Odeio-me ...
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Bobzinho
Okay. Vamos fazer isto só única e exclusivamente porque precisas. Vamos falar nisto aqui porque já podias ter referido isto há muito tempo e nunca o fizeste e agora é a altura certa porque agora podes mesmo questionar certas coisas.
Vejo o "Biggest Loser" há tantos anos como vejo PLL. Mais até, seguramente. E desde sempre te vi na televisão. E, vá-se lá saber porquê, desde sempre te admirei um montão. Nunca sequer, na minha cabeça, se colocou a hipótese de que eras gay. Nunca. E também nem seria por isso que te admiraria. É, sim, a tua filosofia de vida, a forma como pegas em pessoas que não conheces de lado nenhum e as transformas fisicamente e psicologicamente. As fazes querer ir a um ginásio e treinar até perder todo o peso que ganharam. Matar todos os segredos que as matam por dentro que, muitas vezes, são esses segredos a causa do ganho de peso brutal.
O facto de te teres assumido agora, numa altura em que estavas a ser gravado por câmaras e o sabias, simplesmente para ajudares um concorrente ainda demonstra mais de ti. E caramba, ainda me faz admirar-te mais.
Agora deixa-me só questionar-te um bocadinho; cada caso é um caso e acredita que não é por o teu ter corrido bem que todos os outros correrão. Ou correram. Obrigada por seres o que és e por me fazeres pensar nas minhas próprias coisas ao ouvir as tuas. Agora tira-me esse bigode ridículo porque isso não é o que és. Tu és barba, cabelos loiros e berros. E sorrisos e gargalhadas que motivam milhões. (tal como estás aqui em cima)
«Nunca pensei que me deitasses abaixo, assim. É que deitaste mesmo...»
Sinceramente, eu não percebo o que fiz. Não consigo perceber. Só lamento. Lamento porque não era sequer minha intenção fazer-te sentir mal. Já reli a conversa uma data de vezes para perceber onde errei. Não queria ter errado. Não contigo. Estou farta de discutirmos. Não quero discutir contigo, baby.
Sinceramente, eu não percebo o que fiz. Não consigo perceber. Só lamento. Lamento porque não era sequer minha intenção fazer-te sentir mal. Já reli a conversa uma data de vezes para perceber onde errei. Não queria ter errado. Não contigo. Estou farta de discutirmos. Não quero discutir contigo, baby.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Preocupo-me tanto contigo por te saber tão frágil. Sei que há coisas que pouca gente sabe e que eu sou das que sei. E isso conforta-me. Conforta-me saber que, no agora em que lês mentes, leste a minha e leste-a bem. Eu estou sempre aqui. Quero sempre dar-te apoio. Mesmo até quando sou eu a pedi-lo num abraço silencioso. Acabas sempre a perguntar "o que se passa?" e eu a responder "nada, gosto de ti." E caramba, eu gosto. Não está a madrinha mas estás tu. Arrependo-me mesmo ... de não te poder chamar madrinha. É que nós encaixamos, temos mais coisas em comum do que imaginamos.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Eu não gosto de discutir contigo. Não gosto e acaba sempre por acontecer. Mas não é, acredita, não é por mal. Não é por gostar muito de discutir contigo (okay, you know ...) mas simplesmente porque não encontro a melhor maneira de dizer as coisas quando elas me afectam. E ela afecta-me há muito tempo; estupidamente talvez. Tal como a outra me afecta e é também estúpido. Eu tenho noção das coisas, tenho noção das atitudes que tenho. E uma coisa que eu nem tu controlamos fez com que me afectasse mais. E agora afecta-me porque de vez em quando lembro-me da imagem dela mas depois lembro-me do que me respondeste a meio da discussão e um sorriso nasce no meu rosto.
Gosto de nós com muita força, baby.
Ainda bem que não encaramos de frente porque ia ser, sem dúvida, dos piores momentos da minha vida. Doeu saber que querias vir ter comigo mas respeitas tanto isto que sou que permaneceste quieta no teu lugar, só para não me prejudicar. É por isso que eu acredito em nós agora com mais força do que antes. Porque nós agora crescemos. E eu tenho a certeza que, um dia, que não sei bem quando será ainda, poderei ser sincera quanto a isto e trazer-te, de novo, para o lugar onde pertences; perto do meu abraço. És a melhor gémi de sempre. Amo-te com todas as forças, pequenina.
