sábado, 31 de dezembro de 2016

I: «Sempre te vi como um monte de sorrisos e boa disposição. Era por isso que procurava estar onde estavas. Não sei se alguma vez reparaste na minha presença até àquele dia em que deixaste que eu me mostrasse. Até àquela noite em que mudou tudo entre nós. Em que me viste, como eu deixo que poucos me vejam, e em que me fizeste rodopiar no meio da Alameda e me fizeste sentir um bocadinho mais pessoa. Foi a partir desse dia que eu percebi que tu ias ficar comigo, no matter what. Porque tu querias ficar. Porque mesmo que não houvesse notícias todos os dias, tu vinhas perguntar-me como estava. Vinhas mostrar-me que eu era importante. E continuas a fazer isso, com uma mestria que poucos sabem. Continuas a mostrar-me que estás aqui. E eu tenho que dizer isto, embora já o possa ter dito muitas vezes, mas tu tens que saber. Tu salvaste-me. Não há muitas pessoas que cumpram à risca o que prometeram mas tu fizeste-o. Tu prometeste que ficarias comigo o verão inteiro e ficaste. Tu prometeste que não me deixavas e eu nunca me senti abandonada por ti. Se eu já te amava como se ama um irmão agora ainda o sinto mais. Quando te digo, tantas e tantas vezes, que és das melhores coisas que me aconteceram este ano eu não estou a brincar. Sem ti perdia-me, ainda mais. Se é que isso era possível. Obrigada por me fazeres acreditar que é possível sentir-me inteira, um ser humano. Obrigada por nunca desistires de mim. Este foi o nosso 2016. Eu estou completamente pronta para abraçar o 2017 e todos os outros anos que se sigam se estiveres comigo. 
Amo-te, rebento lindo. És a melhor coisinha que me aconteceu. 🍀🍀»

She: «Omg que lindo, nunca tenho palavras para as coisas que me dizes, mas agora fiquei mesmo emocionada. Tu foste das melhores pessoas que apareceu ma minha vida e me ajudou em momentos difíceis e sinto que vais sempre estar aqui. Amo-te pela sabedoria que me dás e pelas palavras que sempre me aconchegaram. És importante, nunca te esqueças disso 💚💚💚»

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Disseste que me querias ver até ao final deste ano e estivemos frente a frente, com o rio dos dois lados e o céu a escurecer. Primeiro rosado. Azul. Depois aquele alaranjado que tanto me faz ter a certeza que o dia seguinte vai ser melhor. E ouvir-me. E ouvir-te. E ter a certeza que crescemos, como duas pessoas que não têm nada em comum mas têm tudo. E foi um prazer enorme deixar-me fotografar por ti, com os olhos e com a alma, com a máquina do telemóvel e com a certeza de que viemos para ficar. Tenho muita certeza disso, estamos mais próximas que nunca. E na próxima quarta quero ver-te de novo.
«Não tenhas medo dos caminhos sinuosos que possas estar a percorrer. Sejam como forem, eles serão sempre teus. Serão sempre os teus caminhos. E não há nada mais seguro que o próprio chão que tu estás a construir para a seguir pisares.»

Quando há frases que me fazem perder o medo de dizer o que sinto e a seguir a magia simplesmente continua. Que se mantenha, é o que peço. Às madrugadas de conversas verdadeiras e ao teu regresso à minha vida. 

sábado, 24 de dezembro de 2016

Só sinto um vazio... Não sinto realmente Natal dentro de mim e não sei porquê. Espero que à medida que a noite passe comece a sentir-me de outra forma... Porque estar vazia por dentro na véspera do dia de Natal é triste.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Não estava à espera de te ver. E não estava à espera de te ver depois de estar a chorar, com tanta dor. E não estava à espera que o teu abraço fosse colar, minimamente, os meus pedacinhos todos partidos. Como todas as segundas feiras. Obrigada, por teres um abraço que cura. Só queria ter ficado ali, dentro do teu abraço. Gosto muito de ti, mesmo muito.
Obrigada por teres estado comigo ontem. Obrigada pelo silêncio e por olhares para o rio comigo. Obrigada por me deixares falar e por teres repetido várias vezes que sou forte. Eu não sou aquilo que tu achas porque não vives dentro de mim... Mas obrigada por estares. Não ajudou completamente mas também não fez pior.
A sessão (só) é boa quando te faz escrever porque só escrever que te faz pensar. Falar não resulta, sem ser lá. Deixar que as lágrimas caiam enquanto falo não é um processo de cura, de reorganização de pensamento, de deixar que as gavetas se fechem com cuidado. Só escrever, escrever, escrever. Só assim a dor consegue apaziguar. Escrever para pensar. Escrever para acalmar a revolta interior. Escrever para curar.
«Olho para mim como se não fosse eu, como se estivesse a ver-me noutra pessoa. Olho para mim de maneira tão indiferente, às vezes até reparo mais  numa mera pessoa pela qual passo na rua. Vivo a minha vida da mesma forma, como se não estivesse a vivê-la verdadeiramente, vivo como se estivesse apenas de passagem. Como se não fosse responsável pelas acções que realizo, pelas decisões que tomo e pelas palavras que me assomam na garganta e que deslizam pela minha boca. Não me sinto responsável por mim e pelo meu caminho. Ou, pelo menos, não sentia até aqui. Até à altura em que decidi que não aguentava mais viver a minha vida como se não fosse minha. E agora tenho descoberto que há razões pelas quais sou como sou e vivo da forma que vivo. Há dores que guardo no peito e nem sei que existem. Só vou percebendo aos poucos, uma hora de cada vez e com muito trabalho de raciocínio à mistura. E é por isso que digo tantas vezes que não quero estar sozinha. Estar sem esta forma de (me) perceber é estar sozinha. Desculpem aqueles que sentem que me apoiam infinitamente, não diminuo, de todo, o trabalho que têm em encontrar tempo no meio do vosso tempo para me dar tudo o que têm. E não é, de todo, não precisar do que têm. Mas a verdade é esta; eu preciso de perceber coisas em mim que os meus não me conseguem explicar. Eu preciso desta bengala para conseguir andar. O meu espírito está tão velho como já ouvi dizer que o sentiam. Rasteja em vez de caminhar seguro. Aos vinte anos é suposto sermos donos de nós e donos do mundo. E eu, sou dona de quê se nem a mim me tenho? Estou velha por dentro, preciso de me renovar. Preciso de retirar todo o oxigénio e sangue de que sou feita, fazer-me uma transfusão. Ensinar-me a guiar a minha vida como nunca soube. Fechei-me no quarto, fechei-me dentro de mim e não me permiti a sair. Durante anos e anos seguidos. Presa em mim mesma, presa por mim mesma. Não foi ninguém que me fez isto, fui eu que fiz isto comigo. E aprendi a viver assim, nesta espécie de dor total em que não sei aproveitar o bom. Em que não consigo resolver completamente um problema por que há um fundo de masoquismo em mim que não me permite largar totalmente. Preciso de sentir dor para me sentir. Preciso de sentir desassossego para acreditar que estou viva. Não sei sair desta roda de negativismo onde me lembro de viver desde sempre. Quero aprender a olhar para o mundo com outros olhos, limpos desta fase negra onde me instalei e sei que tenho que começar por mim. E é por isso que fiz isto, é por acreditar que tenho que começar por mim que realmente comecei. Só que o processo de mudança de um comportamento instalado é tão lento que não consigo ver nada... E vou perdendo a esperança de me ver por aí, a enfrentar a vida, completamente segura de ser quem sou.»

domingo, 18 de dezembro de 2016

Tenho medo. Tenho tanto medo que nem consigo raciocinar. Tenho tanto medo que já nem consigo dizer nada. Só consigo sentir medo, medo e raiva. Medo.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Espero que ontem a meia hora que passou a uma hora e meia te tenha ajudado. Te tenha ajudado a perceber o que se passa contigo. Teres dito que eu sou a pessoa em quem mais confias, depois de tudo. Teres dito que vais demorar muito a encontrar uma mulher decente, depois de mim. Depois de tudo. Não compreendo como é que não vês o mal que eu te causei. Deixei-te um buraco aberto no coração, um desgosto brutal. Eu vejo isso. Como é que não vês? Eu escolhi-me a mim em vez de escolher a relação que tínhamos. Eu deixei-te porque não conseguia aguentar mais a explosão dentro de mim, eu escolhi a minha sanidade mental (encontrá-la) em vez de ti... E tu dizes estas coisas... Não entendo essa cabeça. 
Esta semana (e a semana passada) foram tão fortes que senti que o tempo de escrever sobre isso não ia acontecer tão cedo. Estava a viver - estou. A curtir as palavras e a deixar de ter medo delas. Ou só a tentar. Mas tentar já é um começo. 

Saber que me conheces e que sabes perfeitamente porque é que não digo o que sinto é um alívio enorme. Saber que me conheces simplesmente, que estás. E que cuidas de mim mesmo quando não podes estar. Que não deixas nada por mãos alheias e que pedes ajuda, por mim, para mim, para não ficar sozinha. Saber que ia sair de lá sem te ter "cá" fora estava a assustar-me e a assustar-me muito. Mas ver que tomaste providências para que isso não acontecesse só me fez sentir um amor imenso dentro de mim. És a melhor pessoa para ter comigo, és mesmo. E um dia de cada vez vamos lá chegar. Eu prometo que vou aprender (mais) a cuidar de mim, que vou parar de ver a minha vida a passar e que vou chegar-me à frente para resolver os meus problemas que só eu é que posso resolver. Eu prometo que vou fazer isso, não podes chorar mais por causa disso. Eu prometo, só preciso de tempo.
Ela estava de óculos. Pretos. A falar com alguém. Eu ouvi a voz dela. Levantei os olhos. Estava a falar com o João. E ele viu que era ela. Eu vi que era ela. Senti que ela olhou para nós, numa fracção de segundos. Continuamos a andar, uns para a frente, os outros para o outro lado, e as minhas pernas ficaram a tremer. A Leonor está viva, pensou o meu cérebro.

Ele olha para mim, sorri e diz "há coisas que não mudam." e eu continuo a andar em frente, a respirar fundo, porque sim, há coisas que não mudam. Percebi isso claramente ontem.

sábado, 26 de novembro de 2016

Saber que preciso de escrever mas que não consigo só aumenta o meu estado de estranheza. Nos últimos dias estou bem mas não estou. Precisava de me sentar e deixar os pensamentos correrem no papel, na página, no rascunho do telemóvel, mas já percebi que nem isso me ajudaria porque a página ia ficar branca. Não sei o que pensar. Não sei o que sentir. Ou talvez saiba e não queira. Dor. Eu sinto dor. Um leve aperto. Uma tristeza que não deveria fazer parte de mim. Não entendo porquê, não consigo. Só estou, o mais tranquila possível, à espera que chegue segunda. Sinto-me demasiado sozinha. E não vou estar, ali não vou estar. Então estou à espera e em vez de escrever vou falar. 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Fiquei zangada, fiquei mesmo zangada com a semana passada, não sei se foi com o que disse, com o ter sido verdade, com o me ter atingido, com o não saber resolver. Mas fiquei zangada pela primeira vez, senti-me frustrada e num caminho sem saída. E não estava à espera de verbalizar isso até porque não o tinha compreendido totalmente. Ter dito que não fazia mal que eu tivesse sentido esta "zanga" e que isso era bom apanhou-me de surpresa, ter dito que conseguia lidar com isso... É como se me tivesse dito "eu aguento tudo, manda vir" e ainda agora começou... A questão é que sabe disso tão bem como eu. Já começo a deixar que me leia. 

