Eu só quero que, caso fiques magoada comigo, mo digas. Que não guardes para ti e vás dormir. Eu sei que fui agressiva, estava triste e tu disseste uma das frases que me dói mais ouvir; parece que minimizam o que sinto a cada vez que a dizem. Mas também quero que percebas o que disseste, porque doeu-me. Sei que já falamos e que agora estamos bem mas eu preciso de escrever isto. Eu preciso de mandar cá para fora. Porque eu não percebo. Eu estava magoada contigo, depois passei a estar preocupada, ficando cada vez mais preocupada quando não me atendeste. Bastava teres dito que estavas magoada comigo e que não querias falar. Que me falarias quando pudesses ou quando quisesses. Só não percebo porque é que não o fizeste e tiveste que fazer com que eu me sentisse ainda pior. Não me atendeste duas vezes e a minha preocupação aumentava, o meu nó na garganta aumentava. E tu mantiveste-te sem me dizer nada até ... Quereres? Era mesmo necessário? Penso que não. E desculpa mas não consigo deixar o que sinto por dizer. Desculpa mas tem que sair. Contigo tem que sair. Eu acho que já não consigo deixar nada por dizer; quase nada, vá. Só quero que fiquemos bem. Sem discussões tolas. E que me digas quando te magoo, embora eu saiba, ou desta vez sabia, que o podia ter feito. Só não quero voltar a sentir que me abandonaste. Não quero voltar a sentir as lágrimas a caírem e a serem controladas a meio de uma aula por uma coisa tão de nada como isto. Não quero voltar a sentir, sobretudo, que chegamos a um local do que somos que não é o que fomos até agora. O que és em mim, não deixarás de ser. O tempo em que temos estado ligadas diz-me isso. A cada vez que ultrapassamos mais uma pequena birra minha e (ou) tua dá-me provas de que vieste para ficar. Aliás, eu quero que fiques. Fica, por perto. Amo-te, e desculpa. Outra vez.
segunda-feira, 31 de março de 2014
Não percebo o que sentes mas deve ser do tipo confiar em toda a gente menos em ti. O problema é que não consigo dar(-te) mais. Não já. Não agora. Não sei se amanhã. Não sei. Só não queria sentir que estás mal por minha causa. Custa-me isso. Estou a dar o meu melhor. Pelo menos sinto isso. Adoro-te. E desculpa. Por não sentires que estou a dar o meu melhor.
Paro na estação. Meto o telemóvel no bolso e procuro lugar num banco. E do nada alguma coisa me faz olhar para trás. Estava uma rapariga a sair do comboio. E eu pensei em ti. Será que algum dia te vou ver? Aquela rapariga podias ser tu. A sair do comboio. E eu podia estar à tua espera. E podíamos abraçar-nos. Já não te vejo há anos. Gostava de saber como é que isso seria.
Eu só não consigo perceber porque é que queres tanto que eu te escreva a fita. Eu tenho medo. Tenho medo dos teus (e algumas vezes meus) vai e vens. Porque nós nunca conseguimos estar bem muito tempo. E o que escreveria eu se não estivéssemos bem? E o que diria aos meus pais? Já ninguém fala de ti aqui. É como se só se falasse de vez em quando. Deixou de ser assunto. Deixei de ir ter contigo. Afastamos-nos. E é suposto agora dar-te a minha morada para escrever uma fita? Nem sei se tenho vontade de juntar linhas para ti. Ultimamente não sei o que te dizer. Já viste as nossas conversas? Estamos a tentar recuperar a amizade, é isso que devo dizer na fita?
Amanhã faz quatro anos que começamos a falar. Se não te lembrares também não te vou dizer nada porque realmente "ultimamente não sei o que te dizer" e não posso cair na rede de dizer "de mais" para que tu me voltes a magoar novamente. Nem que seja sem querer. Tenho pena mas temos que jogar com o que temos à mão. E o que eu tenho à mão quanto a ti, neste momento, é isto. Um conjunto de esperanças quase vãs que tu atacas e destróis sempre que te apetece. Mas eu continuo a querer que fiques porque é melhor ficares do que não ficares. E depois continuo a mandar-te embora porque me farto de estarmos assim. Mas é isto. É isto que devo escrever na tua fita? Que dê por onde der tu estás comigo há quatro anos? Que nem eu nem tu desistimos uma da outra? Que queremos manter a amizade; que a queremos de volta? Eu sei lá.
sei que estás magoada comigo porque fizeste com que o percebesse ontem. e hoje de manhã. mas eu não estou magoada contigo. estou bem contigo, como sempre. sei onde estás se precisar. sabes o mesmo. não percebo é como é que podes achar que me afastei de ti e que o que sinto por ti mudou. ou que alguma coisa mudou. não percebo. isso não me magoa porque eu sei que estou exatamente onde estava antes. só, às vezes, não digo alguma coisa quando penso em dizer porque podes estar ocupada. mas tu podes fazê-lo, tal como fizeste ontem à noite. só que depois disseste o que verdadeiramente querias dizer. bem, espero que não tenhas ficado com a mesma sensação, pelo menos, não esta manhã quando recebeste a minha mensagem. espero que tenhas sorrido. espero que estejas bem.
«queria fazer-te sorrir com o meu comentário como me fizeste sorrir com o teu. tu sabes sempre como me fazer sorrir quando comentas os meus textos. sempre. acho que encontraste a fórmula do meu sorriso. eu tenho de aperfeiçoar a do teu. gosto demasiado de ti para te deixar cair agora, entendes? e quando digo que vou estar sempre aqui, eu vou realmente estar SEMPRE aqui. "és tão linda e tão superior a isto"!»
E tu fazes, tu fazes-me sorrir. Tu também encontraste a fórmula do meu sorriso. E utilizas-a todas as manhãs e todas as noites. Porque tu estás, fazes questão disso. E eu vou estar sempre aqui pata ti. Tal como tu estás para mim. Mesmo com muitas dores de estômago, stress, mensagens químicas, espadas e histórias estranhas mirabulantes. És a Lú e isso basta!
Eu sabia que só tu ias entender a imensidade do que carrego quando falo nele. E saber que rezas para que o teu Porto não chegue ao fim da Liga Europa só para o Benfica poder jogar contra o Valência aqui ... Saber que fazes isso por mim é quase chorar. Porque sei que o Porto é alguma coisa de enorme dentro de ti. E saber que abdicas de um Porto-Valência só para eu ter uma mínima chance de poder ir à Luz e vê-lo é tipo enorme. És pequena mas és grande, Geraldes. Sabia que não podia ir ter com mais ninguém, tinhas que ser tu, InêsSapu!
