segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Eu não me lembro de ouvir que há discussões abraçadas. Mas nós temos isso. Nós fazemos tanto sentido... Porque é que eu não consigo mostrar isso aos meus? Dói-me. Magoar-te dói-me. Faz-me chorar. E só te quero abraçar com mais força. Eu sei, cada vez mais, que não há ninguém como tu. És tu. Só tu.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

«(...) O medo tanto te manda para a frente como para trás. (...) É a reagir ao medo que podes fazer as coisas maiores na tua vida.»
Nós temos uma cumplicidade brutal. E eu revejo isso de todas as vezes em que, por exemplo, me lembro de ontem. Da Leonor a passar à nossa frente. De eu te agarrar no braço. De olharmos um para o outro. De me suportares o peso. De desatarmos a rir feitos tolos. De ninguém perceber o que é que estava a acontecer connosco. Nós somos realmente brutais. Não poderia ter uma relação com mais ninguém como a que tenho contigo.
Os últimos dois dias foram difíceis para mim porque ela me faz confusão. Ela incomoda-me. Saber que eu estive no mesmo sítio que ela sem saber quem ela é, incomoda-me. Saber que tu estiveste no mesmo sítio que ela, com ela, quando eu não estava, sem me dizeres que isso estava a acontecer, incomoda-me. Incomoda-me que o tenhas dito por mensagem, numa altura em que não podias continuar a conversar comigo, e quando o podias ter feito pessoalmente. Incomoda-me que eu tenha tido a certeza, no dia a seguir, que ela lá estava e que a tinhas visto, que não me estavas a dizer, que eu não estava a querer perguntar para não ser acusada de ter ciúmes. Incomoda-me comparar-me a uma pessoa que não conheço e achar que estavas melhor com ela que comigo. É isso. A existência dela faz-me confusão desde que, há um ano, me disseste que podias trocar-me. Porque já não me aguentavas. Já não aguentavas tudo o que eu te fazia suportar... E eu entendo. Mas e agora? É que eu sei que mudei, eu sei que me transcendo todos os dias... Mas não sei até que ponto é que tu podes continuar à espera, eu não sei quando é que vou matar o Dragão de uma vez... Não sei. E ela incomoda-me. E não quero chorar. Portanto tenho que parar de escrever. Amo-te.
"Gostava de saber o que vêem os teus olhos quando me vêem."

Pedro Chagas Freitas, a escrever coisas que se adequam ao que eu sinto, quando eu sinto. E só me vem um nome à cabeça: o teu. 

Ontem passaste à minha frente sem eu esperar que o fizesses e eu congelei. Fiquei com o coração acelerado durante os minutos seguintes, a respirar com dificuldade. Parecia que tinha visto um fantasma vindo do além. Mas eras só tu. Só que não esperava ver-te. Acho que algures no tempo em que não te vi (uma semana) meti na cabeça que, apesar de te querer ver, não te ia ver mais. Não te ia ver brevemente. Então, quando isso aconteceu, foi uma surpresa. E eu congelei. Porque se não tivesse congelado acho que tinha ido atrás de ti. Que oportunidade melhor teria eu para saber se me reconheces ou se não? Não teria, não se desenharia nada assim à minha frente... Portanto fui burra. Estúpida. Tinha saudades de te ver. 

domingo, 8 de novembro de 2015

Eu tenho, cada vez mais, que vos comparar... Tenho mesmo, apesar de não conhecer grande coisa de ti. Tenho que vos comparar. E depois quando sonho esta noite contigo e acontece o que acontecia com ela, ainda mais tenho que vos comparar. E é isso.
Ontem viste-me. De uma maneira que eu nunca pensei que fosses ver. E sinto-me mais "eu". Tu fazes-me sentir coisas que eu nunca pensei que pudesse sentir. És tu.
Custa-me magoar-te. É isso. Mas não vou mudar só porque te magoo. O máximo que posso fazer é pedir desculpa.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Eu não sei mesmo quem era sem ti. Cada uma de vocês.
Eu tenho feridas abertas de coisas que me disseste um dia e só me apercebo disso quando tu voltas a utilizar essas frases. E depois vou abaixo. Mas estarmos os dois em baixo não é boa ideia portanto eu tenho que permanecer em cima para te ajudar o melhor que conseguir... Que, para ti, não é nada... Dói, mas também passa...
Aquela parte do dia em que eu entro na faculdade e tu estás a sair do edifício à minha frente. 
Aquela parte do dia em que eu tenho uma ideia que me faz perceber que tenho razão mas que me faz ficar triste na mesma. 
Aquela parte do dia (porque eu ainda não tinha ido dormir) em que eu posso ver todas as tuas fotos no facebook porque o meu padrinho é um fofo e me deixou cuscar. E é nessa parte do dia em que eu tenho a total e completa certeza que quero mesmo conhecer-te. E que não sei o que fazer para isso...

Resumo da minha segunda feira quanto a ti.
Parabéns, padrinho. Mais uma fase da tua vida terminada. E com um enorme sucesso. Muitos parabéns.
Hoje estou triste. E feliz. E não sei o que fazer com isto.