Irónico irónico é a pessoa que menos fez ser aquela que tem as "regalias", isso é que é irónico. Mas pronto, sei que tu também as tiveste e sei que estás feliz com isso. Mesmo que agora estejas triste e mesmo que não me tenhas contado quase nada. Sei que ficaste feliz. Ou espero que tenhas ficado. Não sei bem. Não sei bem sequer como me sinto. Não sei bem se sinto alguma coisa sem ser imensa raiva de mim mesma, por um lado, imensa raiva da miúda que não mexeu uma mãozinha e te tocou, ou imensa raiva por teres tido esta reação. Sem querer sempre pensei na tua reação a isto e acho que não foi a que eu esperava. Mas pronto. Fico feliz por me teres agradecido imenso ontem à noite. Isso encheu-me o coração. Também estranho seria se não me agradecesses. Fico feliz por ter sido mulherzinha o suficiente para te apoiar durante todo o dia, anulando tudo o que estava a sentir e colocando-o para segundo ou terceiro plano. Também é o que faço sempre, por isso é que senti o que senti ontem à noite. E depois admiram-se (e admiro-me) quando expludo. Se bem que contigo é diferente. Acabei por explodir metade ontem à noite. Metade ou não ... Acabaste por saber a maior parte. E acho que estou feliz por só sentir raiva. A raiva é como o ódio, é um sentimento passageiro. Daqui a pouco já não sinto nada.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
O que mais dói é mesmo ter sentido o mesmo com personagens diferentes. A dor foi exactamente a mesma. Ainda para mais quando estive a rever tantas conversas durante a tarde de ontem. Chego à noite e acontece alguma coisa que me faz reviver tudo ... Isso sim, é completamente injusto. Não que alguém tenha culpa, nem eu a tenho.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Na minha cabeça - ou será no coração? - tu ainda vinhas. Ainda vinhas ter comigo antes do fim do ano. Mas agora percebi que não. Não sei como percebi mas cheguei a essa conclusão ontem à noite. E não é que me doa. Mas é estranho. Eu sempre soube que vinhas, que não aguentavas estar mal comigo. E eu também não aguentava estar mal contigo. Mas desde que perdi a confiança em ti deixei de correr atrás. Coube-te a ti fazê-lo. E não sei porquê mas desta vez sei que não o farás embora uma pequena parte de mim ainda diga que sim. A maior parte diz que devo esperar para ver mas eu agora sei que não vou esperar para ver porque simplesmente não vou esperar. Tu não vens. Eu já fui e tu já me perdeste; por muito que continue a escrever desabafos por aqui. E tu não vens. Estás na tua nova vida. Sê feliz nela. O meu coração vai acalmar-se disto tudo e ainda bem que vai. Não preciso de ti. Não preciso de ti como estivemos desde que eu destruí - porque tinha que o fazer - o que tínhamos.
p.s- acho que é hoje que apago todas as fotos que tenho tuas no meu computador; já apaguei as da Joana. Apago as tuas também. Sabes .... Vi o sorriso dela numa foto ontem sem querer e lembrei-me do que ela me disse um dia há um ano ou mais. "Mesmo que nunca mais te diga, eu amo-te. Muito obrigada por todo o teu apoio, se não fosses tu eu já cá não estava.". Fui tão amiga dela como tu foste. Suportei-a nas noites em que ela não respirava como tu me ensinaste. Liguei-me a ela de forma estranha tendo em conta que ela acabou por ser uma das causas do nosso afastamento. Mas já passou. Ela é feliz. E eu fico com memórias.
sábado, 28 de dezembro de 2013
«Então diz-me, deixo-te cair e ficar eternamente no chão? Deixo-nos morrer todos os dias um pouco mais? Deixo tudo aquilo que construímos simplesmente cair? (...)»
Se eu, por acaso, por algum milagre, tivesse uma resposta a dar-te, eu dava. Mas não tenho. Não sei nada já. Sobre isto ... A cada dia que passa mais me enterro. Menos sei. Menos força tenho. Por isso ... Faz o que tiveres que fazer.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
O que soube de ti ... Tu estás a tornar-te quem não és só para te integrares na sociedade, estás a dar-te com pessoas com quem não tens nada a ver só para poderes ser mais sociável ... Só para te integrares. Não sei se esse é realmente o melhor caminho mas se tu achas que é por aí que deves ir ... Força.
Tenho pena de que não tenhas feito qualquer esforço antes ... E só agora que me perdeste e que te afastaste dela é que começas a mexer o rabo para fazer alguma coisa por ti. Coisas que tanto eu como ela sempre te dissemos. Mas pronto, só depois de perderes é que achaste que tínhamos razão, não foi? Ou então não. Foram os ares dos novos amigos que te fizeram "mudar". Tal como ela diz: estou melhor sem ela. E eu também; estou melhor sem ti. Muito melhor. Mas não te tornes quem não és. Isso é ires contra ti mesma e mais tarde vais sofrer por isso ... Talvez retire o que disse em cima; não te dou força para que vás contra ti. Enfim, precisava só de expulsar isto de mim. Continua com esse sorriso para as fotos no facebook porque assim toda a gente pensa que estás bem - eu penso que estás bem.
Ainda virás, não duvido. Ou se calhar até estou errada quanto a isto. Desta vez as palavras que te disse foram demasiado fortes, o que pode ser que te tenha feito entender de vez. Vamos ver.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
"perdes demasiado tempo com merdas", se tencionas dizer que as "merdas" é os problemas que eu tenho, sim perco. se te afastei? sim, afastei. e afastei porquê? porque não quero que lides com isto. porque já sei como é que pensas, sei exactamente como é que achas que eu devo reagir. e se eu não reajo assim ... obviamente que te desiludo. mas não é só a ti que eu desiludo. é a mim mesma sobretudo. mas também ... tu estás magoada ... e eu sinceramente não consigo lidar com isso. queres que eu vá ter contigo e lamuriar-me por mais uma cena que ouvi? e depois dizes que não posso reagir assim e que tenho que me levantar? sabes qual é a diferença entre nós? é que tu és forte. tu fazes o que tens a fazer. é por isso que te admiro. e eu ... eu ando ao sabor da corrente. só andando ... já levei pontapés que não esperava e é por isso que reajo assim. não me podes acusar de reagir mal. aliás, isso ninguém pode porque eu não deixo. ninguém esteve na minha pele quando aconteceu o que aconteceu. ninguém sabe o que é. porque falar é muito bonito, eu própria também me incentivo em voz baixa. mas lidar com as memórias é mais negro que isso. e dói. dói demasiado. por isso ... desculpa lá se te afasto e se lido mal com as coisas. desculpa lá. é a minha forma de agir. aceita isso. pode ser que te desiluda menos.
não aceito é que digas que tu deixaste de ser uma das minhas prioridades. penso em ti todos os dias, mesmo que não escreva, mesmo que não diga nada, mesmo que tenha agido errado nas alturas em que não o disse. penso sempre em ti. mas pronto, é a tua opinião, respeito-a. magoa-me mas respeito-a. tal como tu respeitaste quando te dei a minha. o que aliás digo: melhoraste. tornaste-te bem melhor. era exactamente o que eu queria. era e é, se ainda quiseres ficar.
tem um bom dia amanhã. foste, és e serás, um orgulho para mim. amo-te mágica. conhecer-te faz o meu dia melhor mesmo que tudo o resto esteja de pernas para o ar.
