sábado, 31 de maio de 2014

Gosto tanto de ti.
És tão linda. Tão mas tão linda. E eu tenho um orgulho enorme mas muito enorme no que temos. Consigo ficar horas deitada na cama a falar contigo. Porque gosto de ti, tanto. Tanto.
Obrigada, são uns Reis, pela noite de ontem.
Ainda me estou a decidir de escrevo realmente isto ou não. Parece que vai sair. Foi uma sensação. Foi uma leve sensação - que não quero discutir contigo; e que, por isso, ainda estava a decidir-me a escrevê-la aqui ou não. Sei que o vais ler. 
Ontem à noite, quando estava a sair do meio da multidão, éramos três. Eu, uma rapariga e o namorado dela. Ele ia na frente e eu no fim da fila. Só que não percebi bem como e ele acabou por ficar à minha frente em vez dela. E juntou-se uma multidão compacta. Ele ficou com medo de me perder no meio daquela multidão toda e esticou a mão, para trás, para que eu os acompanhasse. Quando a mão dele entrou em contacto com a minha ... Aquela não era a mão dele. Era a tua. E isso assustou-me. Começo a achar que me vai levar tudo a ti. E isso assusta-me. Acho que me assusta mesmo.


Já olhei para a televisão mil vezes e vi mil e uma vezes uma foto boa para tirar. Mas o telemóvel mantem-se longe da minha mão, longe da televisão. E o jogo continua. 
Gosto tanto de ti, gosto tanto desse sorriso. Gosto tanto desse brilho, super-herói. És um orgulho enorme, um orgulho transbordante, um orgulho crescente. És, faz-me sorrir sempre que olho para a televisão. Faz-me sorrir sempre. E pode ser que ainda tire essa foto. 
Sinto-me uma autêntica drogada. Parece que não consigo andar sem tomar alguma coisa, sem que as dores me ataquem de tal maneira que não sei o que mais fazer, que não tenho força para nada. Isto cansa-me porque eu preciso de estudar, preciso de estar bem para estudar. Isto cansa-me.  

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Blue is the warmest colour.
Foi bom receber uma mensagem tua hoje, não estava minimamente à espera. Tenho a certeza que a partir de agora as coisas vão ser mais simples. E que te vais aproximar de mim, mesmo que agora estejas magoada.
Preciso tanto que amanhã tudo corra bem. Preciso mesmo. Já chega de problemas em relação a trabalhos. Já chega de ficar a tremer e quase sem voz, quase com o choro à beira de sair. Preciso que amanhã a frequência seja exatamente o que eu estudei. Torço por isso.
Consegui ficar calma quando me atiraste palavras que, há uma semana atrás, me colocariam numa caixa de novo e iniciariam uma fase de isolamento. Estou a notar melhoras em mim, ainda que ténues. Três dias de melhoras. Mas tenho que permanecer assim. Tenho que lutar por mim. Se não for eu, ninguém será.
Obrigada, por te teres apercebido do teu erro. Da tua distância e da tua frieza para comigo ontem. Por, talvez, digo eu, teres percebido que isso não servia para nada. Não em relação ao que poderemos vir a ser. Temos que estar em paz, encontrar um caminho que propicie isso. Devemos isso a nós mesmos.
Não te quero perder, puto.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Sim, eu animo-te se vieste ter comigo para isso. Sim, vamos ter a melhor nota do mundo naquela frequência. Sim, também gosto de ti.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Acabo sempre a sentir que estou em segundo - depois dela. Sempre senti isso em várias alturas da minha vida e esta agora doeu especialmente. Como é que é possível? Eu sempre pensei que as coisas que me dizias não eram da boca para fora  e agora sinto que são. Ela vai ser sempre importante na tua vida e eu vou ser sempre a outra. Vou ser sempre o nada, mesmo que digas coisas que a mim me pareçam lindas, enquanto ela vai ser só o que é. Vais sempre esforçar-te para falar com ela, para saber dela, para teres o número de telemóvel dela. Provas-me isso a cada vez que nos vemos. E agora, até num mísero facebook eu vejo isso. Pensava que não o tinhas; apagaste-o há uns tempos. E afinal tens. E nem me tens como amiga lá. Porque não queres, porque não é importante que me tenhas. Mas a ela é. É importante que a tenhas lá. 