You: Irmã, sabes quem é que veio ter comigo agora para vir falar comigo a perguntar se eu podia falar depois? Se não ia ter aula?
I: O G.?
You: Como é que sabes?
I: *sorrisos*, tenho que ir comer, tenho que me despachar.
You: *apertas-me o pulso* O que é que tu sabes? Rosa, o que é que tu sabes?
I: *consigo correr do pé de ti*
G., tentei guardar o teu segredo mas não consegui. Espero que a conversa tenha sido produtiva, espero mesmo. E tu, sua parva, acho bem que me fales (inventa alguma maneira e rápido) porque estou aqui a morrer de curiosidade.
Ah, e lembra-me de não voltar a ser fofinha para ti. É que sei precisamente o local onde bati com a cabeça na tua porque ainda me dói. Tens uma cabeça dura. Mas sim, obviamente que ela sabe quem és, isso é mais que óbvio. És importante para mim. Tu é que achas que não.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Eu não duvido do que sinto por ti mas também aprendi que amar não é prender a pessoa. Por isso, posso parecer que estou a querer que vás embora, mas não. Estou a mostrar-te que te amo. Que quero que sejas feliz antes de me fazeres a mim feliz. E fazes. Só de vir ter comigo fazes. Só de me dares a mão e me beijares a testa. Isso chega-me. Sempre chegou. Mas entendo que, para ti, não seja suficiente. Daí te dizer tantas vezes como digo ... Abro mão de ti quando não aguentares mais o que sou. Prometo que até sou eu a acabar contigo, que fico eu com esse peso na consciência. Não penses é que a culpa é tua, que tens que ser tu a dar-me força para o que quer que seja. Isso comigo não pega.
domingo, 24 de novembro de 2013
Parte de mim foi contigo quando viraste a esquina e continuamos todos a gritar "A Thamy é nossa". As lágrimas que não espreitaram os meus olhos, que me fizeram ser forte, caíram por dentro. O meu coração ainda não entende completamente o porquê da tua partida. Talvez não chegue sequer a entender. Só apoia, como uma amiga faz.
Espero que hoje, finalmente, tenhas percebido quem realmente te adora, quem realmente está lá para ti. Foram aqueles que te foram levar lá, que te fizeram pisar as capas (e o avental), que te abraçam com força e que te fizeram deitar lágrimas enquanto os abraçavas uma última vez. Foram aqueles que mesmo sem dormir ou com poucas horas de sono se levantaram e te foram ver sorrir. E chorar. E foram aqueles que ficaram sem um pedaço quando te viram ir embora.
Não te esqueças, tal como escrevi algures, amo-te pretty baby. Mesmo que nunca mais o diga. Espero que chegues em segurança.
sábado, 23 de novembro de 2013
Dormi tão mal. É hoje. Ou melhor, é de hoje para amanhã. Não quero. Ainda não terminei a carta. Ainda me falta pensar em tanta coisa. Assimilar tanta coisa.
Se hoje não tiramos uma foto juntas eu vou ficar mesmo triste. Eu só quero que hoje me demonstres o que demonstraste na última quinta-feira que nos vimos. Carinho e amizade. Quero isso hoje. Quero sentir que te sou importante, no final de tudo.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Definição de(a nossa) amizade: Levar com baba, ficar com cara furiosa e seguidamente rir às gargalhadas e continuar a comer; fazer duas vezes o mesmo trabalho da pior cadeira que podíamos ter; estudar lado a lado na biblioteca; ir buscar bolachas às máquinas e procurar primeiro as bolachas que a outra gosta; ir até ao Saldanha a pé só porque queremos um cheeseburguer e um sundae; caminhar do jardim do campo grande até à cidade universitária tipo duas vezes, trajada, só mesmo para ir buscar a outra; partilhar o mesmo chapéu de chuva, a chover a potes, e ficar encharcada, só porque a outra não tem chapéu de chuva ou é demasiado preguiçosa ... E é isto, por agora, porque do nada me apeteceu definir-nos. Mas há tanto mais para dizer que me esqueci ... Amo-te, irmã.