Precisava de te ter visto hoje. Primeiro porque eu precisava, eras a minha prenda de natal andante e com caracóis. E segundo porque sei que tu precisavas, porque eu queria que tu soubesses com as minhas atitudes que eu estarei sempre, que farei de tudo para te apoiar. Por isso ... Precisava que tudo tivesse corrido bem. Mas não correu, claro que não correu. Óbvio. Desde quando é que eu me imponho e faço alguma coisa correr bem para mim?? Desde nunca.
domingo, 22 de dezembro de 2013
sábado, 21 de dezembro de 2013
Esta imagem é tão eu que até me arde o coração e as entranhas. Eu já estou a chorar por não ter lutado, por não lutar por mim, por ti, por nós, pela minha felicidade ... Se eu te vou perder? Depende do que tu fizeres. Eu estou a escrever a quente, eu sei, eu sei que pode mudar mas duvido. Duvido porque o meu saco continua a encher e só eu é que tenho que o esvaziar e eu não consigo. O problema é que eu não consigo. Não sirvo para nada. Nem para lutar por mim eu sirvo ...
«Eu não preciso te olhar
Pra te ter em meu mundo
Porque aonde quer que eu vá
Você está em tudo»
O problema é este. O problema é que ... Tu estás em tudo e eu, por muito que queira, não vou conseguir afastar-te o suficiente. Oh, eu não te quero afastar o suficiente. Eu queria que houvesse outra solução mas a verdade é que eu não vejo mais nenhuma. Estou a ficar sem saídas novamente. E sim, três frases desencadearam, novamente, o meu ... O que é isto? Isolamento? Não, não o é. Tu sabes o que eu estou a passar. Contei-to no segundo preciso em que aconteceu ...
Eu devia pensar. Não posso agir de cabeça quente. O problema é que eu nem consigo pensar. Aparento estar bem e estou um turbilhão por dentro.
Até segunda tenho que ter pensado bem nisto tudo. Tenho que rever, mais uma vez, os prós e os contras e tomar a minha decisão. Já chega. Não consigo mais lidar com isto assim. Dói demasiado. Desculpa-me, por tudo, desculpa-me.
Eu já estou a ver o filme todo. Ouvi isto agora e por isso não vou pisar o risco na segunda feira. Já sei como sou. Podia simplesmente ter respondido mas não. Cobarde. Quero ver-te mas não te vou ver porquê? Porque sou cobarde. Dei voltas à cabeça a imaginar isto e estou prestes a conseguir alguma coisa. Estou ainda a pensar que o vou fazer, que vou ter coragem e oiço isto e claro ... Coragem. Estúpida. Como é que achaste que ias ter coragem? És uma cobarde.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Isto está a custar e não é pouco. O problema é que tenho a certeza que é só o início. Não faz mal, eu não me vou passar e vou simplesmente abstrair-me de tudo isto. Eu vou conseguir dar a volta por cima, vou conseguir agir como pessoa matura que dizem que sou. Só tenho que fingir que não tenho um nó na garganta.
Tenho pena que te tenhas tornado tão nojento. Ou melhor ... Tenho pena que sejas assim. Tenho pena que tu sejas tão homofóbico. Claro ... Claro que nunca poderia ter uma relação contigo. Claro que nunca poderíamos sequer ser amigos. Como é que eu esperei que tu fosses meu amigo? Como? Burra do caraças. Continua a acreditar na bondade das pessoas que depois vais-te lixando. Ou melhor, já te estás a lixar.
O que mais ... Eu queria ter-te dito alguma coisa ... Mas isso ia ser o quê? Nada. Não ia ser nada porque eu nunca FUI NADA para ti. Tenho nojo de ti e odeio-me por ainda me preocupar com alguém como tu.
"sonsa"; portanto está-se a discutir e eu oiço dali para aqui que eu tenho que deixar de ser sonsa. As lágrimas vêem-me logo aos olhos. Eu sei que a minha mãe me defendeu mas não é justo eu continuar a ouvir essas merdas quando eu tenho dado o máximo para mudar o que penso que está mal em mim. Não é justo ouvir essas porcarias. Claro que me vou abaixo. Ainda bem que a minha mãe percebeu e juro que estive perto de desatar a chorar mas, mais uma vez, consegui vir aqui e expulsar logo em vez de recorrer às lágrimas.
Estou simplesmente farta de ser vista por ti como a sonsa.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
«she: eu tenho quem goste de mim.
he: e tens pessoas que não vivem sem ti.
she (sad): não consegues nomear três.
he: eu, a tua mãe e a Rosa.»
e é isto: obrigada Joel lindo por saberes que eu não consigo viver sem a tua menina. e tu, princesinha, deixa de estar triste e sorri porque olha ... tens três pessoas que não vivem sem ti mas eu consigo nomear mais outra pelo menos; a tua melhor amiga, a que está lá sempre. por isso levanta a cabeça e vê que tu és mais brilhante que tudo e que só mereces coisas lindas. amo-te muito, minha irmã. não de sempre mas para o resto do sempre. o sempre é muito tempo, eu sei e tu sabes, mas nós somos mais fortes que o muito tempo. e, um dia, vamos estar a fazer de babysitter para os filhos uma da outra porque claramente que vamos viver perto uma da outra. nem que eu tenha que me mudar para o Porto. okay, não indo tão longe, mas é essa a ideia. se calhar temos que pensar e ficamos metade metade; que tal a cidade dos Estudantes?
estou sempre aqui, meu orgulho.
«Even though it hurts I can't slow down
Walls are closing in and I hit the ground
Whispers of tomorrow echo in my mind
Just one last time»
Hei-de lembrar-me sempre de ti quando os acordes desta música começarem a dar na rádio. Sinto-te a falta? Não. Por agora não. Mais tarde, perceberei se estou apenas anestesiada ou se já passei.
Queres saber uma coisa? Acho que houve um avanço em mim. Acho que, daqui a uns tempos, conseguirei voltar a falar em ti aqui por casa. Sem o fantasma do que aconteceu há um tempo atrás. Pelo menos, assim espero. Quer dizer .... Eu não esqueço. Mas perdoo; em parte. Tu sabes. Ambas erramos. E espero que, quando voltar a falar em ti, não me apontem o dedo.
Não volto a pensar em nada que seja uma suposta piada entre nós porque depois acontece que essa piada se transforma num tormento para mim mesma. Vou deixar de pensar, a sério que vou. Ao menos, não pensando, não sofro.
Não quero que te preocupes comigo, quero que estejas em paz para que o dia te corra mesmo bem.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Eu não sei o que hei-de dizer mais sobre isto; acho que hoje já disse de mais. Acho que hoje, finalmente, compreendeste o que te disse em Novembro ou lá quando foi - ou então não compreendeste nada ... Quando te pedi para não me falares nela. Quando me disseste que ela era capaz de vir ... Agora estás a entender que eu não lido tão bem com isto como parece à primeira vista. Posso enganar. Óbvio que engano. Mas também ... Como é que pretendes que eu lide bem com o facto de ela te ir ver primeiro que eu? Como é que pretendes que eu lide bem com o facto de já saber exactamente como ela é e de saber que te vai abraçar? Com o facto de saber o quanto gostas dela?
Desculpa mas há demasiadas coisas para eu lidar ... E provavelmente deve haver mais que agora não me estou a lembrar. Ainda para mais ... Se fosse alguém que tu tivesses todos os dias .... Eu estava habituada. Sendo assim sairá da rotina. E magoa mais. Magoa mais saber tudo isto e ter mais camadas de sentimentos escondidas nos olhos.
Queres saber uma coisa? Prometi a mim mesma que não te via até a veres. Sabes o que aconteceu? Não cumpri essa promessa. E sim, não tem nada a ver mas era uma forma de me proteger e te proteger a ti. Estou farta de discutir contigo, farta. Mas não consigo lidar com esta dor de outra forma. Porque caramba, isto dói. Dói mais do que eu estava à espera e acredita que eu já sabia que ia doer muito.
Estranha e estupidamente preciso de mergulhar nos teus olhos. Mas não te vou pedir isso nem vou querer que o faças. A não ser que tu precises.
("cara de infeliz"; a escrever isto. E não fui eu que disse.)
