Sinto-me a testar o meu controlo.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
I: Não sei nada de ti há horas. Estás bem? Deves ter mandado mensagem mas fiquei sem bateria.
You: hmmm eu realmente pensava que tinha mandado mas n carreguei no send e só me lembrei quando vi que escreveste xD
I:AHAHAHAHAHAH
Morre pessoa parva
You: :'(
I: Vive vá
You: :D
I: xDDDD
You: amo-te sabes? :)
I: E eu amo-te a ti!
terça-feira, 29 de outubro de 2013
o que me faz impressão é que disseste aquilo ontem e eu, esta manhã, fui contra a minha decisão silenciosa e mandei-te mensagem. e respondeste? não. só podias ter dito: não posso falar, estou ocupada. bastava-me isso. juro que sim. mas pronto. não tento mais. tu hás-de vir ter comigo. quando precisares de mim, quando precisares mesmo de mim, tu vens. o meu problema é que não há um único dia em que eu não vá atrás de ti. quer dizer, há, mas normalmente nunca é ao contrário. sou eu que vou atrás de ti. e isso cansa-me. cansa mesmo.
oh caramba, vem já. faz-me surpresas do nada, faz-me sorrir, preciso de ti, irmã.
Tu és muita parvo. Mas fazes-me bem. Mas és muita parvo mesmo. Às vezes até me admiro da sinceridade que consigo ter para contigo. Acho que é mesmo da tua parvoíce. Só pode ser da tua parvoíce.
Mas sim, soube-me bem, sol nas costas, vento no corpo, abraçada a ti só porque sim. Soube-me bem e temos que repetir. Não amanhã mas temos que repetir. Não sejas chorão e vai acontecer. Tu tens muita necessidade de mim. Sou assim tão benéfica?
(Eu em modo super orgulhosa porque vi um caderno na tua mala. Tu usas isso?; sou tão má, tenho que parar de gozar contigo. Não, a sério, é bem feita. O que seria de nós sem gozar um com o outro?)
Nestes dias tudo parece normal. Tu estás aqui. Tu estás na fila do almoço durante largos minutos, almoças, ris, brincas, partilhas experiências, sorris, comes batatas fritas à farta, és simplesmente thamy being thamy como costumas dizer. E é isso que eu sei que me vai fazer falta. É isso. Se queres saber depois, mais tarde, quando mais ninguém se encontrava a ver, eu chorei. Chorei porque tu vais embora e porque eu sei que te podia ter dado mais. Que te devia ter dado mais. Custa. Custa porque nós devíamos ter mais fotos, muitas mais, mais momentos, muitos mais. E juro que me lembro de ti e de nós em muitos momentos. Talvez muitos dos que tu não te lembras, que nem sequer sabes que me marcaram. E sabes o que me marca também? Marca-me os empurrões que dás às pessoas para chegar a mim, marca-me os abraços que me dás e os beijinhos com esses olhos brilhantes e pintados. Marca-me tu seres tu e eu conseguir considerar-te uma amiga. Vais partir e eu não quero que partas. E escrever sobre isto também não muda nada porque tu vais para o outro lado do oceano e vai tudo mudar. Só prometo que eu vou fazer de tudo para que nós nos mantenhamos como temos estado desde o início do verão. Era assim que devíamos ter começado o ano passado. És a melhor companheira de séries de sempre, és a pessoa que discute comigo teorias de assassinato, teorias de beleza, teorias de tolice. És a pessoa com quem partilho imagens estúpidas que me fazem rir, com quem partilho felicidades a nível de séries. E serás sempre lembrada por isso, em mim. No meu coração.
Fizeste-me saltar ao falar dela sem eu esperar. Ao dizeres, ainda por cima, que reparaste nas coisas que enviamos uma à outra. Juro que o meu coração se contorceu todo e que o meu estômago deu umas mil voltas. Não esperava que tomasses atenção a isso. Tal como não espero que venhas aqui e tomes atenção a isso mesmo. Mas obrigada, obrigada pelo teu apoio, pela tua dedicação, pelo teu não-julgamento, pela tua compreensão. És alguém maravilhoso.
E a tua surpresa, a que tanto querias, uma coisa fofinha como as que faço para ela, está à tua espera no teu facebook. Espero que sorrias quando a vires.
Eu só não entendo. Juro que nunca vou entender. Eu sempre te tentei explicar as coisas que sentia e tu nunca as percebeste. Nunca paraste para pensar. Sempre me fez impressão isso. Mas agora ... Eu não te falo mas não é por isso que não cismo sobre estas pequenas inconstantes da vida. Querer perceber a cabeça dos que me rodeiam. Dos que me foram importantes, dos que fizeram parte do meu caminho. E eu queria. Queria muito, um dia, conseguir perceber a tua cabeça. Talvez aí te conhecesse melhor.
Só te digo ... Me parece que estás a ficar sozinha. Eu fui-me. Magoaste-a. Por isso ... Quem tens do teu lado? Será que era eu que estava errada ou eras mesmo tu? Espero que penses nisso agora. Que penses em mim e que penses que me perdeste por tua culpa. Porque foi mesmo. Ultimamente nós só estávamos a segurar o não-existente. Já não havia nada a que nos agarrarmos. Só estávamos a ser falsas uma com a outra ao continuar a falar-nos.