Eu sabia que sexta quando soube que ela ia a Espanha que eu estava mal. Mas não era nada de muito especial. Ia ver um jogo teu. Paciência para mim, eu também gostava e não posso. Por isso se ela pode por que não ir? Nem a conheço bem. Só sei que joga futebol, é do Sporting e que te temos a ti em comum como grande pequena pessoa. Não me importei, portanto. Só que sábado percebi que ela passeava por Valência e que encontrava cartazes com a tua cara em todo o lado. E isso começou a mexer comigo. Queria dizer que ela estava mesmo aí, que ia mesmo ver-te. E domingo ... Oh, domingo. Domingo foi mau. Já não te consigo ver jogar há séculos e ela vai ao estádio e com um simples cartaz consegue que tu vás ter com ela e que lhe dês a camisola com que jogaste? E consegue que sejas tu, com os teus lindos pés, a mexer-te até ela? Consegue que tu fiques com uma camisola que ela fez para ti e que a mostres a todos os teus companheiros de equipa? Eu só queria que comigo fosse igual. Não igual, mentira. Eu queria só que soubesses quem sou. Que soubesses que te admiro um montão. E custa. Saber que todas as "esperanças" que construí ao longos dos últimos anos não sejam nada. Porque tu foste para Espanha. Porque quando cá vens eu tento ir ver-te ao estádio e nunca acontece. Fico sempre em casa. E isso faz-me perceber que tudo isto não passa de um sonho. Há quem possa concretizar os sonhos em relação aos seus ídolos ditos famosos mas talvez eu não possa. Talvez isto tenha que doer e pronto. E dói mais saber que não posso demonstrar a dor que sinto porque muitos não a entendem. Que estupidez seria, saberem que é a terceira vez que me desfaço em lágrimas por um careca ... Mas dói. Eu só queria que tu soubesses quem eu sou. Nem o texto deu em nada. Talvez simplesmente não esteja destinado a ser ao perto, mas sim ao longe. Talvez esteja apenas destinado a doer. Sem saberes que existo. Admiro-te um montão.
O dia de ontem fez-me perceber o que tu escreveste num texto; que não é preciso anos de amizade para se estar quando é preciso. E tu provaste que estavas, ao ouvir tudo o que tinha para te contar. Ao te sentir tão preocupada comigo. E ao me teres dado força para que ultrapassasse tudo isto. És linda, Ki.
O que mais gosto no agora em nós é que estamos sempre preocupadas uma com a outra, mantemos sempre o contacto. Mesmo que não falemos durante uns dias diretamente eu sei o que te acontece, e tu sabes o que me acontece a mim. E isso faz-me sentir como que segura. E obrigada, por te preocupares comigo logo na altura em que deves. Tu vais ser muito feliz mesmo que sintas que não o estás a ser agora, ainda chegará o teu momento. É a vida.
Algures na semana passada sem eu esperar recebo uma mensagem tua no facebook:
- Beijinho da madrinha.
Respondo:
- Beijinho da afilhada.
Se é com coisas destas que te sentes bem, eu sentir-me-ei também bem assim. Desta forma. E se é a nem sequer responderes ao que te digo em comentários esporádicos que faço nos teus estados que queres que estejamos é assim que vamos estar. Sinceramente já me custou horrores esta tua forma de lidar comigo mas agora já não custa tanto. Acho que me habituei. O que dói é que tu nem sabes sequer como estou. E o que dói é que nem sequer te esforças para saber. Isso dói quando me lembro. Mas pronto, passa. Porque tudo passa.
sexta-feira, 28 de março de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
Acho que me estou a ir abaixo. Como se não conseguisse sair desta espiral estranha. Eu digo que está tudo bem comigo, tudo dentro do normal, porque, na realidade, está. Eu não minto quando o faço. Só que, ao mesmo tempo, eu sei que não está tudo bem. Também porque sinto. E normalmente porque acerto quando sinto isto. Custa-me. Estar assim e não saber por que estou. O problema é que não estou assim por causa de ninguém mas por mim mesma. Como se me estivesse a fazer de vítima por apenas uma estúpida de uma operação de nada. Sei lá. Não percebo. Não me percebo. Custa-me fazer um esforço; para estudar, andar, caminhar, estar com pessoas, mas não ver recompensas desse esforço. As dores são físicas. São-no. Mas também se tornam psicológicas. Sinto-me como que à beira de um colapso por uma coisa de nada. Desde segunda feira que tenho picos de humor. Há alturas em que só me apetece desatar a chorar e partir tudo. E depois há outras alturas em que agradeço por o ter feito, porque sei que estou melhor e que vou ficar melhor no futuro. No entanto, continuo a ir-me abaixo. Acho que deixo, pelo menos hoje, que sinto as lágrimas a querer saltar tão rápido, que me sinta mal. Não sei explicar realmente. Achava que escrever me ia fazer sentir melhor mas caramba, só me sinto mais confusa porque não percebo porque é que estou a reagir assim. Eu queria estar bem. Queria realmente conseguir estar bem. Será que não consigo estar bem?
terça-feira, 25 de março de 2014
I: Eu vinha dizer alguma coisa mas depois perdi-me no que o Kyle disse-te porque ele disse tudo o que eu vinha dizer-te. Sabes que te dou na cabeça quando é preciso mas sou a primeira a esticar a minha mão para te socorrer. Por isso, peço-te outra coisa: quando tiveres mal, diz-me. Logo. Não esperes que eu descubra ou que digas alguma coisa que me faça perceber isso mesmo. Eu preciso de saber como estás. Eu preciso que tu estejas bem. Acho que sou um bocado obsessiva com os meus; tenho sempre que saber como estão. E contigo, minha Ki, é assim. Eu tenho que saber quase constantemente como estás e se o teu coração se encontra num lugar seguro.
És tão linda, Kiara. Nem tens a noção da beleza de que és feita. Mas olha, também te digo: ainda bem que não o tens porque as pessoas mais especiais são aquelas que não sabem que o são; li essa frase há muito tempo e lembrei-me agora quando estava a escrever-te isto.
She: Fizeste-me chorar com esse último parágrafo... e foi chorar a sério, não foi um mero "clichê". Obrigada, minha princesa, por tudo! És linda, e a cada dia que passa, mais bela eu te acho! Mereces tudo de bom, por seres tão boa! Confias mais em mim do que eu confio em mim mesma...
