sábado, 29 de outubro de 2016

Sempre fui clara. Consigo lembrar-me de todas as vezes que te disse que estares comigo nesta fase não seria fácil. E sei que to disse olhos nos olhos, sei que to disse por escrito, sei que to disse a viva voz. Tenho a consciência limpa quanto a isto, só porque tenho que ter a consciência o mais tranquila possível em todas as vertentes da minha vida. E tu és uma vertente importante da minha. És, talvez, das vertentes mais importantes da minha vida. Só tinha que ser o mais sincera e o mais clara possível para contigo. E fui. Sou. [Tenho medo. Tenho muito medo.] Estar contigo agora não era o caminho mais certo - mas desde quando é que nós fazemos o que é certo? - porque eu preciso de me focar em mim para melhorar quem sou. E ter uma relação, mesmo que à distância, não era o correto para mim. Eu devia de estar sozinha. Eu devia de percorrer este caminho sozinha. [Mas saber que te tenho por perto ajuda-me a manter-me. Tu estás por perto e isso faz-me sentir bem. Só que agora tu tens menos tempo para mim, tu tens uma prioridade mais importante e isso faz-me sentir mais sozinha, mais abandonada na minha solidão. E continuo com medo, que me deixes, que fiques farta, que me abandones ainda mais, que me abandones não por falta de tempo mas por falta de vontade.] 
E depois, claro, há o teu lado, porque agora somos duas. Ter uma relação à distância não era o que tu merecias. Tu mereces bem mais do que precisar de um abraço e não o ter. Tu mereces mais do que eu te posso dar porque eu tenho medo de tanta coisa. Eu vivo com o meu medo e tu vives com o teu medo. Eu sei que nos apoiamos no meio dos medos que possuímos mas sei que isto não era exatamente o que merecias. Eu sei que merecias mais do que eu, merecias uma pessoa com experiência, concreta e sei qualquer medo no bolso, que vivesse a vida da forma mais brilhante possível. E foste apaixonar-te por mim? 
E depois, para além do eu e do tu, há o nós. Quando eu te expliquei mais de mil vezes que não estava bem para estar com alguém tu disseste que ias ser capaz de aceitar - compreender, ter força para lidar - que eu tenho mais dias maus do que bons. Só que sinto que não. Tu não estás a saber lidar com as minhas zangas repentinas, com a minha frieza [porque tenho medo, sempre porque tenho medo de qualquer coisa], com o que tens que me dar mas não sabes que tens - só que sabes, e é isso que me irrita. Tu sabes. Eu aprendi a não me calar. Eu aprendi a dizer que quando dói, dói muito, ou pouco. Só dói. Eu aprendi que não posso mascarar o que sinto e que tenho que ser absolutamente clara - lá está, como quando te olhei nos olhos e disse que talvez fosse melhor deixarmos as coisas correr - e se me sinto mal, não vou ser querida. Vou mostrar que sinto isso. E tu não estás a saber lidar com isso. É agora que queres desistir? Ou ainda achas que vale a pena continuar e que vamos ser felizes? Que te faço mais feliz que triste? 
A verdade é que tu és a pessoa que está comigo, tu és aquela pessoa que, sem querer, me pressiona a fazer mais, me mostra que estou a fazer pouco (por nós) mesmo que eu esteja a dar o meu melhor. E isso é mau. Isso é negativo porque nesta fase eu tenho que fazer as coisas com calma, com cuidado, ao meu ritmo e no meu tempo, sem sentir obrigações. E eu estou a sentir que tu precisas de mais do que aquilo que eu te estou a dar e não consigo dar mais porque tenho que cuidar de mim - sobretudo não fingir para contigo, é isso que é cuidar de mim. Portanto em que é que ficamos? Onde é que estamos? Para onde vamos? 