Estes choques com a realidade fazem-me mesmo ir abaixo. Ter visto isso fez com que as minhas lágrimas quase caíssem. Quase. Já não tens essa importância enorme em mim. Mas magoou-me. É uma chapada daquelas. Que abre-olhos. E eu vou abri-los. Ainda mais!
Desculpa por te magoar; não queria. Quem me dera ter-me apercebido que o andava a fazer. Talvez tivesses isso guardado em ti há muito tempo. Explodiu quando eu explodi. Espero que sintas que podemos melhorar. Vou andar mais atenta, mas tens que colaborar comigo, tenho que saber o que precisas. Amo-te, gémi.

Obrigada, puto!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Só sei que me odeio por te andar a fazer isto mas sei que não consigo agir de outra maneira agora. Quero contar-te coisas, quero partilhar contigo das coisas mais simples às menos e não consigo fazê-lo porque tenho medo que sintas que estamos o que éramos. Porque eu não estou o que era. Só não quero perder-te da minha vida. Seja de que forma ficares, quero que fiques. Não quero aprender o que é não te conhecer porque mudaste-me a vida toda. És-me tanto, meu puto.
Quando me explicaste a razão pela qual ela não (te) faz o que eu (te) faço admito que se estivesse no meio da rua tinha parado, onde quer que me encontrasse. Até podia ser no meio da estrada, mas tinha parado. Como estava sentada na cadeira onde estou agora apenas fiquei de boca aberta. Durante - talvez - mais tempo do que o que seria necessário. Há respostas tuas que me deixam completamente abalada, num sentido estranho, e que mexem comigo de formas que não sabia existirem. Parece que me revolves o ser, que sabes exatamente o que sinto antes de eu saber. E isto é tão estranho numas alturas, por me aperceber que me apreendes melhor do que eu imaginava, e tão mau noutras, em que espero que reajas da mesma maneira e acabas a "desiludir-me" por não o fazeres. 
Já não sei escrever o que sinto. Ou o que não sinto. Já não sei pegar numa caneta. Já não sei expulsar de mim a dor. Expulsar de mim o amor. Expulsar de mim qualquer coisa. Já não sei.
Escrevo o que escrevo sobre ti e tu hoje vês-me e vais ter comigo de braços abertos. Quando eu estava à espera que quase me ignorasses. Miss you too. 

domingo, 25 de maio de 2014

Eu juro que tento afastar isto de mim mas não vai. Não vai mesmo. E isso dói. Preferia não sentir nada disto porque não sei porque é que sinto. Gostava de sentir que sou suficiente e não sinto. E isso abala-me. 
Engole em seco e respira fundo. Tu és capaz de não te passar. És mesmo muito. Só tens demasiada coisa na cabeça. Mas vai passar. 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Voltaram a fazê-lo. A juntarem-se. A não se lembrarem de todos os outros seres que por aí passaram e que deram o corpo, a voz, a alma, por essa equipa. Nunca se vão lembrar dos outros, vão lembrar-se apenas de vocês. Das que eram, que jogavam, que treinavam à séria a maior parte dos dias.
Hoje a noite doeu-me porque me recordo muito claramente do sonho que tive e isso mexeu muito comigo. Doeu-me pelas dores horríveis que tinha e que, quando abria os olhos, percebia que ainda não tinham passado. E doía. Doeu, esta noite. Custou.
Já não sei o que somos. Já não sei como somos. Já não sei para que servimos. Tenho saudades tuas. Tenho mesmo. Mas tu tens novas pessoas em ti. E eu não faço parte disso. Não sei o que sou para ti. Não quero sequer perguntar. Tenho medo da resposta.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Estas dores dão cabo de mim. Dão mesmo. Por favor, podem vir só à noite? Podem deixar-me estudar de dia e virem só quando chego a casa? E depois podem, por favor, se não for pedir muito, continuar assim até eu acabar as minhas frequências e os meus exames? Não consigo lidar com dores a estudar. Não consigo ir ao dentista antes de lidar com as frequências porque sei como fico depois de ir lá e não quero passar por isso numa altura em que já é de pressão. Por favor, peço-vos. Só de noite. Façam-me aguentar até 26 de Junho, mais coisa menos coisa. Por favor.

Quero que saibas uma coisa, leva como se fosse um segredo. És muuito importante para mim! MUITO.

Como se não soubesses já. Mas vale a pena dizer muitas vezes, só para teres mesmo a certeza que é verdade. Quero cuidar de ti, como tu cuidas de mim. Muito obrigada por tudo o que tens feito por mim nos últimos dias. O teu apoio tem sido mais que fundamental. Gosto tanto tanto de ti.

