligem ou me fazem sentir coisas com as quais não sei lidar. O meu único medo é confrontar-me com elas e não lhes saber reagir como devo. Mas consegui cumprir o que me tinha proposto e isso já é uma vitória. Ainda que pequena. Um dia de cada vez.
Não sei como é que vou aguentar até setembro mas, por enquanto, estou calma. Espero manter-me assim até ao final da semana. E depois as férias. E continuar a manter-me calma.  
Acho que só consigo agradecer pelo carinho. Pela amizade e companheirismo. Pela partilha. És realmente espetacular.
Estou a tentar manter-me à tona no meio da confusão que se instalou na minha cabeça. Depois da tranquilidade de perceber uma coisa que me fazia confusão há uns meses (parece que ter-te visto me ajudou a compreender) veio a tristeza de não saber lidar com o futuro, o medo do desconhecido, a dor e a revolta. 

Demorei uns meses a conseguir entender-me e agora, do nada, consegui. Mas e depois? Depois de o compreender só me apeteceu chorar. Cair algures e chorar até saber que caminho seguir. O que faço agora? 

terça-feira, 12 de julho de 2016

Hoje estou tão mal que devia de escrever sobre isso mas simplesmente não consigo. Dou-me por feliz em desabafar pontualmente quando a garganta fica mais inflamada e vou dormir (chorar) a noite inteira. E amanhã vou chorar a manhã inteira. E depois fico bem. Ou não. Mas, pelo menos, vou tentar.

domingo, 10 de julho de 2016

Obrigada pela mensagem e obrigada, sobretudo, pela partilha. Pela amizade. Pela esperança e por estares. Quereres estar.
Acordei com um aperto muito grande. Saber que sonhei contigo e que sonhei com a pior coisa que nos aconteceu... Sentir o teu abraço no meu sonho e as recriminações... Eu acordei com uma vontade imensa de te pedir desculpa e de te fazer perceber que eu gosto de ti e que não quero que desistas de mim. Não desistas. 
«A rapariga já está toda marcada por ti.», e a linha fina dos lábios dela, que eu vi pelo canto dos meus olhos, fez-me perceber que, provavelmente, se estava a recriminar por alguma coisa. Ou que estava a pensar em alguma coisa que eu também conheço... E isso ficou-me marcado no pensamento desde que aconteceu, quando me deitei na cama e hoje quando acordei. E esta frase é tão verdadeira e tão dolorosa... Doeu-me ouvi-la mas sorri para que não se percebesse que eu estava mal, eu tenho que parecer impenetrável - nunca se pode perceber que eu estou mal.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Houve poucas coisas boas hoje... O teu abraço logo de manhã. E ela ter vindo ter comigo à noite. E não me lembro de mais. Foi um daqueles dias que foi mais mau que bom mas não faz mal porque agora vou dormir e amanhã é outro dia.
Hoje sinto-me demasiado sozinha e demasiado vazia. Não sei o que fazer para enfrentar isto. Não tenho paciência nenhuma para inventar assuntos e responder a coisas, vou falando só porque sim. Quero estar no meu canto... Queria que a força viesse de dentro de mim para me sentir um bocadinho melhor mas não está a resultar muito bem... e deixo-me ficar.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Não houve pedido de desculpa e pensei nisso logo que sai de lá de dentro... Mas houve o enfrentar de uma coisa que estava à espera há muito tempo; começar a chamar as coisas pelo nome... por enquanto prisão chega e depois, lá para a frente, logo se vê... Eu vivo na minha própria prisão...

terça-feira, 5 de julho de 2016

Já é a segunda vez que me convidas para estar contigo no verão e eu começo mesmo a acreditar que queres que eu vá. E começo mesmo a ponderar passar por todo o aperto que passei o verão passado nas férias com ele, para estar contigo. 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

