Quando eu sinto e sei que me estás a esconder alguma coisa e acabo por insistir várias vezes e por A + B continuo a insistir e tu acabas por baixar a guarda e acabar por me vais provar que eu tenho razão... E que é o assunto que me deixa mesmo mal. E custa-me. Esta merda dói-me, Joana. Dói-me mesmo sentir que há coisas que nunca vou saber e que há coisas que tu me escondes de propósito quando podias perfeitamente confiar em mim. Não acredito que seja necessário esconderes isso de todos os teus amigos... Mas seja... Eu vou continuar a tentar, de vez em quando, e vou continuar a levar chutos no rabo e a sentir-me mal com isso, magoada e desiludida durante uns dias... E depois há de passar... Porque tudo passa. E é a vida, simplesmente.
quarta-feira, 27 de abril de 2016
terça-feira, 26 de abril de 2016
Aquela parte em que eu estou na paz com vocês, ele vira-se para o lado e vê-a e manda uma boca sobre mim por causa dela. Não, a sério, é nestas alturas em que eu fico envergonhada por existir. Não há palavras para o facto de ter amigos que nos façam passar vergonhas. E tu, João, és tão capaz disso, meu. Dás-me uma raiva às vezes!!!
Estavas linda. Mas já nem te ouvi falar nem porra nenhuma. O meu cérebro bloqueou-se todo com a vergonha de ter a Rita à frente a ouvir aquilo. Só sei que ela falou contigo. Vi a boca dela a mexer para te gritar. Agora o quê é que não sei...
quinta-feira, 21 de abril de 2016
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Hoje: Estou a subir as escadas para ir às aulas e tu estás a passar com o homemdacolhersemacolher e eu vou pelo mesmo sítio que vocês. Quase te toco na capa a subir as escadas. Estou mesmo colada a ti na entrada da porta... E agradeço-te por me teres segurado a porta. Encaro com o João que sorri comigo depois de eu lhe mostrar que tu estás à minha frente... E eu fico triste por não teres sequer olhado para trás para me encarar ou que nem sequer ouviste o meu agradecimento... Quando eu ganho coragem para dizer alguma coisa, mesmo que seja de banal, não correspondes e eu sinto que sou mesmo invisível... Mas vou ter com o João e ele dá-me um abraço tão grande e diz "ah pois, como eu te compreendo"... E compreendes...
Ontem: Estava no café a comprar alguma coisa para lanchar e vejo pelo vidro um cabelo loiro a passar para fora, para o pátio. O meu coração ficou apertadinho. Podias ser tu. Podias mesmo. Mas podias não ser. Mas eu sabia que eras. Eu sabia que eras tu porque o meu coração só fica apertado assim quando és tu.
Eras. O teu perfil, de óculos. Tu a fumar. Tu a conversar com quem estavas. E eu, sentada no banco, sozinha, a comer o meu croissant e a pensar que gostava de ser uma dessas pessoas. E tu, linda, a atender o telemóvel. Tu a seres tu na tua vida. E eu na minha.
E depois das aulas, com a Rita no túnel, com ela a fumar um cigarro antes de ir para casa... Tu passas. Tu passas por nós. E tu não a vês. Porque se a visses tinhas falado. Mas não a viste. E o meu raciocínio foi interrompido por uns segundos que mais pareceram vários minutos. E eu tive medo que a Rita percebesse que por detrás dela estavas tu a passar e que, por isso, o meu raciocínio tinha sido interrompido.
Tu e a força dos teus olhos. Tu.
segunda-feira, 18 de abril de 2016
Lembro-me de há muito tempo ter encontrado uma coisa qualquer que dizia que só olhamos para trás na rua, depois de uma pessoa passar por nós, se nos sentirmos como que atraídos por essa pessoa.
Deve ter sido isso que aconteceu hoje já que tu passaste por mim, mesmo que do outro lado da estrada, e eu não parei de olhar para trás até deixar completamente de te ver. Fiquei a sorrir por dentro. Mesmo que não sorria por fora. Fazes-me sorrir por dentro.
sexta-feira, 15 de abril de 2016
A minha cabeça não me dá descanso. Eu não sei o que é descansar. Eu não sei o que é dormir em paz. Tenho que simplesmente dormir e acordar com mais um sonho. Ou um pesadelo. Ou outro sonho. Eu só queria um bocadinho de paz a dormir. É pedir muito? Acordo mais cansada do que quando me deito. Estou só farta de sonhos e mais sonhos.
Sonhar contigo hoje em minha casa. Com os meus pais. Ao mesmo tempo. Sem eles saberem quem tu és, sem nenhuma de nós utilizar os nomes. Demasiado estranho, demasiado vivido. Demasiado para mim. Há sonhos que me deixam no chão mesmo que eu não tenha caído da cama. Este foi um deles. Estou só a tentar apanhar os bocadinhos de mim que caíram para perceber que não foi real. É só mais um sonho.
quinta-feira, 14 de abril de 2016
quarta-feira, 13 de abril de 2016
segunda-feira, 11 de abril de 2016
sábado, 9 de abril de 2016
Ver-te, mesmo que de costas, já é ver-te.
Acho que hoje só tinha três razões para ir à actividade; a Rita ter implorado, saber que o João ia, saber que iam as minhas bonequinhas e saber que havia a possibilidade de te ver. E vi-te, mesmo de costas. E fui feliz com os meus, ri-me, sorri, brinquei. E, apesar de ter querido mais, o que tive foi de alguma coisa de especial. É isso que tenho que ver sempre. Mas queria mais do que tive, mais do que vi.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Primeiro ouvi-te a voz... E depois vi-te. E por dois segundos achei que me tinhas visto. Mas não me deves ter visto. E por alguns minutos fiquei sem ar. Mas depois não pensei nisso mais vez nenhuma. E foi bom; saber que consigo controlar a situação na minha cabeça e que eu estou no controlo de mim mesma. A fechar cada página que precisa de ser fechada em mim.