Não sei o que aconteceu da primeira vez. Só sei que te ia dar um leve beijo e que viraste a cara ao mesmo tempo. Não sei exatamente se te acertei na boca mas sei que o meu coração disparou porque não era suposto. 
Mas tenho perfeita noção do que aconteceu quando me estavas a falar de que me devias um beijo. Eu disparei e fui ter contigo. Eu queria esse beijo. Já devias saber que sim. 
Não planeei, no entanto, o que aconteceu à saída. Não esperava nem queria. Emoções a mais por um dia, sabes? 
Saí do pé de ti e uma lágrima caiu no meu rosto. Tentei afastá-la porque, apesar de tudo, o meu coração estava quentinho. Tinha estado abraçada a ti. Tinha-mo-nos beijado. Tentei afastar a dor. A mágoa. O desespero. De mim. E acabei a perceber que não consigo fazer isso. 
Não sei o que vai acontecer amanhã. Não sei o que vai acontecer. Porque nem sei o que sinto. E beijar-te é sentir-me mais confusa no meio de tudo o que ando a sentir - ou não sentir. Devo ser a melhor a impedir-me de sentir. Realmente devo. 

Tinha saudades tuas, meu puto.

Anseio isto. Anseio os pés a tocarem-se, numa cama algures, a ver um filme que não nos vai interessar nada porque estamos juntas. Anseio poder abraçar-te e poder falar contigo, vendo-te. Olhando-te. Sentindo-te perto de mim. Anseio a nossa amizade mais forte do que já o é. E és tu que me fazes querer tudo isto. És tu que me fazes gostar de ti, mais um bocadinho, a cada dia que passa por nós. E fazes isso sem sequer te aperceberes ou precisares de muita coisa. Basta um sorriso, que pode nem ser diretamente para mim, mas que toca diretamente no meu coração. Basta uma troca de olhares, breve. Basta a forma como me chamas ou como nem sequer precisas de me chamar. 
Não quero descobrir o que é viver sem tu estares porque estou mais que habituada a esta tua presença. E faz-me bem que estejas. Faz-me um bem inimaginável. Tu fazes-me muito bem e dás-me mais do que imaginas.
Anseio-te comigo. Nunca te esqueças disto; anseio-te comigo. E amo-te. Para lá do que julgava possível. 