Tenho medo de te perder. Tenho medo que, um dia, simplesmente percebas que toda a gente que me aponta o dedo tem o seu quê de razão e que vás embora. Que te juntes a eles e me deixes sem ti. A verdade é que desde que nos aproximamos o ano passado que não sei o que fazer sem ti. Porque ver-te todos os dias é uma certeza. E se tu me deixas ... Não me podes deixar.
Parecendo que sou forte e por me rir de tudo ... Não é assim que me sinto realmente. Dói. As coisas magoam-me e fazem-me feridas cá dentro. Podem não se ver mas são reais. E, a cada vez que se decidem a calcar em mim por alguma coisa que eu faço menos bem ... Volta tudo. Tudo volta. Volto a sentir o que antes senti. Volto a sentir-me medíocre. Volto a deitar-me na cama e a deixar cair as lágrimas. Volta tudo a mim. Volto a ser aquela miúda fraca que, um dia, agarraste no meio do pátio. E volto a passar por tudo de novo. Por todos aqueles sentimentos de que já não tenho ninguém, estou sozinha.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
«But every time I try to move on you are right there»
É o que tem acontecido. E não sei porquê mas acho que é o que continuará a acontecer. Sinto que não desististe ainda. Não sei se me faz sentir bem ou não. Acho que só me faz sentir estranha. Preferia que todos estes avanços tivessem sido feitos quando eu ainda estava no mesmo sentido que tu. Porque eu agora fui embora. Fui embora e só ficam comigo as memórias. Dói. Dói demasiado. Eu queria ter conseguido ter mais paciência contigo, mais calma. Só que não deu ...
Quando te fartares de lidar com estes monstros todos és livre de ir embora. Procurar outros caminhos. E não digo isto de ânimo leve e certeza no peito. Não digo porque não o tenho; não a tenho. Mas compreendi que tu estás perto do teu limite. Há coisas que te esmagam o coração e que tu não falas. Há coisas que te destroem por dentro e tu calas. Não as cales. Eu sei e tu sabes que eu sei que te magoo. E tu sabes tudo porque já falamos no assunto milhares de vezes.
Não sei o que faria a partir do momento em que decidisses virar as costas. Tentei pensar nisso hoje e só me ocorreu que se ia tornar difícil andar. Que se ia tornar difícil fazer o que quer que fosse. Simplesmente ia fazê-lo porque tinha que o fazer. Era imprescindível que eu me mantivesse o mais normal possível. Não vires as costas. Não ainda. Eu sei que não te prometo nenhuma forma nem nenhuma data de resolução disto mas fica ... I want you to stay.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
domingo, 15 de dezembro de 2013
sábado, 14 de dezembro de 2013
Que bom que é ter o coração em fanicos e o aperto desde a garganta até ao fundo do estômago. Ou não. Acho que me vou deitar e vai dar asneira. Especialmente porque não consigo ter companhia. Obrigada telemóvel, por me fazeres passar um bocado ainda pior que este. Estou-te mesmo muito agradecida. OU NÃO.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Se eu tiver coragem ... Daqui a 10 dias estou a abraçar-te. Posso ter a certeza que vou ver-te? Não, não posso. Não posso. E isso dói-me. Eu devia ser capaz de te dar "mais". Eu gosto tanto de ti, minha pianista linda.
Okay, eu meti a pata na poça; supostamente tu não devias saber que eu ia ver-te dia 23 e já sabes. O melhor melhor é que disseste-me logo que te ias esquecer. Por isso eu não vou falar contigo no assunto e vou fingir que não te disse nada para que te esqueças mesmo. Vão passar tantos dias que só quero que seja mesmo uma surpresa! A maior surpresa é eu ir. Isso sei que ias amar.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
É que a faculdade está a enervar-me mesmo muito, não sei para onde virar-me, não sei o que fazer. Sinto que é imensa coisa e que não estou à altura de nada. Amanhã a frequência vai ser uma verdadeira porcaria e eu já li um monte de livros. Não sei nada disto. Amanhã não vou saber fazer nada. O que mais me custa é isto. É esta pressão toda e eu não conseguir virar-me para lado nenhum. Sinto-me uma fraca. Só me apetece chorar. Não sirvo para isto. Não sirvo para nada. Só queria conseguir fazer alguma coisa amanhã e tenho a certeza que a frequência me vai correr mesmo mal.
Tenho vergonha das minhas lágrimas por tua causa e da minha tentativa de descoberta de uma foto tua, ainda que não tenha conseguido. Tenho vergonha das lágrimas me terem caído no comboio por me lembrar do que dizias. Por me lembrar de nós. Não sei porque é que isto está a acontecer mas espero que passe. A sério que não teres dito mais nada me está a fazer confusão. Eu sei que se baixar a guarda que tu voltas e que eu vou abaixo ... Por isso, sinceramente, prefiro pensar nestas coisas todas assim.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Dói. Dói lembrar-me das coisas de repente e continuar sem perceber porque é que tudo foi como foi. Como é que consegues ser tão má. Como é que tu conseguiste ter feito o que fizeste à pessoa que dizias ser a tua melhor amiga? Sinceramente agora não acredito em nada. Lembro-me de te perguntar todos os dias quantos cigarros tinhas fumado porque queria que os reduzisses, fazia-te mal. Lembro-me de te perguntar o que ias comer, comias imenso. Lembro-me de tanta coisa. Lembro-me de chegar a casa e ligar a web e ficar contigo. Lembro-me de te ligar todos os dias. Tenho saudades da tua voz. Tenho saudades de confiar plenamente em ti. E de fechar os olhos ao mundo que me dizia que tu eras uma besta. Estou a chorar a escrever porque tu não me podias ter feito isto. Não me podias ter mudado para isto. Tu não podias ... Eu dei-te tudo sem pedir nada em troca e tu traíste-me a confiança desta forma como se eu merecesse. Como se eu não fosse nada. Dois-me demasiado. Amo-te.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Tu apareces e desapareces e apareces e voltas a desaparecer. E é isto. E depois eu penso em ti de repente e tu passado umas semanas, um mês, whatever, voltas. E é assim desde que nós conhecemos.
Não sei porquê mas hoje as coisas no blogger fizeram-me lembrar dos erros que cometi em relação a ti. Burrinha estúpida que eu era. E que, talvez, ainda sou. Acreditar em tudo e todos sem "provas", burra.
Obrigada, baby. Por me teres "avisado".
Obrigada, baby. Por me teres "avisado".
É triste quando alguém que não é sequer tua madrinha está mais preocupada contigo que a própria. É mesmo triste. E até o padrinho, que não temos andado no nosso melhor os últimos meses, ele esforça-se TODOS OS SANTOS DIAS para estar presente na minha vida. E tu ... Tu é corações de vez em quando. Mas pronto. Eu já aderi à tua moda. E vamos ficar assim. Porque realmente eu não me posso importar quando os outros não me dão o valor que mereço. Tu tens a tua vida. É triste que não queiras saber da minha mas quero-te feliz.
Obrigada, Cláu. E obrigada, padrinho, és o melhor. Sei que não temos andando propriamente bem mas acho que a nuvem negra vai desaparecendo aos poucos do nosso céu.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
O colar fala por nós? Acho que sim. Obrigada pela tarde, pela companhia, pelos apontamentos, pelas calças que me ficam bem e que dizes que não posso usar casaco comprido porque não se fica a ver o meu rabo, pelas conversas que nunca acabam, por seres a amiga que és. És mais que importante para mim, prometo.
domingo, 8 de dezembro de 2013
Começo a passar-me. Parece que sou só eu a preocupar-me com tudo. Parece que tenho que mudar de língua para que me entendam. Já fiz mais que a minha obrigação e prometo que agora não digo mais nada sobre isto. É que não digo mesmo. Se realmente depois a nota não for tão boa e tivermos reparos quanto ao que está feito ... Eu espero que não seja à minha parte do trabalho porque foi feita como aprendi e foi feita como mandam as regras. O problema é ... se fosse só este trabalho. O problema é que são mais mil e eu não sei para onde me virar em como fazer o que falta fazer.