«Só não quero que tu te magoes», obrigada, baby. Eu também não quero que ela me magoe. Sinceramente, em parte, penso que já estou imune a qualquer ataque porque será sempre assim.
Só ... Eu agora penso ... Eu coloco-te demasiado de mim "em cima", como se tu tivesses obrigatoriamente de saber de cada passo que dou. Não é bem assim. É como se eu precisasse de um conselho teu. Preciso mesmo. Preciso sempre. E isso talvez nos desgaste algures. Tenho medo disso. Talvez afastar-me um pouco devesse ser melhor para as duas ... Diz-me o que pensas, com sinceridade. Preciso disso.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
terça-feira, 19 de novembro de 2013
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Podia tentar que os meus dedos escrevem sobre o que me vai na alma mas a verdade é que eu nem sequer sei o que isso é. Só sei que o aperto não vai embora e as dores não diminuem. Deitar-me pode ajudar mesmo que não consiga já adormecer. Deitar-me e ficar sozinha. Eu não quero estar sozinha mas tenho que estar. A luz mata-me a esta altura. Só queria adormecer rápido mas não vai acontecer. Só queria desconstruir todos os meus problemas e tê-los resolvidos quando acordasse. Isso era mais que um sonho realizado.
No comboio sentou-se à minha frente uma gaja super parecida contigo (até era mais bonita mas pronto) o que me fez, invariavelmente, pensar em ti. Não que eu quisesse. Mas pronto. Acontece. Agora fui ver o teu facebook e piada das piadas? Foste para a tuna? A mesma tuna onde a Joana estava o ano passado? Nem quero adivinhar por que o foste ... Epá só me dás mesmo mais razão ... As tuas atitudes acabam sempre por me dar razão. Pelo que vi ela não está nas fotos, pode já ter ido embora. A verdade é que não sei dela há muito tempo. Não faz mal, ela também não demonstra querer saber de mim. Saí de vez da vida dela, só lhe lembrava de ti ... Não faz mal mesmo. Custou, custa às vezes, mas ter mudado de telemóvel foi tão remédio santo.
No entanto o essencial é mesmo ... Tu acabas a dar-me razão nas merdas que senti um dia. Sê feliz, mas faz isso longe de mim.
domingo, 17 de novembro de 2013
«Not really sure how to feel about it
Something in the way you move
Makes me feel like I can't live without you
It takes me all the way
I want you to stay»
Queria ontem, queria anteontem e no dia antes desse. Quero desde aquele dia em que me beijaste no meio da sala de estudo. Quero nas recordações daquela loja em que fomos buscar o almoço e desatamos a rir um para o outro só porque ouvimos os primeiros acordes da Stay. Quero em todas as recordações em que estás. Quero sempre. Essa música vai sempre encher-me o coração, vai sempre ser tua. Vai sempre ser nossa.
A piada é que mesmo sem eu fazer parte da tua vida tu continuas a vir fazer parte da minha. Ou seja, sem eu esperar - nem sequer querer - eu acabo por ter notícias tuas. Da falta que faço em ti. Como se isso fosse alguma coisa com o qual eu tivesse que lidar. Caramba, não tenho. Não tenho que lidar com isso. Eu quero-te é longe de mim. Quero. Não preciso de ti na minha vida porque tu não sabes quem sou. Nem sequer alguma vez quiseste saber, sejamos sinceras.
Bem, queres ter os olhos a brilhar por minha causa? Que seja. Queres mentir a ti mesma ao dizeres a toda a gente alguma coisa parecida com o qual "ela não me faz falta", diz. É contigo. O verdadeiro problema é que eu sei, sem ter querido sequer saber, que tu ainda gostas de mim.