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Sentir que confias em mim da mesma forma que eu em ti é alguma coisa de muito grandioso, para lá do grandioso. 
E saber que te inspiro é alguma coisa maior que o Universo e as estrelas.
És enorme em mim, Lúci. E-N-O-R-M-E. Tipo sempre.
Não saber de ti por um dia é perder a melhor amiga que tenho comigo, fisicamente, perder o apoio, perder a companheira de estudo, a pessoa que mais diz burrices sem pensar nas consequências porque sabe que nos vamos rir. É perder a pessoa em quem confio e que me faz sentir que sou de confiança. Fazes-me falta quando não apareces. Gosto tanto de ti, sis.
Não te vi por três segundos. Vi por mais. E está a saber-me tão bem. Porque precisava. Desde ontem à noite que sentia um aperto enorme dentro de mim, uma saudade imensa. Um monte de perguntas em mim. Tinha falado contigo, tal como nos últimos dias, porquê isto? Não sei. Não sei mesmo. Só sei que precisava de ti. Que, se pudesse, tinha esperado por ti no oriente hoje. Porque preciso de ti hoje, estupidamente imenso. És a minha gémi linda. E já percebi que isto é aconteça o que acontecer.  
Não esperava nada estar a tirar fotocópias na faculdade e tu me apareceres à frente. Eu devia ter pensado que tu ias fazer alguma coisa assim, já o tinhas feito uma vez só que eu não estava lá. E estávamos bem. Agora não estávamos. O que me devia ter feito pensar que ias mesmo aparecer. Burra. 
Senti-me enganada. Senti que querias colocar-me numa encruzilhada para que eu falasse mesmo contigo. Senti-me seguida, ao saber que ias andar atrás de mim só porque não tinhas mais nada para fazer. Acalmei quando disseste que querias falar comigo. Tudo bem. Mas um caminho de silêncio pautado por rabanadas de chuva até à estação não era de todo o meu plano. Custou-me incrivelmente. Quando nos sentamos no banco e começaste a falar, eu não te queria olhar nos olhos, não queria. Estava magoada até sem me ter apercebido. 
Ainda bem que te ajudei, a perceber que o que eu tinha dito não era um fim ou um adeus. Era apenas um melhorar, uma adaptação. Porque o é. Eu não te quero fora da minha vida. Só acho que regressar ao que tínhamos não me ajudará em nada. Ser dependente de ti não é bom para mim. Quanto ao que é para ti ... Percebi que é. Que queres ser dependente de mim. Mas isso não te fará bem a longo prazo caso nos aconteça alguma coisa. 
Prefiro assim como estamos. Gosto muito de ti, padrinho. 
Sabe bem ver-te; com ele. Mas sabe bem ver-te e sentir o teu abraço. Porque tu vais ser sempre a minha pianista talentosa preferida.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Já percebi que nós não vamos a lado nenhum. E já meti na minha cabeça que não te vou responder mais. Já te disse o que tinha guardado em mim desde dia 21 de Abril. Já ouviste. Agora faz o que quiseres com isso; que é achares que tens toda a razão do mundo e que eu me chateio por tudo e por nada e que sou uma criança. Mas espera, querias que a criança aqui falasse contigo. Mas que porra de coerência que tu tens, que sempre tiveste. Ainda bem que não vamos a lado nenhum... Porque já não quero ir a lado nenhum contigo. Magoas-me demasiado. Magoas-me mesmo. 
Dói-me a alma e a verdade é que tenho feito de tudo para que não se apercebam. Até me impeço de pensar, de sentir. Finjo que estou bem e saio por aí. Afogo-me em cadernos e livros, em trabalhos e mais trabalhos. Só falo em trabalhos e em faculdade. Para não falar de mim. E só falo nos outros. Ah, o que me sabe bem a vida dos outros quando me sinto neste estado. Porque não quero perguntas. Porque sempre que me enviam um "como estás?" eu ainda sou capaz de arder mais por dentro. Porque eu não estou. Porque eu não me sinto. Lá está, impedi-me. Não sei como é que fiz isso mas sei que fiz. 
Sinto-me a fazer mudanças à casa. Mudanças interiores. Mas não me sinto a ficar mais forte. Nem mais fraca. Sinto-me a cruzar o meu próprio limite. Por estar a tapar tudo o que sinto com fingimentos. Só que é assim que tem que ser. Enquanto não souber ser melhor que isto, terei que ser isto. E é nestas alturas, com os sentimentos não sentidos, que acabo a dizer verdades por aí, coisas que tenho enterradas há tanto tempo e que nunca ganhei coragem para que saíssem. Será que é por isso que sou falsa, cobarde e sonsa? Se for, pode ser que tenham razão. 
Estava a ver que não ias responder ao meu comentário. Afinal até respondeste. "Nunca te esqueço". Espero que não. 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Obrigada por estarem <3
Apenas escrevi. Não é uma decisão final sobre nada. Apenas saiu da minha cabeça tudo o que eu andava a reprimir há alguns dias. Repito: não é uma decisão final sobre nada. 


Aposto que já leste e não disseste nada. Será que tens medo que seja uma decisão final? Não achas que se o fosse que te estaria a olhar nos olhos ao dizê-la? 

domingo, 18 de maio de 2014

Já duvido que estejamos bem. E quando eu começo a ter dúvidas cá dentro não é muito bom. A minha cabeça faz demasiados filmes sozinha.
Se o meu abraço ajudava, eu vou fazer de tudo. Para o sentires.
Sou mesmo eu que vou à procura de lenha para me queimar. Não é curiosidade extrema. Não sei o que é mas em todas as situações parece que tenho que saber mais do que sei e acabo por me queimar com essa caraterística - que sim, para mim, é muito má mas não consigo modificá-la. Volta e meia e acabo a fazer a mesma coisa. Parece que não aprendo mesmo, que não vou aprender nunca. Claro que as lágrimas teimam em querer cair quando me apercebo desses erros que vou cometendo para comigo mesma. Claro que sim. Será que nunca vou aprender? 

sábado, 17 de maio de 2014

Estou tão cansada disto.
Não percebo como é que és capaz de me mandar mensagem a perguntar como é que estou precisamente na altura em que não estou bem. Ao menos, desta vez, ainda te disse a verdade. Um simples "não", que não estou bem. Mas não quero falar. E espero que não me mandes mensagem hoje porque não vou querer falar contigo. Não tenho nada para falar contigo desde que me magoaste em Abril e nem te apercebeste disso. 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Provavelmente nunca leste o livro "A culpa é das estrelas" mas sabes, um rapaz e uma rapariga apaixonam-se e depois eles dizem uma "frase" um ao outro. Que é mais uma palavra. 