[Preciso de voltar porque amanhã é amanhã e não falamos sobre isso porque eu estava bem mas desde ontem à noite que não estou, que os meus níveis de stress estão no máximo e que só me apetece esconder-me e ficar quieta num canto para ninguém me ver. E eu não sei o que é que me diria, portanto sim, preciso de voltar.]
«Às vezes pode não parecer mas eu também tenho muito medo das próximas etapas da nossa relação, das batalhas que se avizinham mesmo que ainda não saiba daqui a quanto tempo as vamos enfrentar. Mas é curiosa uma coisa, é que no meio do medo todo eu nunca penso no "se vamos ainda estar juntas nessa altura" porque eu assumo que vamos. Porque eu quero continuar contigo, ao teu lado, que estejas ao meu lado. Quero que ultrapassemos as dificuldades juntas. Porque juntas vencer as batalhas e o medo é mais fácil. Mesmo que o estarmos juntas seja uma grande complicação. Mas é a nossa complicação, somos nós. E juntas nós somos mais fortes.» 


Sem palavras. Acordar assim vale a pena, mesmo que o dia esteja a ser muito difícil, acordar assim vale completamente a pena. 
«por favor, se eu der em maluca, fica na mesma sala de internamento que eu», melhor declaração de sempre, obrigada rebento. E sim, fico, não te deixo sozinha com os loucos e não me deixo sozinha sem ti.  

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Quando ouço o teu nome ainda fico paralisada por dentro. No tempo da Leonor não era nada assim... E eu engulo em seco e tento perceber o que é que querem dizer com o que disseram mas, em vez disso, a minha mente navega para o que não sei de ti. Nunca mais te vi, a andar pela faculdade, é como se tivesses simplesmente desaparecido. Mas não, não porque falam de ti... E isso afeta-me. Afeta-me mesmo. Preferia que fosse mesmo um desaparecimento total, o não o ser é que me afeta.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

É inevitável, quando estou sozinha e para passar o tempo, quando estou mais angustiada ou quando olho para dentro e percebo que o aperto se instalou... eu sei que frases precisava de ouvir, que coisas precisava de ler. E corro até isso, acalmo-me, acalma-me. Vai fazê-lo sempre e não posso considerá-lo, de todo, um vício. Quando isso acontecer tenho que dar alguns passos atrás e perceber que não posso viver dessa forma, que já tenho questões que cheguem em mim, não posso juntar vícios

Sozinha dentro deste quarto - mas não escondida - voltei a fazê-lo e voltei a sentir a mesma sensação de final, como senti em julho quando o acabei a primeira vez. Voltei a sentir aquele aperto apertadinho que não deixa que respire, aquele sufoco e aquele pedido de ar para os meus pulmões. Porque falta tanto, porque tenho tanto que fazer, porque há dias em que a fraqueza me assalta o espírito e eu não sei estar sozinha com isto, comigo. Porque é que compreender o que há de mais profundo em nós nos dói tanto? Porque é que consegue ser tão doloroso ser? 

Eu sei que não devia de esperar, que já tive mais que a minha cota-parte e que já fiz mais do que deveria ter feito, depois dos dois impulsos a que acedi, mas eu continuo à espera de algumas palavras de resposta que venham renovar a luz dentro de mim. É o modelo de pessoa forte e convicta que eu sonho alcançar em mim, e que eu faço por alcançar, passinho a passinho, todos os dias. 

Hoje estou triste, hoje estou mesmo triste. O silêncio impõe-se e eu só quero que permaneça.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Estou tão em baixo hoje que nem consigo explodir nada. Não consigo falar sobre o assunto, não consigo pensar sobre o assunto, não consigo escrever sobre o assunto Estou tão em baixo hoje que nem consigo nada. Simplesmente nada. Só fiz tudo o que fiz e mantive uma rotina normal porque me obriguei a isso. Estou cansada, estou francamente cansada e só queria dormir todo o tempo que restasse até acordar. E quando acordasse eu já estava boa da cabeça. Isso era um sonho. E estou cansada. Estou m-e-s-m-o cansada (de mim)

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

«Vai ficar tudo bem.»

Normalmente aqui não há títulos. Normalmente aqui há um despejar de tudo o que me passa pela cabeça quando tenho oportunidade para isso. Este sítio é o sítio que melhor me conhece, depois de mim própria - o que melhor conhece a maior parte do que trago dentro de mim. Porque o resto está comigo, só em mim. Nós vamos dando de nós aos outros e recebendo na mesma medida mas nunca nos despejamos de tudo, há muito nosso que apenas fica dentro de nós. E este refúgio faz com que eu despeje algumas coisas das que guardo comigo e dentro de mim. Das que me fazem eu ser eu. E sobretudo das trocas - e espero sinceramente que escrever isto não faça com que a magia - que existe no que vou referir a seguir - se perca porque eu escrevo isto para mim, eu escrevo para ler daqui a um mês, daqui a dois, daqui a três e recordar o que senti hoje, enquanto me leio. 

Posto isto, hoje é diferente. Hoje há títulos. Há e há mais. Há uma certeza de que tu trazes contigo aquilo que eu preciso de ouvir. É como se eu procurasse por palavras - aquelas que supostamente são certas, mesmo que não haja palavras certas, nunca as há! - e precisasse de alguém que mas dissesse. E eu sabia quem queria ouvir e quem procurava, normalmente há um nome que me percorre a memória - e que não devia, não podia... Mas, sem querer, uma e outra vez acabas por ser tu a desarmar-me. Acabas por ser tu a dizer-me as palavras certas - aquelas que eu acredito que, no fundo, não existam - e acabas por ser tu a mostrar-me que não preciso de procurar ou querer. Que eventualmente vai aparecer. Como tu apareces. Obrigada por tudo e por nada. Obrigada e que continuemos hoje como estamos há vários meses. És das melhores coisas que me aconteceu este ano, as nossas conversas e a nossa troca tão profunda tocam-me especialmente. És especial, és mesmo. E eu estou cá para ti tal como tu estás para mim. Estamos as duas sozinhas mas obrigada por não estarmos realmente. Vamos ficar bem, no final. Eu sei que vamos.


«(...) Nada toca realmente nada e a partir daí quero que estejas sóbria sobre o facto de apenas tu te conseguires alcançar. Por mais portas que abras, por mais conversas que tenhas, por mais confissões que faças. O teu maior segredo será sempre de ti para ti. Mas vai ficar tudo bem. Com dor, com medo, contigo a olhar-te ao espelho em dias que o sofrimento te molda a cara, mas se lutas, vai ficar tudo bem. Cada vez mais dias vão ser melhores, acredita. E continua. Embrenha-te no teu processo. Toma a tua vida por tua de uma vez por todas. Rosa, (...). 
Gosto muito de ti. Porque me fazes escrever e nem escrevo agora. E gosto muito de ti porque me fazes olhar para mim, como tu quando vais ser humana na casa-de-banho, eu sou mais humana depois de ler-te e escrever isto. Estás sozinha. Eu estou sozinha. Mas ainda bem que nos temos uma a outra, obrigada. 
Vai ficar tudo bem.»
Hoje vi-te outra vez, passamos mesmo ao lado uma da outra. Não sei se me viste antes de baixares a cabeça para o telemóvel mas eu pensei que fossemos falar e não falamos. Definitivamente alguma coisa se passa mas não tenho coragem de entender o que raio nos aconteceu... O que raio fiz eu.
Amizade é subires a avenida das Forças Armadas quase as seis da tarde só para me dares um beijinho e estares comigo vinte minutos. Isso é amizade. Adoro-te.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Antes de chegar há um tremor nervoso dentro de mim que se vai instalar na minha barriga. Às vezes é tão forte que começo a sentir os pés pesados. Andar é como puxar um conjunto de pesos. O meu corpo parece chumbo. Os nervos que me assolam não começam aqui, quando me aproximo da estação de comboio em que tenho que sair. Bem antes disso há uma dificuldade extrema em adormecer, na noite anterior, ou muitas vezes, nas noites anteriores. O sono não chega, os pensamentos confundem-se, velozes. É por isso que a noite nunca é sinónimo de paz e dormir bem não é uma tarefa fácil. Não sei o que é cair na cama, cansada, e simplesmente acordar no dia a seguir. As horas que antecedem a entrada pela porta que me vai levar de volta à luta interior passam lentas. Ou passam rápidas. Não me sei decidir quanto ao teor do tempo. É como se não fosse como naturalmente, como todos os outros dias da semana. E a minha luta nunca cessa, claro que não, apenas se torna muito mais real ali dentro. Entretanto, forço-me a caminhar. Forço-me a colocar um pé à frente do outro. Ouço música enquanto caminho e sei que demoro mais dez minutos a alcançar a rampa que me leva à porta que tenho que abrir. Passo pela casa de banho porque isso me acalma, sentir-me realmente uma pessoa, permitir-me a lavar a cara ou olhar-me ao espelho. Permitir-me uns momentos de repouso interior antes de iniciar a batalha. Isto é tudo ridículo porque racionalmente eu sei que vai correr tudo bem, sei que vou sentir-me inteira, completa no querer avançar e que não estarei sozinha. E, sobretudo, eu sei que vou ser sempre bem recebida. Há um sorriso que me espera por detrás daquela porta. É só ter a coragem para a abrir e vou sentir-me segura por dentro, lá dentro. Uma segurança misturada com o doce sabor do medo. O medo já me sabe a doce, já é quase como a dose quase diária de chocolate ou bolachas que acabo por comer porque não consigo abandonar. Talvez o medo se tenha tornado uma espécie de vício que não consigo largar porque me faz sentir. Tem sido a minha companhia durante tanto tempo que já não sei viver sem ele. Há medo, há um sentimento de cair permanente porque não sei para onde as palavras nos levam. Não há um guião, há uma conversa de onde não posso achar que sei as respostas. Só conheço as minhas perguntas, só conheço aquilo que está dentro da minha cabeça. Tudo o que me é dado, eu não sei se era o que queria. O que acreditava. O que imaginava. Chega até mim, como névoas, e quando pousa finalmente, tenho de fazer o exercício de perceber se o aceito como parte da minha realidade. Daquela que não percepciono normalmente mas sei que existe. É por isso que é tão difícil. É por isso que cada semana passa de uma forma tão pesada, como um ciclo interminável, começa pesada e vai diminuindo levemente até chegar aos dias em que volta a pesar. Nunca estou realmente bem, não estou tranquila, sem ser quando me sento na cadeira e afirmo, com um pequeno sorriso, e ainda a medo, "cheguei". Talvez exista um pequeno prazer em não estar sozinha e ouvir a minha voz. Talvez tenha razão. Talvez me leia de uma forma que me assusta e me arrepia. E talvez eu tenha que deixar de ter medo que me leia os pensamentos porque só assim vou conseguir ser realmente ajudada. Talvez escrever sobre o assunto também seja um passo importante a dar. Só talvez. E talvez eu consiga recuperar a minha sanidade mental de forma a que consiga ser mais eu, mais forte e segura de mim. Pelo menos, sei que estou na luta, sei que estou a fazer por isso.



[Escrever sobre isto e não ter medo das palavras e de abordar sentimentos confusos é, sem dúvida, um passo. Muito orgulho do que alcancei com este conjunto de linhas.]