Não te esqueças que foste tu que foste embora. Foste tu que inventaste um qualquer problema na tua mente para não dares mais sinais de vida. Provavelmente deves estar à espera que eu vá atrás de ti, como tantas vezes fiz antes, mas já devias saber que esta nova versão de mim não vai atrás de ti. Sei que a raiva e a incompreensão para com a tua atitude me impedem de te falar e o orgulho continua a querer perceber quanto tempo vais continuar com esta birra estranha. E, por isso, tenho razões mais do que sustentáveis para não ir atrás de ti. Para além de todas as outras que vêem tão lá de trás como os anos que nos ligam. Admito que errei; ao início, errei. Mostrei-te alguém que engolia o orgulho para que as coisas se mantivessem minimamente em paz. Só que, depois de tantos contratempos e de tantas vezes sem saberes nada de mim, ainda não me conheces? Ou será que não queres conhecer? Será que estás a testar-me? Posso ter mudado muito - crescido de cabeça para baixo como uma vez afirmaste - mas não mudei na parte do odiar que me testem. Talvez possas continuar a fazê-lo até ao dia em que a saudade te bater forte e perceber que não sabes nada de mim há dias. Ou talvez não, penso que o que és agora me pode fazer ter quase a certeza que nem assim virias ter comigo. Como se estivesse a analisar probabilidades e quase que soubesse que não o farias. Estás a medir forças comigo, a ver quem cai primeiro. E isso também te está a fazer perder tudo o que conquistaste. É verdade, quando eu achava que, finalmente, estávamos a encontrar um equilíbrio que pudesse ser trabalhado, tu reages assim? Estás a mandar por terra todo o trabalho cuidadoso que tiveste ao longo das últimas semanas em pequenas mensagens, que eu sabia que vinham, e me estavam a fazer aproximar, nem que fosse mais um bocadinho. Mesmo que não me estivesse exatamente a aproximar da forma que querias. É assim que queres lidar com isto? Escondendo-te e não dizendo nada? Querendo que eu vá atrás de ti devendo saber que não vou? Tudo bem, tu podes lidar com isso assim, podes lidar comigo da forma que quiseres, mas não te esqueças que somos duas pessoas aqui e as tuas acções têm consequências. E, neste caso, a consequência que prevejo acontecer é aquela de sempre, esquece que eu existo, mais uma vez. Só não volto a prometer a mim mesma que não te falo porque ainda me sinto meio que toldada pela raiva. Se não vens ter comigo porque te encontras a fazer birra e a medir forças quando e se vieres não vou estar aqui. Vais receber de mim silêncio. As tuas constantes voltas e reviravoltas na minha vida, achava eu, que tinham acabado há umas semanas, de forma leve e inesperada. Estava a voltar a dar alguma coisa por nós. A ver um equilíbrio, ainda a tentar manter-se. Mas estava. E tu? Tu decidiste, sem me dar forma de conhecimento, que ias remeter-te ao silêncio para comigo, só porque sim? Só porque não te conto alguma coisa? Ou porque não pergunto como estás? Só porque o quê? Que razão tens para fazer isto? Não aceito a desculpa do muito trabalho porque nas últimas semanas também o tiveste e todos os dias querias saber de mim. A tua incoerência nunca muda. É incrível.
segunda-feira, 24 de março de 2014
Reviver memórias contigo foi, sem dúvida, menos doloroso do que revivê-las sozinha. Se o fizesse sozinha não tinha respostas. Contigo tenho-as. Custa ainda lembrar-me de certas coisas e talvez um dia te pergunte uma coisa que me passou pela cabeça hoje. Sei qual será a resposta mas, aos olhos do antes, talvez fosse diferente.
Amo-te, amo-nos Gé.
Não estava minimamente à espera que o supermercado a que os meus pais quiseram ir ontem fosse exatamente à porta de tua casa. E isso fez-me recapitular um monte de memórias. Lembraste da viagem de carro? Lembraste de me ajudar a escolher o vestido para a gala? Lembraste de resmungares por causa do João Pereira? Lembraste de quando me sentei na estação e falámos? E quando vieste ter comigo na última vez que nos vimos, os silêncios que colocaram entre nós. Não que tenha saudades tuas, só tenho saudades de saber como estás. Se a tua mãe e o teu pai já estão bem. Se tu própria estás bem. Se acabaste o 12º ano e já vais para a faculdade, ou estás a trabalhar. Se voltaste a namorar com a Sara. Se sabes da Patrícia. Ou se a Sofia tem vindo ter contigo. Eu sei lá. Tu trazes-me um monte de memórias. Encolhida e envergonhada em frente à estação na primeira vez que nos vimos. O teu sorriso era tão tímido. Mas depois falaste tanto. A vergonha desapareceu quando me apresentaste toda a história da tua vida. Ajudei-te a esquecê-la? Às más memórias? Fizeste bem em ter ido ter com a Patrícia a Braga e teres-me deixado aqui? Fizeste bem em mentir-lhe dizendo que não tinhas nada comigo quando me beijavas todas as sextas feiras? Fizeste bem em mentir a ti mesma? E eu? Eu fiz bem em deixar que lhe mentisses? Em deixar que percebesses primeiro o que sentias? Em continuar contigo sabendo que as fotos que ela te mandava não paravam? Fiz bem em entregar-te bocadinhos dispersos de mim? Não sei. Acho que aprendi muito nos meses em que nos cruzamos.
Só queria saber se estás bem. Ainda bem que não me apareceste à frente.
domingo, 23 de março de 2014
sexta-feira, 21 de março de 2014
Agora que me apercebo. Já há uma semana que falamos durante todo o dia. E isso fez-me sorrir. E ainda me fez sorrir mais quando hoje disseste que tinhas tudo no sítio certo. Que eu tinha sido essencial para ultrapassares o dia de ontem, que se não fosse eu não tinhas ninguém com quem desabafar. "Tenho-te a ti, também tenho a Joana (..)", ainda bem que sabes que tens. Nós somos o Trio Maravilha, não é? Já o éramos cá dentro. Só estamos a começar a colocar cá para fora o que éramos cá dentro. E que bem que nos soube juntar-te ao nosso grupo.
Está tudo bem contigo, o Kyle tem razão. E prometo-te, Ki, vai continuar a estar. Porque eu vou sempre dizer-te "bom dia" e "boa noite". E perguntar-te como estás. Ou falar contigo durante todo o dia do mesmo assunto se é disso que precisas. Prometo que tens aqui uma amiga a sério, para qualquer hora. Até quando não consegues dormir. Ou depois de veres PLL e te apetecer chorar - como a mim me aconteceu!
Não acredito que simplesmente tive a coragem - o impulso - de te ir falar. E que a culpa de tudo isto acabou por ser do teu computador que não envia ou recebe mensagens. E afinal estou na tua vida como "antes". Só me resta saber que papel tenho. Talvez nunca o saiba.
Foi apenas um erro técnico e não te tinhas apercebido que me tinha feito mal. Ao menos isso. Mas também dói saber que só soube isto por ter ido ter contigo se não bem que poderia continuar à espera ... E a pensar que tinha feito alguma coisa de imperdoável.
quinta-feira, 20 de março de 2014
terça-feira, 18 de março de 2014
«estranho alguém que vive da forma que vives perguntar o que é a vida. a vida é as pessoas que amamos. a vida é o que fazemos por elas. por nós. a vida é tudo o que tu dás, a quem tem o prazer e a sorte de te conhecer um pouco mais a cada dia que passe. vida é o que tu transmites.é o que tu proporcionas. é isso mesmo que é a vida. é por isso mesmo que ela faz sentido. por existirem pessoas como tu! <3 amo-te»
és tão linda, minha ruru. eu amo-te milhões!
segunda-feira, 17 de março de 2014
É quando entro em desespero e quando já sinto o batimento cardíaco tão ritmado na minha cabeça que acabo a ver-te, mesmo estando de olhos fechados. Como se estivesse algures no deserto e tu fosses apenas uma miragem. É quando as dores tocam o seu ponto mais alto e a intensidade delas não diminui que acabo a ver-te. Lembro-me sempre de ti. E fujo sempre a isso. Até que ontem à noite um fundo de coragem me assaltou, vindo de um pedaço de mim que nem sabia que existia. E tudo isto se escreveu; as palavras imploraram para sair, mesmo quando o meu cérebro estava tão cansado. Memórias tuas assaltam-me sempre nas alturas em que não tenho qualquer capacidade de lutar contra elas.
