quinta-feira, 31 de julho de 2014

Qualquer acorde de LP me deixa mais calma.
«O meu cérebro - aka, eu - também tem tendência para ir buscar coisas ao passado, apenas porque acho que estou demasiado bem e isso não pode ser, preciso de problemas na vida. É um masoquismo estranho, mas eu só me sinto realmente "em casa" se estiver a sofrer por alguma coisa. Se eu estiver muito bem, estou sempre à espera da parte em que vai desabar tudo. Se eu estiver mal, pronto, cheguei ao meu destino.»

«Eu não tenho saudades, nem nada que se pareça. Só tenho "monstros" que se reflectem nas acções que tomo hoje. O que faço - mais o que não faço - é por aquilo que me fizeram. As pessoas de agora podem não merecer - e até eu, não mereço ter tanto medo - mas eu deixo de (me) dar por aquilo que, noutra altura, me tiraram.»

Esta merda é tão eu que até dói.
Antes de me deitar escrevi que tu davas um sentido às coisas para, quando me deitei, sentir que não tinha qualquer tipo de sentido. No meio de tudo nem tu me estavas a fazer sentir que afinal até tinhas sentido. E a minha insegurança só aumentou ao sentir isso. Talvez ainda agora esteja alta... A vida muda num segundo.
Gostava que conseguisses ter mais cuidado contigo porque era o que devias fazer. Só isso.
O aperto no peito não vai embora, pois não? Não...
Ora deixa lá ver: não me tens no facebook porque o deves ter apagado e porque não tiveste vontade em me ter lá até agora. Ou porque sou tão invisível que nem sequer sabias que não me tinhas. É isto. É mesmo isto. Mas obrigada, pela mensagem. Tinha sinceramente esquecido que tinhas o meu número. E não tinha o teu, por isso nem resmungues. E vou fingir que isto não aconteceu. 
Acho que a próxima noite em que sonhar contigo que acordo a chorar baba e ranho porque estou farta de sonhar contigo e acordar com um peso enorme no peito que me diz que era apenas um sonho. Isso irrita-me profundamente. Podia só mesmo parar de sonhar contigo. Podia parar de sonhar contigo e de acordar a meio desse sonho com uma dor de cabeça dos diabos. Podia parar de te ver, parar de ver a porra do estádio, parar de achar que vou ganhar alguma coisa das tuas mãos, parar de achar que alguma vez vais saber quem sou. Podia mesmo parar tudo porque me irrita que continue e que seja apenas uma mentira. E isso, caramba, isso dói muito. Por isso, cérebro, pára! Fico extremamente sensibilizada que tudo isso pare.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Conversar contigo da forma como fazemos faz com que eu acabe sempre por chorar ou quase chorar. E não é que isso tenha mal. Gosto da profundidade que trazes às coisas e às conversas. Gosto da profundidade do que és, do mistério que emanas. E gosto disso todos os dias. 
«A vida ensina-nos mesmo quando não queremos aprender.»

Conversar contigo faz sempre com que eu tenha frases maravilhosas a vir-me à mente. Gosto de ti, gosto muito.
Odeio discutir contigo, odeio o sentimento que se apodera de mim. Mas, ao mesmo tempo, gosto. Porque és tu. Porque tudo contigo acaba por fazer algum tipo de sentido. Porque tu és assim, acabas por dar sentido às coisas. 
Estou aqui, L. Não precisas de achar que estás sozinha porque eu estou aqui. E olha: um dia vais ter três metros (de coragem) e seres mais forte que tudo!

terça-feira, 29 de julho de 2014

não sei.
Odeio-me quando parece que te vejo em todo o lado. Quando parece que me falta o ar por momentos por vislumbrar alguém parecida contigo mas que não és tu. Porque não podes ser tu. Odeio-me. Odeio-me por causa de tudo o que me fizeste.
Há dias - ou noites - em que custa demasiado lidar comigo.

