Eu sei que ontem disse que desistia. Sei que disse e sei que é o melhor para mim. Assim que o fiz a minha atmosfera passou de perigo constante a um sentimento de alívio que é muito bem vindo. Mas também sei que continuam na minha cabeça as ideias que estavam ontem até à minha decisão. E sei que quando elas se tornam mais fortes que o nó no estômago, na garganta e o aperto no peito voltam todos... E estou só cansada disto. Eu não queria desistir mas também não quero estar assim... Quando sei que não vou conseguir... Sinto-me mesmo horrível comigo própria e com os outros. Não sou a única a sair magoada nisto.
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
sábado, 26 de agosto de 2017
Pequenos (grandes) apontamentos dos últimos dias - ou, uma auto-análise em algumas frases...
Eu sei. Mas sabes o que é que eu acho de mim? Para além de me impedir de fazer coisas que me fazem feliz para me castigar por algum motivo sórdido que eu ainda não compreendo? Eu acho que é precisamente o ter coisas a ganhar que me faz ter mais medo.
Eu sei. Mas sabes o que é que eu acho de mim? Para além de me impedir de fazer coisas que me fazem feliz para me castigar por algum motivo sórdido que eu ainda não compreendo? Eu acho que é precisamente o ter coisas a ganhar que me faz ter mais medo.
Inês, porque é que temos sempre que passar por isto? Porque é que sempre que eu quero fazer qualquer coisa eu faço isto a mim própria?
Mas eu tento sempre. Demoro é sempre muito a tentar. Tenho que fazer uma lavagem cerebral para tentar. E só o passo de tentar já me esgota.
Mas eu tento sempre. Demoro é sempre muito a tentar. Tenho que fazer uma lavagem cerebral para tentar. E só o passo de tentar já me esgota.
Estou completamente esgotada com isto. Sinto que não estou a ir a lado nenhum, que só tenho medo, medo e medo. Sinto que não sou capaz de fazer nada, estou tão cansada, tão frustrada. Tenho um aperto enorme na garganta e uma dor no peito que não passa e as horas continuam a passar e eu continuo sem fazer aquilo que quero. E sinto que já desististe... E mesmo que eu te queira provar que eu consigo eu estou bloqueada, completamente paralisada pelo medo. Não mereço mesmo ter convites e coisas para fazer...
[Preciso t-a-n-t-o de voltar a ouvi-la. Só isso.]
[Preciso t-a-n-t-o de voltar a ouvi-la. Só isso.]
terça-feira, 22 de agosto de 2017
domingo, 20 de agosto de 2017
A verdade é que não me vou esquecer disto... E sei que também não vais. Sei que na próxima oportunidade vou levar com isto em cima novamente, e que me vais magoar tal como me magoaste agora. A antiga Rosa encolhia-se num canto e ficava em casa, sozinha, cagava completamente no convite que teve e fugia simplesmente, dando uma desculpa esfarrapada. A nova Rosa, a Rosa de hoje, vai arranjar uma solução para isto. Primeiro e sempre a tese.
Estou só mesmo despedaçada.
sábado, 19 de agosto de 2017
A verdade é que estejas aqui ao meu lado, no Porto, ou no outro lado do mundo (exagerando, mas posso), vais sempre dizer-me a coisa certa no momento em que dela necessito. Fazes-me muita falta. Dava tudo para te ter sentada ao meu lado nesta próxima semana. Penso que já percebeste, mesmo à distância, que a ansiedade está a matar-me.
O que mais me custa é a solidão e as dúvidas que não quero partilhar com ninguém porque eu sei bem com quem precisava de partilhar. Acho que até aqui consigo ver o meu crescimento. Sei quem preciso e espero, pacientemente (mesmo que, às vezes, não), que isso aconteça.
Enquanto isso não acontece sei que a escrita não me deixa sozinha.
sábado, 12 de agosto de 2017
Acho que o meu novo mantra, para repetir quando estiver a perder o controlo, vai ser mesmo isto «Calma, esta é a recta final...», é normal eu achar que está tudo a correr mal só porque estou na recta final ou só porque eu acho sempre que está tudo a correr mal. Vamos ter que discutir isto algures...
Devia dizer-lhe que desde que escrevi que comecei a trabalhar com mais força, que até já comecei o capítulo que mais queria adiar, que até já abri um word para iniciar a conclusão mesmo que ainda só tenha lá duas frases... mas acho que não consigo responder-lhe, por estar demasiado envergonhada por ter falhado. Mas estou a trabalhar, eu estou. E vou trabalhar com o máximo esforço a partir de agora. Isto vai ficar feito. Eu prometo. E eu vou voltar a dormir em paz. [Coisa que tenho a certeza que não vou mas pronto, posso tentar acreditar nisso.]
«A capacidade de aguentar estar perdida sem arrumar as dúvidas demasiado depressa é muito importante no processo de descoberta.», já não po[sso]demos esconder todas as minhas dúvidas debaixo do tapete, não é?
[Não sei se resultou. Senti-me completamente perdida, senti que não sabia fazer isto... Senti que não tinha para onde me virar e as lágrimas simplesmente caíram...]
[Não sei se resultou. Senti-me completamente perdida, senti que não sabia fazer isto... Senti que não tinha para onde me virar e as lágrimas simplesmente caíram...]
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
01.39h
«(...) E, na verdade, sinto-me a falhar por causa disso, mas agora já está, estou apenas a deixar fluir e a escrever o que sinto... (...)»
[Saiu-me um peso de cima com isto. Até acho que dormi melhor e que hoje trabalhei o triplo de todos os dias antes deste. Só por este falhanço brutal já me senti melhor hoje do que nos dias todos antes deste. Tirando uma ou outra excepção dado que as horas em que estou acordada não podem correr sempre 100% bem...]
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
Houve várias pessoas que me desiludiram e me magoaram no dia em que é suposto sentir-me especial. Não paro de pensar que aquela velha máxima do só faz falta quem está, tem que se adequar a tudo na nossa vida. As coisas boas têm que superar, sempre, as más. E agora nos primeiros dias vai custar porque me vou lembrar disto muitas vezes mas depois vai passar. Vai acabar por passar, tal como tudo na vida.
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