Lembro-me sempre de ti. Daquela tarde, quando nos conhecíamos há tão pouco tempo, em que me fechei no quarto às escuras com dores e o mesmo pedaço de gelo moldável que agora tenho colado à cabeça. Sabia que a alguns quilómetros de distância te encontravas a fazer o mesmo que eu. Que as minhas dores eram tão fortes como as tuas; aliás, foi isso que nos ligou. Lembro-me de ter descoberto isso no dia de Páscoa, tinha ido almoçar a um restaurante com a família e estávamos num espaço fora do restaurante à espera de mesa para almoçar. Lembro-me de estar parada em frente a um carro a falar contigo por mensagens quando soube que tu tinhas as mesmas dores que eu; incuráveis, constantes, de levar ao desespero.
Bem, é sempre essa a memória que me envolve quando as dores ficam mais fortes. Até hoje (noite à noite) ficou presa cá dentro, impedida de sair por mim. Agora conseguiu sair, talvez seja do desespero que sinto, da falta de ação que parece que tenho. Talvez seja de me lembrar de ti e saber que não posso guardar isto mais tempo. Chorei. A intensidade das dores misturou-se suavemente com as memórias que tenho tuas. Lembro-me claramente do teu quarto, da janela em que o sol o iluminava, da cama de ferro branca e da colcha com motivos florais. Lembro-me de ti, do teu cabelo castanho claro a envolver-te o rosto, dos teus olhos quase verdes num dia e castanhos claros no outro. Lembro-me dos teus lábios e da forma como sorrias para mim, da tua voz. Da forma que mal chegavas a casa me ligavas, me querias ver, me querias ter mais perto. E sinto saudades; quem sabe se de partilhar contigo estas dores, como naquela tarde. Quem sabe de te chamar. Quem sabe de ter a certeza que não fumaste o maço de cigarros todo e se a sandes com queijo que comeste no intervalo serviu para te aconchegar o estômago. Tenho saudades tuas. Chegam a ser tantas que não consigo discernir se as tenho porque sim ou por me sentir culpada de alguma coisa. Sei que não fui perfeita todo o tempo em que nos cruzamos mas tu também não foste. Não me canso de me lembrar do mal que me fizeste e do bem que achava que me trazias. Não me canso de tentar perceber por que raio não te consigo tirar da cabeça e do coração já te tendo riscado da minha vida. Tudo isto dói. Dói sempre que me lembro que escreveste algures, maldosamente, que nunca me consideraste tua melhor amiga, quando todos os dias recebia um "bom dia bf" teu. A sério? A sério? A sério que mentir foi a tua melhor opção? A sério que foderes-me a vida foi o que achaste mais benéfico fazer? A sério que achaste que eu colocaria as mãos no fogo por ti em que nunca me ias trair daquela forma? Tu não devias ter feito o que fizeste. Não devias ter estragado a nossa amizade como estragaste. E aqui estou eu, dois anos depois, sem conhecer a data do dia em que me fodeste a vida, a chorar por tua culpa, como se tu merecesses. A ter a cabeça às voltas e a assaltarem-me memórias do que fomos. Aqui estou eu, milhões de textos raivosos depois, milhões de textos saudosos depois, sem saber o que fazer comigo porque tu não sais de mim. E já não digo que a culpa seja tua; já não te deixo estar presente há tempo suficiente para que o seja. A culpa só pode ser minha. Aqui estou eu, sem sequer saber se te lembras de mim, sem sequer saber se tens saudades minhas, sem sequer saber se estás feliz. Mas a querer, por tudo, que estejas. Feliz, segura, amada. Tudo o que eu tentei, um dia, dar-te. E tudo o que tu estragaste. Tenho tanta pena. Mas tanta pena. Não queria que as coisas tivessem sido assim. Porque é que tinhas que estragar tudo? Porquê, Soffs? Porquê?
domingo, 16 de março de 2014
sábado, 15 de março de 2014
Saber que te tenho comigo há dois anos é maravilhoso. Embora só me tenha passado agora alguma coisa pela cabeça que me tenha feito ir ter a certeza da data concreta. 11 de Março de 2012. Obrigada. Nunca me esquecerei do que fizeste por mim naquele verão. Nunca. E saber que foi há dois anos ... Às vezes parece que foi ontem. Outras vezes parece que foi noutra vida. Tenho noção que perco a noção do tempo com assuntos que me magoam, como é o caso disto. No entanto, obrigada. Por me teres dado a mão, por me teres mostrado um caminho quando só via um buraco escuro. Por me teres ajudado a sair do fundo, onde me encontrava. Obrigada, Rae.
sexta-feira, 14 de março de 2014
Ontem toda a gente me perguntava se eu estava bem. Jurei a mim mesma que a próxima pessoa que me perguntasse isso era capaz de levar com qualquer coisa na cabeça. Não, levou foi com uma resposta bem torta. Tenho pena. Senti-me mal todo o dia porque não merecias, estavas apenas a ser simpática. E hoje voltaste a sê-lo. Avisaste-me que tinha a cara um pouco estranha e perguntaste-me se já estava melhor. Desejaste-me as melhoras no fim do dia e disseste que estarias disponível para o que fosse necessário. Obrigada. Mas sei que não posso confiar muito em ti, tenho medo que sejas como todos os outros. No entanto, obrigada Kiki.
«(...) Acredito que esteja a ser complicado para ti e gostava tanto de te poder abraçar, Rosi. Sinto que as palavras não chegam para perceberes que quero mesmo que estejas bem. E podes explodir sempre que quiseres. E se eu adormecer, liga-me, acorda-me. Porque para ti fico a noite toda acordada se for necessário. És linda, Rosi, quero-te bem.»
Ontem não consegui agradecer o suficiente pelas tuas palavras. E acho que ainda agora não o consigo fazer. Tu és mesmo importante para mim. Fazer parte da tua vida é um privilégio. Saber que ao fim do dia te posso perguntar como te correu o dia é mesmo alguma coisa de especial. Tu és tão parecida comigo em coisas que nem sequer imaginávamos. Sinto-me cada vez mais feliz por estares por perto. Por seres minha amiga.
quarta-feira, 12 de março de 2014
I: Estou aqui, se precisares. Senti pelo blogue que precisas. Espero enganar-me.