«Obrigada eu, por saberes o quanto me custa e por saberes que te estou a ajudar na mesma.» Só te quero feliz. E por isso vou ajudar o máximo que conseguir, por muito que doa cá dentro. E vou tentar ao máximo não falar nisto e não escrever nada disto porque o importante é que tu fiques feliz e que tudo corra bem. Mereces isso.
sábado, 7 de dezembro de 2013
o que uma discussão cheia de verdades faz? faz com que nós nos apercebamos que temos o sempre de mão dada connosco. porque temos. e eu não duvido disso. eu acredito, acredito que agora vai ser tudo melhor e que estamos mais fortes que nunca. agora eu não vou esconder nada, vou dizer o que sinto na hora e tu vais ouvir e vais mudar se achares que o deves fazer. e isto sim, é amizade. e eu prometo que vou mudar o que me disseste que tinha que mudar, que vou ter atenção a isso.
amo-te, muito.
Ainda me estou a perguntar se tu és burra ou és demasiado crente no que eu sou. Achas, alguma vez na tua vida, que eu ia ter contigo a um centro comercial estando tu com outras pessoas? Mas espera, nem é mesmo isso. Achas, alguma vez, que eu ia ter contigo do modo que as coisas estão entre nós agora? Eu não te quero na minha vida. Não te queria há dois meses, não te queria quando me vieste falar e me fizeste acreditar, por dois minutos, que podias mudar e não te quero agora. Tu não vais mudar. Não vais e não me podes fazer falta. Se eu te faço falta é contigo; tivesses tratado bem de mim enquanto me tinhas por perto. É que só podes ser burra.
O que custa mesmo é eu não estar presente quando sinto que devia estar. Os amigos deviam estar presentes nestas alturas. Em todas, sim, mas nestas especialmente. E eu não posso estar. E só te vejo quando nos cruzamos de repente. Mas o meu abraço, o meu abraço tê-lo-ás sempre. Isso é prometido. E podes chorar nele à vontade. Mas queres saber um segredo? Tenho a certeza que não chorarás. Tu não és feita de lágrimas. Tu tens uma força que não se compara a ninguém. Guardo-te junto ao coração. Penso em ti mesmo que não te diga nada. Penso em ti todos os dias. Mesmo que não escreva. Obrigada por tudo e por nada e as promessas que ambas fizemos permanecerão! Estou sempre contigo, mesmo que não em presença. E isso dói-me. Mas estou. Sei que de mim guardas o sorriso e só me resta enviar-to mesmo que não o vejas.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
tu dizes ... "não vou contra as promessas" ... e eu digo ... "ainda bem que não vais". não quero que vás porque a nossa amizade é assim; de um momento inesperado para sempre. mesmo com muito solavancos pelo caminho. é normal que os tenhamos. e é normal que venham a acontecer mais discussões destas, eu tenho a certeza. não pode ser tudo maravilhoso.
só prometo a partir de agora dizer-te rapidamente tudo o que eu sinta em relação às coisas, mesmo que tu não as entendas, mesmo que nem eu própria as entenda. eu gosto de ti. eu gosto de nós. eu amo o que nós temos vindo a construir e eu quero-te comigo porque eu não vivo sem ti.
amo-te com tudo, meu orgulho.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Tu és linda e eu quero-te feliz e não te quero a chorar ao pé de mim. Obrigada por perceberes que não estou bem quando eu digo que estou. Pouca gente me conhece assim. Orgulho-me que tu me conheças assim porque me orgulho de ti. A cada vez que te vejo lembro-me de ti o ano passado, quando me foste levar à casa de banho, na semana de praxe e disseste "a caloira gosta muito do João Pereira" e eu derreti toda. Como é que tu sabias isso nessa altura (óbvio pelo facebook, mas achei-te uma super heroína, não digas a ninguém)? Como é que tu sabes destas coisas agora? És importante.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
«Rute em vez de ruru? Ui, está mau mesmo»
Acredita que está. Parece que me arrancam bocados a cada vez que discutimos. Nós ultrapassamos sempre mas, não sei porquê, sinto que esta vez é diferente. Esta vez foi pior. Foi pior para o que eu andava a sentir e foi pior para ti. Porque, vá-se lá saber como eu devia ter adivinhado que a tua mãe tinha ido para o hospital - peço desculpa não ser bruxa. Porque sim, tu não me disseste que ela tinha ido. A única coisa que tu me contaste foi o teu maravilhoso fim de semana. A merda é essa. Porque é que me fazes isto, a sério?
estares na net e não me dizeres nada magoa-me ... magoa-me não me dizeres nada quando discutimos. sinto que não te importa. custa-me mesmo muito estar assim contigo mas não vou fazer nada para mudar. pelo menos, não para já. só que custa. custa tanto. arde-me o coração. tu não devias ser assim para mim. eu sei que tu tens este lado, eu entendo-o e abraço-o mas nestas alturas dói demasiado. não sinto que mereça isto.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
obrigada por me demonstrares desprezo. e obrigada por me dizeres que sou egoísta. pode ser que a egoísta quando for preciso já não esteja. xau para ti também ... é que tu és mesmo ... dizes que está tudo bem, tudo lindo e tudo maravilhoso, contas o teu lindo e fantástico fim de semana e quando eu me passo porque tu me respondes como se eu não quisesse saber de ti (foda-se, estava bué feliz por me estares a contar que estavas bem, mas ya) e eu me passo ... ai já está tudo mal, estiveste muito ocupada e a tua mãe esteve no hospital. e eu sou egoísta. okay, ruru. eu sou egoísta. sempre a aprender.
há uns dias escrevia ... "quero sentir alguma coisa". hoje digo: sinto desprezo. sinto falta de atenção. sinto que uma mensagem demora um minuto a enviar e tu nem esse minuto tens para mim. estás tão ocupada a viver a tua vida que nem isso tens ... mas pronto. ontem à noite foi a última vez que tentei e devia ser porque estava a subir-me a febre novamente. enquanto não me disseres nada vou vaguear por aí a fingir - tal como tu deves fazer - que não existes - que eu não existo. porque isto de saberes a quem recorrer quando é para te salvar a relação e quando está tudo bem nem ... é que nada. recordando-me a última vez que me vieste perguntar se estava tudo bem foi porque eu fui comentar a porra de uma foto tua primeiro. ruru, ganha olhos para veres as coisas. porque eu já ganhei ... não posso considerar-te a melhor amiga que eu tenho quando chamo por ti por estar doente e querer mimos e tu nem naquela hora (que sim, é considerável, era tarde) nem na manhã seguinte me procuras. sim, podes ter mil coisas para fazer mas ... acorda, peço-te. não me faças aumentar a minha tristeza por não quereres saber de mim. é que eu sinto isso sempre mas é colmatado pelo facto de eu te demonstrar o que sinto e aí tu seres a pessoa mais linda do mundo. agora a sério, sê a pessoa mais linda do mundo sempre para comigo. não me faças sentir que só sirvo quando precisas. procura-me, surpreende-me. ama-me, demonstra-me isso.
domingo, 1 de dezembro de 2013
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Bobzinho
Okay. Vamos fazer isto só única e exclusivamente porque precisas. Vamos falar nisto aqui porque já podias ter referido isto há muito tempo e nunca o fizeste e agora é a altura certa porque agora podes mesmo questionar certas coisas.