Gosto que chames por mim quando precisas de mim. Soube-me bem pedires para me ligar, soube-me bem ouvir-te a voz e ajudar-te a pensar, pensando contigo, dando-te a minha opinião como sempre faço, sem mentira, sem maldade, apenas verdade. Gosto mesmo e espero que o faças mais vezes. Porque a verdade é que eu estou sempre pronta a socorrer-te. A socorrer todos os que gosto, com quem me preocupo. E até a socorrer aqueles que vejo na rua e que de nenhum lado conheço. Gosto de ajudar. Gosto de fazer esboçar um sorriso a um estranho só porque me preocupei. É isso que me preenche.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Aqueceste-me o coração. Juro que o deixaste bem quentinho, como fazias outrora.
Sabes que hoje ... Hoje fui relembrar. E acabei a chorar e a escrever um longo texto sobre o que era. O que fui e que não me orgulho de ter sido. Gostava de ter sido sempre como sou hoje.
Obrigada. Eu também vou estar aqui mesmo que não precises. Nunca deixei de gostar de ti, nem por um segundo. Nunca deixei de me preocupar contigo nem por um segundo. E reparei, quando fui relembrar - sem querer fazê-lo - que está a fazer um ano que tudo mudou, que nos separamos. Não parece que foi há mais tempo? Tinha noção que tinha sido há mais tempo. Juro que tinha.
dê por onde der eu acabo a pensar no mesmo. vou abrandar o ritmo um bocado. por mim e por ti. só quero saber se estás bem e se estiveres, a partir daí, eu abrando o ritmo e deixo-te viver a tua vida, observando. o que mais me custa é sentir que eu ... oh caramba.
deves ser adivinha ... a sentires que não falamos há muito tempo enquanto eu estou a escrever isto e a não escrever metade do que já senti hoje. uau. mas, mais uma vez, fui eu que fui ter contigo. o que me vale é que tenho comigo os registos ... sentes que não falamos há muito tempo mas só não falamos há quatro dias. em que dentro desses quatro dias, eu coloquei um comentário numa foto do teu facebook. se não nem tinhas vindo ter comigo. coisas da vida.
domingo, 27 de outubro de 2013
Então eu estou a seguir em frente. Estou mesmo. Um mês daqui a uma hora. E eu vou conseguir. Um dia de cada vez. Mesmo que te tenha raiva, mesmo que queira saber de ti. Não importa. Nada importa. Eu sei que estou melhor sem ti na minha vida e eu vou andar para a frente sem ti. Já tentei demasiadas vezes contigo.
sábado, 26 de outubro de 2013
O facto de te manteres por perto só é sinal que gostas mesmo de mim. E que gostas de mim a sério depois do que te contei. E que vais esgotar o teu teclado até me ajudar. O problema é que não vale a pena. Eu não valho a pena. Ninguém me consegue ajudar com isto. Eu sou a única que me devia poder ajudar e a única que não consegue fazê-lo. Eu gosto de ti, B. Gosto muito.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Quatro dias e estou sem te falar há um mês. Um dia de cada vez eu consigo. Um dia de cada vez. Há dias piores. Dias em que a raiva se apodera totalmente de mim. Em que me apetece matar-te por gozares com a minha cara da forma que gozas. Por me atingires da forma que atinges. Por arranjares todas as maneiras de te notar para mim. É o que sinto mesmo que não o faças com essa intenção. É o que passa aos meus olhos. E depois há dias melhores, em que olho para as tuas fotos ou publicações e tento saber se estás bem. Mas nunca te pergunto nada. NADA. E assim continuará. Os dias de raiva são mais que os outros, essa é a verdade. E a verdade é que estou bem melhor sem ti. Há que ver isso.
«What can you do
When your good isn't good enough
And all that you touch tumbles down
Cause my best intentions
Keep making a mess of things
I just wanna fix it somehow
But how many times will it take
Oh how many times will it take
For me to get it right
To get it right
Can I start again
With my faith shaken
Cause I can't go back and undo this
I just have to stay and face my mistakes
But if I get stronger and wiser
I'll get through this»
A verdade é que me senti bem por ter passado exactamente ao teu lado e te ter ignorado. Ter virado a cara e ter feito de conta que não me viste. Fez-me muito bem ao ego perceber que consigo passar por ti e não te falar. E também me fez mal perceber que te continuas a cagar para mim exactamente como antes. Ainda bem que tive a força suficiente para te despachar para longe. Ainda bem.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Tem-me vindo muitas vezes à memória o dia em que nos vimos pela primeira vez. Em que choraste mal me viste e me tocaste. E ver como estamos hoje. Como nos tornamos ... Totalmente estranhas sem capacidade nenhuma de lidar uma com a outra. Pelo menos, eu não tenho capacidade nenhuma para lidar contigo. Acho que começo a pensar que, talvez, nunca te tenha conhecido a sério. Tu conheceste-me. E depois eu mudei e tu deixaste de me conhecer, tornei-me a tal estranha. Mas ... Será que te conheci a ti? O lado bom sim, conheci. Mas o mau ... O mau é tão mau que acabou a afastar-me totalmente ...