domingo, 27 de julho de 2014

The sudden moments of sadness hurt you even more because you know you were happy just a little while ago.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Desde que aconteceu que penso em escrever. Mas, ao mesmo tempo, desde que aconteceu que penso em deixar para mim. Apercebo-me, apesar disto, que tenho que deitar cá para fora porque se não, não me vou entender. Eu julgava que isto não ia acontecer agora. Eu julgava que estava bem, mesmo sabendo que não. Mas a verdade é que não, isto anda a consumir-me há muito tempo. Eu sei disso mesmo que mais ninguém saiba.
Espero que hoje seja uma marca. Espero mesmo porque preciso que o seja. Hoje marcou o fim do meu martírio. Espero eu. Não sei se correu bem, se fiz o que não devia ou se agi completamente bem. Desta vez não sei dizer. Só sei que me fartei, me fartei das críticas todas e uma coisa tão simples como deixar duas garrafas de fora do armário me fez passar da cabeça. Mal ela saiu da cozinha eu começo a sentir as lágrimas a querer saltar cá para fora mas seguro-as e continuo a tentar manter-me completamente segura de mim. Mas quando a minha mãe entra na cozinha eu não consigo. Porque eu sabia que ela se ia passar com a gritaria que se ouviu. E passou-se mesmo. Tenho a certeza que merecemos - ambas - o que ouvimos. Comigo a chorar e com ela a ouvir. Comigo a sair da cozinha a chorar e com ela a começar a chorar, nem sei bem porquê. Ah, porque a minha mãe me defende sempre. Que mentira. Que mentira tão grande. Chorei o almoço todo, ela chorou o almoço todo. A minha mãe começou a chorar a meio. Porque nós não fazemos um esforço para nos dar bem e se acontecer alguma coisa só nos temos uma à outra e não nos damos bem. E eu sei que ela tem razão. Vou esforçar-me ainda mais do que o que tenho feito, ficou a promessa feita a mim mesma enquanto ia acabando de comer. Quase que ia vomitando, estava tão mas tão nervosa. Porque fui eu que me levantei a chorar para acalmar e abraçar a minha mãe. Fui eu que pedi para que ela olhasse para mim enquanto chorávamos as duas para que me ouvisse. Fui eu que a abracei e lhe beijei o cimo da cabeça. Fui eu e não vi nada da parte dela. Não percebo, só me disse que eu a irritava por não dizer as coisas e depois explodir todas ao mesmo tempo. E o quanto ela me irrita? E me magoa? No entanto, eu espero que isto seja o fim, do fim da porcaria que tem andado dentro de mim por causa disto. 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Pensava que ia ter vergonha mas não tive. E soube-me bem. 
(-te)
Obrigada baby.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Ontem à tarde dei por mim a pensar em ti. Quando já não o fazia tão a sério nos últimos tempos. Estava a pensar que nunca mais dizias nada quanto a vires a Lisboa. Até que chego à net à noite e te vejo online. E não te falei. Mal sabia que irias ser tu a vir ter comigo. "Espero bem que me esperes porque estou a pensar ir aí este verão ;) e já vi o teu texto e ... desculpa não ter dado para estar contigo da última vez e sim, não és a única".

She: Sabes que eu já não tenho a minha camisola da Nike? 
She: Eu também a adorava e tinha um significado especial.
She: Eu parto do pressuposto que tu saibas uma vez que fazes parte dele.


OMG, Guimarães foi assim tão marcante para ti como para mim? OMG mil vezes. Sei que é por razões diferentes mas aquece-me o coração saber que sou tão importante para ti como tu para mim. Ou fui. Ou sou. Acabas sempre a surpreender-me. Quando eu menos espero. Literalmente de para-quedas. OMG, és linda!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Do nada fui ter contigo e do nada tu vieste ter comigo! Que bom. Que bom mesmo.

sábado, 19 de julho de 2014

Tenho que começar a perceber que dizer o que sinto faz com que as coisas fiquem um pouco melhor do que o que estavam antes. Podiam era adequar isto a todos os aspetos da vida e não só com certas coisas. Porque assim já podia ter resolvido algumas coisas em mim.
«Se olhares para o teu passado, para aquilo que foste, para o que amaste lá atrás, tu vais sempre amar essa pessoa, nem que seja imaginando-te no momento em que a amaste. Não tens outra forma, mesmo que o negues para sempre, mesmo que jures a pés juntos. Olhas para aquela fotografia, para o momento em que estavas a amar, e amas; não precisas de esquecer – aprende – precisas de viver…de saber viver com isso….o problema do amor – e que tens de saber aceitar - é quando alguém se vai, quando alguém se deixa de nós, ainda assim nos fica para sempre. Por isso não te esforces para esqueceres quem te foi importante, quem teve significado na tua vida, porque te vai ficar; não te massacres com esquecimentos que não esqueces. Nem precisas de esquecer. Basta viveres o teu presente, amares os teus-teus, os que te são hoje, e serás a pessoa mais feliz do mundo; 
o problema do amor é quando alguém vai, ainda assim nos fica.»