She: (...) Nem sei como conseguiste perceber ... Mas obrigada <3
I: Odeio quando estou certa, sabes? Estou aqui, deita cá para fora.
Tu já fazes parte daquele lote de pessoas que eu sinto quando não está bem. Preferia enganar-me mas parece que é real. Eu estou aqui, Ki. Não me importo de não dormir se precisares de mim, estou aqui. Prometo.
Aparento estar bem. Não estou. Por dentro não estou.
Engano bem? Ou fico feliz por pequenas vitórias diárias? Acho que é mais a segunda. Acho que me contento com as minhas pequenas vitórias diárias. Como começar a comer melhor. Como finalmente não ter dores durante uma boa parte do dia. Já não sabia há muitos anos o que era um dia sem dores de cabeça.
Pensei muito. Pensei que não ia escrever até sexta. Em lado nenhum. Ia abster-me de escrever. Se não podia saber de ti, não deverias poder saber de mim. Mas agora percebi que não consigo. Eu preciso de escrever, preciso de mandar cá para fora. Não te esqueças - porque eu também não - eu apenas aparento estar bem. Ninguém sabe se realmente estou até eu o verbalizar. Alguns sabem mesmo quando eu não digo nada, e esses, são vitoriosos porque já me conhecem. Alguns tento enganar (que não é bem isso, atenção) para que não tenha que falar no assunto. Porque me dói falar. Mas ficas a saber que não estou bem e tenho a certeza que tu também não estás. Chorei até me acalmar e conseguir adormecer. Acordei com dores. Fui à faculdade muito rápido para não ter que me cruzar contigo. E voltei para casa e estudei toda a tarde para pensar menos em ti. Não consegui. Estás no meu pensamento a toda a hora. Mas sei que isto é o melhor para nós. Ou, pelo menos, para ti. Não descobri o que é para mim se não uma tortura estranha. Sei que não estás bem. Mas sei que precisas deste tempo, para te descobrir e tentar perceber o que aguentas. Amo-te.
terça-feira, 11 de março de 2014
«Os dias mais duros é quando tens que tomar decisões e estás completamente sozinho. Seja no Marquês do Pombal em hora de ponta seja no metro. Estás ali rodeado de milhões de pessoas e estás envolto num problema que só tu é que podes resolver, que não sabes se vais ter a melhor atitude mas que vais ter que ter uma atitude. Estes dias são muito difíceis.»
segunda-feira, 10 de março de 2014
Eu tinha saudades tuas. Tinha tantas. De passar apontamentos durante horas ao teu lado e dos nossos métodos de trabalho serem tão iguais. De estarmos tão bem a trabalhar as duas. E das confidências - e que nunca tinha feito a ninguém - que te faço porque sei que não me vais julgar e vais tentar entender. Tinha saudades disso.
Mas depois ... Ter-te visto com a tua melhor amiga ... Tu ficas diferente com ela do que ficas comigo. E eu vi uma São que não conhecia. E acho que tu percebeste isso. E estavas animadamente a conversar com ela e a mostrar-me que não te conhecia completamente mas deste-me a mão - agradeci-te mentalmente por isso. E agradeci-te mentalmente de novo por teres dito que ias até à estação de comboios em vez de ires até ao metro só com ela. E voltei a agradecer-te mentalmente por, quando ela não percebeu para onde estávamos a ir, lhe explicares que só íamos levar-me, acompanhar-me.
E agradeci-me a mim mesma por não deixar transparecer tudo o que estava a sentir. Talvez tenhas achado apenas que eu estava com dores ou que estava triste por causa dele mas também me fez confusão o ter-te visto com ela. Não que tenha sentido ciúmes, não, como tu sentiste quando te contei da Ki, mas sim ver uma faceta tua que não conhecia. E analisando de fora talvez seja porque eu sou mais calma e ela é tão extrovertida. E talvez isso acabe por provocar mudanças em ti. Mas não importa, nada disto me importa porque eu sei que tu me consideras mesmo muito especial na tua vida. Eu tinha saudades tuas, muitas. E ainda bem que as aulas começaram.
Não consigo dizer-te mais nada. O problema é que não consigo. E isso assusta-me. Já tivemos crises e em nenhuma senti isto. Sentir que não consegui "prometer-te" mais nada. Mas também, o que queres que te prometa mais? Não tenho nada de novo a dizer-te. É apenas mais do mesmo. Enfim, é a vida, é a nossa vida. Até tu quereres saltar fora ...
És, cada vez mais, uma certeza. Mas quero que o sejas a cada dia. Uma certeza diária. Simplesmente porque não aguento mais promessas infundadas. Prefiro o que somos, certezas de cada hora. Uma certeza do "bom dia" e do "boa noite". Não te quero perder. Não aguentava isso.
És tão linda que eu nem consigo ter palavras para expressar a beleza que tens dentro do teu corpo. Dizer que gosto de ti torna-se rapidamente tão pouco. Eu deixei que me invadisses o mundo e que tornasses os meus dias melhores por te ter como companhia. Somos tão mais fortes juntas. És das meninas que mais guardo junto ao coração, és muito especial para mim. Prometo-te que mesmo que tudo pareça negro que vou estar presente, dando-te o meu apoio, tentando estender-te a minha mão para te levar para um lugar seguro. Não te quero perder, já disse? Não quero mesmo. És-me muito, minha portista linda. Gosto-te tanto baby boo.
O teres vindo ter comigo ... Foi bom. Tu vieste ter comigo e abraçaste-me. E perguntaste logo o que é que eu tinha, que sentias que não estava bem. E depois abraçaste-me de novo e ralhaste comigo por não te mandar mensagem, que te devia mandar mensagem. E eu ralhei contigo; não podes acusar-me de não o fazer quanto tu própria não o fazes. E tu pediste desculpa; que era sempre amanhã. Que ias mandar amanhã e depois o amanhã transformava-se tão rápido que não o fazias. Sei que senti que tu estavas triste comigo, por não demonstrar tanto apoio. Mas eu precisava de me afastar para perceber o que sentes por mim, se não estou tão ao lado como sinto que estou. Eu agora sinto que estás comigo. Não quero que te afastes, quero que eu mande mensagem e quero que tu o faças. Não posso sentir que é só do meu lado. Não posso sentir mais isso. Já me magoaram tanto, têm-me magoado tanto, têm-me espezinhado a alma. Não podia deixar que tu o fizesses. Agora sim, sinto que podemos voltar ao antes.
domingo, 9 de março de 2014
Eu sei que quando escrever sobre isto vai tornar-se real por isso não quero. Quero ir dormir e fingir que não aconteceu. Porque estive todo o dia com uma sensação estupidamente estranha que ia acontecer alguma coisa e tu dizes isso ... Não consigo. Não consigo mesmo. Não queria lidar com isso. Não hoje. Eu sabia que não ia aguentar e tu ... Fizeste-me lidar com isso. Talvez tenha sido mesmo fria contigo mas não consigo ser de outra forma. Estou farta. Farta de mim mesma.
sexta-feira, 7 de março de 2014
Obrigada, Kiara! Mil vezes obrigada pela pessoa fantástica que és. Pela amizade, pela vergonha, pelo abraço e pelos sorrisos que trocamos nos cinco minutos em que nos cruzamos. Fizeste o meu dia mais feliz.
