quarta-feira, 22 de junho de 2016

Sinto que desde segunda feira que estou numa espiral descendente... não vai para lado nenhum se não para baixo... continua a descer; a conversa com ele que me deixou mal, a atitude dela que me deixou triste, continuar insegura, continuar confusa, não ter apoio visível, não conseguir mexer-me como devia, ser como devia, ouvir as mesmas coisas de sempre que me deixam em baixo... tudo isto enquanto espero - ao menos tenho algo por que esperar...

terça-feira, 21 de junho de 2016

Não consigo continuar a saber que vão existir as mesmas conversas, de duas em duas semanas ou de três em três dias... Tu vais continuar a fazer com que elas existam. Tu vais pegar num qualquer comentário meu e vais fazer com que ele se transforme, de novo, no assunto que tu mais queres abordar. Tu vais continuar a insistir na história de que eu gosto de ti, que eu gosto o suficiente, que posso gostar de raparigas e de rapazes, que sempre fui feliz contigo até me ter dado um breakdown mental... E isto cansa-me. Deixa-me mesmo cansada. Porque tu não me ouves, tu não me queres ouvir... É isso que me irrita. Portanto para além de cansada estou completamente irritada. Já não sei o que te dizer para que tu me compreendas e não quero, de todo, ser a causa do teu mau-estar mental. E, no final da conversa de ontem, tentei ser o mais dura possível para que entendesses que ao continuares a enveredar por esse caminho que podes acabar numa depressão da qual eu não tenho culpa nenhuma. Não posso sentir que a tenho porque sempre fui o mais clara e sincera possível contigo, em todas as nossas fases... Não me podes acusar de te mentir ou de te esconder o que quer que seja porque nunca o fiz. E estou triste. Sinto-me mal comigo mesma por saber que tu podes ir por um caminho mesmo mau por minha causa mesmo que eu esteja a ser tão clara contigo... Mas não posso; não posso estar a preocupar-me contigo quando tenho tanto em mim para me preocupar. Não podes ser mais um problema a girar na minha cabeça. Tu devias fazer parte do porto seguro e não do que me faz querer fugir para longe. E agora... Agora és mesmo só isso. Portanto vamos afastar-nos. Vamos só falar quando tu vieres ter comigo. Vou só desejar-te sorte para os exames que sei que vais ter e vou ficar no meu canto quietinha. Tu precisas disso para me esquecer - ou, pelo menos, parar com estas conversas e histórias da treta - e eu preciso disto para ter só um bocadinho pequenino de paz. Pelo menos quanto a ti. Se me vai custar? Sim, vai. Mas tem que ser.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Hoje na consulta falei em ti, falei muito em ti, entre várias coisas disse que tu estavas sempre, mesmo que não falássemos durante uma semana que tu vinhas ter comigo e perguntavas sempre como eu estava... Perguntas, queres estar presente. Estás.

E, mais uma vez, esta tarde, provas-me que eu tenho razão em confiar em ti. Em querer-te comigo. Porque vieste ter comigo quando eu estava aqui quase quaase explodir sozinha. Perguntas como estou, vais diretamente à questão que me perturba e fazes-me falar tão livremente que acabo mesmo sem qualquer tipo de filtros. Tu consegues sempre fazer isso. É incrível.

E é nesta altura que tu estás presente - desde aquela primeira vez que me fizeste dançar no meio da Alameda. Meu rebento.
De quinta;

«(...) acabei por também falar em ti. Disse que fazias parte das minhas melhores amigas. Agora tenho que dizer que és a única pessoa a quem eu consigo contar o que se passa lá dentro porque me ajudas a pensar, ou me dás esse espaço, e também és a única que sabe tudo direitinho da Léo e isso tudo de mim... tu sabes tudo de mim quase como eu. Às vezes assusta-me pensar nisto porque se te perco... levas contigo quase metade de mim. És a única que lê tudo o que escrevo, mesmo sem publicar. És a única pessoa que consegue perceber os meus meios códigos e o que não digo, és a única pessoa que não tem medo de perguntar... Eu hoje estou a fazer uma lista mental do quão grande és para mim.»

domingo, 19 de junho de 2016

Tenho que parar de ter medo da próxima quando é o único sítio onde me sinto segura e a única certeza que tenho que estou a lutar por mim. Portanto tenho que parar. Não me faz bem nenhum. Não posso ter medo de me enfrentar...