[Juro que quero mesmo dormir contigo, quero que venhas passar um dia aqui comigo. Se te digo que não dá agora é porque penso mesmo que pode correr mais mal que bem. Pelo meu medo. Pelo meu medo de tudo o que tenho que fazer até chegar a essa cama onde vamos dormir. Mas preciso de dormir contigo. Preciso de abrir os olhos e sentir-te lá. Preciso de saber que me vais tapar com os lençóis quando eu tiver frio e que os tremores que me assaltam durante a noite já não te dão medo, que nada em mim te transmite medo. Preciso de ti, preciso mesmo de ti. E sei que precisas do mesmo. Será que é isto que é o amor?]   
Estar alerta é uma verdadeira treta. Ter os olhos abertos e começar a perceber todas as pequenas ligações que existem dentro de mim (até aqui não fazia ideia que existiam) é uma treta ainda maior. Não consigo voltar à altura em que não conhecia nada disto e simplesmente caminhava pela vida. E gostava, gostava tanto de conseguir voltar a essa fase da minha vida. E só há uma razão para querer voltar atrás: tenho medo, tenho montes de medo porque nesta fase onde eu estou não consigo perceber qual é o passo a dar.  Não consigo perceber se vou atirar-me completamente para a frente de um carro e nunca mais acordar. Não consigo perceber se vou simplesmente estragar tudo ou se consigo ter capacidade de ir fazendo as coisas certas. Mas o que é fazer as coisas certas? Eu não sei. Eu não sei nada. Não sei, principalmente, como é que me desenvencilho de todas as pequenas merdas que o meu cérebro cria, como é que me torno na pessoa adulta que quero ser. A verdade é que começo a perceber tudo e estou cheia de medo. Parece que não consigo desligar-me completamente do que lhes "devo", da culpa que sinto - mesmo sem querer - e de tudo o que não vivi porque me obriguei a fechar-me algures. Eu não quero continuar a sentir-me culpada. Não quero continuar a mentir. Não posso mentir mais. Não posso ser mais essa pessoa que mostra alguma coisa mas que deixa um espaço por mostrar. Não posso nem quero. Eu tenho que perceber como é que se vive esta vida. Porque esta vida é diferente da outra que eu vivi até aqui. Eu tenho que descobrir o equilíbrio entre o que lhes devo como filha que sou e o que me devo como pessoa que sou. Tenho que entender que há coisas que são minhas, íntimas, e que há outras que podem ser partilhadas, que posso deixar de erguer um muro onde tudo está bloqueado e só falo sobre algumas - poucas - coisas. Eu estou realmente cansada de viver desta forma e quero aprender a viver da nova forma. Quero mudar isto e estar consciente do que quero mudar é um primeiro passo muito importante. Mas como é que se muda uma coisa que não se vê? Como é que se muda o que esteve tantos anos fechado no mesmo sítio dentro de mim?
Parece que não sei viver. Estou cansada de tudo isto. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Sinto-me realmente sozinha.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

I: Como te sentes fora isso? 
She: Sozinha. 
I: Eu também. Estou contigo. Longe mas estou.
She: Tens que vir cá. 

A coisa que mais quero é voltar a dormir nos teus braços. Voltar a aproveitar o silêncio que se abate entre nós com os meus olhos mergulhados nos teus. Porque o silêncio contigo não é mau. 

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Saber que só volto daqui a 15 dias está a fazer-me entrar em paranóia. Aguento 15 dias?
Preciso tanto de estar sozinha e de me sentir, simplesmente, só para pensar. E depois preciso tanto de sentir que não estou sozinha, porque qualquer dia a escuridão engole-me e eu não quero sentir mais isto tudo. 