A verdade é que tenho procurado saber o que tens ... O que é estranho porque não me devia preocupar contigo porque tu fazes coisas que me metem nojo. Mas a verdade é que também é por tua causa que eu já não tenho a outra aqui, que ela já não me pode fazer mal. Claro que não é só por tua causa porque fui eu a ter a força para a mandar embora, para a confrontar e para lidar com tudo o que ela fez depois ... Mas sim ... Tenho procurado saber se estás bem. Devo ser muito boa pessoa devo.
Ver que ontem te afastaste de mim durante todo o dia e evitaste o contacto visual comigo (mas não o físico, visto que me abraçaste) porque sabias que eu sabia que não era só cansaço e que estavas realmente mal ... E que hoje, ter pegado no teu braço e simplesmente ter dito já me consegues contar o que tinhas ontem e por que fugiste de mim? e tu teres aberto o jogo e me teres contado tudo em vez de entrarmos na sala de aula até o outro nos vir chamar que o professor estava à nossa procura para meter o filme ... É isto. É isto que nós somos e que não quero perder. Eu sei que já não te conto nada meu mas pensa assim é porque não preciso, porque não te quero maçar com a imensidão do que escondo ... Talvez, um dia, acabe por te contar tudo se não tiver mais ninguém a quem recorrer. Ou seja, se não tiver as pessoas com quem normalmente desabafo por causa disto ... Não que não confie em ti mas eu não posso cair no erro de antigamente e espalhar pequenas partes do que sou por aí. Eu tenho que as manter unidas ... Só para dizer que és mesmo importante para mim e que é bom saber que só há duas pessoas em quem confias plenamente e que uma delas sou eu.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Vi a tua mãe esta manhã. O que me fez pensar em ti mais sinceramente. Eu penso em ti sempre que passo pela tua casa mas hoje como a vi foi mais ... Sentido ... E olha ... Fiz de tudo para não a encarar de frente. Não saberia o que lhe dizer. Não saberia se ela me reconheceria e como eu ficaria depois ... E não se lhe pode perguntar se está tudo bem, isso não .... E agora ... Agora sei que precisamente hoje faz quatro meses que partiste. Irónica a vida, não é? Prometo que partiste mas que vives no coração dos que cá ficaram. No meu vives sempre que passo pela tua casa todas as manhãs e todas as tardes. Oração silenciosa a um Deus lá em cima que não sei bem quem é. Espero que estejas a sorrir cá para baixo. Espero que saibas que eu me lembro de ti.
Tu és uma pessoa mesmo mesmo mesmo doce. Só naquela de gostar muito de ti. E de me teres lido um poema tão lindo. E de olhares para mim com esses olhos que parece que querem beber tudo o que eu digo, com um carinho tão imenso. Tu és uma mais valia na minha vida desde que apareceste e eu vou fazer de tudo para que continues por perto. Estou simplesmente farta de perder pessoas pelo caminho. Não te quero perder. E quero olhar para isto daqui a uns anos e estar em paz comigo porque te tenho por perto. Entendes o que isto é? É verdadeiro.
«You: Quando tu estás feliz, tu sorris involuntariamente, os teus olhos sorriem ...
I: Relembra-me lá quando foi a última vez que isso aconteceu ...
You: Antes do Verão, tu sorrias só porque sim ...»
Eu sei ... O que mais me custa é que eu sei. Eu sei que pareço nunca estar bem com o que tenho e que tenho que lutar com as armas que tenho e essas merdas todas mas epá ... Há coisas que me matam cá dentro e eu não tenho capacidade suficiente para lidar com elas. Não tenho nem sei quando terei. Nem sei ainda se quero que tu tenhas capacidade para continuar ao meu lado. A cena é: eu sei que não tens nada melhor para fazer mas também sei que vai haver um dia em que a tua racionalidade deixará de contar para o que quer que seja e tu vais explodir. E aí nós estragamos o que temos. Ou eu estraguei. Eu. Porque a culpa é minha.
Obrigada, princesa. Andas bem? Tenho o telemóvel aqui e facilmente lhe pegava para te enviar uma mensagem a lembrar-te da minha presença constante mas depois lembro-me das tuas palavras em que este é o nosso mundo, o nosso refúgio. O sítio onde nos conhecemos e nos preservamos. O sítio onde continuamos a lutar pela presença uma da outra. E por isso vim aqui. Dizer-te isso mesmo. Que estou aqui, mesmo que tu estejas por aí. E que te basta pouco para me encontrares. Podes vir procurar-me, podes pedir-me auxílio, eu estendo-te a minha mão. Só te quero a sorrir.
domingo, 20 de outubro de 2013
You: Meu anjo, :')))
obrigada!!!
I: OHHHHHHHHHHH de nada *.*
You: não tenho palavras para descrever o quão bom foi ler este texto
I: Oh, tu sabes que eu ia acabar por fazer qualquer coisa especial, eu faço sempre!
You: as coisas não precisam de um nome, porque eu tb não sei o q somos, mas adoro-te imenso
contigo cresci imenso, a nossa amizade foi e é uma âncora. És das pessoas em quem eu mais confio que estarás sempre ai, como eu quero estar para ti
isso é verdade, mas de todas as vezes me surpreendes
I: Oh isso é maravilhoso para mim de saber, saber que consigo surpreender alguém!
Ainda por cima alguém como tu!