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O maior arrepio de sempre aconteceu lá dentro. Foi tão estranho que vai ficar-me marcado, bem forte. Sem eu nunca ter dito nada sobre isso, é isso que me espanta mais. Mas não devia, não devia porque é essa a coisa que melhor sabe fazer. Então não devia espantar-me. Ler as pessoas para as ajudar faz parte do trabalho que tem que fazer. Obrigada por me ler a mim. Obrigada por estar. Obrigada por me ter deixado totalmente arrepiada. Uma é o grito e a outra é a confusão. E são as que mais me marcaram... E eu nunca tinha dito isso, só disse a seguir de as ter juntado sem eu ter dito nada até aí. Mas será que disse ou será que foi um sonho? E eu apenas achei que disse?
sem saberes ajudaste-me e ajudaste-me mesmo muito: o-b-r-i-g-a-d-a. [quase que te pedia para fazeres isso todas as segundas.] 
Estava a precisar tanto de voltar e demorei tanto até me acalmar depois de me sentar. E o sorriso esperou, porque o sorriso que faz espera sempre. Espera até eu me acalmar e começar a desenrolar pequenas palavras num quase sussurro porque não quero acreditar que voltei... Espera até eu me sentir com capacidade de chegar a coisas piores. Espera sempre. 
A tranquilidade que sinto sempre lá dentro, com a sua presença, contrasta muito fortemente com a avalanche de sentimentos que me assolam sempre que acaba, sempre que abro a porta e enfrento o mundo de novo sem a calmaria que se sente ali dentro. 
Sinto que já não é preciso escrever pequenos tópicos para me lembrar do que quero abordar, sinto que agora sou mais genuína, todos os meus silêncios existem, todas as minhas pausas e todas as partes em que apenas ouço. Sou só eu, não preciso de escrever antes para expulsar depois, o que tiver que dizer, direi. Porque tenho tempo e não estou sozinha, é uma troca. É uma conversa. É uma ligação.   

sábado, 5 de novembro de 2016

She: Confia em mim. São 23 anos. 
I: E são dois meses. 
She: São, eu sei. Mas serão mais. E quando vivermos juntas tu já vais estar habituada e não me vais arrastar até ao hospital.
I: Ai vou vou. Pelos cabelos, Joana Maria.
She: Então temos de morar perto. Se não ainda vais partir a cena das mudanças com os nervos, na viagem 😂
I: ES-TÚ-PI-DA- Odeio-te. 

Adoro-nos. Juro que sim. Adoro que consigamos ser assim, com tudo. Adoro que todas as declarações de amor e todas as conversas sérias sejam mas não sejam. Adoro-te e adoro isto que temos.
Tentei não me passar, tentei mesmo mas não consegui. Foi muito difícil acalmar-me e adormecer. Só não parava de pensar que te podia acontecer alguma coisa e eu não podia fazer nada. Estando a 300km de ti não posso mesmo fazer nada. Há um monte de coisas que nos separam e assusta-me, assusta-me muito sentir-me impotente. Não conseguia parar de chorar. Não conseguia acalmar-me e adormecer. Não conseguia e doeu.
Tentei muito estar bem e não parecer estranha mas não consegui. Ter olhado para ti tantas vezes e ter apenas sentido carinho, um carinho muito forte, foi estranho, porque, em comparação, um ano antes, estávamos naquele ambiente como um casal. Ter estado contigo e só ter sentido que eras uma pessoa muito importante para mim... Mexeu comigo perante o quanto o tempo e as circunstâncias nos mudam. 

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Quando te vejo fico sempre calma e feliz. E quando me abraças fico sempre tão contente. És daquelas pessoas que a faculdade me trouxe que eu não quero que se vá embora. E sim, vamos combinar para conversar, vamos porque eu preciso.
Deixou de ser uma coisa da minha cabeça há dois meses. Deixou de ser uma coisa que eu imaginava, que pensava que podia dar certo, que queria - ainda mais (mentira, acho que quero mais agora) - por nunca ter tido. Faz hoje dois meses que somos mais reais. Faz hoje dois meses que deixamos de ser uma coisa da minha cabeça - e da tua - para passarmos a ser uma coisa bem real. E estes últimos dois meses disseram-me que tu aguentas o que tenho de pior e que estou segura contigo. Só tenho um monte de saudades tuas. Faz hoje dois meses que adormecemos depois de uma conversa muito longa que me fez ter a certeza de que venha o que vier não muda nada. Os teus olhos vão continuar a ser os teus olhos, tu vais ser sempre tu. E eu tenho que parar de panicar por coisas mínimas porque vai tudo dar certo, um dia de cada vez. Continuo a ter muitas saudades tuas. Obrigada por me aguentares e desculpa por ser (muitas vezes) tão irritadiça, resmungona e antipática e que os dias passem rápido porque preciso de te ver. Estou a melhorar nas declarações de amor? Acho-me cada vez mais engraçada. 

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Mesmo que não perguntes muitas vezes e que eu não pergunte muitas vezes, foi bom perceber que estás aí, que estás atenta e que te preocupas comigo. É disso que preciso, verdadeiramente. De saber que (te) tenho por perto, que não desististe nem foste embora.
Tu sabes como cuidar de mim. Tu sabes e é por isso que me queixo quando não o fazes, porque sei que sabes e porque me irrita quando achas que não e por isso não fazes. Sou uma pessoa de ficar irritada quando as tuas atitudes não combinam com o que fazes naturalmente. Porque é isso, tu sabes quando estar, quando ficar, quando te afastar, quando me injetar uma dose de adrenalina e quando preciso de palavras mimosas. E ter acordado hoje com aquela mensagem enorme fez-me ter (ainda mais) certeza de que posso ficar irritada mais vezes - porque tu sabes, tu é que achas que não! - e que me posso queixar muito mais quando decidires que não sabes o que dizer. Porque é mentira, tu sabes sempre. Obrigada por me teres feito acordar de coração cheio, és a melhor. 

sábado, 29 de outubro de 2016

Sempre fui clara. Consigo lembrar-me de todas as vezes que te disse que estares comigo nesta fase não seria fácil. E sei que to disse olhos nos olhos, sei que to disse por escrito, sei que to disse a viva voz. Tenho a consciência limpa quanto a isto, só porque tenho que ter a consciência o mais tranquila possível em todas as vertentes da minha vida. E tu és uma vertente importante da minha. És, talvez, das vertentes mais importantes da minha vida. Só tinha que ser o mais sincera e o mais clara possível para contigo. E fui. Sou. [Tenho medo. Tenho muito medo.] Estar contigo agora não era o caminho mais certo - mas desde quando é que nós fazemos o que é certo? - porque eu preciso de me focar em mim para melhorar quem sou. E ter uma relação, mesmo que à distância, não era o correto para mim. Eu devia de estar sozinha. Eu devia de percorrer este caminho sozinha. [Mas saber que te tenho por perto ajuda-me a manter-me. Tu estás por perto e isso faz-me sentir bem. Só que agora tu tens menos tempo para mim, tu tens uma prioridade mais importante e isso faz-me sentir mais sozinha, mais abandonada na minha solidão. E continuo com medo, que me deixes, que fiques farta, que me abandones ainda mais, que me abandones não por falta de tempo mas por falta de vontade.] 
E depois, claro, há o teu lado, porque agora somos duas. Ter uma relação à distância não era o que tu merecias. Tu mereces bem mais do que precisar de um abraço e não o ter. Tu mereces mais do que eu te posso dar porque eu tenho medo de tanta coisa. Eu vivo com o meu medo e tu vives com o teu medo. Eu sei que nos apoiamos no meio dos medos que possuímos mas sei que isto não era exatamente o que merecias. Eu sei que merecias mais do que eu, merecias uma pessoa com experiência, concreta e sei qualquer medo no bolso, que vivesse a vida da forma mais brilhante possível. E foste apaixonar-te por mim? 
E depois, para além do eu e do tu, há o nós. Quando eu te expliquei mais de mil vezes que não estava bem para estar com alguém tu disseste que ias ser capaz de aceitar - compreender, ter força para lidar - que eu tenho mais dias maus do que bons. Só que sinto que não. Tu não estás a saber lidar com as minhas zangas repentinas, com a minha frieza [porque tenho medo, sempre porque tenho medo de qualquer coisa], com o que tens que me dar mas não sabes que tens - só que sabes, e é isso que me irrita. Tu sabes. Eu aprendi a não me calar. Eu aprendi a dizer que quando dói, dói muito, ou pouco. Só dói. Eu aprendi que não posso mascarar o que sinto e que tenho que ser absolutamente clara - lá está, como quando te olhei nos olhos e disse que talvez fosse melhor deixarmos as coisas correr - e se me sinto mal, não vou ser querida. Vou mostrar que sinto isso. E tu não estás a saber lidar com isso. É agora que queres desistir? Ou ainda achas que vale a pena continuar e que vamos ser felizes? Que te faço mais feliz que triste? 
A verdade é que tu és a pessoa que está comigo, tu és aquela pessoa que, sem querer, me pressiona a fazer mais, me mostra que estou a fazer pouco (por nós) mesmo que eu esteja a dar o meu melhor. E isso é mau. Isso é negativo porque nesta fase eu tenho que fazer as coisas com calma, com cuidado, ao meu ritmo e no meu tempo, sem sentir obrigações. E eu estou a sentir que tu precisas de mais do que aquilo que eu te estou a dar e não consigo dar mais porque tenho que cuidar de mim - sobretudo não fingir para contigo, é isso que é cuidar de mim. Portanto em que é que ficamos? Onde é que estamos? Para onde vamos? 

[Juro que quero mesmo dormir contigo, quero que venhas passar um dia aqui comigo. Se te digo que não dá agora é porque penso mesmo que pode correr mais mal que bem. Pelo meu medo. Pelo meu medo de tudo o que tenho que fazer até chegar a essa cama onde vamos dormir. Mas preciso de dormir contigo. Preciso de abrir os olhos e sentir-te lá. Preciso de saber que me vais tapar com os lençóis quando eu tiver frio e que os tremores que me assaltam durante a noite já não te dão medo, que nada em mim te transmite medo. Preciso de ti, preciso mesmo de ti. E sei que precisas do mesmo. Será que é isto que é o amor?]   
Estar alerta é uma verdadeira treta. Ter os olhos abertos e começar a perceber todas as pequenas ligações que existem dentro de mim (até aqui não fazia ideia que existiam) é uma treta ainda maior. Não consigo voltar à altura em que não conhecia nada disto e simplesmente caminhava pela vida. E gostava, gostava tanto de conseguir voltar a essa fase da minha vida. E só há uma razão para querer voltar atrás: tenho medo, tenho montes de medo porque nesta fase onde eu estou não consigo perceber qual é o passo a dar.  Não consigo perceber se vou atirar-me completamente para a frente de um carro e nunca mais acordar. Não consigo perceber se vou simplesmente estragar tudo ou se consigo ter capacidade de ir fazendo as coisas certas. Mas o que é fazer as coisas certas? Eu não sei. Eu não sei nada. Não sei, principalmente, como é que me desenvencilho de todas as pequenas merdas que o meu cérebro cria, como é que me torno na pessoa adulta que quero ser. A verdade é que começo a perceber tudo e estou cheia de medo. Parece que não consigo desligar-me completamente do que lhes "devo", da culpa que sinto - mesmo sem querer - e de tudo o que não vivi porque me obriguei a fechar-me algures. Eu não quero continuar a sentir-me culpada. Não quero continuar a mentir. Não posso mentir mais. Não posso ser mais essa pessoa que mostra alguma coisa mas que deixa um espaço por mostrar. Não posso nem quero. Eu tenho que perceber como é que se vive esta vida. Porque esta vida é diferente da outra que eu vivi até aqui. Eu tenho que descobrir o equilíbrio entre o que lhes devo como filha que sou e o que me devo como pessoa que sou. Tenho que entender que há coisas que são minhas, íntimas, e que há outras que podem ser partilhadas, que posso deixar de erguer um muro onde tudo está bloqueado e só falo sobre algumas - poucas - coisas. Eu estou realmente cansada de viver desta forma e quero aprender a viver da nova forma. Quero mudar isto e estar consciente do que quero mudar é um primeiro passo muito importante. Mas como é que se muda uma coisa que não se vê? Como é que se muda o que esteve tantos anos fechado no mesmo sítio dentro de mim?
Parece que não sei viver. Estou cansada de tudo isto. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Sinto-me realmente sozinha.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

I: Como te sentes fora isso? 
She: Sozinha. 
I: Eu também. Estou contigo. Longe mas estou.
She: Tens que vir cá. 