domingo, 23 de outubro de 2016

"Porque é que ser a Rosa é tão doloroso?", é das frases que eu me lembro quando um monte de memórias me assaltam e eu já não sei o que fazer. Simplesmente tudo se encontra a monte no meu cérebro e, do nada, só sobra esta frase. E eu juro que é mesmo isto. Juro que é. Eu num minuto estou bem e no outro a seguir tenho um aperto no peito, o coração enroladinho e mil memórias desconexas a navegar na minha mente. Só me apetece vomitar, vomitar a sério. Vomitar até tudo sair de mim e eu conseguir descansar minimamente.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Eu precisava de sentir que alguém estava tão entusiasmada como eu com a minha ideia e com aquilo que eu quero para o futuro em relação ao meu próximo ano. Eu precisava tanto disso. E sentir isso hoje foi tão bom porque eu estava tão enervada com isto tudo, já me custava dormir, já me custava estar acordada... Parece que está a encaminhar-se tudo e eu precisava de sentir isso. Só preciso agora de resolver o resto.
O meu estado tem passado do desesperado, ao desiludido, ao completo pânico e à mais confusa confusão. E não há forma de explicar isto melhor. É por isso que o silêncio me tem feito tão bem. Mas agora estou mais leve e consigo acreditar um bocadinho mais que isto vai acontecer e siga para a frente que vai resultar de alguma forma. Posso, portanto, parar de achar que vou morrer rapidamente porque a ansiedade vai matar-me. Ainda não é hoje. Não foi ontem. Nem no dia antes dele. Eu sou capaz disto, mesmo quando penso que não.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Queria tanto colocar em palavras tudo o que senti mas hoje não dá. Vou só lembrar-me dos sorrisos e dos risos. Vou lembrar-me de ter sentido uns fiozinhos invisíveis a ligar-nos. E vou lembrar-me de todas as vezes que disse que não estou sozinha, que não me ia abandonar e que havíamos de encontrar uma solução algures juntas. Porque me ia ajudar. E eu não estou sozinha. E que era bom eu ter encontrado o meu espaço onde podia falar em vez de ouvir. É isso que eu me vou lembrar durante esta semana.
Depois de dias e dias seguidos enervada consegui desabafar sobre o assunto e passei a achar que conseguia lidar com tudo isto da melhor forma possível. Não estava à espera era da força das circunstâncias. Não estava à espera que não fosse eu a mexer-me e a tratar efetivamente da questão. Estou agora a fazer o que posso perante a reviravolta. E eu sei que vão ser longos meses de solidão a trabalhar numa coisa que apenas eu acredito - ou que acredito de forma mais forte. E quero estar muito preparada para eles. Quero dar o meu melhor. Quero sentir-me a pessoa teimosa que me senti hoje de manhã de que eu posso fazer e que eu quero estar inteira e ser eu a ter a solução.  

domingo, 16 de outubro de 2016

Confesso que todos os dias vou reler o que me disseste e tento perceber porque é que aconteceu o que aconteceu... E porque é que acabas sempre por me magoar tanto. 
Estou a tentar apoiar-te o melhor que sei e o melhor que consigo. Só espero estar a fazer um bom trabalho porque tu mereces.

sábado, 15 de outubro de 2016

Tenho realmente medo de tudo. E tenho medo desta fase de incerteza e indecisões e sobretudo tenho medo de todos os sentimentos de pânico e ansiedade que me assolam a todas as horas. Eu estou com tanta coisa dentro da minha cabeça que não sei para onde me virar. 

Ao menos já consegui definir uma espécie de pequeno objetivo. Vou ficar mais nervosa quando segunda feira chegar mas se correr bem... Depois é resolver o que ficou pendente e começar realmente a trabalhar. O que eu sei é que estou demasiado aflita com isto e não é de agora, já começou no verão.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Quintas feiras vão passar a ser o pior dia para eu entrar na faculdade? Veremos. 

Chego, sento-me e à minha frente encontra-se parte da comissão de GRH, com o novo representante... E tê-lo visto com a moca na mão que era dela fez-me dores de barriga - tornou real. Tornou imensamente real que já não existes na praxe. Deixou-me tão desconfortável que só aguentei cinco minutos ali sentada e porque a Daniela lhe apetecia estar ali. Agora só falta mesmo entender se ainda existes na faculdade ou não... Mas doendo, doendo muito.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Sempre que tentamos falar acabamos a discutir e atacar-nos. Ou tu me atacas e eu perco a capacidade de não responder. Tu trazes ao de cima o pior de mim. A parte que me passo completamente. E eu não sei como é que continuo a preocupar-me contigo. Mas dois meses em silêncio a pensar só que existes e a perceber que não vinhas ter comigo acabaram hoje. E estava a correr tudo bem até deixar de correr. Juro que não sei o que fazer connosco porque eu não entendo os teus ataques e eu não entendo que tu não me entendas nem sequer faças a puta de um esforço. Toda a gente se preocupa comigo e tu "reduzes" os meus problemas a nada. 