You: acredita que é verdade
e este ano quem sabe não nos veremos... ;P
I: É? :D
You: eu queria muito ir a Lisboa nas férias de Ñatal, se fosse tinhamos de combinar algo
I: Combinadooooooooooooooo
Eu saio de casa, invento uma treta qualquer e vou ter contigo! :p
Vamos analisar calmamente este excerto ... Chamaste-me Meu anjo e eu juro que amei. Amaste o meu texto e eu acho que foi dos piores que já te escrevi. Percebes-me quando eu digo que não sei o que nos chamar mas dizes que me adoras. Oh, esta parte dói sempre. Eu também te amo, melhor irmã do mundo... Dizes que eu sou sempre capaz de te surpreender com o que escrevo mas acho que nunca mas nunca conseguirei bater o teu recorde. A surpresa que me fizeste em 2009, o longo texto que me escreveste, o tempo que estiveste para colocar tudo nos devidos locais. Nunca conseguirei tamanha proeza. Por isso ... Tu surpreendes-me também, ou surpreendias ... Ou ainda o fazes ... Ainda tenho que me decidir.
E depois entregas-me de bandeja a melhor surpresa que eu podia ter. Ainda há umas horas estava morta de medo que não me quisesses ver e és tu, pela segunda vez no espaço de uns quatro meses, (contando com as poucas vezes que nos falamos, claro) que dizes que temos que combinar alguma coisa. Isso só quer dizer que tu me queres ver. E fogo, essa é das melhores sensações do mundo. Tu queres ver-me. Depois de tudo ... Vou ter-te nos meus braços de novo, vou chorar quando te vir, juro que vou. Vou andar para trás um milhão de anos e ver o quanto cresci. Ver o quanto cresceste! O que a vida muda ... Agora a sério ... Acalma os cavalos todos, esquece-te que isto pode acontecer se não a desilusão será maior ...
Tu irritas-me de uma forma que mais ninguém o faz. Juro que me dás vontade de aprender a mandar murros para te conseguir espancar. Sei que sou capaz de o fazer com palavras mas juro que força física é que era. Tu fazes tanto de propósito. Sabes que odeio certas merdas e tumba, 'bora lá fazê-las porque a Rosa odeia que as faça. Pode ser que assim chame à atenção, que assim ela me vá falar. Epá não, não. Prefiro vir aqui dizer que me metes nojo. Porque metes. Metes mesmo. Como é que é possível eu ainda pensar no bem-estar de alguém que faz as coisas que faz simplesmente (é só essa a razão, uma vez que não vejo outras, vocês nem falam) porque sabe que me vai irritar para caraças? O-d-e-i-o-t-e! És tão nojenta.
Talvez já tenhas vindo a Lisboa mais vezes do que as que me disseste. Talvez tenhas cá passado mais dias. E saber que te podia ver, que podias vir ter comigo, se tivesses essa iniciativa ... Mas depois eu penso ... Calma, estás a ser parva, quando ela veio, ela disse-te. Mostrou que te queria ver.
Devia ser proibido ver fotos tuas a sorrir, vou sempre abaixo.
Tu falaste comigo no meu dia de anos e essa foi uma muito boa prenda. Falaste comigo no dia a seguir e no outro a seguir. Isso foi uma óptima prenda. Por isso ... Terás a tua. Consegui escrever alguma coisinha, ao menos isso. Seria tão diferente dos outros anos em que tinha coisas programadas uma semana antes.
Custa-me que estejamos como estamos mas pode ser que tudo mude. Espero que mude, sinceramente.
sábado, 19 de outubro de 2013
É em noites como a de ontem que eu tenho medo de ser fraca de mais para te voltar a falar. Verdade seja dita eu não preciso de ti. Não preciso. Se tu precisas de mim? Não sei. Se precisasses não tinhas estragado tudo como estragaste. É o que acho. Uma semana e faz um mês que não falamos. E não sinto a mínima falta de discussões.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Eu aguentei seis dias sem saber de ti. Seis dias desesperantes a ler bocados de folhas de matéria, a escrever apontamentos a todas as horas e a encharcar-me em séries para não pensar nisso. Até que hoje te vi. E isso mudou tudo. Claro que eras tu, claro. Conheço-te tão bem a silhueta. Conheço tão bem essa tua camisola. Oh, amo-te gémea. Amo-te.
Acho que te vi. Estavas a correr, quase à chuva, com aquela tua camisola azul. Sei que correr te faz bem, te faz esquecer o que quer que estejas a passar e te faz sentir livre. Podias não ser tu mas gostava que tivesses sido porque assim sei que estás bem. Ao longe mas estás. Isso é bom.
Ultimamente não sei como estás, sabias? Perdi o acesso ao teu lado escuro, perdi o acesso e não o consigo recuperar porque para isso tinha que falar contigo. E não é que tenhamos tido uma conversa agradável da última vez e nada mudou deste aí. Pelo menos na minha cabeça. No que sinto. A verdade é que de nós as duas eu sou, ainda hoje sim, a pessoa mais magoada com tudo o que aconteceu. Fui eu que sofri mais com isto, digas tu o que disseres, penses o que pensares. Sou eu que ainda hoje recolho os pedaços de mim que perdi naquela altura. Perdi-me e, na verdade, acho que ainda não me encontrei. Acho que nunca mais me vou encontrar porque o bocado que perdi ali foi enorme. Por outro lado, o facto de te ter dito tudo o que sinto, naquela última conversa, fez-me sentir mais leve. Agora não estou leve, porque te vi. E porque estou a explodir que me custa não saber como estás mas que não vou mudar nada quanto a isso. Talvez, num lado qualquer que desconheço, me faça bem não estar a saber como estás a cada vez que ligo o computador, quando o faço uma data de vezes por dia e em todas elas verifico o teu lado escuro um bom milhão de vezes.