A coisa que mais quero é voltar a dormir nos teus braços. Voltar a aproveitar o silêncio que se abate entre nós com os meus olhos mergulhados nos teus. Porque o silêncio contigo não é mau. 

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Saber que só volto daqui a 15 dias está a fazer-me entrar em paranóia. Aguento 15 dias?
Preciso tanto de estar sozinha e de me sentir, simplesmente, só para pensar. E depois preciso tanto de sentir que não estou sozinha, porque qualquer dia a escuridão engole-me e eu não quero sentir mais isto tudo. 

domingo, 23 de outubro de 2016

"Porque é que ser a Rosa é tão doloroso?", é das frases que eu me lembro quando um monte de memórias me assaltam e eu já não sei o que fazer. Simplesmente tudo se encontra a monte no meu cérebro e, do nada, só sobra esta frase. E eu juro que é mesmo isto. Juro que é. Eu num minuto estou bem e no outro a seguir tenho um aperto no peito, o coração enroladinho e mil memórias desconexas a navegar na minha mente. Só me apetece vomitar, vomitar a sério. Vomitar até tudo sair de mim e eu conseguir descansar minimamente.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Eu precisava de sentir que alguém estava tão entusiasmada como eu com a minha ideia e com aquilo que eu quero para o futuro em relação ao meu próximo ano. Eu precisava tanto disso. E sentir isso hoje foi tão bom porque eu estava tão enervada com isto tudo, já me custava dormir, já me custava estar acordada... Parece que está a encaminhar-se tudo e eu precisava de sentir isso. Só preciso agora de resolver o resto.
O meu estado tem passado do desesperado, ao desiludido, ao completo pânico e à mais confusa confusão. E não há forma de explicar isto melhor. É por isso que o silêncio me tem feito tão bem. Mas agora estou mais leve e consigo acreditar um bocadinho mais que isto vai acontecer e siga para a frente que vai resultar de alguma forma. Posso, portanto, parar de achar que vou morrer rapidamente porque a ansiedade vai matar-me. Ainda não é hoje. Não foi ontem. Nem no dia antes dele. Eu sou capaz disto, mesmo quando penso que não.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Queria tanto colocar em palavras tudo o que senti mas hoje não dá. Vou só lembrar-me dos sorrisos e dos risos. Vou lembrar-me de ter sentido uns fiozinhos invisíveis a ligar-nos. E vou lembrar-me de todas as vezes que disse que não estou sozinha, que não me ia abandonar e que havíamos de encontrar uma solução algures juntas. Porque me ia ajudar. E eu não estou sozinha. E que era bom eu ter encontrado o meu espaço onde podia falar em vez de ouvir. É isso que eu me vou lembrar durante esta semana.
Depois de dias e dias seguidos enervada consegui desabafar sobre o assunto e passei a achar que conseguia lidar com tudo isto da melhor forma possível. Não estava à espera era da força das circunstâncias. Não estava à espera que não fosse eu a mexer-me e a tratar efetivamente da questão. Estou agora a fazer o que posso perante a reviravolta. E eu sei que vão ser longos meses de solidão a trabalhar numa coisa que apenas eu acredito - ou que acredito de forma mais forte. E quero estar muito preparada para eles. Quero dar o meu melhor. Quero sentir-me a pessoa teimosa que me senti hoje de manhã de que eu posso fazer e que eu quero estar inteira e ser eu a ter a solução.  

domingo, 16 de outubro de 2016

Confesso que todos os dias vou reler o que me disseste e tento perceber porque é que aconteceu o que aconteceu... E porque é que acabas sempre por me magoar tanto. 
Estou a tentar apoiar-te o melhor que sei e o melhor que consigo. Só espero estar a fazer um bom trabalho porque tu mereces.

sábado, 15 de outubro de 2016

Tenho realmente medo de tudo. E tenho medo desta fase de incerteza e indecisões e sobretudo tenho medo de todos os sentimentos de pânico e ansiedade que me assolam a todas as horas. Eu estou com tanta coisa dentro da minha cabeça que não sei para onde me virar. 

Ao menos já consegui definir uma espécie de pequeno objetivo. Vou ficar mais nervosa quando segunda feira chegar mas se correr bem... Depois é resolver o que ficou pendente e começar realmente a trabalhar. O que eu sei é que estou demasiado aflita com isto e não é de agora, já começou no verão.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Quintas feiras vão passar a ser o pior dia para eu entrar na faculdade? Veremos. 

Chego, sento-me e à minha frente encontra-se parte da comissão de GRH, com o novo representante... E tê-lo visto com a moca na mão que era dela fez-me dores de barriga - tornou real. Tornou imensamente real que já não existes na praxe. Deixou-me tão desconfortável que só aguentei cinco minutos ali sentada e porque a Daniela lhe apetecia estar ali. Agora só falta mesmo entender se ainda existes na faculdade ou não... Mas doendo, doendo muito.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Sempre que tentamos falar acabamos a discutir e atacar-nos. Ou tu me atacas e eu perco a capacidade de não responder. Tu trazes ao de cima o pior de mim. A parte que me passo completamente. E eu não sei como é que continuo a preocupar-me contigo. Mas dois meses em silêncio a pensar só que existes e a perceber que não vinhas ter comigo acabaram hoje. E estava a correr tudo bem até deixar de correr. Juro que não sei o que fazer connosco porque eu não entendo os teus ataques e eu não entendo que tu não me entendas nem sequer faças a puta de um esforço. Toda a gente se preocupa comigo e tu "reduzes" os meus problemas a nada. 

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Eu precisava de um abraço forte mas tive muito mais do que isso. Uma conversa daquelas que eu queria que acontecesse mas não sabia como fazer com que acontecesse. E tive-a. Acalmou o buraco que vive no meu peito sem data de saída. Acalmou-o durante umas horas. E é tão bom que isso tenha acontecido. Obrigada por me terem ouvido. Obrigada por me terem aconselhado. Obrigada por tentarem que eu veja o futuro com um bocadinho de mais cor. 
«tu não és o meu "se não", tu és o meu "estás lixada"», declarações da tarde, num dia super mau. 
Pela primeira vez na minha vida sai de lá de dentro e só me apetecia partir tudo. Se a partir de agora vai ser assim juro que só quero fugir. Já chega de tentar enfrentar-me porque isso dói.

A única altura que estou "bem" é lá dentro... se calhar devia de viver lá, pode ser que resultasse.
Não sei porque é que estou a fazer isto mas sinto que é a minha derradeira opção. Escrever sem qualquer tipo de subterfúgios e filtros. Simplesmente dizer a verdade, doa o que doer. E vai doer. Porque a minha vida é uma montanha de dores não resolvidas. Eu penso que fecho as páginas e que vou abrir novas sem ter problemas com as antigas mas estas nunca estão realmente fechadas. Ou talvez eu esteja apenas num dia muito mau em que tudo o que eu vejo, para trás, e para a frente, é mau. E eu sei que preciso de ajuda para deixar de ver só o que é mau, eu sei. Eu sei que sou a pessoa mais pessimista que eu conheço mas eu prefiro pensar que vai correr mal e depois ser surpreendida do que pensar que vai correr bem e sair desiludida. Já me deixaram tantas vezes no chão, sinto que estou constantemente a levar pontapés e que perdi a facilidade em me levantar, ou, pelo menos, fingir que me levanto. Porque a minha vida é uma questão de fingimento, um dia a seguir ao outro. Eu acordo a fingir e deito-me a fingir. Todos os dias. Eu finjo em tudo o quanto é sítio. Eu finjo que sei quem sou, finjo que está tudo bem comigo, transformo-me na melhor filha que posso ser - tento, pelo menos - e dou o melhor de mim aos meus amigos. E depois esqueço-me de dizer que estou toda partida por dentro em mil pedaços que não têm data de colagem. Esqueço-me de referir que vivo com um buraco permanente dentro do peito que qualquer dia me suga completamente e esqueço-me de dizer que não sou capaz de aguentar mais isto. Eu não sou capaz de aguentar mais noites de pesadelos, mais semanas seguidas a viver num aperto atroz. A acordar de madrugada porque não dá para dormir mais. Admitir que não consigo descansar. 
Eu sinto-me verdadeiramente sozinha e isolada de tudo. Sozinha dentro de mim e da minha própria escuridão. Começo a sentir que estou a enlouquecer e que o laço da corda se está a apertar à volta do meu pescoço. Por que, se não estivesse, que dor é esta? Durante tanto tempo eu agi como se soubesse tudo, como se nada em mim estivesse em ferida aberta e só queria continuar a agir assim. Que ideia foi esta de sentir que não dava mais e já chegava de mentiras? Eu não consigo lidar com esta fase em que me encontro. Eu não consigo lidar com o enfrentar-me por que isso ainda é pior que fechar os olhos. Agora tenho os olhos abertos e vejo-me a fingir. E vejo tudo o que está à minha volta sem saber como é suposto mudar, sobretudo mudar-me. Estou cansada de me sentir assim, estou cansada de estar viva dentro de mim. Não há uma forma de sair de mim? Ou, pelo menos, acalmar tudo isto?
Dizem que eu sou calma e ponderada, dizem que eu os tranquilizo, mas não sabem que eu sou uma pessoa totalmente diferente daquela que vêem. O que eu aparento não é quem eu sou. Estou partida por dentro, estou cheia de medo do que vem a seguir porque não vejo nada. Só apenas um buraco negro sem sonhos. O futuro é isto? O futuro é todos os amanhãs iguais aos dias de hoje? Não gosto de planear por que tudo o que eu planeio acaba furado mas sei que não sei o que quero daqui para a frente. E o que me custa mais é ver toda a gente a avançar e eu estar parada, a andar em círculos que não vão para lado nenhum. A remexer em cicatrizes como se isso me curasse. A sentir dores constantes dentro de mim e a fingir que estou bem. A dar mais, a ser a pessoa bem comportada que todos esperam que eu seja por que não posso dar mais problemas, já dei os suficientes. E continuar a fingir, dia após dia, que estou bem e que aguento viver assim. Não aguento. Não aguento mesmo. Estou verdadeiramente cansada e não sei o que tenho que fazer a seguir.
Sei que já devia de ter escrito isto há muito tempo mas ando a negar ou a fingir que não me importo assim tanto. Só que os meses continuam a avançar e eu continuo a perceber que a questão existe. Deixaste de me falar. Passas por mim e não me vês. Ou eu passo por ti e tenho demasiado receio de te encarar e te abordar porque não entendo porque é que deixaste de me falar. E tu continuas sem me falar, é como se nunca nos tivéssemos cruzado. Saber que não foi só comigo deixou-me um bocado mais confortável, mas, mesmo assim, eu sei que a culpa foi minha, só pode ter sido. E algures vou ter que arranjar uma forma de encarar a questão de frente.