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Vou apoiar-te sempre, seja de que forma for, vou querer estar na tua vida. 

quinta-feira, 16 de junho de 2016

«A partir do momento em que eu crio uma etiqueta torna-se real na minha cabeça portanto não se preocupe porque já é real e eu estou aqui a 100 por cento.»


Ainda não consegui um segundo que fosse de pensamento livre para me focar em tudo o que aconteceu hoje. Preciso de o fazer antes de adormecer.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Ontem escrevi que provavelmente ia ser eu a passar-me e, umas horas depois, aconteceu mesmo o que eu disse que ia acontecer. Eu passei-me. Adoro conhecer-me assim.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Estou a isolar-me e estou desmotivada. Estou a sentir que o que propus a mim mesma não vai acontecer, de maneira nenhuma, e que falhei redondamente, mesmo que olhando para trás sinta que dei tanto de mim para que ficasse com um sorriso rasgado no final... E vou permitir-me a mim mesma mais um dia (meio dia, vá) de desmotivação quase total - porque ainda peguei no trabalho hoje - e amanhã vou voltar à carga; mais forte que no último dia que olhei seriamente para um trabalho, para este trabalho. Tenho que conseguir. Estágio, almoço, ginásio e trabalho. E vou conseguir terminá-lo amanhã. E não olhar mais para ele e sentir-me feliz porque consegui.
Eu avisei-te que não te ia puxar para mim... E agora estou a ver até que ponto é que tu me queres mesmo na tua vida. Porque fazeres perguntas às tantas da manhã e mandares uma mensagem a meio da tarde não são coisas a teu favor. Devias de ser mulherzinha e falar no que sabes que é preciso, para ser ultrapassado. Mas tu não queres. E, então, eu também não quero. Nem puxar-te, nem falar-te, nem coisa nenhuma. Eu vou aguentar até me passar - porque, provavelmente, vou ser eu a passar-me.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Eu esforço-me para que tu entendas que eu estou num sítio tão mau que me é impossível pensar em uma relação contigo, voltar para ti ou o raio que seja que tu queres tanto... Eu esforço-me mesmo. E tu continuas sem me ouvir, tu não me queres ouvir porque eu não te digo o que tu queres que eu diga... E eu não posso sentir-me culpada pela decisão que tu tomas de não andar em frente e de esperar por alguma coisa que não vem - que sou eu. Não posso. Tenho muito mais dentro de mim para lidar... Muito mais. Muito mais e que dói tanto ou mais do que isto. Mas sou tua amiga. É o melhor que te posso dar agora.
O que era suposto ser uma piada entre nós tornou-se tão mau que eu me ofereci para me afastar de ti... [E tu aceitaste.] Dói-me. Dói-me fazer-te mal. A sério que sim. Desculpa magoar-te.
Deixou-me a cabeça às voltas, admito. De tal maneira que não consigo pensar noutra coisa. De tal maneira que só consigo pensar que é realmente boa no que faz. É assustador ter alguém assim, com quem começo a sentir uma segurança que buscava há tanto tempo. Encontrei-a onde menos esperava. 

[Conversava comigo na sua cabeça? Não precisava porque sabia que ia ter essa conversa realmente e verdadeiramente. Era só esperar por ela.