Vejo o "Biggest Loser" há tantos anos como vejo PLL. Mais até, seguramente. E desde sempre te vi na televisão. E, vá-se lá saber porquê, desde sempre te admirei um montão. Nunca sequer, na minha cabeça, se colocou a hipótese de que eras gay. Nunca. E também nem seria por isso que te admiraria. É, sim, a tua filosofia de vida, a forma como pegas em pessoas que não conheces de lado nenhum e as transformas fisicamente e psicologicamente. As fazes querer ir a um ginásio e treinar até perder todo o peso que ganharam. Matar todos os segredos que as matam por dentro que, muitas vezes, são esses segredos a causa do ganho de peso brutal.
O facto de te teres assumido agora, numa altura em que estavas a ser gravado por câmaras e o sabias, simplesmente para ajudares um concorrente ainda demonstra mais de ti. E caramba, ainda me faz admirar-te mais.
Agora deixa-me só questionar-te um bocadinho; cada caso é um caso e acredita que não é por o teu ter corrido bem que todos os outros correrão. Ou correram. Obrigada por seres o que és e por me fazeres pensar nas minhas próprias coisas ao ouvir as tuas. Agora tira-me esse bigode ridículo porque isso não é o que és. Tu és barba, cabelos loiros e berros. E sorrisos e gargalhadas que motivam milhões. (tal como estás aqui em cima)
«Nunca pensei que me deitasses abaixo, assim. É que deitaste mesmo...»
Sinceramente, eu não percebo o que fiz. Não consigo perceber. Só lamento. Lamento porque não era sequer minha intenção fazer-te sentir mal. Já reli a conversa uma data de vezes para perceber onde errei. Não queria ter errado. Não contigo. Estou farta de discutirmos. Não quero discutir contigo, baby.
Sinceramente, eu não percebo o que fiz. Não consigo perceber. Só lamento. Lamento porque não era sequer minha intenção fazer-te sentir mal. Já reli a conversa uma data de vezes para perceber onde errei. Não queria ter errado. Não contigo. Estou farta de discutirmos. Não quero discutir contigo, baby.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Preocupo-me tanto contigo por te saber tão frágil. Sei que há coisas que pouca gente sabe e que eu sou das que sei. E isso conforta-me. Conforta-me saber que, no agora em que lês mentes, leste a minha e leste-a bem. Eu estou sempre aqui. Quero sempre dar-te apoio. Mesmo até quando sou eu a pedi-lo num abraço silencioso. Acabas sempre a perguntar "o que se passa?" e eu a responder "nada, gosto de ti." E caramba, eu gosto. Não está a madrinha mas estás tu. Arrependo-me mesmo ... de não te poder chamar madrinha. É que nós encaixamos, temos mais coisas em comum do que imaginamos.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Eu não gosto de discutir contigo. Não gosto e acaba sempre por acontecer. Mas não é, acredita, não é por mal. Não é por gostar muito de discutir contigo (okay, you know ...) mas simplesmente porque não encontro a melhor maneira de dizer as coisas quando elas me afectam. E ela afecta-me há muito tempo; estupidamente talvez. Tal como a outra me afecta e é também estúpido. Eu tenho noção das coisas, tenho noção das atitudes que tenho. E uma coisa que eu nem tu controlamos fez com que me afectasse mais. E agora afecta-me porque de vez em quando lembro-me da imagem dela mas depois lembro-me do que me respondeste a meio da discussão e um sorriso nasce no meu rosto.
Gosto de nós com muita força, baby.
Ainda bem que não encaramos de frente porque ia ser, sem dúvida, dos piores momentos da minha vida. Doeu saber que querias vir ter comigo mas respeitas tanto isto que sou que permaneceste quieta no teu lugar, só para não me prejudicar. É por isso que eu acredito em nós agora com mais força do que antes. Porque nós agora crescemos. E eu tenho a certeza que, um dia, que não sei bem quando será ainda, poderei ser sincera quanto a isto e trazer-te, de novo, para o lugar onde pertences; perto do meu abraço. És a melhor gémi de sempre. Amo-te com todas as forças, pequenina.
You: Irmã, sabes quem é que veio ter comigo agora para vir falar comigo a perguntar se eu podia falar depois? Se não ia ter aula?
I: O G.?
You: Como é que sabes?
I: *sorrisos*, tenho que ir comer, tenho que me despachar.
You: *apertas-me o pulso* O que é que tu sabes? Rosa, o que é que tu sabes?
I: *consigo correr do pé de ti*
G., tentei guardar o teu segredo mas não consegui. Espero que a conversa tenha sido produtiva, espero mesmo. E tu, sua parva, acho bem que me fales (inventa alguma maneira e rápido) porque estou aqui a morrer de curiosidade.
Ah, e lembra-me de não voltar a ser fofinha para ti. É que sei precisamente o local onde bati com a cabeça na tua porque ainda me dói. Tens uma cabeça dura. Mas sim, obviamente que ela sabe quem és, isso é mais que óbvio. És importante para mim. Tu é que achas que não.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Eu não duvido do que sinto por ti mas também aprendi que amar não é prender a pessoa. Por isso, posso parecer que estou a querer que vás embora, mas não. Estou a mostrar-te que te amo. Que quero que sejas feliz antes de me fazeres a mim feliz. E fazes. Só de vir ter comigo fazes. Só de me dares a mão e me beijares a testa. Isso chega-me. Sempre chegou. Mas entendo que, para ti, não seja suficiente. Daí te dizer tantas vezes como digo ... Abro mão de ti quando não aguentares mais o que sou. Prometo que até sou eu a acabar contigo, que fico eu com esse peso na consciência. Não penses é que a culpa é tua, que tens que ser tu a dar-me força para o que quer que seja. Isso comigo não pega.
domingo, 24 de novembro de 2013
Parte de mim foi contigo quando viraste a esquina e continuamos todos a gritar "A Thamy é nossa". As lágrimas que não espreitaram os meus olhos, que me fizeram ser forte, caíram por dentro. O meu coração ainda não entende completamente o porquê da tua partida. Talvez não chegue sequer a entender. Só apoia, como uma amiga faz.
Espero que hoje, finalmente, tenhas percebido quem realmente te adora, quem realmente está lá para ti. Foram aqueles que te foram levar lá, que te fizeram pisar as capas (e o avental), que te abraçam com força e que te fizeram deitar lágrimas enquanto os abraçavas uma última vez. Foram aqueles que mesmo sem dormir ou com poucas horas de sono se levantaram e te foram ver sorrir. E chorar. E foram aqueles que ficaram sem um pedaço quando te viram ir embora.
Não te esqueças, tal como escrevi algures, amo-te pretty baby. Mesmo que nunca mais o diga. Espero que chegues em segurança.
sábado, 23 de novembro de 2013
Dormi tão mal. É hoje. Ou melhor, é de hoje para amanhã. Não quero. Ainda não terminei a carta. Ainda me falta pensar em tanta coisa. Assimilar tanta coisa.
Se hoje não tiramos uma foto juntas eu vou ficar mesmo triste. Eu só quero que hoje me demonstres o que demonstraste na última quinta-feira que nos vimos. Carinho e amizade. Quero isso hoje. Quero sentir que te sou importante, no final de tudo.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Definição de(a nossa) amizade: Levar com baba, ficar com cara furiosa e seguidamente rir às gargalhadas e continuar a comer; fazer duas vezes o mesmo trabalho da pior cadeira que podíamos ter; estudar lado a lado na biblioteca; ir buscar bolachas às máquinas e procurar primeiro as bolachas que a outra gosta; ir até ao Saldanha a pé só porque queremos um cheeseburguer e um sundae; caminhar do jardim do campo grande até à cidade universitária tipo duas vezes, trajada, só mesmo para ir buscar a outra; partilhar o mesmo chapéu de chuva, a chover a potes, e ficar encharcada, só porque a outra não tem chapéu de chuva ou é demasiado preguiçosa ... E é isto, por agora, porque do nada me apeteceu definir-nos. Mas há tanto mais para dizer que me esqueci ... Amo-te, irmã.