Vive na tua, sê feliz ou não. É contigo. Estou fora há muito tempo.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
O mais bonito de se ver foi o teu sorriso ao me veres. Estava nervosa. Estava muito nervosa. Mas estás igual a sempre. E depois dizeres que podíamos combinar muitas vezes para estarmos juntas, que era só eu querer e que tu vinhas ter comigo e que almoçávamos juntas. Nunca imaginei ouvir-te dizer alguma coisa parecida com um "gosto de estar contigo, gosto da tua companhia". Foi bom, Aninha. Espero a próxima!
Adoro quando as minhas mãos cheiram a ti. Quando a roupa que uso cheira a ti. Quando sinto o teu perfume no ar, mesmo quando já não te posso ver com os olhos. Adoro essa sensação de constância em mim. Estás em tudo, estás não estando.
Desculpa. Desculpa por ser o que sou, por ser complicada, por ter monstros no armário e medos na mente. Por não nos deixar seguir em frente e por te deixar especado no mesmo sítio até conseguir ultrapassar esta barreira que se impõe em mim. Desculpa. Eu abro mão de ti quando achares que não tens força para lutar mais contra isto. Prometo que te deixo ir. Prometo. Só não quero que duvides, nem por um segundo, do que sinto por ti. Isso é duvidar de toda a minha essência e duvidar de tudo o que te entreguei. A alma antes do corpo; mantenho a promessa que te fiz. Mantê-la-ei caso tudo desabe. E se isso acontecer ... Não sei como vou viver.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Oh eu adorei. Adorei que tenhas percebido o significado do meu sorriso maravilhoso e que tenhas tido discernimento de perceber que eu tenho saudades tuas e que quero sempre saber como estás. Porque o quero. Posso não perguntar mas quero. Tal como disse "conta-me tudo porque eu tenho saudades tuas", e tu contaste. Não acabaste a conversa, espero que ainda a acabes. O essencial disto tudo é que estás bem. Só quero isso.
Gosto tanto de ti.
A sério que estancaste perante mim e eu tive obrigatoriamente que te falar? Fizeste uma cara de medo que só me apeteceu rir-me na tua cara. Simplesmente olhei para ti e acenei. Só depois de teres dito "olá" com um sorriso de medo. Medo da minha reação. Aflição sobre o facto de me veres. É bom saber que é assim. Aliás, é bom saber que te lembras de mim. Que te lembres de todo o mal que me fizeste.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Esta sensação de que eu não sirvo não passa. Digam o que disserem. Estou farta de que uma luta que tem que ser minha, porque o é, acabe a magoar toda a gente. Estou farta de magoar quem não devo.
Desculpa. Eu prometo que vou fazer de tudo para estar presente. Eu sei que precisas de mim. Eu sei. E eu vou lutar contra isto ao máximo para estar lá. Doeu muito saber que ficaste em baixo por eu não estar presente e que foi, em parte, por isso que o espectáculo correu mal. Sinto-me horrível.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Vamos encarar os factos ... Eu não sirvo. Não sirvo mesmo e a cada dia que passa mais me custa lutar contra isto. Tu não deves continuar à minha espera. Não podes sequer. Estás a perder a tua vida baseando-te na razão de que achas que eu posso ser capaz de enfrentar um pesadelo. Bem-vindo ao facto de eu ser uma cobarde.
Viras-me o mundo ao contrário, preciso de ti do meu lado mas não consigo fazer isto. É estúpido. É estranho. É doloroso. O problema é que é tudo verdadeiro. E pior ainda ... eu sofro fazendo-te sofrer mas sofro mais sem ti. Já não sei o que fazer, já não sei como lidar com isto. Já não sei como não me sentir mal. Já não sei nada.
O problema é que eu vou querer sempre correr para ti e tu vais sempre apanhar-me. E daqui não vamos passar. E eu continuo a odiar-me por ser esta pessoa. Não mereces isto. Só preciso que alguém me salve. Só preciso que eu me salve. O problema é que eu não me consigo salvar.