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Eu precisava de um abraço forte mas tive muito mais do que isso. Uma conversa daquelas que eu queria que acontecesse mas não sabia como fazer com que acontecesse. E tive-a. Acalmou o buraco que vive no meu peito sem data de saída. Acalmou-o durante umas horas. E é tão bom que isso tenha acontecido. Obrigada por me terem ouvido. Obrigada por me terem aconselhado. Obrigada por tentarem que eu veja o futuro com um bocadinho de mais cor. 
«tu não és o meu "se não", tu és o meu "estás lixada"», declarações da tarde, num dia super mau. 
Pela primeira vez na minha vida sai de lá de dentro e só me apetecia partir tudo. Se a partir de agora vai ser assim juro que só quero fugir. Já chega de tentar enfrentar-me porque isso dói.

A única altura que estou "bem" é lá dentro... se calhar devia de viver lá, pode ser que resultasse.
Não sei porque é que estou a fazer isto mas sinto que é a minha derradeira opção. Escrever sem qualquer tipo de subterfúgios e filtros. Simplesmente dizer a verdade, doa o que doer. E vai doer. Porque a minha vida é uma montanha de dores não resolvidas. Eu penso que fecho as páginas e que vou abrir novas sem ter problemas com as antigas mas estas nunca estão realmente fechadas. Ou talvez eu esteja apenas num dia muito mau em que tudo o que eu vejo, para trás, e para a frente, é mau. E eu sei que preciso de ajuda para deixar de ver só o que é mau, eu sei. Eu sei que sou a pessoa mais pessimista que eu conheço mas eu prefiro pensar que vai correr mal e depois ser surpreendida do que pensar que vai correr bem e sair desiludida. Já me deixaram tantas vezes no chão, sinto que estou constantemente a levar pontapés e que perdi a facilidade em me levantar, ou, pelo menos, fingir que me levanto. Porque a minha vida é uma questão de fingimento, um dia a seguir ao outro. Eu acordo a fingir e deito-me a fingir. Todos os dias. Eu finjo em tudo o quanto é sítio. Eu finjo que sei quem sou, finjo que está tudo bem comigo, transformo-me na melhor filha que posso ser - tento, pelo menos - e dou o melhor de mim aos meus amigos. E depois esqueço-me de dizer que estou toda partida por dentro em mil pedaços que não têm data de colagem. Esqueço-me de referir que vivo com um buraco permanente dentro do peito que qualquer dia me suga completamente e esqueço-me de dizer que não sou capaz de aguentar mais isto. Eu não sou capaz de aguentar mais noites de pesadelos, mais semanas seguidas a viver num aperto atroz. A acordar de madrugada porque não dá para dormir mais. Admitir que não consigo descansar. 
Eu sinto-me verdadeiramente sozinha e isolada de tudo. Sozinha dentro de mim e da minha própria escuridão. Começo a sentir que estou a enlouquecer e que o laço da corda se está a apertar à volta do meu pescoço. Por que, se não estivesse, que dor é esta? Durante tanto tempo eu agi como se soubesse tudo, como se nada em mim estivesse em ferida aberta e só queria continuar a agir assim. Que ideia foi esta de sentir que não dava mais e já chegava de mentiras? Eu não consigo lidar com esta fase em que me encontro. Eu não consigo lidar com o enfrentar-me por que isso ainda é pior que fechar os olhos. Agora tenho os olhos abertos e vejo-me a fingir. E vejo tudo o que está à minha volta sem saber como é suposto mudar, sobretudo mudar-me. Estou cansada de me sentir assim, estou cansada de estar viva dentro de mim. Não há uma forma de sair de mim? Ou, pelo menos, acalmar tudo isto?
Dizem que eu sou calma e ponderada, dizem que eu os tranquilizo, mas não sabem que eu sou uma pessoa totalmente diferente daquela que vêem. O que eu aparento não é quem eu sou. Estou partida por dentro, estou cheia de medo do que vem a seguir porque não vejo nada. Só apenas um buraco negro sem sonhos. O futuro é isto? O futuro é todos os amanhãs iguais aos dias de hoje? Não gosto de planear por que tudo o que eu planeio acaba furado mas sei que não sei o que quero daqui para a frente. E o que me custa mais é ver toda a gente a avançar e eu estar parada, a andar em círculos que não vão para lado nenhum. A remexer em cicatrizes como se isso me curasse. A sentir dores constantes dentro de mim e a fingir que estou bem. A dar mais, a ser a pessoa bem comportada que todos esperam que eu seja por que não posso dar mais problemas, já dei os suficientes. E continuar a fingir, dia após dia, que estou bem e que aguento viver assim. Não aguento. Não aguento mesmo. Estou verdadeiramente cansada e não sei o que tenho que fazer a seguir.
Sei que já devia de ter escrito isto há muito tempo mas ando a negar ou a fingir que não me importo assim tanto. Só que os meses continuam a avançar e eu continuo a perceber que a questão existe. Deixaste de me falar. Passas por mim e não me vês. Ou eu passo por ti e tenho demasiado receio de te encarar e te abordar porque não entendo porque é que deixaste de me falar. E tu continuas sem me falar, é como se nunca nos tivéssemos cruzado. Saber que não foi só comigo deixou-me um bocado mais confortável, mas, mesmo assim, eu sei que a culpa foi minha, só pode ter sido. E algures vou ter que arranjar uma forma de encarar a questão de frente.