E eu e ela aproximámos-nos. Queremos redescobrir a nossa amizade e a ligação que temos. Nós éramos três e a nossa ligação era tão forte que não necessitávamos de falar diariamente, mês a mês chegava. E agora, agora de repente, somos duas. Ela desapareceu. E desapareceu de nós as duas. E nós ficamos e estamos a tentar entender o que lhe aconteceu. E enquanto isso ela está a tentar que eu me veja melhor, como sou. Que eu aborde a minha natureza e a aceite. E eu orgulho-me tanto de te conhecer, querida Aria. És natureza e eu admiro-te.

domingo, 9 de outubro de 2016

Estar a passar-me de repente, desabafar contigo e tu não estares exatamente atenta a isso está a doer-me. Mas sei que estás a dar o teu melhor.
Parece que quando uma coisa corre mal, correm duas ou três. E eu estou a esforçar-me para me sentir bem contigo e não estou a conseguir. Não sei o que fazer. Eu sei que não me posso esforçar e que quando for para voltar tudo ao normal vai voltar... Mas eu estou a esforçar-me porque me custa estar mal contigo. 
Agora vai doer muito porque estou com os olhos tão abertos e estou numa fase descendente... e tu-do o que ouvir vai fazer-me sentir mal, vai ser um juntar ao que já me dói, vai ser um guardar mais uma dor cá dentro.
Sei que é errado mas não consigo deixar de pensar em voltar a escrever alguma coisa e até já sonho com isso... E quando isso começa a acontecer é mau para o meu lado.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

«tudo o que for por bem», e tu, tu és todos os bens de sempre; «há sempre alguém para te ver», e tu vês, e eu vejo(-te). e encontramos sempre (o) «caminho de voltar» uma para a outra. 
Estes últimos dias tens estado tão apegada a mim e tens-me procurado tantas vezes que eu tenho medo quando te voltares a afastar.
Pensava que era ontem porque ontem é que merecias a prenda mas foi hoje, quando já nenhuma de nós tinha esperança. E a tua vida começou seriamente a mudar e eu só penso que tu já o merecias há muito tempo. O quanto tu mereces isso! Agora é viveres o máximo que conseguires e aprenderes tudo o que tiveres a aprender e seres a melhor. Sei que vais ser. E um dia de cada vez, o que vier para a frente logo se vê quando lá chegares - não te esqueças é que eu vou contigo. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

A minha princesa finalmente entrou no mestrado!!! Que orgulho!!
O melhor de hoje foi mesmo ter-te visto, estar cheia de saudades tuas e tu abraçares-me com tanta tanta força que até ao colo me pegaste e os meus pés pequeninos ficaram a abanar só durante uma data de segundos. Eras das pessoas que eu mais queria voltar a ver. Adoro você, meu João!!
Juro que a nossa amizade é das melhores coisas que a faculdade me trouxe, juro que é. És das que valem todas as penas.

Minha pequenina. Minha menina. Meu sorriso mais lindo. 

Provavelmente hoje escrevi das coisas mais bonitas que já escrevi para alguém. Só desejava ter passado este dia na tua companhia e não estar aqui a escrever isto agora, era sinal que estavas nos meus braços e que estávamos a aproveitar todos os segundos perto uma da outra.


« (...) Deve ser por isso que desejo apenas olhar-te para me sentir. De todas as reviravoltas que a minha vida já deu, tu és a mais bonita. Sei que dê por onde der nós vamos acabar sempre por voltar para perto porque não sabemos estar longe. (...)»
A única coisa que me doeu hoje durante o tempo todo naquela faculdade foi ver tantos trajados e saber que não te ia ver a ti. Não te conseguir descobrir em lado nenhum. Isso marcou-me. E, provavelmente, agora será assim... E dói. Dói.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

O pânico tem-me toldado o raciocínio, eu sei. Volta e meia e todos os dias falo no mesmo. Mas é só porque tenho medo. Entro em pânico só de pensar que posso não estar a ser completamente sincera nem a colocar todas as cartas do baralho em cima da mesa onde estamos a jogar este jogo. E então fico assustada por pensares, mais lá para a frente, que houve alguma coisa que não te disse, que me esqueci de referir ou que escondi de propósito. Daí voltar constantemente ao mesmo assunto. Não nos quero a entrar para o jogo sem saber jogar, é mais isso. Estou constantemente a repetir a mesma coisa, que não estou bem, que não sei quando vou estar e que tenho medo que isso tenha repercussões no que somos em conjunto. Eu sei que não me calo com isto. Mas é que o meu cérebro também não se cala com isto. Então eu tenho que o repetir... Estou na pior fase da minha vida e mesmo assim tu estás comigo. Não sei se isto faz sentido porque tu também tens os teus problemas e as tuas questões e eu sei que não podes levar com as minhas todas também. Forçar-te a carregar um peso que não é o teu, porque me pertence, é mais do que aquilo que eu quero. E continuo a repetir-me na esperança de, um dia, me entrar na cabeça que tu me conheces profundamente e que já cá estavas quando o negro se abateu mais seriamente sobre mim. É nisso que quero acreditar; que, um dia, as tuas palavras me vão acalmar e eu vou desistir desta conversa e deste pânico todo. Só nos quero bem. Agora e amanhã. E no dia a seguir a esse. Mas um dia de cada vez.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

«Tu és forte. Tu é que pensas que não. As pessoas não são fortes apenas por aquilo que conseguem ultrapassar. As pessoas são fortes por tudo aquilo que aguentam. E tu aguentas tanto, Rosa. (...)»

06.09.2016

domingo, 2 de outubro de 2016

O teu sorriso mata-me. Quando é que inventam os abraços por skype?
A conversa de ontem foi alguma coisa de muito importante, para os dois. Sinto que tudo o que construímos até aqui se encontra cada vez mais seguro e espero que permaneça tal e qual está. Temos crescido cada vez mais e só isso nos faz manter-nos na vida um do outro como nos mantemos. Estamos tão bem e isso é tão regular que cada vez menos preciso de escrever sobre estar mal contigo ou desabafar sobre alguma coisa errada entre nós. Crescemos o suficiente para conversar sobre tudo, um com o outro, e para deixar que as coisas se resolvam. Para que exista um dar espaço quando é necessário e uma conversa mais longa quando deve existir. E eu sou feliz por isso.

sábado, 1 de outubro de 2016

Prometo que estou a tentar estar bem mas não consigo. Não consigo deixar de sentir um vazio imenso e uma dor imensa no peito. Tudo porque a última coisa que eu precisava de ouvir, ouvi, e desde aí que não consigo sentir-me bem. Partiu-se alguma coisa aqui dentro e eu não sei como voltar a colar.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Começa a navegar dentro de mim a ideia de que preciso de mais palavras daquelas e que podia fazer por isso... porque o «até breve» não me sai da cabeça... mas não posso, não posso pensar nisto, porque, se não, dói e dói muito. 
Consegui - consegui - consegui - consegui. Afinal de contas sempre sou suficiente para me defender e tratar dos meus assuntos. Meter os pés ao caminho e mostrar que sou capaz - mostrar-me.
a partir de agora tinhas que saber. e ficaste em choque mas tinhas que saber, era importante para mim que soubesses. 
«a nossa relação», acho que começa a ser muito real e vai ser difícil equilibrar tudo isto - eu e os meus problemas mentais não resolvidos, tu e as tuas questões não resolvidas, os nossos egos e feitios. Mas tem tudo para dar certo porque temos a maior confiança em quem somos, porque (já) não há segredos nem mentiras, porque a verdade pode doer mas vai ser dita. 

A distância é uma merda.
Eu não te queria ver, não fiz nenhum esforço por isso. E não era por mim. Mas por ti. Porque eu achava (ainda acho, não sei bem) que ver-te e tu veres-me, que te fazia pior. Que te fazia sentir que já não éramos como antes. Então eu não queria. Porque uma coisa é o que dizes nas mensagens que não deixas de me mandar e outra coisa é o que tu sentes quando te confrontas comigo. E não sei o que sentiste ontem quando me viste. Não sei se queria saber. Não sei se era importante existir essa conversa. Para ti. Ou para mim. Não sei até que ponto nos acrescentava alguma coisa. Se ela existir estarei preparada para te afirmar que és totalmente ultrapassado em mim. Porque sei o que eu senti e importa-me marcá-lo aqui: o que eu sentia por ti já não é. Não existe. E sou feliz por causa disso. Estou feliz. Por sentir que não existe mais isto para me confundir. Tu és única e exclusivamente o meu puto, uma das pessoas mais importantes da minha vida, mas sem o mais que (não até aqui, mas até bem perto daqui) poderia existir dentro do meu coração. És só o João, um dos meus melhores amigos. E isso não me dói. Espero que a ti também não doa quando e se alguma vez vieres a saber - porque perguntaste, sem me perguntares eu não transmito informação gratuitamente - está mais que sabido. 
Tenho uma segunda feira horrível e peço-te para terça feira vires ter comigo, mesmo achando que não ias conseguir, simplesmente pedi. E tu disseste que ias, desmarcaste tudo o que tinhas marcado para estares comigo. Só porque a minha segunda feira não correu bem e porque pedi para te ver. E ver-te é ficar mais calma. É isto que a amizade é.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Eu senti que não me conseguia defender dos ataques (ninguém me atacou exatamente mas eu senti-o assim) que me lançavam. Senti-me indefesa e pequena perante a vida. E isso assustou-me e quase que fez nascer um daqueles meus ataques. Mas fui apanhar ar. E desabafei. Fiz o que podia. Só senti tudo isto depois de resolver o problema. [Encontrei o aspeto positivo. Primeiro foquei-me em resolver e depois deixei-me ir abaixo.]
Mas custa-me estar ali naquele estágio a dar o meu melhor, dia após dia, e poder não ter nenhum dividendo disso e a maioria da culpa para isso não ser minha. A parte da culpa que é minha eu assumo-a, porque tenho que a assumir, e fiz de tudo para arrumar direitinha a minha cota-parte da culpa. E amanhã continuarei a fazer. Só tenho que manter a calma.
Depois de um dia de porcaria ainda tinha que sentir-me pior ao magoar-te, ao ouvir-te as lágrimas quando não podia fazer nada para tas limpar. Quando fui eu que as causei. Lamento imenso, não é por eu estar mal que tenho que descarregar em cima de ti e por causa de uma coisa tão estúpida, pequena e ridícula. Desculpa-me, baby. Devia de ficar de castigo agora. E não podias ir para lá ter comigo.
Ter falado sobre ti hoje mesmo sem ter referido o teu nome fez-me querer ir procurar o que já escrevi sobre ti... E tenho tanto por onde procurar... Sei perfeitamente que és a causa pela qual eu não consigo confiar como antes. Antes era ingénua e via um mundo cor de rosa onde ninguém nos magoava (um bocado estupidamente porque já tinha sido bem magoada) e, depois de ti... Há um antes e um depois de ti, sem dúvida absolutamente nenhuma. Mas sinto que és uma página mesmo quase virada na minha vida... Talvez a psi me ajude a que seja ainda mais virada. Talvez me ajude a que seja completamente trancada.
Tenho a página aberta em branco e estou apenas a olhar para ela... Sinto que hoje tanto aconteceu que escrever sobre isso me vai fazer pior que melhor. Mas, ao mesmo tempo, preciso. Preciso de deixar as palavras correr. 

Começo incrivelmente a ligar-me e a sentir que dependo da terapia (ainda me assusta esta palavra mas não sei que outra usar, as palavras são como magia) para conseguir estar minimamente bem. Para ter um sítio seguro onde posso perceber as ligações da minha vida sem o rebuliço dela. Um sítio onde simplesmente paro e penso. Paro e falo. Paro e sou. Ali sou eu, sem máscaras e sem filtros. Como se conversassem comigo às quatro da manhã, mas durante todas as manhãs.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

«Procuramos líderes mas esquecemo-nos de nos liderarmos a nós mesmos, de escrever a nossa própria história e de a assinarmos por baixo. A ideia de sermos responsáveis pelo que escolhemos é tão intimidante que nos trava os passos. Um passo para a amargura e a frustração quando os medos se apoderam de nós.»