Sabes (eu a falar para mim mesma) aquelas pessoas que tu consideras mesmo importantes para ti e que precisas de saber como estão nem que seja de semana a semana? Mês a mês? Tu eras assim para mim. Eras. E eu tinha que saber sempre como estavas. E entretanto apercebi-me que a importância que tu tinhas para mim não era igual vinda desse lado. Ou melhor, até podia ser, mas tu és daquelas pessoas que te cansas dos outros. Deixam de ser novidade. E eu deixei de o ser. Custou ter-me afastado de ti, corria o ano de 2011, depois de ter estado contigo durante a semana. Custou ... Porque me lembro de ti sentada à minha espera, em que eu vinha de autocarro, e te vi. Vi os teus caracóis e soube que eras tu. Depois de quase dois anos de falarmos, depois de me teres apresentado a ela ... Lembro-me, ainda hoje me lembro.
Anyway, deixei-te de lado. Andei com a minha vida para a frente e andei sem ti. E fiz muito bem. Porque, aparentemente, recebo uma mensagem tua a semana passada a dizer que me queres ver. E caramba, que bem que me soube essa mensagem. Respondi-te prontamente, ainda que surpreendida. Não esperava minimamente nada teu. Até tinha deixado de perguntar por ti porque deixei de falar com ela. Só sabia de ti quando lhe falava ... Íamos tendo notícias uma da outra assim, pelos vistos.
Engraçado ... Hoje voltas a vir ter comigo. Parece mesmo que me queres ver. E vai saber-me bem. Vai saber-me a ti e àquela mensagem que recebi em 2010 de manhã sobre o quanto gostavas de mim e o orgulho que tinhas em me conhecer. Que nunca mais recebi nada igual, que até podia ser um sonho. Mas não foi. Não foi.
Disse há anos quanto te respondi à tal mensagem e repeti-o na foto onde estamos juntas. Repito-o de novo com a imensidão do que significa. "Ana Duarte, sobre ti só digo: OBRIGADA por teres entrado na minha vida <3", 13-09-2009.
Que caramba. Nunca pensei voltar a escrever sobre ti.
domingo, 10 de novembro de 2013
sábado, 9 de novembro de 2013
«Quando te vejo, sinto que as palavras me falham. Sabes… Em tantas oportunidades quis dizer-te muito. Não o disse. Talvez porque sempre tive um enorme conforto nos nossos abraços silenciosos - acredito que eles te dizem o mesmo que dizem a mim. Hoje continuo a desejar conseguir dizer-te tudo. Desde do momento em que te conheci até ao momento em que percebi que é eterno. Este sentimento de amizade é eterno. Conheço-te, e vou-te conhecendo todos os dias. As tuas belezas escondidas, as tuas palavras íntimas, as tuas forças ocultas. Vejo-as. Vejo-te. Sei quem és, como és. Não ouso dizê-lo - não quero que discordes comigo, não, pois todo o orgulho que tenho em ti é real e não quero que aches que o tenho pelos motivos errados (que tu não vês). Ó… Como gostava de te emprestar os meus olhos. Dar-te a conhecer da minha perspectiva. Sei o quanto és fantástica. Sei o quanto tenho sorte por contar contigo, por seres uma mão sempre estendida. Sei a sorte que os inteligentes têm ao conseguirem ver-te como eu. És uma pessoa bela. És mesmo. Podes viver durante anos sem o veres, mas vejo, e sei… És uma pessoa muito especial. És para mim, e assim serás. Gosto muito de ti, amiga-eterna. Não tenciono perder-te em caminho algum. Entendido?»
Oh meu Deus. Tu és eterna, mesmo. És mais que eterna. És mais que parte de mim. Agradeço-te, mil vezes, o respirar. Agradeço-te cada partícula que reconstrui porque o fiz com a tua ajuda. Tu és um ser humano tão perfeito. Tu és mesmo maravilhosa. Amo-te como quem ama a manhã quente no verão e a tarde junto à piscina com um bom livro como companhia, minha Apple.