Eu tenho quase 100% de certeza de que aquela imagem era para mim. Quase.. Só que não fiz, nem farei, nada a respeito disso. Porque simplesmente não dá mais. Nós não somos quem éramos. E as tuas brincadeiras parvas de bocas estúpidas ... Se continuarem deixas de ter acesso a mim. Garanto que deixas. Garanto que ainda menos sabes do que o que tens sabido. Estou bem sem as nossas discussões constantes sobre coisas mortas e enterradas.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
No espaço de meia hora quase que rebentei a chorar por duas vezes. Cada vez é mais certo de que vais. E de malas e bagagens como comprova a foto que colocaste no facebook. E eu sei, eu sei que tenho que te apoiar nessa tua nova etapa, mas não queria nada, sabias? Queria que ficasses. Queria ver-te todos os dias como o ano passado. Sabes? Nós, o ser humano, quando tem, não dá valor. E quando perde (ou, neste caso, está próximo de perder) parece que abre os olhos e vê o que antes devia ter visto. E eu quero só dizer que peço desculpa porque devia ter aberto os olhos mais cedo. Quer dizer, eles, para ti, nunca estiveram fechados, mas nunca fiz com que notasses a minha presença. Foi esse o meu grande erro que tem uma explicação que, a meu ver, é óbvia. Talvez por nunca me sentir boa o suficiente para me dar a mostrar aos outros. Aos que eu gosto. E eu sempre gostei de ti. Sempre te vi bem, disso não quero que duvides. Sempre falei em ti. Sempre notei as tuas ausências e presenças todas. Vislumbrei restos de sorrisos teus. Quero que saibas isso. E quero que saibas, novamente, que me arrependo e muito de não ter dado mais quando devia. E também quero que saibas agora que estou a fazer de tudo para que estes últimos dias por aqui e para nós as duas sejam pautados de muitas coisas boas, mesmo que não estejamos juntas. Nem que seja uma mensagem ao fim do dia a provar-te que estou por perto. Porque estou, pretty little baby. Estou no agora e estarei quando o oceano se colocar entre nós. Porque quero. Porque quando se gosta arranja-se tempo, bateria, recados pequenos e grandes. Tudo. E eu de ti gosto. Muito, M-U-I-T-O.
Eu podia fazer aqui um texto enorme a explicar a forma como me acalmou o facto de me teres ouvido durante uma data de tempo. Mas a verdade é que não preciso. Porque tu sabes e eu sei. E isso é do coração. Uma para a outra. Porque entre nós não são precisas muitas palavras apesar dessas serem parte do que somos e tão bem nos saberem. Eu estou aqui, perto, o mais perto que precisares, a uma mensagem, a uma dúzia de passos, a um telefonema rápido. E sei que o contrário é igual.
A amizade que nos liga a cada dia que passa se torna mais forte, disso eu não duvido. És a melhor Apple do mundo. Vieste para ficar, minha Rae, vieste mesmo. E agradeço-te o respirar, nunca te esqueças disso. Agradeço-te cada segundo a olhar para ti à noite, cada segundo a escreveres para mim, cada letra no papel quadriculado, cada palavra rabiscada algures num comentário. Agradeço-te o sorriso, o abraço pronto, o beijinho que não gostas de dar e só me deixas dar a mim. Tu és um ser humano mais que maravilhoso. Tu és linda de verdade. Love you.
E obrigada. Obrigada por me apoiares nisto. Por perceberes que esta amizade é uma coisa muito importante para mim e que dela não quero (nem vou) abdicar. Obrigada, também a ti, por seres o que és. Palavras para quê? O que és, não deixarás de ser, isso te garanto. Mil vezes seguidas, oreo.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
domingo, 13 de outubro de 2013
vocês são os melhores. eu disso não consigo duvidar. vocês fazem e sempre fizeram com que eu acredite no amor, no profundo. de verdade. vou sempre colocar um sorriso na minha cara quando me disserem que alguma coisa vos falta porque tenho a certeza que vocês, um do outro, não desistem. nem por um segundo. nem que digam as palavras mais frias e jurem que acabou de vez. nunca acaba. porque o que vocês sentem um pelo outro não acaba. e eu tenho tanto mas tanto orgulho de vos conhecer. e de ver o vosso amor crescer como vejo. amo-vos, mesmo! fazem-me sorrir com surpresas inesperadas e sorrisos carinhosos e calorosos. são os melhores, já disse?
sábado, 12 de outubro de 2013
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Parte dos retardados que fazem tão parte de mim. Cada um de vocês tem um lugar super especial no meu coração. Viveram comigo a Praxe, continuam a vivê-la comigo, a ensiná-la a outros. A dar tudo. São uns fofos. Vivem comigo cada aula, cada falta de aula, cada apontamento não passado, pedido, emprestado, cada livro na mão e caneta retirada do estojo. Vivem comigo todos os dias e só por isso são os melhores. Os nossos sorrisos ainda são melhores. Boas recordações desta noite, pelo menos, de partes dela. Esta é, sem dúvida, uma das recordações que vou guardar.