Esta frase, especialmente a parte do "procuramos líderes" dói-me um bocadinho porque, no fundo, acho que é isso que sempre fiz e que (era) isso que procurava quando a procurei. E quando obtive as duas respostas senti que era mesmo o que precisava de ouvir e podia ser que acontecesse mais vezes. Agora, mais de um mês depois da última vez que tentei e que fiquei sem resposta, volto a reler o livro e debati-me com esta frase. E eu preciso de a ler algumas vezes para perceber que a líder tenho que ser eu. Ou melhor, para perceber melhor, porque eu já compreendi que sou eu que sou responsável por mim. Apenas eu. Estou tão melhor mas preciso tanto de continuar.
Lembro-me da normalidade e dos risos. Da certeza que senti durante a tarde de ontem de que fomos feitas para ser amigas e para possuir esta naturalidade, como se fosse absolutamente normal vermo-nos desde sempre. É por isto que nunca desisti de te ter na minha vida - porque desde sempre me deste isto. Desde sempre senti que encaixamos. Que há uma amizade pura, sincera, desinteressada e verdadeira. Não há cobranças, não há falta de palavras. E é tão bom sentir isto mesmo após tantos anos. E é bom sentir isto agora, que estamos muito mais próximas - muito mais do que estivemos durante vários anos. 
E sobretudo senti que ontem te mostrei o lado de mim que é mais difícil de ver e que exaspera mais as pessoas que sabem que ele existe... o meu verdadeiro problema de criar pequenas ligações no meu cérebro que se tornam tão rapidamente reais e me fazem ficar absolutamente cansada de ser como sou. «Bem-vinda ao meu cérebro», repeti-te tantas vezes ontem, e ainda assim queres ficar?

Há tanta coisa que nos falta falar... E eu sei que tentaste, mesmo que não tenha sido consciente eu sei que querias percorrer esse caminho comigo e que eu meio que fechei a porta, não foi por mal, só senti que essa conversa iria demorar muito tempo, tempo que não tínhamos. Espero que estas tardes se possam repetir mais vezes durante os tempos que estiveres em Lisboa.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

“You just do it. You force yourself to get up. You force yourself to put one foot before the other, and God damn it, you refuse to let it get to you. You fight. You cry. You curse. Then you go about the business of living. That’s how I’ve done it. There’s no other way.”

Elizabeth Taylor

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

«Quando só basta um clique para acontecer»

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Vamos fazer com que esta semana eu seja a voz da tua consciência porque realmente esta semana dá cabo de todas as sanidades mentais que possam existir. Então eu estou aqui para ser o que tu precisares que eu seja. E te fazer rir com as minhas parvoíces - assim o espero.
Nunca pensei ficar tão partida por dentro depois de sair de lá. Nunca nunca nunca pensei. A conversa não foi sobre o interno doloroso e é isso que me assusta. É abrir os olhos e ver o que o externo que eu acho que é bom, tem, na verdade, muitas falhas... E que essas falhas só servem para me fazer sentir mal a longo prazo. Criam um buraco imenso em mim, uma angústia que não sabia que sentia e um desespero com o qual não sei lidar. Continuo a dizer que acho que a minha vida é muito boa, mesmo muito boa, apesar das pequenas falhas que me consigo lembrar, mas olhar e ver na verdade o que não via até aqui... Sem ajuda externa nunca tinha chegado até aqui. E agora dói-me reparar nas ligações entre as coisas... É o que dói mais.  
O que eu mais precisava (depois de um abraço dela) era mesmo de te ver no sítio onde ele disse que estarias porque eu acreditei nos olhos dele. Mesmo só porque eu precisava... É que já me custa menos saber que não sabes quem sou mas ver-te era uma coisa que eu podia fazer e me fazia sentir melhor, estupidamente eu sei, mas ainda assim melhor.
A mensagem desta manhã fez-me (sor)rir antes de entrar lá dentro, era o que eu precisava. De sorrir. Pelo menos isso. 

O que não me deixou bem foi o ter-te visto e ter sentido que era impossível não me estares a ver. Sentir-me ignorada é o que me custa mais. Depois percebi que estava errada mas apenas porque tomei a iniciativa de te explicar que tinha estado no mesmo sítio que tu. Se eu não tivesse falado nada disso, provavelmente ainda agora me estaria a sentir mal porque me ignoravas...

sábado, 17 de setembro de 2016

A pior coisa que me podia acontecer este fim de semana, depois de vários dias como tenho estado, é mesmo a tua ausência forçada. A sério que sim. Estou por um fio muito fino.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Pensava que nunca mais ia voltar a ver-te de traje e eis que me aparece uma fotografia à frente com um monte de pessoas que eu conheço. E a minha primeira reação foi abrir bem os olhos porque queria encontrar-te e não te estava a ver. Mas estavas. Estás. Sorriso lindo como sempre. E agora não te vejo mais...

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Estou cansada, estou mesmo cansada. De mim própria. 
Não sei o que fazer por mim e não quero, de forma nenhuma, preocupar ninguém, mas isto está a assustar-me. E é por isso que me forço a falar. Para tornar real para mim e para me obrigar a perceber o que o meu corpo me está a tentar dizer. Estou cansada. Estou incrivelmente cansada e ainda é só hoje à noite. Não faz mal ser hoje à noite mas não sei o que vai acontecer daqui para a frente e isso ainda me deixa mais assustada. Estou assustada.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Estava incrivelmente assustada mas assim que bati à porta e entrei voltei a sentir aquela aura de segurança que precisava. Estava mesmo assustada mas assim que ouvi a voz e vi o sorriso ficou tudo tão mais calmo dentro de mim. Depois foi simplesmente (re)conectar-me. E não sei se foi fácil por ter muito para explodir e o mais difícil vai ser a partir de agora... E quase que me parece que tenho razão. O mais fácil foi o hoje. A partir de agora e nas próximas semanas vai ser a doer. Não dá para fugir mais. Agora é seguido.

sábado, 10 de setembro de 2016

Não estou a entender porque é que decidiste partilhar comigo agora que tens uma amiga... porque se, para ti, fosse só uma amiga não era necessário partilhar. Não sei, digo eu. Portanto ou estás a querer que eu pergunte mais alguma coisa ou estás a querer perceber a minha reação. E não vais ter nenhuma das duas. Estou impávida e serena. Estou tranquila. Não me dói que tenhas alguém. O que me dói é que estejas a medo, como se eu fosse explodir a qualquer momento. Como se eu fosse uma total cabra para ti. Como se eu fizesse por te magoar. Não sei. É isso que me dói. 
Não posso esperar que reajam como eu reagiria. Não posso querer mudar os outros e fazê-los à imagem daquilo que eu faria. Não posso fazer isso. E tenho tanta dificuldade em aprender que as expectativas que eu tenho sobre alguém são exclusivamente minha culpa. Porque sou eu que as penso, não são o que me dão. Então dói. E mói. 
Estou preocupada contigo mas sou capaz de aguentar até te ver na segunda feira para te conseguir ajudar como mereces. Para te ouvir e te aconselhar o melhor que sei.

Hoje faz um ano que somos amigas no Facebook, portanto faz mais ou menos um ano que tivemos a pintar camisolas na semana de praxe e faz mais ou menos um ano que me pediste para ser tua madrinha e te batizei a capa. E, apesar de só nos termos começado a aturar a sério uns tempos mais tarde, hoje é um bom dia para dizer que sou uma pessoa feliz por ter o meu rebento comigo. Por tudo o que já ouvi de ti e tudo o que já te dei de mim. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

À meia noite de dia 1 de janeiro de 2016 fiz uma lista de doze resoluções que gostaria de atingir este ano. Durante o ano tenho-me lembrado de algumas das coisas que escrevi e em como já não fazem sentido. Em como o tempo nos muda. Em como as experiências nos mudam. A dor. As cabeçadas na parede. Mas agora quero escrever sobre as que consegui. 

A minha primeira resolução para este ano era matar o meu dragão. E eu dei um passo enorme nesse sentido - mas no maior possível, com o ter tido coragem de procurar ajuda. Porque me estou a enfrentar. E isso é muito mais do que matar o dragão. É fazer tudo ao mesmo tempo. Para além da mente, o físico, ter dado o passo de entrar no ginásio para cuidar do meu corpo, também me ajudou. Também me está a ajudar. Espero continuar assim. E vão duas.

Já fiz o código, apesar de ter sido com três erradas, e vou começar a condução brevemente. Em vez de arranjar um trabalho, na sua verdadeira acepção da palavra, consegui encontrar um estágio que pode ser excelente para o meu currículo e que me pode abrir portas - assim espero. Encontrei uma ideia que quero trabalhar para a tese e vou fazer de tudo para a atingir, apesar de saber que podem haver contratempos... Quero estar preparada para eles. Para me melhorar. Seis!

O Porto, os dias no Porto, foram dos melhores dias. Estar com a Inês. Saber que ela estava mesmo ali. Acordar, falar com ela, voltar a dormir. Poder dizer "Inês?" e ouvir logo "sim?", sentir a preocupação dela em todas as etapas do dia, em todos os planos, por muito trocados que fossem, pequenas coisas impagáveis. Oito!

Só falt(ou)a ver o Sporting campeão - embora esta já só possa ser no próximo ano. Porque este ano esteve perto mas não aconteceu... E ver o João Pereira, que também esteve perto, no final do ano passado, e não aconteceu. Pode ser que aconteça...

As duas resoluções sobre o João estão em bloqueado. O bom da vida é que nos permite renovar. E ele permanece. Mesmo que não seja como namorado, como no dia 1. Mas como um dos meus melhores amigos. E algures vamos arranjando um equilíbrio para nos mantermos estáveis e na vida um do outro.

Tudo o que venha a mais é ganho, completamente ganho. Eu só tenho que lutar por isso. 
Eu sei que não estou bem. Eu sei que quero sair de mim. Eu sei que estou a afastar-me. E eu sei que não me podem agarrar.
Hoje é sexta feira e não sei o que fazer quanto às horas da consulta, como vou conseguir ir ao estágio e eu começo a entrar em paranóia mental quanto a isso. Eu preciso de ter a certeza do que vai acontecer e, apesar de ter tentado modificar horas, não consegui ter essa certeza do meu lado porque não tive resposta.
Hoje é sexta feira e o meu estômago já está às voltas. Hoje é sexta feira e não sei como é que vou aguentar até segunda feira. Hoje é sexta feira. E eu tenho que me aguentar. Mas quase que me apetece simplesmente não ir. Fugir. É sempre tão mais fácil fugir.
Nunca pensei que aceitasses, de livre vontade, juntar-te a ela num dia que era suposto ser nosso. Mas, como disseste, fazias tudo para me ver feliz e que eu não podia perder a oportunidade de a rever... E foste linda. Essa tua atitude deixou-me ainda com mais certeza de que dás tudo para que eu esteja bem. E é assim que tem que ser. Porque eu faço o mesmo contigo.
Sinto que não te via desde sempre ... e ter-te visto, ter voltado ao teu abraço e ao carinho com que pautamos cada reencontro, é qualquer coisa de bom. É sempre qualquer coisa de bom. Tu és das melhores coisas que a vida me trouxe e eu sou tão sortuda por quereres continuar. E ultimamente é tão melhor do que até aqui. Somos tão melhores. 

terça-feira, 6 de setembro de 2016

O que mais queria hoje era estar ao teu lado. Tenho estado o dia inteiro ansiosa e preocupada. Mas vai correr tudo bem, tem que correr.
Morro de saudades tuas e dormir sozinha, depois de ter dormido contigo, é incrivelmente difícil. Acordar, abrir os olhos, ver-te a olhares para mim e voltar a adormecer foi simplesmente impagável. Conversar contigo até às tantas da manhã, dar-te beijinhos quando precisavas de sentir que nada ia mudar e fazer-te festinhas no cabelo para não perderes o contacto comigo e não sentires que ia embora... As tuas mãos nas minhas e os teus olhos nos meus. Tenho um orgulho imenso em termos alcançado isto. 