E é bom; é bom trazer-te para aqui. Já tantas vezes o quis fazer mas senti que não devia; não sei porquê. Mas sentia isso ... E agora, o primeiro dia em que escrevo sobre ti aqui é o dia em que te abracei. Adoro isto. Esta coincidência da vida que não é coincidência porque fui eu que a fiz.
Tive mesmo medo que não acontecesse e disse a mim mesma muitas vezes durante o dia que não ia acontecer. Por isso me mantive tão calma. Estava bem. Estava sem expetativas. Simplesmente sabia que ias estar perto de mim. Provavelmente poderia ver-te. E depois saber que nos descontramos tantas vezes ... Estava quase ciente que não ia acontecer. Até que aconteceu.
Sou tão estúpida. Vês o que te digo, um dia depois de o dizer, e não te dás sequer ao trabalho de me responder. Sou tão estúpida. Tinha que estragar o meu dia ao fazer isto. Não podia ter esperado por amanhã. Tinha que ser hoje. Tinha que ir ver já que me lembrei de ti. Tinha o que fazer imediatamente. Odeio(-me); odeio estes impulsos estúpidos de que sou feita. Tantas vezes me deixam na merda e eu continuo a segui-los.
Diz-me: o que é que eu fiz para merecer isto? Diz-me. Eu não entendo. Quero entender mas não entendo.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Eu sei que ontem me mandaste mensagem de boa noite a horas. E eu respondi. E hoje de manhã vi a mensagem que entretanto enviaste. Só que não tive capacidade para te responder. Acho que não queria. Acho que ainda agora não quero mas que te devo uma explicação de qualquer tipo. Tu fazes-me bem. As tuas mensagens de boa noite fazem-me sorrir. Lembrar-me de nós o ano passado faz-me bem. Só que sei que não estamos como estávamos. Por isso não podes "pedir-me" que confie em ti como antes. Não que tenhas perdido alguma coisa em ti ou que eu tenha deixado de confiar. Não penses, por favor, que isto é alguma coisa contigo, que tens culpa e desates a procurar explicações sobre coisas que não são explicáveis dessa forma. Não sinto que seja isso que se passou; ou seja, eu não deixei de confiar em ti. Só sinto que eu me estou a acostumar ao como estamos. Talvez isso passe por mensagens de boa noite durante um tempo indeterminado. Talvez passe por um "estou bem e tu?", muito estranho e que não serve para nada, mas é o melhor que temos a dar. O que eu sei é que, a este momento, não consigo dar mais. Não tenho mais nada para partilhar. Aliás, vistas bem as coisas com atenção, eu deixo que tenhas acesso ao que penso. Ao que estou a sentir. Por isso, não te sintas apagado da minha vida; como sei que te vais sentir. Porque não estás. Só não sei como estamos realmente. O que eu sei, e tu sabes, é que estás para mim a qualquer hora que eu precise de ti. E é recíproco. E penso que isto é o melhor que podemos esperar agora.
Só precisava de te dar uma explicação qualquer porque aposto que te estás a começar a passar. Gosto de ti.
O que mais me dói é sentir, há tanto tempo, que tens vergonha de mim. Só pode ser isso. Só pode ser isso que te faz reagir assim ao que digo e até ao que deixo por dizer. Magoa-me que a nossa relação não possa ser como as que vejo na televisão. Eu sei que gostava que fosse. E, talvez um dia, eu tenha coragem de te perguntar o mesmo. Já sinto isto há tanto tempo e nunca mas nunca quis colocá-lo para fora da minha cabeça. Como se tivesse medo caso o fizesse que se tornasse real. Tenho a mais completa certeza que se nos cruzássemos numa rua qualquer por aí que não me olharias duas vezes. Somos demasiado diferentes. Somos demasiado longínquas. Não somos feitas do mesmo. Apenas temos os mesmos genes, o mesmo ADN. Apenas temos os mesmos laços e pode ser essa a única razão pela qual me suportas. Porque até achas que eu sou a maior sonsa e falsa que conheces, não é? Digo-te, nos momentos em que me encontro mais em baixo até chego a acreditar que as palavras que me dizes e que se revolvem cá dentro, são verdadeiras. Como se eu pudesse mesmo ser falsa. Não sinto isso. Mas talvez seja. Tantas vezes mo dizem que até pode muito bem ser verdade.
Sei que muitas vezes não reajo bem contigo e que posso provocar discussões de forma estúpida mas também é porque tu nunca reages da forma que preciso que reajas. Porque tu gritas, tu levantas a voz, tu és mal humorada, és agressiva. E eu não podia ser diferente. Sei que levanto a voz contigo e que provavelmente se me vissem reagir assim contigo não achariam que eu era a mesma pessoa. Muitas vezes posso ser má para ti. No entanto há muitas vezes em que sou normal, falo normalmente, ou apenas me queixo do que fizeste e tu és má para mim. Consegues ser mesmo má e deixar-me mesmo em baixo. Talvez parta daqui todo o meu lado inseguro.
Estou farta de discussões contigo ou sobre ti. E estou farta de te sentir triste por aí. Não gosto que chores. Eu gosto de ti, fora o teu enorme mau feitio. E fico mesmo triste quando te vejo menos bem. Não gosto quando os pais gritam contigo por teres feito alguma coisa que não devias. Mas também, sinceramente, às vezes, mereces que te coloquem no teu exacto lugar. Tu não podes achar que o mundo gira à tua volta e que vais ter tudo o que queres porque a vida não é assim. Peço-te, pensa e tenta compreender que vais ter que crescer. E crescer é aprender a ouvir "não" de vez em quando. Mereces que te coloquem num lugar em que vejas o mundo de outra forma, de uma forma menos egoísta. Porque tu és tão egoísta.
Não entendo. Não entendo como é que podemos ser irmãs, dormir no mesmo quarto, ter os mesmos pais, estar na mesma casa. Não entendo como é que não podemos ser mais próximas e somos isto. Duas pessoas que apenas convivem e que têm alguns (poucos) interesses em comum. Até nos começamos a dar melhor quando estamos sozinhas, mas muito de vez em quando, parece que as discussões se sobrepõem ao resto. E o resto é o quê? Os laços que forjamos enquanto família. Porque não sei o que temos mais que isso. Só sei que gostava de descobrir. Ou então não descobrir. Porque não sei o que queres e sei que eu sou demasiado cobarde para perguntar diretamente. Talvez até seja por aí que me chames falsa. Porque não digo o que penso diretamente. Isso é ser-se falsa? Não sei, talvez até seja.