E isto, estranhamente e amizadamente, fez-me lembrar de ti. Não é igual porque nós não vamos morrer nem estamos apaixonadas nem nada mas TU PERCEBESTE. Era muito isto: Tipo sempre.
Lembrei-me mesmo de ti a cantar para mim. E até foi bom, estranhamente. E fez-me perceber que voltei a não saber como raio estás. Espero que estejas bem. 

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Ciúmes. Em força. Ou com pouca. Mas existem.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Hoje é o dia da sensibilidade por aqui, desde manhã que me sinto prestes a chorar. Estou a esforçar-me tanto para que as lágrimas não caíam. Já bastou a manhã de cão que tive, podia não (me) estragar a noite. 
Sim, a tua mãe tem razão. Só uma boa amiga, uma verdadeira amiga, passaria contigo várias horas no hospital como eu passei. Mas gosto muito de ti. Muito mesmo. E não era capaz de te ter deixado lá sozinha. Nunca na vida. Ainda por cima sabendo que estavas a piorar de hora para hora. 
Como o meu dia não podia melhorar mais ainda tinhas que passar por mim. A sério. Essa cara de anjo ... Só me faz pensar que não devias ter caráter para fazer o que fizeste, devias ter sido melhor do que o que foste. Sempre que te vejo penso nisso. E dói-me.
Sim, pode ser por hoje me estar a sentir a ir abaixo muito rápido mas caramba .... 
Prometo que te vou comprar um emblema para guardares. Vão-se embora ciúmes nojentos, não vos quero aqui.
Ainda bem que percebeste que era mesmo importante para mim dar-te alguma coisa que te lembrasse de mim. 
Só que me esqueci das datas todas, não falamos regularmente e depois quando falamos a conversa vai para tópicos mais importantes - a tua sanidade mental - do que a tua capa. E eu burra ... Esqueci-me. Que porra de dia. Será que me vai acontecer mais alguma coisa hoje? Eu devia estar a dormir como estive grande parte da tarde, a sério.
Conta-me. Conta-me melhor tudo o que eu já percebi sozinha. 
E deixa-me dizer-te que tenho um orgulho imenso em ti. Vê-se que és adulta. Vê-se mesmo que eles não vejam. Acredita no que te digo. Eras como eu; há uns tempos atrás ficarias com isso preso na garganta e não saia. E desta vez saiu. Prova-te que cresceste. Orgulho-me disso; de assistir à tua mudança, ao teu crescimento. Prometo. Por muito que te mantenha num lado de mim que só eu tenho acesso. Orgulho-me de ti.