Vou ter saudades tuas, pretty little baby, vou vou. Vou ter saudades de me agarrares e abraçares do nada e desatarmos aos berros de músicas de LEI. (Só mesmo naquela.) E de cantarmos todas as músicas do cancioneiro e de me chamares baby. E de simplesmente ver o teu sorriso e te saber feliz, por o ver. Porque depois não vou ver, não é? Vou fazer de tudo para dia 24 de Novembro estar no aeroporto, prometido.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
"Amanhã é o dia de levar o traje, não é?" Cenas tão simples que me fazem querer que fiques. É por estas pequenas demonstrações de conhecimento mútuo de cenas tão simples, meu Deus ... Só isso. Mas não te posso obrigar a ficar. Tu tens que fazer o que tiveres que fazer e não te preocupar comigo. Se, no fim, voltares, é porque somos mais que capazes de lidar com isto. Gosto-te, porra. Gosto-te!
Abrir o jogo contigo .... Eu sinto-me "feliz" de o ter feito. Sinto-me feliz porque agora conheces as minhas motivações. Desculpa de ser como sou, de ter possivelmente criado um problema numa relação que podia ser perfeita. Desculpa se tens medo que te deixe. Desculpa mesmo. A minha ideia era que me entendesses, que percebesses que em tudo isto nunca deixaste de ser uma preocupação constante. Nunca deixei de te amar, de te preservar, de te querer ao meu lado. Porque eu já percebi que é assim que faz sentido. Eu quero que seja. Não vejo outro futuro. Não vejo mais ninguém a aturar as minhas dores de cabeça, as minhas nuvens cinzentas, as minhas lágrimas não-caídas. Não vejo. Tens que ser tu. Tu és tão lindo. És uma pessoa tão linda. Só me fazes apaixonar-me mais por ti a cada dia que passa. Não duvides disso. Não duvides por um segundo que coloquei estes últimos meses em causa. Porque não coloquei. Só que tive que ser verdadeira. Isto é mais que uma quebra, mais que um monte de discussões sem sentido sobre coisas que já morreram. Isto é proteção, carinho ao triplo, olhares que não mentem. É. E eu não quero mentir-te. Não quero esconder-te nada. Quero que consigas dizer que confias em mim, confias a sério porque nunca te escondi nada. Porque fui verdadeira. Porque te mostrei o que a poucos mostro e te contei coisas que nos podiam condenar ao fracasso.
A verdade é que tu podes ir embora quando quiseres. Quando não aguentares mais dramas. Mas eu não quero que vás. Porque viver sem ti já não é viver. "O amanhã sem ti é-me impossível de imaginar" porque nós somos "perfeitamente imperfeitos um para o outro."
Amanhã promete-me que te ris para mim e dizes "continuo a ser o único", porque eu juro: continuas. Amo-te, meu puto.
"Para precisares de estar sozinha não é coisa boa, mas respeito-te por isso vou deixar-te sozinha. Estou aqui se precisares, mesmo se for para ir ter contigo onde quer que seja."
Como tu me conheces. Mas sabes? Afastar-me é precisamente para não assistires a este "espectáculo". Eu resolvo sozinha e procuro-te quando estiver "bem". Prometo.
"Tu passado algum tempo mostraste, inconscientemente, o quão não és egoísta e o quanto mereces que eu esteja aqui para qualquer coisa. Porque, sem saberes, desta a maior prova que alguém poderia me dar. Quando surgiu a grande provação tu tiveste a atitude mais nobre, mais altruísta e a tua bela personalidade transpareceu - sabes que só te quero ver feliz. e se para isso tiver de me afastar e de me magoar, forca, eu farei isso."
Agora eu pergunto .... E o ciclo repete-se?
terça-feira, 8 de outubro de 2013
É bom que venhas ter comigo quando precisas de alguma opinião. E é bom que eu te peça para me fazeres companhia e que só me respondas uma hora depois porque estás a dormir. É bom que eu te ligue porque tenho uma dúvida e que te acorde e que perceba isso e que tu digas "podes sempre acordar-me, é tranquilo porque és tu.". É bom, baby. Esta amizade é boa!
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Estou tão cansada. Fisicamente. Sim. Mas psicologicamente. Psicologicamente sinto-me mesmo cansada. Como se as pressões com coisas da faculdade não acabassem. Como se tivesse que ser tudo direitinho mas não o está a ser. Acaba sempre por correr pior. Como se não tivesse outras coisas a mandar-me abaixo. Como se não me sentisse a magoar pessoas constantemente. Sinto-me cansada de mim. De mim sobretudo. De não conseguir apagar certas coisas e simplesmente viver o momento e ser feliz com esse momento.
domingo, 6 de outubro de 2013
Sou muito boa a camuflar o que sinto por meio de ver séries durante todo o dia de modo a simplesmente não pensar. É uma boa maneira de não pensar mesmo. A cada vez que penso em como caí na cama ontem ... Como demorei a acalmar o meu corpo e a minha mente. A ferida continua aberta, padrinho. Por agora, dirás tu. Mas continua. E isto nunca vai acalmar porque isto é o que sou.
sábado, 5 de outubro de 2013
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Eu em modo ansiosa para que leias o que te escrevi aqui mas não quero dizer-te que escrevi e por isso a falar-te pouco. Quero que leias por ti e que fiques feliz. Aliás, até gostava de não te dizer nada e te estar a ver e tu vires ler e eu perceber pelos teus olhos que me estavas a ler. Isso era lindo.
