sexta-feira, 19 de maio de 2017

Acho que nunca me tinha doído tanto uma consulta, ao ponto de nem sequer a conseguir processar ou pensar nela sem que fique com o coração a querer saltar-me do peito e com um aperto enorme. Sem sequer me lembrar de mais de metade do que aconteceu. Ter bloqueado tudo, como faço com o que mais dói, não pode ser forma de resolver...
Custa mesmo muito aperceber-me daquilo que sempre soube; que sou mais que culpada por todas as coisas que [me] aconteceram. Estou francamente assustada com tudo isto porque não sei o que é suposto fazer a seguir, como é que é suposto agir e, sobretudo, como é que vou mudar(-me) e deixar de ser um monstro para mim própria.

domingo, 14 de maio de 2017

Tentei começar a escrever-te uma mensagem, eram dez e tal da noite, mas percebi que não saberia o que dizer. Só sabia que me estava a pesar saber que no dia a seguir era 11 de maio. Não sei bem explicar porque é que pesava mas sabia que se te dissesse alguma coisa que ficaria melhor. Mais tranquila, pelo menos. Adiei essa ideia e, sem saber bem como, eram onze e meia e tu enviaste-me uma mensagem a perguntar se dava para estarmos juntas no dia a seguir. Se isto não é uma coincidência incrível da vida não sei o que possa ser. Mas adorei, adorei mesmo.

E estivemos juntas; 11 e 12 de maio foram passados praticamente ao teu lado. A minha tese está a ser escrita, grande parte, na tua companhia. Enquanto estudas medicina eu dou tudo para ter uma tese minimamente adiantada. E estar contigo, mesmo que em silêncio a maior parte do tempo, é a maior prenda que posso ter. Termos instaurado as pausas para conversar durante meia hora ainda nos tornou - pelo menos a mim - mais próximas. Sinto que a cada vez que nos vemos, mais unidas ficamos. És, cada vez mais, um orgulho para mim e uma das pessoas que me conhece há mais tempo.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Continuo a afastar-me de um teclado o mais rápido que posso quando me surge a vontade de escrever sem parar. Porque sei quem queria que fosse o remetente. 
A verdade é que não consigo conceber a partilha de emoções tão díspares, confusas e dolorosas assim, apenas escrevendo. Preciso do frente a frente. E, só por isso, ainda não o fiz. Porque fraca já me sinto desde o primeiro segundo que percebi que queria fazê-lo. Sou fraca só por precisar.