Agora conheço-te como te conheces. Agora não há mentiras. Agora não há meias verdades. Agora és tu e eu e eu sei que vamos ultrapassar o que quer que venha. Porque a nossa ligação é mais forte do que tudo o que já nos aconteceu - e temos uma história e pêras para contar. És a pessoa mais forte que eu conheço, admiro-te ainda mais depois de tudo.
Cumprido um dos meus objectivos para este ano. Cumpridos dois, aliás. Voltar ao Porto e estar contigo. Espero que tenhas gostado tanto como eu. Quadruplicou a ideia de que fazemos mesmo sentido como amigas e sempre que me sentir insegura por seres Inês vou lembrar-me dos dias contigo, da preocupação constante, de me ter sentido sempre em primeiro lugar e de não deixares que eu me sentisse sozinha em momento algum. De pedires a minha opinião para tudo e de me deixares totalmente à vontade.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Depois de duas noites seguidas com ataques de pânico que não consegui controlar achei por bem partilhá-los e pedir ajuda e foi a coisa mais importante que eu fiz porque me acalmou de uma forma que eu ainda não consigo fazer. Preciso de encontrar os mecanismos dentro de mim para me acalmar sozinha, mas, por enquanto, basta-me saber que há uma preocupação verdadeiramente genuína desse lado.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Sei precisar quando estou mais no fundo porque deixo de querer escrever aqui... Ou noutro sítio qualquer, não consigo simplesmente escrever o que me transtorna cá dentro. Dói-me; ser eu dói-me.

domingo, 7 de agosto de 2016

Agora é focar-me em resolver tudo o que há para resolver e depois planearmos o nosso dia ao detalhe. E vai acontecer, não vai? É um bocadinho mais certo desde ontem...
Não digo que tinha atirado a toalha ao chão porque sei que não o tinha feito, mas estava incrivelmente desiludida comigo e com todas as minhas tentativas falhadas. Mas ontem, ontem eu consegui dar-lhes a volta e consegui explicar que tenho um convite de verão que quero aproveitar. Apesar de ainda não me ter explicado totalmente bem, consegui que soubessem que é uma coisa que quero experimentar e estou feliz comigo própria. Agora é analisar tudo de novo, ao detalhe, e preparar o que cá fica e o que vai comigo e ir à aventura. Eu, tu, uma tenda e a praia ao fundo! 

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Eu vi nos teus olhos que tu me querias contar o que escondes do mundo. Portanto quando eu duvidar que tu realmente queres dar esse passo comigo eu vou obrigar-me a lembrar-me dos teus olhos ontem, do teu debate interior e da dor, sobretudo da dor. Porque eu queria retirar-te a dor toda de dentro de ti. Eu queria transportar-me para o pé de ti e simplesmente abraçar-te para a dor passar para mim e tu acalmares. É o quanto eu gosto de ti.
Sinto que vou continuar a perder oportunidades para falar e deixar que me digam que sim - ou que não - porque o meu cérebro se bloqueia todo e vou acabar mesmo por ficar por aqui, sem ter dito o que quer que seja... E isso dói-me. Porque é que eu não saio disto? Porque é que continuo a deixar que o meu cérebro leve a melhor sobre mim? Porque é que continuo a ser esta merda?
Passei. Passei no código à rasquinha, mas o que importa é que passei. Estudei trinta vezes mais que ela e ela passou com uma errada e eu com três erradas. E ouvi da minha mãe por causa disso. Mas não faz mal, porque passei. Agora é respirar fundo, perceber como é que vai ser o meu mês de agosto, e começar a delinear o futuro com o incluir das aulas de condução - até ao final do ano tenho o exame de condução feito? Veremos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

«quero-te dizer que ainda vai correr mal muitas vezes até poder correr bem. 
e quero-te dizer que se persistires e não desistires (de ti), um dia vai correr tão bem que compensará todo o teu esforço, toda a tua luta, toda a tua coragem.
confia. mas confia mesmo.
chora tudo o que tiveres dentro, limpa todo o mar dos teus olhos, e continua.
e quando te sentires mais forte, aprende a ser como o sol: 
brilha sozinha.»
A última coisa que quero é desiludir-me ainda mais. Tenho que conseguir manter-me calma para conseguir chegar a todo o lado, com todas as situações que me estão a fazer sentir mais enervada e ansiosa. Tenho que tratar de uma situação de cada vez e fazer o que for melhor para mim naquela altura. Espero conseguir lidar com tudo de uma forma adulta e consciente. De forma a que não me arrependa de nada mais tarde. E, sobretudo, que não me desiluda a mim e aos que estão à minha volta.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Ter caído, naquele dia, e ter enviado o e-mail fez-me sentir mesmo fraca... Eu devia de ter sido capaz de me acalmar sozinha e não consegui fazê-lo. Foi por isso que escrevi tudo e não disse nada, tal como faço (quase) sempre, e mesmo assim acalmou-me mesmo que não tenha dito nada... É incrível. Talvez por me ter sentido tão fraca é que não consegui responder-lhe.
Não sei se estavas a querer dizer que me esqueceste ou se estavas a tentar perguntar-me se te esqueci. Foi um bocadinho estranho, tentei insistir e perceber e não me deste grande saída mas não faz mal... Parece-me que estás muito melhor do que há uns meses. Ter explicado alguma coisa sobre mim, sobre uma das coisas que me faz não estar muito bem, já foi um início de uma certeza de que posso contar contigo e falar contigo como com qualquer outra pessoa... Mas sei que o que te disse é muito pouco perante tudo o que se passa dentro de mim - e espero que possas ser capaz de me ouvir no futuro. Será sinal que vamos ser amigos a sério e estar em paz um com o outro.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Há um elefante enorme no meio desta relação e não é de hoje. Sempre existiu. Eu sempre me queixei que ele existia e sempre percebi que ele tinha um tamanho maior do que o que me fazias ver que tinha. Eu sempre soube que era alguma coisa muito escondida e, sobretudo, muito dolorosa. Uma coisa que não se podia nomear. Nunca se pôde. Talvez nunca o tenhas feito, sequer. E, por isso, mesmo apesar de todas as tentativas e todas as palavras que acabaram em lágrimas, eu nunca consegui chegar perto. Tentei várias vezes mostrar-te que estava aqui, que podias contar comigo, que eu era suficiente para abarcar toda a tua dor e te abraçar até que passasse, ainda que momentaneamente. Só que tu nunca me deixaste chegar o suficiente e o elefante continuou no meio de nós. E, por causa disso, sempre existiu a mesma dor dentro de mim, que eu tentava esquecer e acalmar porque não podia estar constantemente a pensar no mesmo... até à próxima conversa que permitisse chegar, nem que fosse indiretamente, ao tema e me fizesse sentir, de novo, no chão por não te conseguir tirar toda a dor de dentro. E o elefante continuava no meio de nós. E o elefante continua no meio de nós. A criar uma barreira invisível - ou visível - e a deixar que eu me sinta muito menos do que devia. Porque nós devemos sentir-nos mais e não menos. E este elefante faz-me sentir-me muito menos. 
Mas, sem eu esperar, alguma coisa mudou dentro de ti porque mudou em nós. Sei que as circunstâncias proporcionaram o acontecimento e sobretudo a mudança de atitude e ainda estou magoada por causa disso. Eu entendo a razão pela qual o dizes. Se vieres a ter alguém a teu lado de forma absolutamente concreta e relativa, queres ser absolutamente transparente para com quem escolheres. E, como parece que o que não se nomeia entre nós, existe de verdade, parece que ponderas, pela primeira vez, contar-me. Assumir que está um elefante entre nós e mandar-lhe uma bofetada valente para que ele deixe de existir. Mostrar quem és sem máscaras. E eu quero isso, eu anseio por isso porque estou farta que exista esta porcaria no meio de nós. Apesar de não saber o que vai acontecer depois disso, sei que preciso de avançar para um dia olhar para trás e saber que fiz de tudo. Que estive do teu lado quando não conseguias nomear o elefante. Estou do teu lado magoada por causa de tudo isto. Vou estar do teu lado se acontecer essa mudança de atitude. E devo estar do teu lado mesmo que nada aconteça e que tudo volte a ser estranho entre nós. Já provamos que sabemos adaptar-nos às mudanças que a vida nos imprime e quis escrever isto magoada e antes de saber o que vai acontecer amanhã e daqui a um mês para me lembrar do que senti antes.
Saber que tenho o tempo que eu quiser para voltar e escrever aqui tudo o que me faltou durante estes últimos dias... é saber que tenho um lugar seguro para onde posso voltar e não há nada que pague isso. Ter isto faz-me mais forte.
Eu pensava que estas férias iam ser o topo dos topos da nossa relação... Mas houve dois dias incrivelmente maus. Um dos dias ainda me assombra - preciso tanto de voltar às consultas... - e aquilo que me disseste não me esqueci. Não se deve dizer, em circunstância alguma, a alguém, para se atirar de uma janela e que até lhe dá um empurrão. Não se deve m-e-s-m-o. Mesmo que não saibas que eu estou na fase mais frágil da minha vida não deves dizer nada assim. Tu tens tanto que crescer... Tanto. Continuares por esse caminho não te vai ser benéfico em nada.
Lembro-me que escrevi que não ia ter nada com ninguém durante algum tempo, a propósito dele... E essa frase agora parece que me está a perseguir. Não sei o que se passa entre nós mas sei que efetivamente se passa alguma coisa. Só que não posso simplesmente assumir mais do que isto porque não sei o que sinto por ele - apenas tenho duas certezas mais que certas - e não sei o que sinto em relação a ti muito claramente, sei que é alguma coisa muito parecida ao que senti antes e que me fazes sentir bem (menos quando estamos mal, como agora). Eu preciso de dar tempo ao tempo e de me acalmar, de deixar as coisas correr porque sim. De não perder muito tempo a pensar porque disse isto ou porque fiz aquilo. Eu preciso desta liberdade de sentir e dizer porque sim, porque quero, porque estou de olhos abertos e não nego nada. E eu aceito isto. Aceito que há alguma coisa entre nós e que essa coisa não tem nome e estou consciente que existe. Isso é o mais importante.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

20 de Julho

Nunca pensei criar um problema entre nós porque simplesmente já pensava que sabias e nunca tinhas reagido mal. E, do nada, percebo que não sabes e fica tudo de pernas para o ar. Ao menos não ficou assim por muito tempo... consegui mostrar-te o meu lado. Consegui conversar contigo e contar-te a história. Consegui que me ouvisses e graças a mim estamos bem. Não deixo de me sentir insegura mas acho que consegui lidar bem com esta reviravolta. 

19 de Julho

Estou contente porque as coisas parecem estar a correr bem entre nós. Estamos num período de paz que eu só desejo que dure. Preciso desta paz para me manter minimamente calma.  

19 de Julho

Tens sempre um cuidado comigo que me deixa de coração cheio. A tua existência em mim faz-me sentir merecedora de coisas boas. As conversas que conseguimos manter e as novidades que fazem parte de nós, tão naturalmente como respirar. És muito em mim.