Já custa não saber de ti durante um dia. Bah. Estive a pensar ... Estes últimos cinco meses foram bastante recheados. Em cinco meses conquistaste muita coisa em mim. Se as pessoas forem metade do que és conseguem rapidamente (em termos temporais) o meu carinho. E isso é algo engraçado de se observar. Tu és alguém mesmo importante para mim e não o digo de boca para fora. Não o digo porque (acho, pelo menos) que nunca o disse a ninguém. Anyway, o que queria mesmo expulsar é que tu és alguém mesmo especial para mim. Tu fazes, mesmo com esta distância, que eu sorria só por me aturares durante um dia inteiro e no dia a seguir a esse e no outro a seguir. E mais outro depois. Porque a verdade é que desde que começamos a falar que nunca mais paramos. Não houve um único dia desde o primeiro em que não tenhamos falado por algum motivo. Nós nunca tivemos um motivo para nos separarmos e agora? Agora ... Agora também não temos. Ou temos? Será que temos? Continuo a achar que não. Continuo a lutar para que não até que me digas que me queres fora da tua vida, que não sou uma mais-valia para ti. Coisa que não acredito. Acredito é completamente que sou alguma coisa para ti, que te faço bem. Tão bem como me fazes a mim. Embora, por vezes, a doença mental de me mandar abaixo, me mande dizer que não te faço bem e que não consigo acreditar que sou especial para ti. Até sei que o sou. E sei que já pedi desculpa por isto mas volto a fazê-lo. Sinto-me mal por me aperceber que te deixei a meio do caminho, por assim dizer. Como se te tivesse dado oportunidade para entrares e depois te fechasse a porta de rompante. A trancasse com chaves que te impedissem a entrada. E eu não queria isso. Não queria - nem quero - ser pior do que tudo o que apontei de mal que já te sucedeu. Eu queria ser melhor que isso. Sabes que sim, não sabes? Consideras-me melhor que isso? Há dias em que acordo e me sinto uma total porcaria por tudo isto estar a acontecer. Por te ter deixado a porta aberta e depois a ter fechado. Por fazer cenas de ciúmes sem sentido nenhum. Por isto peço desculpa. Eu quero tornar-me melhor que o que tenho feito. O que tenho feito e aquilo por que tenho passado não é desculpa absolutamente nenhuma para, muitas vezes, te falar da forma que falo. E se, por vezes, me passo de repente é por também não gostar de forma como as coisas são conduzidas depois das decisões que tomamos em conjunto. O que quero salientar é que sobretudo te respeito. Respeito-te muito. Respeito o que somos e o que nos tornamos. Respeito o que poderemos vir a ser. E tenho muito mas muito orgulho no que já passamos juntas e por muito que as coisas pareçam perto do fim não desistirmos. Eu não quero desistir de ti. Da nossa amizade linda. O que és, não deixarás de ser. Gosto-te, oreo.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Hoje passou um comboio que ia para o Porto no Oriente. E eu fiquei a olhar fixamente para ele até se ir embora. Olhava para ele e via o teu sorriso. Estranho. Mas aconteceu. E depois pensei ... Como seria abraçar-te e enterrar a minha cabeça nos teus caracóis? Aspirar o teu cheiro? Estar perto de ti? E é isto. Não quero que nada mude e está tudo em mudança. Eu ... Eu sinto-me a explodir. Juro que sim.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Há formas ténues de mudança. Mudança que sentimos e que nos dói mas que tem que acontecer. Se não tudo se desmorona.
É mais ou menos isto. Podia continuar a minha dissertação sobre este acontecimento mas sinceramente não me apetece. Não me apetece sequer pensar que isto aconteceu. Não me apetece sequer pensar que pode ser o que realmente se precisa. Porque me sinto cada vez mais sozinha, mais afastada do mundo. E precisava sinceramente que as coisas não mudassem. Mas se têm que mudar ... Vamos nisso. E sinceramente não quero mesmo conversar sobre este assunto. Não quero sequer saber se é verdadeiramente isto que sinto. Só quero escrever até conseguir colocar na minha cabeça que tudo isto realmente vai acontecer.
Talvez não tenha nada a ver com isto e talvez até tenha tudo a ver. Talvez não tenha que me preocupar porque vai tudo ficar bem ou, pelo contrário, até tenho que ficar preocupada porque daqui a pouco tudo se esvaiu por entre os meus dedos. Talvez esteja a pensar demasiado como faço sempre. Talvez não tenha que ter medo. Uma coisa garanto: prometo a mim mesma ser mais forte que isto. Tenho-me orgulhado de mim quanto a isto e é assim que tenciono continuar.
«You: Tens visto a C. e a S.?
I: Não, não falo com elas desde aquilo.»