O sorriso que fez quando eu contei o «então larga-me» foi exatamente aquele que eu esperava que fizesse, foi a única coisa que eu pensei que iria fazer, o sorriso enviesado de quem já me vai percebendo. Não desiludiu, em nada.]

terça-feira, 7 de junho de 2016

Estou francamente chateada contigo. De todas as vezes que falamos depois de eu te dar a notícia (já me arrependi de o ter feito...) a primeira única coisa que me perguntas é "e as consultas?", meu a sério? Tudo o que é demais enjoa. E eu não gosto N-A-D-A de falar sobre esse tópico... Se não falo com as pessoas que me são próximas vou falar contigo que só sabes insistir no mesmo desde que te contei? Como se eu não fosse mais nada ultimamente? Chateaste-me e chateaste-me a sério. É até me esquecer. 
Estou a sentir-me tão sozinha. Tão.
Estou com uma sensação daquelas mesmo mesmo má, que alguma coisa vai acontecer que me impossibilita de meter os dois pés dentro do sítio onde mais preciso de estar desde sexta feira. [Aguentando o peso que tenho no coração desde sexta feira. Sou forte, sou forte, sou forte.] E eu estou a fazer de tudo para que isso não aconteça e para que seja apenas o meu cérebro a ser só a mesma porcaria de sempre - neste caso a colocar-me num estado de nervos estúpido sem qualquer tipo de razão... Pode ser que sim. O pior disto é que eu sei que os meus pressentimentos acabam sempre por acontecer...

domingo, 5 de junho de 2016

Sexta faz-me querer fugir. Sábado faz-me querer fugir novamente. E hoje é domingo... Será que aguento até quinta?

sábado, 4 de junho de 2016

Maior baba do mundo: a psicóloga perguntar-me o meu jogador de futebol preferido, eu dizer o nome e ela dizer "é um defesa, não é?", babei até ao final da vida.
A grande questão aqui é se eu aguento sozinha com os meus pensamentos até quinta feira.... É essa a grande questão.
Eu sabia que precisavas de mim assim que me abraçaste. Eu sabia que podia ouvir-te e ajudar-te. Mas eu queria estar contigo pouco tempo porque sei que podia tornar-se estranho estar muito tempo. Já ver-te dois minutos é estranho... Não há forma de explicar... E, por isso, eu acabo por fugir um bocadinho ao encontro contigo. 

Mas ontem não podia fugir porque sabia que não estavas bem. Então fiquei. Ficamos lado a lado a conversar, com as tuas mãos pousadas em cima das minhas. E eu com medo do que tu estavas a sentir por estares ali, assim. Acho que fui tão clara quanto podia ser. Sei que não sinto o suficiente mas sinto alguma coisa e, por isso, fujo. Sei que estou confusa como estava quando tomei a decisão de colocar um ponto final. E sei que tenho saudades tuas mas que isso não muda nada. Eu preciso de fazer isto por mim. E senti que tinhas percebido tudo o que eu estava a querer explicar-te e que não tens dúvidas nenhumas. Que sabes que a decisão que eu tomei foi o melhor para os dois. E que sabes que ainda não te perdoei o teres-me chamado egoísta...

A parte em que os nossos lábios quase se tocaram fez-me querer voltar a entrar naquele consultório rapidamente... É o que eu digo; eu faço-me ficar mais confusa. Sou eu a fazer isso comigo. Só eu. E é por isto que eu não posso estar contigo muito mais do que cinco minutos. Porque sabemos os dois o que pode acontecer e, desta vez, é diferente. É diferente de todas as outras vezes em que nos separamos e continuamos a ver-nos e a beijar-nos como se estivesse tudo bem só porque gostamos um do outro. Desta vez não está tudo bem. Desta vez eu não (me) ignoro mais.
Pequena vitória: estar calma assim que entrei lá dentro (vê-la faz-me acalmar, é das coisas que me faz acalmar mais ultimamente), conseguir estar calma a maior parte do tempo, conseguir controlar os tremeres assim que o assunto me perturbou... conseguir não chorar. 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Ansiosa por amanhã. Constantemente ansiosa pelo próximo dia.
Faz um ano que comecei a escrever sobre ti aqui, diretamente. E sei isso porque foi no dia do teu aniversário. Um ano depois não consegui o que queria... Parabéns.