sábado, 31 de março de 2018

É mais fácil sabotar-me que falar; sempre foi. Fico sempre sem tempo, escolho sempre a forma mais fácil, a que não me faça sentir pior do que já me sinto e não saio do mesmo lugar. Desta vez estou prestes a desistir da única coisa que me tem feito manter à tona de água e isso ainda me faz sentir pior...

segunda-feira, 26 de março de 2018

O clima do silêncio é também o clima do medo, não é?

Quando lhe disse hoje de manhã que, por vezes, também me irritava é por causa deste género de perguntas. E quando me perguntou como é que eu esboçava essa irritação... não esboço, só me rio sozinha porque me irrita que tenha tanta razão, que me conheça desta forma. A forma como me remexe por dentro... Porque todos os dias me saltam fragmentos do que partilhamos todas as semanas e, às vezes, são estupidamente dolorosos. Toca na ferida com uma facilidade absurda e deixa-me completamente sem chão. No sítio mais seguro de sempre, sim, mas sem chão. Saio para a rua e fico sozinha, completamente sozinha. Porque só nós as duas sabemos. Porque há coisas que não se conseguem explicar. Porque me faz tremer, prender as lágrimas nos olhos, tremer mais, chorar. Mas está ali, com um sorriso franco e uma voz límpida e tranquila e é, na verdade, tudo o que eu preciso. A terapia está a dar cabo de mim, juro que está. Saio cada vez mais cansada, esgotada, sufocada. E sim, tem razão, às vezes era melhor gritar que merda é esta? mas não é por ser melhor que eu o farei. Estou cansada, parece que acabei de correr a maratona. Como é que eu saio disto? Todo o meu corpo me dói.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Não há nenhuma palavra que digamos aqui que possa transportar para ajudar quando está assim? Não sei... às vezes, quando estou muito aflita, lembro-me como me costuma dizer eu estou aqui e... [suspiro fundo] E eu estou aqui. É verdade. Eu estou sempre aqui. Nós vamos descobrir juntas.



Acho que tudo dentro de mim dói cada vez mais.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Eu estou aqui valeu pelos (apenas) vinte minutos em que falamos, porque os primeiros dez não era eu. Não era totalmente eu. Era apenas a minha tentativa de respirar corretamente. Eu sei. Obrigada, sempre obrigada.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Nem sei o que era de mim se não estivesse na minha vida, a sério que não sei. E sei que sabe isso.


Sei que me querias aí agora, hoje, e sei que não compreendes inteiramente a minha decisão de ficar por aqui. Sei que esta semana foi muito dura para as duas e que o abraço era o abrigo certo para recuperar energias. Sei mais que tu. Por isso, espero que estas palavras sejam um bocadinho como um abraço e que sirvam para te aconchegar o coração. Por muitas discussões que tenhamos e por mais que eu seja a pessoa difícil que sou, no final do dia, vais sempre ser o meu abraço-casa. O meu (P)orto de abrigo e a pessoa que eu mais quero fazer feliz. Vou sempre lutar por nós. Obrigada pelo último ano e meio. Crescer contigo é um privilégio, pequenina.

P.S. - Vou continuar a resmungar cada vez que te quiser beijar e sentir que tenho uma câmara apontada à cara mas entendo a ideia e agora deu jeito 😂💕