É nestas alturas em que eu escrevo e me lembro que tu és das minhas leitoras mais assíduas, que me lês, que bebes as palavras que escrevo na esperança de me apreenderes a alma. Lamento, portanto, que eu vá referir o mesmo assunto novamente, mas tem que ser. Tem mesmo que ser. Eu jurei que não o faria quando me falaste de manhã. Jurei que não ia mostrar o meu desapontamento, a minha desilusão e a minha tristeza. Mas caramba, se não o faço aqui, expludo numa outra altura e não quero. Para além de que as coisas entre nós têm que ser bem resolvidas. Eu sei que podes pensar que sou cobarde por estar a escrever em vez de ir ter contigo e to dizer. A verdade é que eu podia fazê-lo mas sei que isso te ia fazer sentir mal. Até a mim faz. Até escrever aqui sobre isto me faz mal. Até pensá-lo me faz mal. Faz-me sentir que, afinal de contas, não devo ser tão assim de confiança. Faz-me perceber que por muito que eu me tenha entregue a ti, sem qualquer medo, tu não o fazes comigo. Sei que há coisas que não se contam porque já falamos neste assunto algumas vezes e por muito que não queira voltar a ele, está sempre no meio de nós. Nós temos este buraco no meio de nós que me mostra, a mim, que há sempre alguma coisa de ti que eu não sei, que não posso ajudar. Que não consegues confiar. Por isso ... Tu nunca te conseguirás entregar a mim. Não na totalidade. E isso magoa-me. Magoa-me o mais profundo de mim. Faz crescer um aperto ainda maior que o aperto de quando alguém que amo está mal.
Eu gosto tanto de ti e só quero conseguir ajudar-te. Eu gosto tanto de ti e não queria sentir este buraco imenso entre nós. Isto tudo faz-me sentir mal, faz mesmo. Mas ainda me faz sentir pior tu estares mal e não me dizeres o que é, tu estares mal e teres que ser tu a lidar com isso sozinha. Eu sei que, provavelmente, não poderia ajudar-te, mas consolava-me saber o que era. Saber com que monstro estás tu a lidar.
Desculpa se te fizer sentir mal ao ler isto, não era minha intenção. Simplesmente precisava de mandar cá para fora todos os meus desordenados pensamentos sobre o teu monstro. És mais que linda, baby.
De repente lembro-me das tardes passadas em tua casa por entre livros, folhas, cadernos, canetas e lápis, computadores ligados, segredos trocados. Palavras ditas e reditas, uma e outra vez. Lembro-me de textos inspiradores, de choros rapidamente calados, de uma amizade mesmo forte. Lembro-me de adormecer numa cama e conversarmos em voz baixa até tu vires para o meu lado, miminhos antes de dormir. Lembro-me e relembro-me. E tenho saudades. Odeio-me por tudo o que nos aconteceu. Quem me dera conseguir voltar atrás e reescrever-nos. Mas, se o fizesse, sei que não seria a pessoa que hoje sou. Então fico-me pelas saudades. Mas quem me dera. Quem me dera voltar a tudo isso contigo. Mesmo lá atrás e ir refazendo o que fiz mal, o que fizeste mal, o que fizemos mal. E permanecermos juntas sem nada do que nos aconteceu. Eu amo-te pelo que fomos. Mas agora amo-te agora por não desistires de nós.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Agora lembrei-me do bad timming de ontem .... As lágrimas a caírem-me e tu a apareceres no meu campo de visão. "Porra, está ali a Cláudia."; limpa as lágrimas e sorriso na cara. Não me podes ver mal.
"Macaquinha, está aqui a tua fita, és a primeira a quem eu dou a fita.", sorriso mais que lindo. Gosto de ti.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Sinceramente eu não quero mesmo nada escrever este texto. Podia guardar para mim. Só que vai ter que sair. Custa que todas as pessoas que passam por mim, a certa altura da minha vida, e mesmo não se conhecendo diretamente umas às outras acabem por ter a mesma ideia de mim. Faço teatro. O que equivale a dizer que não sou verdadeira. Que sou cínica. Que escondo o que sinto, sou falsa. E isso arde cá dentro de uma maneira tão dolorosa. Nunca mas nunca pensei que eu fizesse o que quer que fosse com o intuito de ser falsa, arranjar o mal e esconder o que faço. Embora, sim, tenha plena noção que há coisas em mim que escondo; tendo razões para o fazer. Mas é engraçado observar de fora que toda a gente tem a mesma opinião sobre mim. E diga-se de passagem, quando estou mais em baixo, acabo sempre a pensar neste espinho. Acham-me falsa, acham que faço teatro. Muitos a dizer devem ter razão. Quando sou eu a única que não vê. O problema é que eu tento desesperadamente mudar isto em mim, mesmo não sabendo como raio isso se faz, e nunca consigo. Porque volta e meia e lá vem outra pessoa diferente (ainda por cima) dizer-me o mesmo que a anterior. Parece que cada passo que dou para sair de um sítio acaba a enfiar-me exactamente no mesmo sítio ou num buraco pior.