domingo, 11 de maio de 2014

És tão linda, minha baby.
Vale sempre a pena escrever contigo. 
Eu gostava de não gostar de ti. É que eu estou a sentir uma ligação ainda maior que a que já sentia a crescer. No espaço de um ano aproximamos-nos tanto. E eu sabia que não podia confiar em ti, não completamente, na altura em que começamos a falar. Aliás, ainda hoje sei. E, por isso, me custa gostar tanto de ti. Mas gosto, caramba. Nós somos uma valente dupla a fazer trabalhos, uma valente dupla a estudar e a colmatar falhas uma da outra, falhas que uma de nós se pode esquecer de ver.
E depois disto, de colegas de faculdade, vejo nascer preocupação genuína em ti para comigo. Tal como a que existe em mim para contigo mas que não pareço ser tão boa a mostrar. Nos últimos dois dias, quinta e sexta, estiveste sempre no meu raio de visão e sempre a tentar falar comigo, tal como eu contigo. E eu consigo ser louca e parva ao pé de ti, já mais vezes. Consigo fazer-te ver que na faculdade poucas pessoas me conhecem verdadeiramente. A patinha sai da casca. 
Oh, caramba, custa-me gostar de ti porque sei - sinto - que não posso confiar como já disseste que podia. Não posso; tendo em conta as pessoas com quem te dás, que gostam muito de falar de vida alheia. E eu seria um bom alvo, porque poderias contar alguma coisa que eu te tenha contado. E isto acaba por me fazer impressão e por me fazer afastar levemente. Só que não quero. Na verdade não sei como reagir. Porque gosto de ti, dou-me bem contigo mas sei que para me proteger há uma linha que não devo passar.
Na sexta era o dia em que tu terias orgulho de ver a tua afilhada trajada e de lhe traçares a capa. Lembrei-me de ti na sexta feira; mesmo. Apesar de há mais de um mês me teres dito que me querias contar como andavas por lá e depois nunca mais me teres dito nada ... Tenho saudades tuas, pretty baby.
Se sabes que és má como madrinha - ou seja, nem sequer sei qual é a tua razão para dizeres isso, mas ainda bem que o dizes - porque é que não te esforças para ser melhor? Isso é que eu não percebo. Não me cabe na cabeça. Espero que estejas bem.
Eu não queria ver-te porque eu não estava à espera de te ver. E ver esses olhos a encarar comigo e com a pessoa que estava ao meu lado foi deveras estranho. Foi um misto de medo com medo. Ou seja, muito medo. Reconheces-me? Reconheceste-a? Não sei, com os olhares que lançaste não consegui perceber. Só fiquei calada numa questão de segundos que me pareceram horas porque estava com medo da reação. Ainda bem que não aconteceu nada, eu morria se acontecesse alguma coisa. Lá está, nunca estou preparada.
Espero que estejas bem.
Andava demasiado preocupada contigo. Não que agora não esteja. Porque ainda estou. Mas sinto-me melhor. Ter-te visto ao meu lado na aula, a esforçar-te para combinar as coisas relativas a todos os trabalhos e a esforçares-te para acompanhares tudo o resto que parecias ter "esquecido" soube-me bem. Andava mesmo preocupada contigo. Não sabia o que havia de fazer para te ajudar. Estando tu comigo é mais fácil. Penso que sim. 
E achas? Achas que alguma vez me esqueci de ti nesta semana de ausência? Não poderia esquecer-me de ti porque tu és a minha irmã. Mesmo estando com outras pessoas eu lembro-me de ti. Não me poderia esquecer. Deixa de ser ciumenta e de ter medo de que eu me vá embora porque eu não vou. 
Eu precisava de te ver mas parece que era só eu que precisava disso. Eu ia esticar o dia para que pudesse estar, nem que fossem 10 minutos, contigo e tu nem fizeste um esforço. Mas não faz mal. É para a próxima não pensar que vai acontecer.
A desilusão dói mesmo. 
Estupidamente estou a escrever isto no dia 11 de maio. Muito irónica a vida.

terça-feira, 6 de maio de 2014


Continuo a achar que eles e nós temos algumas semelhanças, o que acaba por ser estúpido porque é apenas um sentimento, talvez consiga apontar caraterísticas mas poucas. Não era bem assim que queria dizer-te alguma coisa sobre hoje. Eu estava à espera que me surgisse a inspiração mais seriamente para que saísse alguma coisa bonita. 
Parece que não vai acontecer, contento-me com o que tenho, faz o mesmo. Só te queria dizer, frisar, se quiseres, que és um grandeeeeee amigo, mas mesmo grande(!), que não sei como é que és capaz de me aturar e que não mereço tamanha pessoa comigo. E que és o melhor namorado do mundo todo porque ninguém aturaria as minhas cenas estúpidas calado como tu fazes. Só qualidades. Vês?

Spoby no seu melhor, amo-te puto! 17. E muito obrigada pela mensagem, esforçaste-te, gostei! Ah, e ia dizer uma coisa que me esqueci ... (como é normal em mim, estou a escrever e parece que estou a falar contigo, que moda estúpida a minha agora.) Não me lembro, não devia ser importante! 


Já sei; também parece que foi ontem que voltaste atrás, me beijaste e o meu mundo parou por segundos. 
É sempre bom saber que perdes tempo a comentar as atualizações do namoro da Cláu mas que cagas em mim. É sempre maravilhoso.
Btw, cada vez fico mais feliz por ti, macaquinha.
Estou tão a voltar à infância! Obrigada, Alta! Obrigada, Adriana. Por me fazeres relembrar todas as letras deste CD que eu sei de cor! Obrigada!

E quando o Daniel Oliveira disse aquilo eu pensei: ainda bem que não fui a única a achar que esta entrevista tinha um quê de Ana Zannati. Porque teeeeeem. "Ah, perfeito!", oh pois! Só podia ser.