«Só não quero que tu te magoes», obrigada, baby. Eu também não quero que ela me magoe. Sinceramente, em parte, penso que já estou imune a qualquer ataque porque será sempre assim.
Só ... Eu agora penso ... Eu coloco-te demasiado de mim "em cima", como se tu tivesses obrigatoriamente de saber de cada passo que dou. Não é bem assim. É como se eu precisasse de um conselho teu. Preciso mesmo. Preciso sempre. E isso talvez nos desgaste algures. Tenho medo disso. Talvez afastar-me um pouco devesse ser melhor para as duas ... Diz-me o que pensas, com sinceridade. Preciso disso.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
terça-feira, 19 de novembro de 2013
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Podia tentar que os meus dedos escrevem sobre o que me vai na alma mas a verdade é que eu nem sequer sei o que isso é. Só sei que o aperto não vai embora e as dores não diminuem. Deitar-me pode ajudar mesmo que não consiga já adormecer. Deitar-me e ficar sozinha. Eu não quero estar sozinha mas tenho que estar. A luz mata-me a esta altura. Só queria adormecer rápido mas não vai acontecer. Só queria desconstruir todos os meus problemas e tê-los resolvidos quando acordasse. Isso era mais que um sonho realizado.
No comboio sentou-se à minha frente uma gaja super parecida contigo (até era mais bonita mas pronto) o que me fez, invariavelmente, pensar em ti. Não que eu quisesse. Mas pronto. Acontece. Agora fui ver o teu facebook e piada das piadas? Foste para a tuna? A mesma tuna onde a Joana estava o ano passado? Nem quero adivinhar por que o foste ... Epá só me dás mesmo mais razão ... As tuas atitudes acabam sempre por me dar razão. Pelo que vi ela não está nas fotos, pode já ter ido embora. A verdade é que não sei dela há muito tempo. Não faz mal, ela também não demonstra querer saber de mim. Saí de vez da vida dela, só lhe lembrava de ti ... Não faz mal mesmo. Custou, custa às vezes, mas ter mudado de telemóvel foi tão remédio santo.
No entanto o essencial é mesmo ... Tu acabas a dar-me razão nas merdas que senti um dia. Sê feliz, mas faz isso longe de mim.
domingo, 17 de novembro de 2013
«Not really sure how to feel about it
Something in the way you move
Makes me feel like I can't live without you
It takes me all the way
I want you to stay»
Queria ontem, queria anteontem e no dia antes desse. Quero desde aquele dia em que me beijaste no meio da sala de estudo. Quero nas recordações daquela loja em que fomos buscar o almoço e desatamos a rir um para o outro só porque ouvimos os primeiros acordes da Stay. Quero em todas as recordações em que estás. Quero sempre. Essa música vai sempre encher-me o coração, vai sempre ser tua. Vai sempre ser nossa.
A piada é que mesmo sem eu fazer parte da tua vida tu continuas a vir fazer parte da minha. Ou seja, sem eu esperar - nem sequer querer - eu acabo por ter notícias tuas. Da falta que faço em ti. Como se isso fosse alguma coisa com o qual eu tivesse que lidar. Caramba, não tenho. Não tenho que lidar com isso. Eu quero-te é longe de mim. Quero. Não preciso de ti na minha vida porque tu não sabes quem sou. Nem sequer alguma vez quiseste saber, sejamos sinceras.
Bem, queres ter os olhos a brilhar por minha causa? Que seja. Queres mentir a ti mesma ao dizeres a toda a gente alguma coisa parecida com o qual "ela não me faz falta", diz. É contigo. O verdadeiro problema é que eu sei, sem ter querido sequer saber, que tu ainda gostas de mim.
Vive na tua, sê feliz ou não. É contigo. Estou fora há muito tempo.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
O mais bonito de se ver foi o teu sorriso ao me veres. Estava nervosa. Estava muito nervosa. Mas estás igual a sempre. E depois dizeres que podíamos combinar muitas vezes para estarmos juntas, que era só eu querer e que tu vinhas ter comigo e que almoçávamos juntas. Nunca imaginei ouvir-te dizer alguma coisa parecida com um "gosto de estar contigo, gosto da tua companhia". Foi bom, Aninha. Espero a próxima!
Adoro quando as minhas mãos cheiram a ti. Quando a roupa que uso cheira a ti. Quando sinto o teu perfume no ar, mesmo quando já não te posso ver com os olhos. Adoro essa sensação de constância em mim. Estás em tudo, estás não estando.
Desculpa. Desculpa por ser o que sou, por ser complicada, por ter monstros no armário e medos na mente. Por não nos deixar seguir em frente e por te deixar especado no mesmo sítio até conseguir ultrapassar esta barreira que se impõe em mim. Desculpa. Eu abro mão de ti quando achares que não tens força para lutar mais contra isto. Prometo que te deixo ir. Prometo. Só não quero que duvides, nem por um segundo, do que sinto por ti. Isso é duvidar de toda a minha essência e duvidar de tudo o que te entreguei. A alma antes do corpo; mantenho a promessa que te fiz. Mantê-la-ei caso tudo desabe. E se isso acontecer ... Não sei como vou viver.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Oh eu adorei. Adorei que tenhas percebido o significado do meu sorriso maravilhoso e que tenhas tido discernimento de perceber que eu tenho saudades tuas e que quero sempre saber como estás. Porque o quero. Posso não perguntar mas quero. Tal como disse "conta-me tudo porque eu tenho saudades tuas", e tu contaste. Não acabaste a conversa, espero que ainda a acabes. O essencial disto tudo é que estás bem. Só quero isso.
Gosto tanto de ti.
A sério que estancaste perante mim e eu tive obrigatoriamente que te falar? Fizeste uma cara de medo que só me apeteceu rir-me na tua cara. Simplesmente olhei para ti e acenei. Só depois de teres dito "olá" com um sorriso de medo. Medo da minha reação. Aflição sobre o facto de me veres. É bom saber que é assim. Aliás, é bom saber que te lembras de mim. Que te lembres de todo o mal que me fizeste.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Esta sensação de que eu não sirvo não passa. Digam o que disserem. Estou farta de que uma luta que tem que ser minha, porque o é, acabe a magoar toda a gente. Estou farta de magoar quem não devo.
Desculpa. Eu prometo que vou fazer de tudo para estar presente. Eu sei que precisas de mim. Eu sei. E eu vou lutar contra isto ao máximo para estar lá. Doeu muito saber que ficaste em baixo por eu não estar presente e que foi, em parte, por isso que o espectáculo correu mal. Sinto-me horrível.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Vamos encarar os factos ... Eu não sirvo. Não sirvo mesmo e a cada dia que passa mais me custa lutar contra isto. Tu não deves continuar à minha espera. Não podes sequer. Estás a perder a tua vida baseando-te na razão de que achas que eu posso ser capaz de enfrentar um pesadelo. Bem-vindo ao facto de eu ser uma cobarde.
Viras-me o mundo ao contrário, preciso de ti do meu lado mas não consigo fazer isto. É estúpido. É estranho. É doloroso. O problema é que é tudo verdadeiro. E pior ainda ... eu sofro fazendo-te sofrer mas sofro mais sem ti. Já não sei o que fazer, já não sei como lidar com isto. Já não sei como não me sentir mal. Já não sei nada.
O problema é que eu vou querer sempre correr para ti e tu vais sempre apanhar-me. E daqui não vamos passar. E eu continuo a odiar-me por ser esta pessoa. Não mereces isto. Só preciso que alguém me salve. Só preciso que eu me salve. O problema é que eu não me consigo salvar.