E eu e ela aproximámos-nos. Queremos redescobrir a nossa amizade e a ligação que temos. Nós éramos três e a nossa ligação era tão forte que não necessitávamos de falar diariamente, mês a mês chegava. E agora, agora de repente, somos duas. Ela desapareceu. E desapareceu de nós as duas. E nós ficamos e estamos a tentar entender o que lhe aconteceu. E enquanto isso ela está a tentar que eu me veja melhor, como sou. Que eu aborde a minha natureza e a aceite. E eu orgulho-me tanto de te conhecer, querida Aria. És natureza e eu admiro-te.

domingo, 9 de outubro de 2016

Estar a passar-me de repente, desabafar contigo e tu não estares exatamente atenta a isso está a doer-me. Mas sei que estás a dar o teu melhor.
Parece que quando uma coisa corre mal, correm duas ou três. E eu estou a esforçar-me para me sentir bem contigo e não estou a conseguir. Não sei o que fazer. Eu sei que não me posso esforçar e que quando for para voltar tudo ao normal vai voltar... Mas eu estou a esforçar-me porque me custa estar mal contigo. 
Agora vai doer muito porque estou com os olhos tão abertos e estou numa fase descendente... e tu-do o que ouvir vai fazer-me sentir mal, vai ser um juntar ao que já me dói, vai ser um guardar mais uma dor cá dentro.
Sei que é errado mas não consigo deixar de pensar em voltar a escrever alguma coisa e até já sonho com isso... E quando isso começa a acontecer é mau para o meu lado.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

«tudo o que for por bem», e tu, tu és todos os bens de sempre; «há sempre alguém para te ver», e tu vês, e eu vejo(-te). e encontramos sempre (o) «caminho de voltar» uma para a outra. 
Estes últimos dias tens estado tão apegada a mim e tens-me procurado tantas vezes que eu tenho medo quando te voltares a afastar.
Pensava que era ontem porque ontem é que merecias a prenda mas foi hoje, quando já nenhuma de nós tinha esperança. E a tua vida começou seriamente a mudar e eu só penso que tu já o merecias há muito tempo. O quanto tu mereces isso! Agora é viveres o máximo que conseguires e aprenderes tudo o que tiveres a aprender e seres a melhor. Sei que vais ser. E um dia de cada vez, o que vier para a frente logo se vê quando lá chegares - não te esqueças é que eu vou contigo. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

A minha princesa finalmente entrou no mestrado!!! Que orgulho!!
O melhor de hoje foi mesmo ter-te visto, estar cheia de saudades tuas e tu abraçares-me com tanta tanta força que até ao colo me pegaste e os meus pés pequeninos ficaram a abanar só durante uma data de segundos. Eras das pessoas que eu mais queria voltar a ver. Adoro você, meu João!!
Juro que a nossa amizade é das melhores coisas que a faculdade me trouxe, juro que é. És das que valem todas as penas.