Não sei onde é que isto nos vai levar mas acho que te libertaste de uma dose considerável de coisas que tinhas dentro de ti quando me mandaste mensagem na terça à noite... E eu ter-te pedido para me ligares, teres ouvido a minha voz a falar das coisas e não a escrevê-las. Talvez te tenha ajudado. A mim ajudou-me. Apesar do medo que tenho de que isto seja só apenas uma boa fase e depois desapareça... Mas parece que estás a levar isto a sério... Falarmos na quarta e na quinta... Parece-me um progresso.
Cada vez que ouço "CP" ou something like that só és tu que estás a aqui, na minha cabeça. E estou constantemente a lembrar-me que o Chagas Freitas é que tem razão... Saber o nome de alguém é a mesma coisa que saber nada... Ou seja, não estou em lado nenhum do que queria e já estamos quase em Maio...
segunda-feira, 4 de abril de 2016
domingo, 3 de abril de 2016
Sei que, às vezes, posso ser má no sentido de não ser como devia mas saber que vos tenho comigo é das melhores coisas do mundo. Estão sempre, dia após dia. Mesmo quando eu estou distante. Mesmo quando eu não quero falar. Mesmo quando eu só falo do que não é o que estou a sentir. Mesmo quando ponho máscaras em tudo. E estão. Sempre.
Desde a tarde que estava a sentir mau estar mas só à noite fui capaz de falar sobre tudo o que estava a sentir. Colocar isso em palavras. E é bom; sentir que sou ouvida. É bom sentir que, apesar de eu magoar com o que sinto, que sou respeitada nisso. Começo a sentir que sou uma amiga um bocado má e possessiva... Tenho que arranjar maneira de não ser.
eu achava que estava tudo bem. porque nós somos daquelas que já não precisam de falar todos os dias. nem sequer todas as semanas. que bastava saber que estamos lá quando for preciso. e não somos porquê? porque tu nunca quiseste que fosse assim, porque foste impondo um ritmo que eu não queria - por mim falávamos todos os dias... mas foi assim que aconteceu. e eu sempre dei muito mais que tu - sempre te fiz sentir muito mais que tu a mim, mais surpresas, mais miminhos, mais coisas fofinhas. tu nunca foste disso. a partir do momento em que eu percebo que tenho que parar com isso porque sou a única a dar, corto com quase tudo. o que sinto por ti mantém-se. o sorriso é sempre lindo quando te vejo uma foto. quando te sei feliz.
mas tu deves querer que eu volte ao que era, é o que depreendo da nossa última conversa... porque, de repente, passaram quatro meses de silêncio em que tu não vieste e eu não fui. porque eu acho sempre que se não se chegam a mim é porque estão bem sem mim... é mania, mas é assim que sou. e não vou atrás. aprendo a viver sem. sabendo o espaço que tenho. e é esse equilíbrio que eu deveria ter desde início e que não tive. mas voltando à conversa, deves querer que seja isso para passares o tempo todo a acusar-me, a atacar-me e a "avisar-me", como tu dizes... e eu não vou puxar barcos sozinha. estás magoada porque eu podia ter feito mais? sim, podia. mas tu também podias e não fizeste. deixaste passar o mesmo tempo que eu deixei passar. e volto a dizer(-me): não vais achar que és culpada de alguma coisa, tu não és. tu fizeste o que achavas que estava bem e disseste tudo o que sentias - boa, Rosa! e agora esperas, que a mágoa lhe passe, que a desilusão lhe passe, que o que quer que seja que ela tenha lhe passe, e vais falar quando for para falar em conjunto. e ainda melhor: nunca mas nunca te passaste ou discutiste. muito bem!
E de repente passou um ano. Voltava ao ano passado, ao concerto dos The Script, voltava aquelas horas contigo como companhia, ao abraço, às mil fotos no meu telemóvel - porque tu estás sempre a tirar fotos - à escrita da carta a olhar-te o perfil. Voltava à certeza de que somos feitas de uma ligação complexa e indescritível. Preciso tanto de ti na minha vida.
As conversas contigo enchem-me o coração como só tu sabes fazer. Duas horas a conversar contigo , mesmo que seja de mês a mês, provam-me completamente porque foste a primeira a levar o meu coração e a ficar com ele. E os teus pedidos mascarados de convites para ir passar dias contigo ao Porto mostram-me que tu queres tanto que esta amizade se mantenha como eu. E isso é das melhores coisas do mundo todo. Sou tão sortuda por te ter comigo.
Provei a mim mesma que a única pessoa que precisa de ti sou eu... Ou melhor, que tu não precisas assim tanto de mim como o que eu achava. E que sou eu quem precisa mais de ti. Depois de dois dias em silêncio vou ter contigo. Peço-te calma para desbravarmos o que quer que sejam os nossos pensamentos em relação a dois dias ou três de silêncio. E vou-me apercebendo que todos os meus pensamentos são capazes de estar certos. O único problema, como sempre te repito, é o que sinto por ti. Quase que mais valia que isto fosse tudo uma brincadeira para passar o tempo e fosse mais fácil deixar-te, mostrar-te que te usei. Sei lá. É estúpido estar a pensar nisto...
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