Tão isto, meu! Tão isto. Não se esquece, nunca se esquece. Aprende-se a viver sem isso. Sem esse amor. Havendo ou não um novo. Quem fez parte de mim, fará sempre. 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

The feeling when you have absolutely no idea of what's going on inside you.
Não quero estar sozinha e estou. Não quero sentir o que sinto porque o que sinto não é nada, e estou a senti-lo. Este nada está a afogar-me em incertezas que causam dor. É um nada doloroso. É um nada impaciente por me fazer desesperar. E que caramba, está a conseguir. Tudo porque não quero estar sozinha e estou.

2.10h.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Espero que a dor que tenho na cara não faça curto circuito com os olhos porque só me apetece chorar.
Gostava que conseguisses dar mais valor ao que faço por ti. Se sou dura é porque tenho que ser, porque sou a única que te consegue ajudar, já que dizes que não confias em mais ninguém. Acho que hoje tivemos a nossa primeira amostra de discussão mais ou menos séria e ainda bem que não me calei.
Não sei o que se passa comigo. 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Nunca pensei vir a estar tão mal. Nunca pensei dormir apenas 3 horas numa noite e passar o resto do tempo de olhos bem abertos. Esta vez deixou-me completamente de rastos. Parece que não consigo ter qualquer tipo de controlo no meu corpo e nas reações de temperatura. Estou mesmo de rastos. Deixa-me impaciente, cansada, carente e super sensível. Não sei o que fazer comigo. Só quero que isto passe.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Alguma coisa não está bem em mim, não está não.
amo-te mil milhões de vezes, princesa.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Aquele aperto que me esmaga o coração. Que quase parece que vai saltar do peito, que quase parece que vai parar de bater. Que quase parece que vou vomitar tudo o que tenho no estômago. Aquele aperto que me deixa sem ar. É, muitas vezes, o meu companheiro noturno. E eu não o quero comigo. Faz-me dormir menos do que devia. Faz-me sofrer mais do que gostaria. Faz-me sentir pior do que sinto e assumir medos piores do que são, no claro do dia. Aquele aperto que nunca me larga; que, volta e meia, e volta.
Há dias em que me doem as entranhas só de pensar em ti. De me vires à mente, por alguma coisa qualquer. 
Tenho saudades tuas, a verdade é que tenho, e não sei o que fazer com elas. Porque também tenho medo de te mandar uma mensagem. Não sei exatamente o que é suposto. Lá está, não devia ter gostado tanto de ti.

sábado, 12 de julho de 2014

"És a melhor maneira de viver. Podia dizer-te que te quero por tudo o que és. Mas estaria a mentir. Quero-te por tudo o que sou contigo. Quero-te pelo que sou. Porque me sinto, em ti, a pessoa que quero ser. És a minha melhor maneira de viver. Quero-te por egoísmo. É isso. Quero-te por egoísmo. Espero que me queiras pelo mesmo motivo." 
Prometo Falhar, Pedro Chagas Freitas.
Tinha tantas saudades tuas, obrigada baby.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Alguma coisa me diz que é para ficar quieta à espera que digas alguma coisa. Espero que tenhas chegado à conclusão que a nova Rosa diz o que tem a dizer. Amigas na mesma. Mesmo que fiques tão magoada que não me queiras falar mais durante o dia. E depois aí fico à espera que me digas alguma coisa. Quieta.
Só gostava de perceber o que é que sou, de tão mau, que te faça agir como ages para comigo. Será que sou mesmo esse ser humano desprezível que sinto que sou quando olhas para mim ou falas comigo? É que a maioria das vezes acabo a sentir-me em baixo porque me espezinhas. Sei que consigo pagar-te na mesma moeda, sei que se é para discutir que são precisas duas pessoas. Mas não percebo porque é que não nos podemos dar bem. Porque é que não podemos ser amigas normais, irmãs normais. Não percebo porque é que te esforças tanto para me falar mal, para me fazeres sentir que és superior a mim em tudo. Não entendo. E gostava de, um dia, entender. Quando é que te fiz tanto mal. 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Eu só não posso magoar mais ninguém. Se tiver que engolir tudo o que tenho cá dentro é isso que irei fazer para que toda a gente fique minimamente segura. Há dias em que simplesmente não percebo nada. Não percebo se mereço isto, já que fui eu que o despoletei, ou se está a acontecer precisamente como deveria. Quem me dera, conseguir saber o que fazer no futuro, conseguir saber como vou sair de tudo isto. Só não posso magoar mais ninguém. E vire-me para onde me virar, faça eu o que fizer, vou sempre deixar vítimas por aí. Esta é a minha vida. Só eu é que deveria magoar-me. Não deveriam existir quaisquer danos colaterais. É por isto, é por isto, que me sinto tão na merda, tão morta. Porque sempre esperei que alguma coisa acontecesse mas nunca assim. 
Só me sinto mesmo morta.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Eu não sei como te devo ajudar, se te devo mandar mensagem e relembrar-te que ontem estavas de rastos ou se continuas de rastos de tal maneira que não queres falar. Por isso não sei exatamente o que fazer. O que me magoa porque eu devia conseguir ajudar-te. Mesmo não tendo as palavras certas.