Sabes (eu a falar para mim mesma) aquelas pessoas que tu consideras mesmo importantes para ti e que precisas de saber como estão nem que seja de semana a semana? Mês a mês? Tu eras assim para mim. Eras. E eu tinha que saber sempre como estavas. E entretanto apercebi-me que a importância que tu tinhas para mim não era igual vinda desse lado. Ou melhor, até podia ser, mas tu és daquelas pessoas que te cansas dos outros. Deixam de ser novidade. E eu deixei de o ser. Custou ter-me afastado de ti, corria o ano de 2011, depois de ter estado contigo durante a semana. Custou ... Porque me lembro de ti sentada à minha espera, em que eu vinha de autocarro, e te vi. Vi os teus caracóis e soube que eras tu. Depois de quase dois anos de falarmos, depois de me teres apresentado a ela ... Lembro-me, ainda hoje me lembro.
Anyway, deixei-te de lado. Andei com a minha vida para a frente e andei sem ti. E fiz muito bem. Porque, aparentemente, recebo uma mensagem tua a semana passada a dizer que me queres ver. E caramba, que bem que me soube essa mensagem. Respondi-te prontamente, ainda que surpreendida. Não esperava minimamente nada teu. Até tinha deixado de perguntar por ti porque deixei de falar com ela. Só sabia de ti quando lhe falava ... Íamos tendo notícias uma da outra assim, pelos vistos.
Engraçado ... Hoje voltas a vir ter comigo. Parece mesmo que me queres ver. E vai saber-me bem. Vai saber-me a ti e àquela mensagem que recebi em 2010 de manhã sobre o quanto gostavas de mim e o orgulho que tinhas em me conhecer. Que nunca mais recebi nada igual, que até podia ser um sonho. Mas não foi. Não foi.
Disse há anos quanto te respondi à tal mensagem e repeti-o na foto onde estamos juntas. Repito-o de novo com a imensidão do que significa. "Ana Duarte, sobre ti só digo: OBRIGADA por teres entrado na minha vida <3", 13-09-2009.
Que caramba. Nunca pensei voltar a escrever sobre ti.
domingo, 10 de novembro de 2013
sábado, 9 de novembro de 2013
«Quando te vejo, sinto que as palavras me falham. Sabes… Em tantas oportunidades quis dizer-te muito. Não o disse. Talvez porque sempre tive um enorme conforto nos nossos abraços silenciosos - acredito que eles te dizem o mesmo que dizem a mim. Hoje continuo a desejar conseguir dizer-te tudo. Desde do momento em que te conheci até ao momento em que percebi que é eterno. Este sentimento de amizade é eterno. Conheço-te, e vou-te conhecendo todos os dias. As tuas belezas escondidas, as tuas palavras íntimas, as tuas forças ocultas. Vejo-as. Vejo-te. Sei quem és, como és. Não ouso dizê-lo - não quero que discordes comigo, não, pois todo o orgulho que tenho em ti é real e não quero que aches que o tenho pelos motivos errados (que tu não vês). Ó… Como gostava de te emprestar os meus olhos. Dar-te a conhecer da minha perspectiva. Sei o quanto és fantástica. Sei o quanto tenho sorte por contar contigo, por seres uma mão sempre estendida. Sei a sorte que os inteligentes têm ao conseguirem ver-te como eu. És uma pessoa bela. És mesmo. Podes viver durante anos sem o veres, mas vejo, e sei… És uma pessoa muito especial. És para mim, e assim serás. Gosto muito de ti, amiga-eterna. Não tenciono perder-te em caminho algum. Entendido?»
Oh meu Deus. Tu és eterna, mesmo. És mais que eterna. És mais que parte de mim. Agradeço-te, mil vezes, o respirar. Agradeço-te cada partícula que reconstrui porque o fiz com a tua ajuda. Tu és um ser humano tão perfeito. Tu és mesmo maravilhosa. Amo-te como quem ama a manhã quente no verão e a tarde junto à piscina com um bom livro como companhia, minha Apple.
É nestas alturas em que eu escrevo e me lembro que tu és das minhas leitoras mais assíduas, que me lês, que bebes as palavras que escrevo na esperança de me apreenderes a alma. Lamento, portanto, que eu vá referir o mesmo assunto novamente, mas tem que ser. Tem mesmo que ser. Eu jurei que não o faria quando me falaste de manhã. Jurei que não ia mostrar o meu desapontamento, a minha desilusão e a minha tristeza. Mas caramba, se não o faço aqui, expludo numa outra altura e não quero. Para além de que as coisas entre nós têm que ser bem resolvidas. Eu sei que podes pensar que sou cobarde por estar a escrever em vez de ir ter contigo e to dizer. A verdade é que eu podia fazê-lo mas sei que isso te ia fazer sentir mal. Até a mim faz. Até escrever aqui sobre isto me faz mal. Até pensá-lo me faz mal. Faz-me sentir que, afinal de contas, não devo ser tão assim de confiança. Faz-me perceber que por muito que eu me tenha entregue a ti, sem qualquer medo, tu não o fazes comigo. Sei que há coisas que não se contam porque já falamos neste assunto algumas vezes e por muito que não queira voltar a ele, está sempre no meio de nós. Nós temos este buraco no meio de nós que me mostra, a mim, que há sempre alguma coisa de ti que eu não sei, que não posso ajudar. Que não consegues confiar. Por isso ... Tu nunca te conseguirás entregar a mim. Não na totalidade. E isso magoa-me. Magoa-me o mais profundo de mim. Faz crescer um aperto ainda maior que o aperto de quando alguém que amo está mal.
Eu gosto tanto de ti e só quero conseguir ajudar-te. Eu gosto tanto de ti e não queria sentir este buraco imenso entre nós. Isto tudo faz-me sentir mal, faz mesmo. Mas ainda me faz sentir pior tu estares mal e não me dizeres o que é, tu estares mal e teres que ser tu a lidar com isso sozinha. Eu sei que, provavelmente, não poderia ajudar-te, mas consolava-me saber o que era. Saber com que monstro estás tu a lidar.
Desculpa se te fizer sentir mal ao ler isto, não era minha intenção. Simplesmente precisava de mandar cá para fora todos os meus desordenados pensamentos sobre o teu monstro. És mais que linda, baby.
De repente lembro-me das tardes passadas em tua casa por entre livros, folhas, cadernos, canetas e lápis, computadores ligados, segredos trocados. Palavras ditas e reditas, uma e outra vez. Lembro-me de textos inspiradores, de choros rapidamente calados, de uma amizade mesmo forte. Lembro-me de adormecer numa cama e conversarmos em voz baixa até tu vires para o meu lado, miminhos antes de dormir. Lembro-me e relembro-me. E tenho saudades. Odeio-me por tudo o que nos aconteceu. Quem me dera conseguir voltar atrás e reescrever-nos. Mas, se o fizesse, sei que não seria a pessoa que hoje sou. Então fico-me pelas saudades. Mas quem me dera. Quem me dera voltar a tudo isso contigo. Mesmo lá atrás e ir refazendo o que fiz mal, o que fizeste mal, o que fizemos mal. E permanecermos juntas sem nada do que nos aconteceu. Eu amo-te pelo que fomos. Mas agora amo-te agora por não desistires de nós.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Agora lembrei-me do bad timming de ontem .... As lágrimas a caírem-me e tu a apareceres no meu campo de visão. "Porra, está ali a Cláudia."; limpa as lágrimas e sorriso na cara. Não me podes ver mal.