Mas tudo isto dói-me demais. Estava guardado cá dentro há muito tempo.
Começo por avisar que isto é capaz de sair algo confuso, não que me sinta confusa mas ... Estou a ouvir Imagine Dragons enquanto te escrevo; Monster. Talvez não combine bem com o que me apetece escrever sobre ti. Sobre o que me dás. Talvez a música combine mais comigo e com o meu estado de espírito. Sei que Imagine Dragons também trazem boas letras sobre o que vai cá dentro.
Bem, vou deixar-me de explicações sobre o que sinto ou como me sinto. Acho que realmente não valem a pena tendo em conta como estou; sem saber bem. Quero focar-me no que me dás. No que me deste nos últimos nove meses. Já falávamos antes daquele dia em que não aguentei e tive que desabafar contigo; mas é esse dia que marca o início desta amizade que tão bem me faz. Ao longo deste tempo já me apercebi que não consigo voltar atrás, a um local na minha vida onde tu não estejas, onde não faças parte de algum tipo de planos imaginários que eu possa construir na minha cabeça. A tua amizade dá-me uma tranquilidade importante para enfrentar o dia-a-dia. Saber que posso falar contigo caso se passe alguma coisa menos normal, saber que me acompanhas, é alguma coisa de muito especial. Considero-te mesmo muito especial. Então pelo facto de me aturares desde que acordas até que adormeces ... Só por aí se vê a tua vontade de me ter por perto.
Sei que não sou uma pessoa exatamente fácil, que escondo demasiado do que sinto, que escrevo em entrelinhas confusas, mas também sei uma coisa desde o início. Foi a tua demonstração em quereres conhecer-me e desvendar-me que me fez entregar-me a ti. E, sem saber, a cada dia mais um bocadinho. Tu fazes com que eu acredite que é possível estar, sem data de partida fixa. Porque não queres exatamente ir embora; provas disso tenho imensas ... Eu faço-te bem - ainda não percebi como. E tu, tu fazes-me bem melhor. Sei que, muitas vezes, discutimos e que, provavelmente, a culpa é minha. Mas também sei que me custa reagir calmamente a certo tipo de situações quando te vejo como personagem nelas. É como que um querer proteger-te a todo o instante e se não é proteção que se trata, é carinho puro, amor puro. Sei que faço cenas de ciúmes estranhas com pessoas que não têm a culpa delas mas eu gosto de ti e gosto pouco delas. Era uma piada; mas tu percebeste mais ou menos. Acho que, olhando em prespetiva, o facto de eu gostar tanto de ti me faz ter (ainda mais) monstros. Como se tivesse sempre medo que acabes por ir embora e me deixes sem ti. Porque desde que vieste que és tão importante em mim. Posso ter a certeza quando digo que és das poucas pessoas que me virou o mundo ao contrário e que não me importo com isso. Sei que já me magoei muitas vezes e sei que contigo, vá-se lá saber porquê, estou segura. Tu fazes-me sentir segura. Não sei de onde vêm essa segurança que me transmites mas vêm desde o primeiro dia. Não deixei de sorrir a cada vez que me envias uma mensagem, não deixei de sorrir a cada vez que te ouço dizer "bom dia" ou "gosto-te". Fazes-me sentir mais feliz por te ter comigo. Nunca pensei que, depoisdela, uma amizade que fosse à base do que somos, virtual, se tornasse tanto para mim. Cada pessoa é diferente, sei que tenho boas amizades deste tipo mas tu és diferente, tal como sempre foste. Amo o que temos, amo o que somos. Amo o que nos vamos tornar. És mais que linda, baby. És uma das melhores pessoas deste mundo e eu tenho muito orgulho em te ter na minha vida. És a melhor amiga que podia ter agora.
Bem, vou deixar-me de explicações sobre o que sinto ou como me sinto. Acho que realmente não valem a pena tendo em conta como estou; sem saber bem. Quero focar-me no que me dás. No que me deste nos últimos nove meses. Já falávamos antes daquele dia em que não aguentei e tive que desabafar contigo; mas é esse dia que marca o início desta amizade que tão bem me faz. Ao longo deste tempo já me apercebi que não consigo voltar atrás, a um local na minha vida onde tu não estejas, onde não faças parte de algum tipo de planos imaginários que eu possa construir na minha cabeça. A tua amizade dá-me uma tranquilidade importante para enfrentar o dia-a-dia. Saber que posso falar contigo caso se passe alguma coisa menos normal, saber que me acompanhas, é alguma coisa de muito especial. Considero-te mesmo muito especial. Então pelo facto de me aturares desde que acordas até que adormeces ... Só por aí se vê a tua vontade de me ter por perto.
Sei que não sou uma pessoa exatamente fácil, que escondo demasiado do que sinto, que escrevo em entrelinhas confusas, mas também sei uma coisa desde o início. Foi a tua demonstração em quereres conhecer-me e desvendar-me que me fez entregar-me a ti. E, sem saber, a cada dia mais um bocadinho. Tu fazes com que eu acredite que é possível estar, sem data de partida fixa. Porque não queres exatamente ir embora; provas disso tenho imensas ... Eu faço-te bem - ainda não percebi como. E tu, tu fazes-me bem melhor. Sei que, muitas vezes, discutimos e que, provavelmente, a culpa é minha. Mas também sei que me custa reagir calmamente a certo tipo de situações quando te vejo como personagem nelas. É como que um querer proteger-te a todo o instante e se não é proteção que se trata, é carinho puro, amor puro. Sei que faço cenas de ciúmes estranhas com pessoas que não têm a culpa delas mas eu gosto de ti e gosto pouco delas. Era uma piada; mas tu percebeste mais ou menos. Acho que, olhando em prespetiva, o facto de eu gostar tanto de ti me faz ter (ainda mais) monstros. Como se tivesse sempre medo que acabes por ir embora e me deixes sem ti. Porque desde que vieste que és tão importante em mim. Posso ter a certeza quando digo que és das poucas pessoas que me virou o mundo ao contrário e que não me importo com isso. Sei que já me magoei muitas vezes e sei que contigo, vá-se lá saber porquê, estou segura. Tu fazes-me sentir segura. Não sei de onde vêm essa segurança que me transmites mas vêm desde o primeiro dia. Não deixei de sorrir a cada vez que me envias uma mensagem, não deixei de sorrir a cada vez que te ouço dizer "bom dia" ou "gosto-te". Fazes-me sentir mais feliz por te ter comigo. Nunca pensei que, depois
quarta-feira, 5 de março de 2014
Tu não sabes o que és capaz de fazer - neste caso, não fazer - quando tens medo. Não sabes. E só quando chegas à situação em si é que te apercebes que tens medo. Tudo em ti diz que não o deves fazer, que há frases que não podes dizer. Dentro de ti uma voz diz que não podes ir por esse caminho, vais enterrar-te ainda mais fundo que da última vez e só tu é que te podes salvar. Por isso, se estás a ver uma situação de fora, faz um favor a ti mesmo e à pessoa que observas e nunca julgues alguém com base no que apenas sabes; do que nem sequer imaginas que há por detrás daquele medo aparente - ou não aparente, porque muitas vezes nem se vê.