Minha pequenina. Minha menina. Meu sorriso mais lindo. 

Provavelmente hoje escrevi das coisas mais bonitas que já escrevi para alguém. Só desejava ter passado este dia na tua companhia e não estar aqui a escrever isto agora, era sinal que estavas nos meus braços e que estávamos a aproveitar todos os segundos perto uma da outra.


« (...) Deve ser por isso que desejo apenas olhar-te para me sentir. De todas as reviravoltas que a minha vida já deu, tu és a mais bonita. Sei que dê por onde der nós vamos acabar sempre por voltar para perto porque não sabemos estar longe. (...)»
A única coisa que me doeu hoje durante o tempo todo naquela faculdade foi ver tantos trajados e saber que não te ia ver a ti. Não te conseguir descobrir em lado nenhum. Isso marcou-me. E, provavelmente, agora será assim... E dói. Dói.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

O pânico tem-me toldado o raciocínio, eu sei. Volta e meia e todos os dias falo no mesmo. Mas é só porque tenho medo. Entro em pânico só de pensar que posso não estar a ser completamente sincera nem a colocar todas as cartas do baralho em cima da mesa onde estamos a jogar este jogo. E então fico assustada por pensares, mais lá para a frente, que houve alguma coisa que não te disse, que me esqueci de referir ou que escondi de propósito. Daí voltar constantemente ao mesmo assunto. Não nos quero a entrar para o jogo sem saber jogar, é mais isso. Estou constantemente a repetir a mesma coisa, que não estou bem, que não sei quando vou estar e que tenho medo que isso tenha repercussões no que somos em conjunto. Eu sei que não me calo com isto. Mas é que o meu cérebro também não se cala com isto. Então eu tenho que o repetir... Estou na pior fase da minha vida e mesmo assim tu estás comigo. Não sei se isto faz sentido porque tu também tens os teus problemas e as tuas questões e eu sei que não podes levar com as minhas todas também. Forçar-te a carregar um peso que não é o teu, porque me pertence, é mais do que aquilo que eu quero. E continuo a repetir-me na esperança de, um dia, me entrar na cabeça que tu me conheces profundamente e que já cá estavas quando o negro se abateu mais seriamente sobre mim. É nisso que quero acreditar; que, um dia, as tuas palavras me vão acalmar e eu vou desistir desta conversa e deste pânico todo. Só nos quero bem. Agora e amanhã. E no dia a seguir a esse. Mas um dia de cada vez.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

«Tu és forte. Tu é que pensas que não. As pessoas não são fortes apenas por aquilo que conseguem ultrapassar. As pessoas são fortes por tudo aquilo que aguentam. E tu aguentas tanto, Rosa. (...)»

06.09.2016

domingo, 2 de outubro de 2016

O teu sorriso mata-me. Quando é que inventam os abraços por skype?
A conversa de ontem foi alguma coisa de muito importante, para os dois. Sinto que tudo o que construímos até aqui se encontra cada vez mais seguro e espero que permaneça tal e qual está. Temos crescido cada vez mais e só isso nos faz manter-nos na vida um do outro como nos mantemos. Estamos tão bem e isso é tão regular que cada vez menos preciso de escrever sobre estar mal contigo ou desabafar sobre alguma coisa errada entre nós. Crescemos o suficiente para conversar sobre tudo, um com o outro, e para deixar que as coisas se resolvam. Para que exista um dar espaço quando é necessário e uma conversa mais longa quando deve existir. E eu sou feliz por isso.

sábado, 1 de outubro de 2016

Prometo que estou a tentar estar bem mas não consigo. Não consigo deixar de sentir um vazio imenso e uma dor imensa no peito. Tudo porque a última coisa que eu precisava de ouvir, ouvi, e desde aí que não consigo sentir-me bem. Partiu-se alguma coisa aqui dentro e eu não sei como voltar a colar.