Estou realmente cansada de querer ter uma coisa e tentar lutar - dentro de mim - por ela, para, quando tento enviá-la cá para fora acontecer sempre alguma coisa, antes disso, que me impede totalmente de ter capacidade de falar. Não agora, especificamente, que queria muito que acontecesse, não. Mas já deixei de fazer muitas das coisas que gosto demasiado devido a isto. Sempre, sempre, sempre. Tenho 20 anos e continuo a fazer as mesmas coisas, como se tivesse 5. Como se fosse uma miúda indefesa. Nestas alturas é isso que sinto, que sou uma miúda indefesa. Tenho medo, de mim. De mim mesmo. E estou cansada, de mim.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Ando a sonhar contigo demasiadas vezes para o meu gosto. Não sei porquê. 

Post que deveria ter sido escrito dia 6.
Nunca pensei, um dia, estar a responder a um questionário de várias perguntas podendo fazer-te um a ti. Parece que, no final de contas, éramos um mistério uma para a outra. Depois desta madrugada vamos passar a ser menos misteriosas. Um viva a isso!
«Eu sempre andei por parte incerta
Sempre a procura de me encontrar
Será que é a vida que me aperta
Ou serei eu que não se quer soltar»
Sabe mesmo bem estar bem contigo. Mesmo!
Ironia da vida. O dia do teu aniversário é o dia de perdoar. Perdoar? Piada louca, mesmo! Btw, parabéns. Espero que tenhas um bom dia.

domingo, 6 de julho de 2014

Obrigada por todo o apoio, mesmo mesmo.
Ao menos soubeste vir ter comigo. Ao fim de quase três semanas mas vieste. Parabéns por isso. Só espero que não penses que está tudo bem porque não está. Não sei quando estará. Ou sequer se estará. Um dia de cada vez.
Eu estou aqui, a todas as horas que precisares. Eu estou aqui, a tentar arranjar uma explicação plausível para tudo o que está a acontecer-te. Estou mesmo. Para ouvir mil vezes as mesmas coisas, para ter a certeza que estás bem mesmo quando não me queres falar. Ou não podes. Eu estou aqui, para ti. Quando não consegues dormir e quando me chamas zombie por adormecer tarde e às más horas. Eu estou aqui e só consigo pensar que ele é um cabrão por te ter feito o que fez. Tendo ou não uma explicação infantil plausível - a minha ignorância face às pessoas ainda consegue trabalhar - sinceramente, espero que a tenha mas tenho a certeza que não a tem. E isso faz-me sentir mal. Quero ajudar-te mais. Amo-te, okay? Okay.
Tenho uma sorte dos diabos por te ter na minha vida. Por poder caminhar contigo e por poder falar contigo. És uma grande grande amiga.
Olhei para a data quando me deitei e só pensei; é amanhã. E já lá vão três anos desde que me fizeste tanto mal, três anos em que não te dou os parabéns. Três anos em que espero que estejas feliz e que te recordes de mim, de alguma maneira. Como talvez a pessoa que mais magoaste.
Obrigada, baby.