É mais ou menos isto.
Juro que há dias em que me apetece sair daqui ... Sair daqui e ir espairecer. Voltar quando todos estiverem a dormir e não ver ninguém. Há dias em que discussões não me fazem bem. E ouvir bocas ainda me fazem pior. Eu já não sei. Não consigo perceber. Gostam do que sou ou sou assim tão nojenta e horrível para vocês? Gostava muito de saber o que vai na vossa cabeça quando pensam em mim. Juro que sim. Deixam-me triste. Mas fazem-me tão feliz. Por ter uma casa, uma família. Mas há dias em que me deixam assim, tão triste. A sentir-me tão rebaixada. Cansada.
terça-feira, 4 de março de 2014
Senti que estava a conseguir ultrapassar mais esta recaída minha sobre isto ... E, desta vez, disse tudo o que sinto. Até que chego aqui e levo com um pontapé. Obrigada. Podias ter-me avisado que ias escrever ou que tinhas escrito ou o raio que o parta. Obrigada, a sério. Sem ironias. E esquece mesmo, esta merda de assunto está MORTA e enterrada. E ai de ti que tenhas a vontade de falar sobre isto. Vamos simplesmente fingir que está tudo bem como estava. Já que não tiveste o mínimo de decência de me avisar - mas ficas muito magoada quando não te aviso - vamos fingir que está tudo bem.
Não, eu devo ser mesmo burra. Burra. Burra, és tão burra. Continua. Vais longe. Foda-se. Eu sou mesmo uma merda, que caralho.
«Para te ser sincera...estou a começar a ficar cansada de te pedir para vires ter comigo e tu não conseguires ...»
A próxima vez que souberes de mim vai ser porque vieste perguntar porque força para te falar, depois disto, é praticamente inexistente. Doeu mais do que deveria doer. Eu já sabia que tu estavas triste, tu demonstras isso. Mas teres dito para eu ler ainda custou mais do que saber de antemão que o sentes. Sinceramente, não sou uma boa amiga. Talvez me deva afastar antes de te magoar mais. Tenho que pensar bem no que vou fazer mas essa será uma possibilidade. Tu és muito talentosa, muito inteligente e muito generosa. E eu ... Eu não consigo dar-te uma amizade saudável se nem sequer consigo fazer um esforço para ir ter contigo e se tu te sentes tão mal a cada vez que te digo que não. Sei que não digo "não" apenas a ti mas a dói-te mais. Desculpa-me, B. És a minha pianista preferida.
segunda-feira, 3 de março de 2014
«Say something, I'm giving up on you»
Será que, se soubesses que estou a desistir, vinhas? Duvido. Duvido tanto. Eu sou apenas um pozinho na tua vida. Um grão de areia pequeno comparado à praia que tens, à que sempre tiveste. Porque, na realidade, sempre tiveste as tuas amigas, mesmo que a proximidade ao início não fosse muita. E foi só por isso que te apoiaste em mim. Foi só por isso que eu tive um cheirinho do que é ter-te como amiga. Aposto que se fosse fora isso nunca te tinha tido por perto, tamanho ser humano comparado comigo? Nunca. Nunca na vida. E é por isso que eu digo que se soubesses que eu estou a desistir, que estou a abandonar estes anos todos em que já te conheço e que tanto prezo (eu prezo, porque tu não me parece que o faças, nem sequer datas contas), que tu nunca virias ter comigo. Nunca dirias nada. Por isso duvido. Ajudei-te no passado mas agora não sirvo para ter por perto, para ter uma conversa estranha sobre coisas que até já nem sequer nos ligam. Já não estamos na vida uma da outra. E se tu tivesses o que hoje tens, no ontem que nos conhecemos, nunca terias deixado que eu entrasse.
Agora sim; as lágrimas vão cair. É agora. Eu devia de estar a expulsar para aqui o que me doeu ontem e estou prestes a chorar por causa do que vi. Isto sem qualquer tipo de comentários. Eu juro que vou meter na cabeça que tu já não queres rigorosamente nada comigo e vou andar para a frente, vai ser como se nunca tivesses feito parte de mim. Tu vais viver a tua vida e eu vou viver a minha. Separadas por quilómetros de distância como sempre estivemos. Querias ver-me no natal e nunca vieste ter comigo. Nem sequer combinaste nada. Querias mesmo? Duvido. Duvido demasiado. Já não sei em que acreditar mas a sério que não volta a ser em ti. A minha adoração cega por ti acabou hoje. Foi um grande abre'olhos.
Foda-se. Que caraças ....
Eu mando mensagem porque quero saber de ti. E tu vês a mensagem no dia a seguir e respondes??? Não, cagas. Epá esquece. Esquece mesmo. Não volto a mexer uma palha para saber de ti. Fica na tua vida que eu fico na minha. A sério. Sê médica, salva o mundo. E esquece-me. Mas que estúpida que sou. Esquece-me? Tu já me esqueceste. Falar comigo já não é nada para ti. Talvez até nunca tenha sido desde que te contei a verdade. Teres voltado ... Não fez nada. Aliás, fez. Fez-me acreditar que podiam haver amizades para sempre mesmo com distância. Acho que hoje só acredito nisso por outros seres, já não tem nada a ver contigo. E não vou ser compreensiva se acabares por me responder. Vou ser simpática apenas. Não vou puxar conversa, não vou querer saber de nada. Falar comigo já não é nada para ti. Vou meter isso na minha cabeça e vou seguir em frente.
Sinto-me furiosa. Sinto-me a cair de um precipício. Sempre pensei que tu até te preocupasses comigo mas ... Quem é que se preocupa com uma amiga que só viu duas vezes? Que se foda este mundo todo.
magoa-me saber que é de um abraço que precisas e que eu não posso simplesmente sair de casa e ir até ti para te abraçar. e há dias em que isso me esmaga completamente. eu devia viver perto de ti. eu devia estar contigo. eu devia. porque eu sei que tu confias em mim. sou das pessoas em quem confias quando a explosão se torna insuportável. quando se torna tudo demasiado pesado para os teus fortes ombros.
eu estou contigo, em pensamento, em força. dou-te toda a força que possuo para que tu fiques bem, se dela precisares. eu estou contigo, incondicionalmente. fazes parte de mim. e eu sei, eu sei porque te conheço, que tu és uma árvore forte, daquelas que não caem quando a tempestade as abala e que, pelo contrário, permanecem de pé. tu permaneces de pé, venham que furacões e tsunamis venham. amo-te, minha força, minha mágica, minha irmã.
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