gosto muito de ti, gosto tanto de ti e vou lutar para que tudo fique melhor do que é - do que tem sido nos últimos anos. 
Tenho saudades vossas mas não digo nada. Estávamos a precisar de ir tomar um café, estar ao sol ou almoçar... Sinto-me um bocado triste a mais para estar convosco e poder preocupar-vos. Então acabo por não dizer nada a nenhuma; mas vocês também nada me dizem e assim continuamos... 
Gostava mesmo de conseguir dar um nome ao que sinto cá dentro, a esta ansiedade, a esta coisa estranha que me impede de fazer um monte de coisas que são tão simples. Será que existe um nome para isto? Será que é normal? Não sinto que seja... 
Um dia, gostava que entendesses que eu gosto de ti de uma forma que ninguém gosta; daquelas que perdoa todas as ausências e todos os "como estás?" que deverias perguntar mas não perguntas; daquelas que perdoa todas as vezes que te esqueces de me responder, nem que seja apenas a dizer-me que estás bem, só isso. A nossa amizade, para mim, nunca foi só um "estou bem e tu?" mas, ultimamente, anda a tornar-se muito nisto. E tenho medo. Mas já lá volto. Gostava que entendesses que gosto de ti de uma forma que ninguém gosta e que deverias valorizar-me por isso. Talvez o faças, à tua maneira. Mas o que eu sinto aqui dentro é diferente, é um querer que me valorizes à minha maneira. Um querer mais atenção, mais carinho, mais que estejas quando tu não estás. Não tens estado. Numa das piores fases de sempre eu não tenho contado contigo. E não quero dizer com isto que tens que me perguntar de cinco em cinco minutos como estou ou distrair-me com uma conversa que te venha à cabeça ... Não é nada disso. É só saber que te ouço e que tu me vais ouvir a seguir. Porque falar contigo o que tenho falado é sentir sempre um vazio de insuficiência; de não era isto que éramos e é isto que somos agora... E dói. E queria dizer-te isto tudo mas opto por me calar. Por ser forte. Por mostrar que não sinto nada disto e que está tudo bem, até porque tens vindo ter comigo mais regularmente na última semana. Até porque quando estou a escrever isto tu estás a desabafar comigo como fazias antes. Mas só hoje não chega, só umas horas não me chega quando eu estava habituada a tanto mais que isso - a madrugadas com insónias e contigo como companhia. Onde é que isso já vai? Parece que aconteceu noutra vida a outra pessoa que não eu. Parece que há um antes e um depois de mim, de ti e de nós. E quase todos os dias vejo coisas que me apertam o coração, vejo que dizes a outros o que queria que me dissesses a mim, o que acho que deveria ouvir, o que desejo semelhante quando chegar a minha altura. E isto vai doendo e eu vou deixando que doa, e vou calando, calando, calando. É mais fácil calar-me do que explicar esta dor que é tão semelhante tantas vezes quando se trata de ti... Eu só queria sentir que há um dar e um receber na mesma medida. E não há, não há e já acontece há tantos dias. Não te apercebes disso ou não te queres aperceber? Estás bem assim? Pois estás, só podes estar. Eu é que não estou. É a mim que me dói. Tu dóis-me tanto e eu não consigo deixar-te ir. Prefiro que me faças doer porque, ao menos, estás a fazer-me sentir alguma coisa. É sinal que ainda não foste embora por completo, mas, na verdade, tu só vens quando queres. Dás o ar da tua graça e vais pelo mesmo caminho por onde vieste. E eu fico aqui, sem entender se foi alguma coisa que eu fiz, se é assim porque tem que ser, se eu tenho que me tornar mais apetecível para não voltares a ir. A culpa só pode ser minha. Se calhar sou eu que não sou o suficiente para a forma como tu vives. E tenho que me adaptar a estes pedaços que me vais dando porque é melhor ter-te um bocadinho do que não te ter, de todo.

domingo, 3 de julho de 2016

Vão ser 15 dias certos sem conseguirmos falar e depois logo se verá... Só espero que consigas divertir-te, estar bem, sorrir e ser feliz.

E afinal não - excelente. Só espero que comigo aconteça o mesmo. Férias sem internet são demasiado estranhas porque fico sem o meu cantinho. 

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Balanço do meio do ano no blogger;

«Este meio ano já me pareceu quase meia vida... comecei a lutar por mim, mesmo a sério; comecei a fazer terapia, comecei a querer entender-me, perceber quem sou. Esta é, sem dúvida, a minha maior batalha. É a coisa mais difícil que eu já fiz na vida, já fui muito infeliz mas estou a aprender a lidar comigo. Estou a olhar para quem tenho ao meu lado e estou a deixar que os meus muros se esbatam... Este meio ano quase pareceu meia vida, juro...»
Estou muito orgulhosa de ti, este ano conseguiste muito mais do que imaginavas. Espero que o ano que vem seja ainda melhor. E sei que vou estar aqui para ver porque quero fazer parte da tua vida.
Não tenho muitas palavras, prefiro, por agora, não as ter. Só estou mesmo a curtir isto tudo e, nos intervalos, a rezar a todos os santinhos para não magoar ninguém. Incluindo eu própria...

Tinha saudades tuas.
Vai sempre doer-me que não me entendas, que não entendas que há alguma coisa de muito grave dentro de mim e que não é por tua causa ou dirigido a ti. Vai sempre doer-me que gostes de sublinhar que é tão fácil fazer uma coisa que, aos meus olhos, me custa tanto. 

E isto é ridículo, dentro de mim eu sei que é e sei que não faz sentido. Sei que tenho que me pressionar ou que esvaziar a cabeça de modo a conseguir chegar a algum lado - ao lado que quero chegar.

Mas pronto, é só mesmo mau que me faças sentir tão mal e que não entendas que isto é grave e me faças sentir que estás a gozar comigo.
Estou a tentar não pensar muito no que aconteceu durante a consulta porque vou chegar ao final da linha de pensamento e vou voltar a sentir a mesma coisa, aquele leve abandono... aquele sair de rompante quando eu estava a conseguir dizer alguma coisa de seguido e espontâneo... e isso magoou-me e, confesso, estou levemente abalada. Eu sei que vai existir um pedido de desculpas, eu sei que vai, mas abalou-me.
meu rebento:

O que temos construído é alguma coisa de sólido e que me deixa muito orgulhosa; quero continuar assim, quero construir uma amizade ainda maior. Quero saber mais e dizer mais, partilhar mais e fazer com que continues a sentir que me dou na mesma medida. És, sem dúvida, das melhores coisas que me aconteceu este ano.