sábado, 5 de julho de 2014

Eu estou bem. Eu só tenho que parar de tremer. Eu só tenho que parar de tremer para não desmaiar. Calma.
Depois de uma muito má noite acabei de descobrir o meu grande problema. Daqueles que tenho que ser eu a cuidar, a perceber melhor. O medo e eu somos amigos, somos amigos desde sempre. Só tenho que perceber como é que vou colmatar esse medo. Ontem tive uma boa ajuda, mas não posso contar com uns phones nos ouvidos sempre que tudo parece engolir-me. Fica na altura de me perceber melhor, de mandar o medo para longe. Saber o que sou, gostar do que sou. Mesmo que isso não seja nada fácil.
Obrigada, L!
Agora não estou magoada. Neste momento estou muito fodida. Continua a ser criança continua. Vamos lá ver quem é que é mais teimoso. Sabes que quando quiseres voltar provavelmente não vais ter nada para reconstruir porque estás a ser um verdadeiro porco.
O que mais me magoa no meio disto tudo é o facto de tu continuares supostamente - pelo que vejo - muito magoado comigo e não me vires falar. Isso faz-me uma impressão do caraças. Mas tu fazes aquilo que quiseres com a tua vidinha, eu vou continuar aqui, na minha, em silêncio. É que quem errou (mais) foste tu. Não eras tu que me ias mandar mensagem de boa noite há tipo 15 dias? Continuo à espera. 
«Eu não sei se vou ficar bem assim
Eu só sei o que vai ser melhor para mim
(melhor para mim)
Eu não sei se vou ficar bem assim
Eu só sei o que vai ser melhor para mim
(melhor para mim)»

Gritar isto em plenos pulmões fez com que o dia inteiro valesse a pena. Alguma coisa tinha que correr bem ontem, não é? Apesar do meu mau humor em achar que não ia apanhar o concerto a tempo ouvir a última meia hora do concerto fez com que tudo acalmasse em mim e fez com que sentisse tudo a apaziguar-se cá dentro. Naquela meia hora o aperto desapareceu. É o que dizem, vás com quem fores para um concerto o que tu sentes é contigo, aproveitas sozinho. E fogo, cada vez é mais verdade!
Eu precisei tanto mas tanto disto. Quando não temos as coisas é que nos apercebemos da falta que nos fazem!
Foi exatamente nesse exemplo que eu chorei uma noite inteira... Ainda bem que não era só a mim que me parecia. Ainda bem que a ti também te parece. Ao menos não sou eu que vejo coisas. 
Obrigada <3

terça-feira, 1 de julho de 2014

Eu gostava de conseguir fazer as coisas de forma diferente, para mim. Primeiro para mim. E depois, claro, para os outros. Para os que convivem comigo, que me conhecem, que me querem bem. Mas eu não consigo ir mais longe do que aquilo que tenho na minha mente, o de viver um dia de cada vez sem correr qualquer tipo de riscos. Eu não quero magoar-me mais por ter deixado de medir as consequências dos meus actos. Já chega disso, já chega de passos mal dados e de cair no chão sem me conseguir levantar. Agora tenho que fazer as coisas certas. E se isso significar prender-me em casa, não estar com pessoas que querem estar comigo ou alguma coisa assim parecida, é isso que acontecerá. Tenho que agir com cuidado. Com o máximo cuidado possível. E não é contigo a passares-te e a deixares-me quase sem reação que as coisas na minha cabeça vão mudar. Porque, lamento, mas não vão. E eu sei que contigo não errei. Sei que fiz tudo ao meu alcance para que percebesses que estar comigo era isto. Um monte de dúvidas, um monte de pensamentos sem sentido mas que, em mim, faziam todo o sentido do mundo. Eu sou isto. Esta pessoa que nem sei dizer o que é. Não gosto do que sou, não gosto do que te faço sentir, quando te faço mal. Não gosto que peças desculpa quando me magoas porque sei que te magoei primeiro por ser tudo isto. Quase me atrevo a dizer que preferia que nunca me tivesses conhecido. Só te proporciono dúvidas e nenhuma estabilidade. Não consigo ser uma pessoa normal porque tenho o cérebro todo lixado e não tenho maneira nenhuma de o consertar. Desculpa eu. Por te ter colocado nesta história sem pés nem cabeça que é a minha vida. E obrigada, por teres entrado. Por quereres ficar. 
«Tell us all again 
What you think we should be 
What the answers are 
What it is we can't see» 
Gostava te de conseguir ajudar mais mas sei que não consigo porque tu precisas de estar contigo e com os teus. Eu vou mandando mensagem de vez em quando para saber como estás a aguentar-te. Vejo-te lá para Setembro, se me atravessares à frente, não vou insistir mais sobre estar contigo. Prometo(-me) que não.