"Macaquinha, está aqui a tua fita, és a primeira a quem eu dou a fita.", sorriso mais que lindo. Gosto de ti.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Sinceramente eu não quero mesmo nada escrever este texto. Podia guardar para mim. Só que vai ter que sair. Custa que todas as pessoas que passam por mim, a certa altura da minha vida, e mesmo não se conhecendo diretamente umas às outras acabem por ter a mesma ideia de mim. Faço teatro. O que equivale a dizer que não sou verdadeira. Que sou cínica. Que escondo o que sinto, sou falsa. E isso arde cá dentro de uma maneira tão dolorosa. Nunca mas nunca pensei que eu fizesse o que quer que fosse com o intuito de ser falsa, arranjar o mal e esconder o que faço. Embora, sim, tenha plena noção que há coisas em mim que escondo; tendo razões para o fazer. Mas é engraçado observar de fora que toda a gente tem a mesma opinião sobre mim. E diga-se de passagem, quando estou mais em baixo, acabo sempre a pensar neste espinho. Acham-me falsa, acham que faço teatro. Muitos a dizer devem ter razão. Quando sou eu a única que não vê. O problema é que eu tento desesperadamente mudar isto em mim, mesmo não sabendo como raio isso se faz, e nunca consigo. Porque volta e meia e lá vem outra pessoa diferente (ainda por cima) dizer-me o mesmo que a anterior. Parece que cada passo que dou para sair de um sítio acaba a enfiar-me exactamente no mesmo sítio ou num buraco pior.
Eu dou por mim a pensar ... Ainda não comecei a escrever-te a carta que te prometi porque sei que a partir do momento em que começar que vou estar a retirar toda e qualquer esperança que tenho no fundo de mim de que fiques. Eu sei que é estúpido mas ... É verdade. No entanto, tenho que começar se quero que saia alguma coisa de memorável. Tenho que começar já.
0.45h
«I: Gosto hiper imenso de tiii
You: e eu de ti baby lindaaaa, agora tou a ver uma série, falamos mais tarde tá?
I: Era só para te dizer isso ahahah, boa série!!
You: <3 acredita, vais-me fazer falta
I: Não me faças chorar! Vai ver a série!
You: Indo indo»
Eu a chorar ... O quanto te custa dizer o que sentes e por isso ... Epá essa frase soube-me a vinte mil provas de que gostas mesmo de mim. Foi muito importante para mim o facto de a teres dito. 20 dias.
domingo, 3 de novembro de 2013
Por acaso gostava de voltar a pegar numa bola de voleibol. E gostava que lá estivesses. Não que eu jogue bem ou alguma coisa assim, sou uma nódoa. Lembro-me que, muitas vezes, ir para o treino ao fim da tarde, me fazia bem. E depois jogar ... Voar por um bocado. E tu estares lá. Sem dúvida tu estares lá.
Foi um sonho bom e estranho.
«Só tu entenderás a importância daquele momento que te relatei. Tinha que tu transmitir a ti. E venha quem vier, só tu saberás, de olhos fechados, talvez, juntar em palavras o que eu senti naquele momento maravilhoso de tão intensamente vivido que foi, para mim, pelo menos.
Só tu sabes a força que aquele olhar me transmitiu e a sensação de tranquilidade tão pura, uma espécie de energia vinda do Além, do quente de quem partilha gestos, emoções ou sentimentos, nem que seja em silêncio. Só tu sabes o que eu senti porque tu foste a única que me acompanhou, de mão dada, durante parte desta batalha que (ainda) é a minha vida. Só tu sabes, porque só a ti confiei, a admiração e o respeito que nutro por essa grande pessoa de quem falo. Só tu é que me ouviste, uma e outra vez, até te levar à exaustão, falar e rabiscar em papéis perdidos, quiçá, frases de força que proferiu e que me acalentavam a dor de não entender o meu futuro. Só tu entenderás e acreditarás nas minhas palavras quando afirmo que depois disto me sinto como que renovada de espírito, que tenho mais capacidade para ultrapassar o próximo amanhã, mesmo que caia chuva e que as poças me encharquem os pés.
Só tu saberás o misto de emoções tão generoso que essa tarde fria me fez sentir.
E só tu saberás do que falo. Simplesmente porque assim quero.
É estranho quando uma pessoa que nos é tão importante não o sabe.»
Precisava urgentemente de renovar o meu espírito de novo. Desde sexta feira que trauteio baixinho frases que escrevi neste texto, há um ano atrás, que trauteio frases que ela disse. Que precisava de estar lá, de novo, para conseguir renascer, como renasci depois disso. Oh, eu sei que é impossível mas gostava. Precisava.
«Eu não imaginava que uma decisão ou uma opção que eu tomei há cinco anos atrás pudesse ter reflexos ou repercussões cinco anos depois, e isso acontece, mas cinco anos depois pode não ter sido a decisão certa mas, à época, foi, de certeza.»
Isto é suposto fazer-me sentir melhor mas não faz. Só me faz pensar e pensar e pensar ainda mais. Bah.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
I: Não sei nada de ti há horas. Estás bem? Deves ter mandado mensagem mas fiquei sem bateria.
You: hmmm eu realmente pensava que tinha mandado mas n carreguei no send e só me lembrei quando vi que escreveste xD
I:AHAHAHAHAHAH
Morre pessoa parva
You: :'(
I: Vive vá
You: :D
I: xDDDD
You: amo-te sabes? :)
I: E eu amo-te a ti!
terça-feira, 29 de outubro de 2013
o que me faz impressão é que disseste aquilo ontem e eu, esta manhã, fui contra a minha decisão silenciosa e mandei-te mensagem. e respondeste? não. só podias ter dito: não posso falar, estou ocupada. bastava-me isso. juro que sim. mas pronto. não tento mais. tu hás-de vir ter comigo. quando precisares de mim, quando precisares mesmo de mim, tu vens. o meu problema é que não há um único dia em que eu não vá atrás de ti. quer dizer, há, mas normalmente nunca é ao contrário. sou eu que vou atrás de ti. e isso cansa-me. cansa mesmo.
oh caramba, vem já. faz-me surpresas do nada, faz-me sorrir, preciso de ti, irmã.
Tu és muita parvo. Mas fazes-me bem. Mas és muita parvo mesmo. Às vezes até me admiro da sinceridade que consigo ter para contigo. Acho que é mesmo da tua parvoíce. Só pode ser da tua parvoíce.
Mas sim, soube-me bem, sol nas costas, vento no corpo, abraçada a ti só porque sim. Soube-me bem e temos que repetir. Não amanhã mas temos que repetir. Não sejas chorão e vai acontecer. Tu tens muita necessidade de mim. Sou assim tão benéfica?
(Eu em modo super orgulhosa porque vi um caderno na tua mala. Tu usas isso?; sou tão má, tenho que parar de gozar contigo. Não, a sério, é bem feita. O que seria de nós sem gozar um com o outro?)
Nestes dias tudo parece normal. Tu estás aqui. Tu estás na fila do almoço durante largos minutos, almoças, ris, brincas, partilhas experiências, sorris, comes batatas fritas à farta, és simplesmente thamy being thamy como costumas dizer. E é isso que eu sei que me vai fazer falta. É isso. Se queres saber depois, mais tarde, quando mais ninguém se encontrava a ver, eu chorei. Chorei porque tu vais embora e porque eu sei que te podia ter dado mais. Que te devia ter dado mais. Custa. Custa porque nós devíamos ter mais fotos, muitas mais, mais momentos, muitos mais. E juro que me lembro de ti e de nós em muitos momentos. Talvez muitos dos que tu não te lembras, que nem sequer sabes que me marcaram. E sabes o que me marca também? Marca-me os empurrões que dás às pessoas para chegar a mim, marca-me os abraços que me dás e os beijinhos com esses olhos brilhantes e pintados. Marca-me tu seres tu e eu conseguir considerar-te uma amiga. Vais partir e eu não quero que partas. E escrever sobre isto também não muda nada porque tu vais para o outro lado do oceano e vai tudo mudar. Só prometo que eu vou fazer de tudo para que nós nos mantenhamos como temos estado desde o início do verão. Era assim que devíamos ter começado o ano passado. És a melhor companheira de séries de sempre, és a pessoa que discute comigo teorias de assassinato, teorias de beleza, teorias de tolice. És a pessoa com quem partilho imagens estúpidas que me fazem rir, com quem partilho felicidades a nível de séries. E serás sempre lembrada por isso, em mim. No meu coração.
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