sábado, 6 de junho de 2020

"(...) Bloqueaste essas memórias, assim como acabas por bloquear as imagens negativas que tens dela e da personalidade dela. E é isso que te impede de avançar. Porque te manténs agarrada à imagem de uma pessoa e de uma relação que não existem nem existiram. Porque ninguém, nenhuma relação, são apenas coisas boas..."

"Escreve uma legenda..."

Será que estavas à espera que eu legendasse essa foto? Que eu fosse um dos comentários? Foram as primeiras questões que surgiram. E aquela sensação de dor; de querer e não poder. Porque eu quis legendar essa foto, mas sabia que não poderia - que não posso, que tenho que lutar contra mim própria e simplesmente afastar-me, porque ficar por perto não me ajuda, não me dá o que preciso. E também sei, por tentativas anteriores, que os primeiros dias são os mais complicados porque tudo em mim arde. 
Só sei que o meu coração parou e que os meus passos cessaram também assim que vi o teu sorriso. Há uma música que diz "paro quando ouço o teu nome" e eu acho que o (meu) mundo pára sempre que eu penso em ti ou te vejo numa fotografia, mesmo que não te possa tocar. Gostava de saber se, de cada vez que eu publico alguma fotografia, o teu coração também pára. Gostava de saber se te dói estar longe de mim, como me dói estar longe de ti. Gostava de saber tanta coisa que sei que nunca saberei... E tenho que aprender a lidar com tudo isto.

["apaixono-me por ti cada vez que te vejo sorrir", seria esta a minha legenda para a tua mais recente fotografia.]

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Há dias de bombas... [parte II]

«Procurar alguém que não te procura (não na mesma intensidade, nem com o mesmo objectivo) ou esperar algo de alguém que não te dá nada, não é "seres como és". Sim, é de um dia para o outro que se deixa de fazer isso. Sim, somos nós que nos forçamos a deixar de dar importância a alguém. Só tu é que controlas a tua vida, pelo menos na maioria dos aspectos, e este é um deles. Só tu é que tens o poder de dizer "não, já chega, não vou fazer mais figura de parva e ir atrás". Enquanto tu não QUISERES isso, não há nada que alguém possa dizer que te ajude. E tu não queres isso. Porque, ao contrário do que tu dizes, basta querer. Só que tu não queres. Tu queres mergulhar na esperança e ficar a nadar, nadar, nadar, à espera que ela te venha dar a mão. E, quando ela dá um dedo, tu achas que ela te vai salvar e paras de nadar, e aí ela larga-te outra vez e tu tens de começar de novo.»

Há dias de bombas... [parte I]

«Durante algum tempo, agora mais para o fim das coisas, achei que vocês as duas se andavam a iludir. Que ambas sabiam que já não dava mais e que simplesmente não desistiam e não baixavam os braços. Depois de vocês acabarem, achei que a Joana te andava a iludir, no sentido de dar esperança que talvez pudesse haver um caminho para as duas, mas que tinhas que mudar e etc etc. Neste momento... Acho que és tu a iludires-te a ti própria. Porque a Joana já foi clara como a água ao dizer-te que tomou a decisão dela e que quer/vai/está a seguir em frente. Inclusive, a falta de interesse dela, a indiferença dela para contigo, já mostrou isso várias vezes. E tu continuas a procurar uma justificação para as coisas, tu continuas a esperar que ela tenha uma atitude decente contigo, mesmo sabendo que isso não vai acontecer. És tu que estás a alimentar isto sozinha, esta espécie de esperança que achas que poderá existir, mesmo sabendo que não existe.
Eu sei o que é querer falar com uma pessoa, sentir saudades, querer saber como ela está. Isso aconteceu-me com a Marta. Mas chegas a um ponto em que tens que perceber que já não é possível mais, que só te estás a destruir a ti própria e a outra pessoa está a avançar. E tens que dizer chega, tens que parar de fazer isso a ti própria. 
Estás a alimentar um "e se" que não existe...
Eu sei que estou a ser dura, mas não consigo dizer isto de outra forma. Desculpa...
Neste momento, a Joana já te disse (e mostrou) a atitude/posição dela. E tu continuas a mascarar isso com "mas indiretamente ela pode estar a querer dizer isto ou aquilo". Ela se quisesse dizer algo, dizia, Rosa...
Ela disse ontem que se preocupava contigo, mas mostra isso? Não, não mostra. Preocupou-se em continuar/terminar a conversa que vocês tinham tido no domingo? Em dar-te as respostas que mereces? Não, Rosa. 
Um amor não pode viver de palavras, ou meias palavras, e depois as atitudes não corresponderem.
Tu tens que parar de procurar na Joana a pessoa que amas, porque ela já não está lá. E ela já te disse isso...»