Eu dou por mim a pensar ... Ainda não comecei a escrever-te a carta que te prometi porque sei que a partir do momento em que começar que vou estar a retirar toda e qualquer esperança que tenho no fundo de mim de que fiques. Eu sei que é estúpido mas ... É verdade. No entanto, tenho que começar se quero que saia alguma coisa de memorável. Tenho que começar já.
0.45h
«I: Gosto hiper imenso de tiii
You: e eu de ti baby lindaaaa, agora tou a ver uma série, falamos mais tarde tá?
I: Era só para te dizer isso ahahah, boa série!!
You: <3 acredita, vais-me fazer falta
I: Não me faças chorar! Vai ver a série!
You: Indo indo»
Eu a chorar ... O quanto te custa dizer o que sentes e por isso ... Epá essa frase soube-me a vinte mil provas de que gostas mesmo de mim. Foi muito importante para mim o facto de a teres dito. 20 dias.
domingo, 3 de novembro de 2013
Por acaso gostava de voltar a pegar numa bola de voleibol. E gostava que lá estivesses. Não que eu jogue bem ou alguma coisa assim, sou uma nódoa. Lembro-me que, muitas vezes, ir para o treino ao fim da tarde, me fazia bem. E depois jogar ... Voar por um bocado. E tu estares lá. Sem dúvida tu estares lá.
Foi um sonho bom e estranho.
«Só tu entenderás a importância daquele momento que te relatei. Tinha que tu transmitir a ti. E venha quem vier, só tu saberás, de olhos fechados, talvez, juntar em palavras o que eu senti naquele momento maravilhoso de tão intensamente vivido que foi, para mim, pelo menos.
Só tu sabes a força que aquele olhar me transmitiu e a sensação de tranquilidade tão pura, uma espécie de energia vinda do Além, do quente de quem partilha gestos, emoções ou sentimentos, nem que seja em silêncio. Só tu sabes o que eu senti porque tu foste a única que me acompanhou, de mão dada, durante parte desta batalha que (ainda) é a minha vida. Só tu sabes, porque só a ti confiei, a admiração e o respeito que nutro por essa grande pessoa de quem falo. Só tu é que me ouviste, uma e outra vez, até te levar à exaustão, falar e rabiscar em papéis perdidos, quiçá, frases de força que proferiu e que me acalentavam a dor de não entender o meu futuro. Só tu entenderás e acreditarás nas minhas palavras quando afirmo que depois disto me sinto como que renovada de espírito, que tenho mais capacidade para ultrapassar o próximo amanhã, mesmo que caia chuva e que as poças me encharquem os pés.
Só tu saberás o misto de emoções tão generoso que essa tarde fria me fez sentir.
E só tu saberás do que falo. Simplesmente porque assim quero.
É estranho quando uma pessoa que nos é tão importante não o sabe.»
Precisava urgentemente de renovar o meu espírito de novo. Desde sexta feira que trauteio baixinho frases que escrevi neste texto, há um ano atrás, que trauteio frases que ela disse. Que precisava de estar lá, de novo, para conseguir renascer, como renasci depois disso. Oh, eu sei que é impossível mas gostava. Precisava.
«Eu não imaginava que uma decisão ou uma opção que eu tomei há cinco anos atrás pudesse ter reflexos ou repercussões cinco anos depois, e isso acontece, mas cinco anos depois pode não ter sido a decisão certa mas, à época, foi, de certeza.»
Isto é suposto fazer-me sentir melhor mas não faz. Só me faz pensar e pensar e pensar ainda mais. Bah.
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