Fazer trabalhos nesta companhia até dá outro alento *.*

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Eu não quero estar assim com uma das pessoas que mais preciso. Eu tenho noção que estou a retrair muita coisa mas não consigo fingir que estou bem. Não contigo. Não consigo fingir que está tudo bem e não atrair ondas para não criar problemas ... Só consigo reagir como tenho feito. Sei que é distante. Sei que é menos eu mas não consigo ser eu contigo quando me magoaste tanto. Quando o que disseste me abalou de uma forma tão estranha. 
Nós vamos ficar bem, eu sei que vamos. Não sei é quando. Pode ser amanhã ou depois. Acho que é quando eu encaixar todas as peças que tenho à disposição no devido lugar a que pertencem. Espero que seja para breve. Espero que esperes, como disseste que farias. Espero que não desesperes e que tenhas calma comigo. Mesmo não tendo feito de propósito tu magoaste-me e, desta vez, não passou num par de horas ou numa boa noite de sono. Talvez seja até porque não durmo em condições há duas noites. Talvez seja por isso. Pode ser que quando eu dormir bem que as coisas voltem a ser o que eram. 

Eu preciso de ti para esquecer. Para retirar este peso do peito, esta angústia, este desespero. Só tu é que me fazes esquecer. O problema é que eu não me consigo esquecer que desta vez é diferente. Magoaste-me. Sem querer mas estou magoada. Não me consigo esquecer que me magoaste mas preciso de ti. Muito. 
Já sabia que existia uma música que me dizia o que eu sentia hoje. E quando a fui ouvir de novo ainda tive mais a certeza.

domingo, 4 de maio de 2014

Nunca escrevi sobre isto e sei que também não vai ser hoje. Mas andas bastante mal andas. E eu não tenho força para te levantar se não fazes um esforço para vir ter comigo. 
Eu insisto em dizer que estou bem porque nada mais posso dizer, porque não consigo dizer que estou mal. Porque me vão perguntar porquê e eu não tenho resposta. Simplesmente tenho um peso cá dentro desde ontem à noite que não sai. 
Só quero tentar não magoar os outros enquanto eu própria estou magoada. Não me é difícil sorrir aos outros e fazê-los desabafar comigo estando eu a cair aos bocados por dentro, estando eu confusa como me sinto.
Estou a escrever porque a escrever sinto-me menos confusa mas sei que escrever sobre o que aconteceu não me vai ajudar em nada. Responder a perguntas não me vai acalmar o coração. Não sei o que me vai ajudar mas tenho a certeza que não será nada. Porque não tenho nada, porque tenho restos que nunca vou conseguir juntar de forma a fazer o puzzle completo. E não me magoa não conseguir fazê-lo, acho que já entendi que nunca o vou conseguir fazer, o que me magoa é eu poder ser vista de uma maneira que não sou. Isso sim, magoa-me. E foi isso que me fez chorar, over and over again, ontem à noite. Foi isso que me fez não adormecer. Foi isso que me fez dar voltas na cama. E que me fez adormecer e acordar muitas vezes durante a noite, ter sonhos trocados e sonos trocados. Ter dores de cabeça. Foi tudo isto. 
Eu só me pergunto: se o valência não jogasse hoje como é que falávamos? Sinceramente não sei.
Ontem não acabamos a nossa conversa ... Quando é que será que a vamos acabar? Só sei que disse o que andava a sentir. Nunca te neguei isso nem nunca irei negar. Só tenho a mais completa certeza que ainda vais tocar no assunto sem eu o fazer. 