19 de Julho

Acordo de um sonho que me custa, sobre a minha mãe e o meu maior erro, e volto a adormecer e sonho com ela. Trajada, como quase sempre. A sorrir-me. Como eu tanto queria. Fico com o coração pesado durante a maior parte do dia. Adoro quando me sorris, mesmo que seja só nos meus sonhos.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O facto de este ano ter conseguido fazer uma coisa que queria fazer há vários anos é uma vitória. Mas o que não me cabe na cabeça é o continuar a querer que aconteça alguma coisa - procurar que aconteça; quer dizer, eu corrijo-me, eu posso procurar que aconteça mas não posso esperar que exista uma troca, uma partilha... Sobretudo porque para se querer são precisos dois e a única pessoa sobre a qual eu sou responsável e sei o que sente (e quer) sou eu. Portanto, posso estar orgulhosa de mim pelo passo que dei e por ter continuado a procurar formas de acontecer, mas tenho que parar de pensar que haverá algures no tempo uma correspondência alargada. Não é isso que as ações me dizem, talvez a única coisa que me tenham dito mesmo foi simpatia, apenas isso, e eu tenho que reparar nelas e não criar ilusões dentro de mim. As ilusões só me deixam mais em baixo; por causa da contínua espera e do querer que exista algures uma voz de força que me retire deste pesadelo criado pela minha cabeça e onde vivo. 
O meu maior medo é fechar-me totalmente e não ser fácil voltar a abrir a muralha que eu construí à minha volta. Sem saber como e quando, construí a maior muralha e as paredes mais espessas, que me impediram de me ver - e de ser (mais) magoada pelos outros - pelos meus. Por todos os que me cruzam o caminho.

Vou levá-la comigo. Só que eu não sei se isso é verdade, de forma total. São apenas palavras. De conforto? De segurança? Aceito-as mas não sei até que ponto são reais. Não sei se eu faço isso com as pessoas com quem me cruzo. Mas eu também, óbvio que a vou levar comigo.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Ter falado sobre ti ali é só mais uma amostra de que me estou a abrir e a conseguir falar sobre todas as coisas que me afligem ou me fazem sentir coisas com as quais não sei lidar. O meu único medo é confrontar-me com elas e não lhes saber reagir como devo. Mas consegui cumprir o que me tinha proposto e isso já é uma vitória. Ainda que pequena. Um dia de cada vez.
Não sei como é que vou aguentar até setembro mas, por enquanto, estou calma. Espero manter-me assim até ao final da semana. E depois as férias. E continuar a manter-me calma.  
Acho que só consigo agradecer pelo carinho. Pela amizade e companheirismo. Pela partilha. És realmente espetacular.
Estou a tentar manter-me à tona no meio da confusão que se instalou na minha cabeça. Depois da tranquilidade de perceber uma coisa que me fazia confusão há uns meses (parece que ter-te visto me ajudou a compreender) veio a tristeza de não saber lidar com o futuro, o medo do desconhecido, a dor e a revolta. 

Demorei uns meses a conseguir entender-me e agora, do nada, consegui. Mas e depois? Depois de o compreender só me apeteceu chorar. Cair algures e chorar até saber que caminho seguir. O que faço agora? 

terça-feira, 12 de julho de 2016

Hoje estou tão mal que devia de escrever sobre isso mas simplesmente não consigo. Dou-me por feliz em desabafar pontualmente quando a garganta fica mais inflamada e vou dormir (chorar) a noite inteira. E amanhã vou chorar a manhã inteira. E depois fico bem. Ou não. Mas, pelo menos, vou tentar.

domingo, 10 de julho de 2016

Obrigada pela mensagem e obrigada, sobretudo, pela partilha. Pela amizade. Pela esperança e por estares. Quereres estar.
Acordei com um aperto muito grande. Saber que sonhei contigo e que sonhei com a pior coisa que nos aconteceu... Sentir o teu abraço no meu sonho e as recriminações... Eu acordei com uma vontade imensa de te pedir desculpa e de te fazer perceber que eu gosto de ti e que não quero que desistas de mim. Não desistas. 
«A rapariga já está toda marcada por ti.», e a linha fina dos lábios dela, que eu vi pelo canto dos meus olhos, fez-me perceber que, provavelmente, se estava a recriminar por alguma coisa. Ou que estava a pensar em alguma coisa que eu também conheço... E isso ficou-me marcado no pensamento desde que aconteceu, quando me deitei na cama e hoje quando acordei. E esta frase é tão verdadeira e tão dolorosa... Doeu-me ouvi-la mas sorri para que não se percebesse que eu estava mal, eu tenho que parecer impenetrável - nunca se pode perceber que eu estou mal.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Houve poucas coisas boas hoje... O teu abraço logo de manhã. E ela ter vindo ter comigo à noite. E não me lembro de mais. Foi um daqueles dias que foi mais mau que bom mas não faz mal porque agora vou dormir e amanhã é outro dia.
Hoje sinto-me demasiado sozinha e demasiado vazia. Não sei o que fazer para enfrentar isto. Não tenho paciência nenhuma para inventar assuntos e responder a coisas, vou falando só porque sim. Quero estar no meu canto... Queria que a força viesse de dentro de mim para me sentir um bocadinho melhor mas não está a resultar muito bem... e deixo-me ficar.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Não houve pedido de desculpa e pensei nisso logo que sai de lá de dentro... Mas houve o enfrentar de uma coisa que estava à espera há muito tempo; começar a chamar as coisas pelo nome... por enquanto prisão chega e depois, lá para a frente, logo se vê... Eu vivo na minha própria prisão...

terça-feira, 5 de julho de 2016

Já é a segunda vez que me convidas para estar contigo no verão e eu começo mesmo a acreditar que queres que eu vá. E começo mesmo a ponderar passar por todo o aperto que passei o verão passado nas férias com ele, para estar contigo. 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

gosto muito de ti, gosto tanto de ti e vou lutar para que tudo fique melhor do que é - do que tem sido nos últimos anos. 
Tenho saudades vossas mas não digo nada. Estávamos a precisar de ir tomar um café, estar ao sol ou almoçar... Sinto-me um bocado triste a mais para estar convosco e poder preocupar-vos. Então acabo por não dizer nada a nenhuma; mas vocês também nada me dizem e assim continuamos... 
Gostava mesmo de conseguir dar um nome ao que sinto cá dentro, a esta ansiedade, a esta coisa estranha que me impede de fazer um monte de coisas que são tão simples. Será que existe um nome para isto? Será que é normal? Não sinto que seja... 
Um dia, gostava que entendesses que eu gosto de ti de uma forma que ninguém gosta; daquelas que perdoa todas as ausências e todos os "como estás?" que deverias perguntar mas não perguntas; daquelas que perdoa todas as vezes que te esqueces de me responder, nem que seja apenas a dizer-me que estás bem, só isso. A nossa amizade, para mim, nunca foi só um "estou bem e tu?" mas, ultimamente, anda a tornar-se muito nisto. E tenho medo. Mas já lá volto. Gostava que entendesses que gosto de ti de uma forma que ninguém gosta e que deverias valorizar-me por isso. Talvez o faças, à tua maneira. Mas o que eu sinto aqui dentro é diferente, é um querer que me valorizes à minha maneira. Um querer mais atenção, mais carinho, mais que estejas quando tu não estás. Não tens estado. Numa das piores fases de sempre eu não tenho contado contigo. E não quero dizer com isto que tens que me perguntar de cinco em cinco minutos como estou ou distrair-me com uma conversa que te venha à cabeça ... Não é nada disso. É só saber que te ouço e que tu me vais ouvir a seguir. Porque falar contigo o que tenho falado é sentir sempre um vazio de insuficiência; de não era isto que éramos e é isto que somos agora... E dói. E queria dizer-te isto tudo mas opto por me calar. Por ser forte. Por mostrar que não sinto nada disto e que está tudo bem, até porque tens vindo ter comigo mais regularmente na última semana. Até porque quando estou a escrever isto tu estás a desabafar comigo como fazias antes. Mas só hoje não chega, só umas horas não me chega quando eu estava habituada a tanto mais que isso - a madrugadas com insónias e contigo como companhia. Onde é que isso já vai? Parece que aconteceu noutra vida a outra pessoa que não eu. Parece que há um antes e um depois de mim, de ti e de nós. E quase todos os dias vejo coisas que me apertam o coração, vejo que dizes a outros o que queria que me dissesses a mim, o que acho que deveria ouvir, o que desejo semelhante quando chegar a minha altura. E isto vai doendo e eu vou deixando que doa, e vou calando, calando, calando. É mais fácil calar-me do que explicar esta dor que é tão semelhante tantas vezes quando se trata de ti... Eu só queria sentir que há um dar e um receber na mesma medida. E não há, não há e já acontece há tantos dias. Não te apercebes disso ou não te queres aperceber? Estás bem assim? Pois estás, só podes estar. Eu é que não estou. É a mim que me dói. Tu dóis-me tanto e eu não consigo deixar-te ir. Prefiro que me faças doer porque, ao menos, estás a fazer-me sentir alguma coisa. É sinal que ainda não foste embora por completo, mas, na verdade, tu só vens quando queres. Dás o ar da tua graça e vais pelo mesmo caminho por onde vieste. E eu fico aqui, sem entender se foi alguma coisa que eu fiz, se é assim porque tem que ser, se eu tenho que me tornar mais apetecível para não voltares a ir. A culpa só pode ser minha. Se calhar sou eu que não sou o suficiente para a forma como tu vives. E tenho que me adaptar a estes pedaços que me vais dando porque é melhor ter-te um bocadinho do que não te ter, de todo.

domingo, 3 de julho de 2016

Vão ser 15 dias certos sem conseguirmos falar e depois logo se verá... Só espero que consigas divertir-te, estar bem, sorrir e ser feliz.

E afinal não - excelente. Só espero que comigo aconteça o mesmo. Férias sem internet são demasiado estranhas porque fico sem o meu cantinho. 

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Balanço do meio do ano no blogger;

«Este meio ano já me pareceu quase meia vida... comecei a lutar por mim, mesmo a sério; comecei a fazer terapia, comecei a querer entender-me, perceber quem sou. Esta é, sem dúvida, a minha maior batalha. É a coisa mais difícil que eu já fiz na vida, já fui muito infeliz mas estou a aprender a lidar comigo. Estou a olhar para quem tenho ao meu lado e estou a deixar que os meus muros se esbatam... Este meio ano quase pareceu meia vida, juro...»
Estou muito orgulhosa de ti, este ano conseguiste muito mais do que imaginavas. Espero que o ano que vem seja ainda melhor. E sei que vou estar aqui para ver porque quero fazer parte da tua vida.
Não tenho muitas palavras, prefiro, por agora, não as ter. Só estou mesmo a curtir isto tudo e, nos intervalos, a rezar a todos os santinhos para não magoar ninguém. Incluindo eu própria...

Tinha saudades tuas.
Vai sempre doer-me que não me entendas, que não entendas que há alguma coisa de muito grave dentro de mim e que não é por tua causa ou dirigido a ti. Vai sempre doer-me que gostes de sublinhar que é tão fácil fazer uma coisa que, aos meus olhos, me custa tanto. 

E isto é ridículo, dentro de mim eu sei que é e sei que não faz sentido. Sei que tenho que me pressionar ou que esvaziar a cabeça de modo a conseguir chegar a algum lado - ao lado que quero chegar.

Mas pronto, é só mesmo mau que me faças sentir tão mal e que não entendas que isto é grave e me faças sentir que estás a gozar comigo.