E isso fez-me ir procurar coisas vossas, principalmente tuas ... Pouco acesso tenho porque apaguei tudo o que tinha e o facebook não me faz saber mais ... E acho que ainda bem que assim é. Para o que aconteceu ainda bem que assim é. O que me custa é que estas pequenas coisas me fazem lembrar tudo o que aconteceu e me fazem colocar as minhas próprias atitudes em causa. Já sei que na altura errei. Sim ... Mas será que pensam em mim? Será que, na vossa cabeça, também sabem que erraram? E, diga-se de passagem, bem mais que eu? Não quero que pensem em mim com pena. Nunca quis. Acho que isto que aconteceu foi das coisas que mais me fez crescer. Mas será que pensam que perderam uma boa amiga? Será que tu pensas isso, ao menos, tu? Eu nunca ... Ela foi-me indiferente, na realidade. Apenas era simpática e educada. Mas nunca lhe dei muito de mim, pelo menos não me lembro de o ter feito. Agora tu. Tu ... Eu nem tenho palavras para o quanto me desiludiste. O que fui para ti? No outro dia, ao arrumar a minha gaveta, encontrei os papéis que escrevíamos na aula uma para a outra, as dedicatórias em que uma ia ganhar à outra por alguma coisa que já nem sei o que era ... E não tive coragem de deitar aquilo fora. Tu, que ficaste comigo numa das piores noites da minha vida, em que chorei até às sete da manhã e só aí adormeci ... E tu ficaste sempre. Não me deixaste sozinha. Eu não me vou esquecer dessa noite, não vou. Mas também não me vou esquecer do que me fizeste há dois anos. Disso também não vou.
Olhando para trás eu acho que tinha feito tudo diferente. Mas também acredito que se o tivesse feito o desfecho não teria sido o mesmo e eu hoje não era o que sou.
Eu já não sei o que realmente tenho comigo. Ou o que realmente sou. Acho que a verdadeira razão pela qual me encontro tão virada para baixo, tão vazia de sentimentos embora sinta um milhão de coisas por dia, tão apertada dentro de uma caixa vazia, tão distante do que está perto é mesmo não conseguir reorganizar a minha busca por mim. Eu preciso de me tornar egoísta. De deixar de dar tanto aos outros. De me procurar a mim mesma. A minha essência, onde está? Sou feita de pedaços de memórias de acontecimentos que já estão enterrados em que os intervenientes já nem sequer se devem lembrar das palavras que me atiraram. Da forma como me deixaram espezinhada no chão, sozinha. E foram essas memórias todas que fizeram de mim o que sou hoje. Sinto-me realmente cansada, estou perto de me sentir esgotada. Acho que o meu antes e o meu depois se estão a confundir um no outro. Se encontram em guerra aberta e não há nada que eu consiga fazer para que se acalmem.
Analisando isso ... O que sou mesmo? Preciso de alguém que reconheça o meu antes e o meu depois. Alguém que não seja eu própria. Preciso de perceber o que mudei, de ter uma visão antropológica e distante de mim mesma. Preciso de saber o que se tornou positivo em mim e o que devo modificar e tornar melhor. E preciso disso com urgência. Como quem lê um texto apressadamente, de um dia para o outro.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
É uma amizade mais que incondicional, isso eu te garanto. É braços dados, é palavras sussurradas devagar. Com entrelinhas. É apoio. É abraços e cabelos molhados. Caracóis. É cabelo liso. É o que somos. O que não vamos deixar de ser. Estou, tal como sempre estive. E quero apoiar-te. Não sei como porque o assunto é delicado mas penso que basta eu estar. Não é? Eu acho que é. E olha, tu és muito forte e também muito positiva. Encaras tudo com um sorriso. Gosto muito de ti, muito muito. És a melhor Apple do mundo!
Eu estava a escrever o que o professor estava a dizer, como pessoa aplicada que sou, e pensei assim: tenho que lhe mandar uma mensagem, tenho saudades dela. E o meu telemóvel ganha luz. E não é que é ela? Que me dizia que estava a vir? E que pude estar com os meus colegas na paz durante uma hora e meia? E que isso é das coisas que mais gosto? Falar sem parar sobre coisas como desenhos animados do tempo da infância, séries interessantes novas e velhas. Simplesmente estar. E saber que estavas por perto. Ouvir-te a voz. Gostei. Gostei muito. A sério que vais para o Brasil? É só isso que me pergunto mil vezes seguidas. Espero-te na quinta feira. Espero-te mesmo. Espero mil fotos. Porque contigo sozinhas só tenho uma. "Vamos falando baby", pois vamos. Vamos mesmo, gata!
“Eu não permito. Não permito me abrir para os outros. Não permito que saibam meus problemas. Não permito que percebam meus defeitos e qualidades. Não permito que me vejam chorar, nem mesmo sorrir. Não permito que me vejam triste, e nem feliz. Não permito que me entendam. Não permito que saibam o que sinto. Não permito que saibam se estou bem, ou mal. Não permito que questionem meu modo de ser. Não permito que tentem me mudar, para algo que não sou. Não permito que saibam da minha vida, segredos, planos e obrigações. Não permito que saibam do que eu gosto ou do que não gosto. Na verdade eu não me permito. Não permito que se aproximem de mim. Talvez por eu ter sempre essa insegurança, achando que querem apenas me conhecer para usar isso contra mim, não por ser coisa da minha cabeça, mas porque já aconteceu. Não fui sempre assim. Hoje sou um segredo, que talvez um dia alguém possa desvendar.”
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