As lágrimas estão sempre tão prontas a saltar hoje. Nem sei. Só queria que se aguentassem cá dentro até conseguir deitar a cabeça na almofada. Aguentem, sim? Depois podem cair todas.
Não sei o que me deu para te ter mandado mensagem ontem mas sei que sempre que passo por ali me apetece fazê-lo por me lembrar tanto de ti. O que te importa se estou mesmo mesmo bem? De mim só sabes o "estou bem e tu?" porque nem cabeça tens para perceber que me magoaste pela milésima vez. 
Eu sei que preciso de escrever porque é a escrever que sei o que sinto cá dentro; quando estou assim, como estou hoje. Mas também sei que não consigo escrever. Não sobre o que sinto. Talvez seja medo da raiva e da mágoa que me aquece o coração. Talvez seja medo de enfrentar isso e dizer coisas que não sinto tão fortes como quando saem da minha boca. Talvez seja. Talvez seja melhor continuar a fingir que estou bem. Eu, verdade seja dita, não estou a fingir. Eu sei e tu também sabes que eu não estou normal contigo. E ambas sabemos porquê. Para as outras pessoas estou simplesmente como sempre. Nenhuma me fez "mal", o problema é contigo por isso espero sinceramente não estar a enviar más energias para pessoas que não as merecem. Nunca quis que o fizessem comigo. Espero não o estar a fazer aos outros.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Desde que o árbitro apitou - hoje, mais de 24 horas depois, ainda não acredito que o fez - que parece que a minha cabeça está a explodir. A explodir a rever todas as jogadas possíveis e imaginárias onde podiam ter defendido diferente, ter feito um passe diferente, ter parado a bola, ter marcado mais um golo. Só era preciso mais um. Um antes do deles; desculpa, Daniel Carriço, tens alma sportinguista e eu gosto muito de ti mas neste momento és do Sevilha e isso está antes do Sporting - meu e teu. E a final era vossa. E minha, caramba. Era minha. Eu sei, agora eu sei, que pertenço a essa equipa da mesma forma que pertenço ao Sporting. Ao início era simplesmente por terem adoptado o João Pereira. Não vos conhecia, não vos via jogar. Agora, depois do árbitro ter apitado, da minha cabeça ter ficado prestes a explodir, de ter ouvido um álbum inteiro de Linkin Park sem sequer me aperceber que música tocava na minha cabeça e nos meus ouvidos, agora, eu percebo que também pertenço ao Valência. Já vos conheço. Mesmo que vocês não me conheçam. E hoje sei que vi mais jogos vossos esta época - e até na passada - que vi do meu próprio clube. Não me envergonho de admitir isso. Talvez existam pessoas que se envergonhem que eu o admita mas eu não. Eu amo futebol. E amo futebol com o João. Entendam ou não, não me importa. Não quero saber. Estava eu a dizer que já vos conheço, que sei as falhas que possuem, as qualidades do vosso contra ataque rápido que nem eu espero. E sei que o vosso estádio vos dá uma energia incrível, daquelas que não conseguem ter fora de casa. O que é estranho é que ontem, quando eu achava que o Mestalla ia ser a vossa estrela da sorte, ele não o foi. E isso mexeu comigo de forma estranha. Já não me lembrava da última vez que tinha ficado a bater mal da cabeça por causa de futebol. Fiquei ontem. Posso dizer que o Valência-Sevilha me retirou qualquer resquício de bom humor que eu pudesse ter. Estive enervada todo o dia de ontem, estava ansiosa. Estava preocupada. Não como estive durante a quinta feira do Valência-Basileia. Logo aí devia ter percebido que não ia correr tão bem quanto o que eu queria/gostaria. Eu tinha toda a ideia na minha cabeça sobre o que ia acontecer; nesta quinta, este jogo. O Valência ia chegar à final. Talvez porque há tanto tempo que o Sporting não tem uma. E eu queria. Assistir a uma final com uma equipa que me dissesse tanto. E o Valência diz. Hoje ainda diz. Mesmo no mau momento. Tal como o Sporting sempre me disse mesmo com tantos percalços no caminho. 
O que eu quero tentar dizer(-me) é que chorei. Acho que agora é que percebi que tinha acabado mesmo. Chorei quando li a notícia a dizer que o Ricardo Costa chorou na conferência de imprensa esta manhã. Sempre gostei do Ricardo. E se um português chora, ainda por cima um português que eu gosto - embora só tenha admitido agora - chora, eu choro. E se ele chora por cair na praia a um minuto da Final, eu ainda choro mais. Até agora, mais de 24 hora depois do jogo, eu estive anestesiada. Ainda não tinha acreditado que tinha acabado. Como se eu falasse nisso e soubesse que acabou mas ainda não tivesse interiorizado. Interiorizei. Quando li que o Ricardo chorou. Quando li que não tiveram a estrela da sorte que lhes permitiu ir à Final. Só queria saber como está o João. Como esteve ontem depois do jogo. E queria que eles soubessem que eu vou acreditar sempre. Vou acreditar para o ano. Este ano que vem. Que venha o Mundial. 
Há coisas tão simples que me doem tanto. É como se fosse de propósito para a minha teoria, mais ou menos testada há dois dias, fosse testada hoje e continuasse a doer na mesma. Dói.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Nada melhor que LP para me retirar esta dor de cabeça.