sexta-feira, 30 de junho de 2017

Custou-me muito [tanto] ouvir que a minha cara denota inveja [quando não o é], quase que me saltaram as lágrimas quando ouvi, de seguida, que sabias que não tinha mau íntimo e não pensava essas coisas... mas, ainda assim, ter ouvido que os outros podiam pensar o mesmo que tu, que tinha inveja dela estar a conduzir enquanto eu (ainda) não o faço... doeu-me. Quase que as lágrimas me saltaram. Neste assunto quase que me saltam sempre as lágrimas. Estou tão cansada de carregar esta culpa, de que já poderia ter conseguido ultrapassar isto tudo... É culpa própria, é isso que se vê na minha cara. Culpa; já poderia estar a errar, tal como ela, com a carta na mão. Apenas culpa. 

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Não vou aguentar sentir que estou sozinha durante os meses aflitivos que se avizinham... diz-me tantas vezes que também vou fazer falta porque criamos uma ligação... mas continuo a sentir que não é o mesmo. Só sei que consegui dizer o que há muito pensava: que sorte tenho por a ter comigo. Por muito que esteja prestes a acabar...
Sinto-me, agora, com capacidade de construir uma amizade boa e segura contigo. E sei que vamos fazer por isso.
Só praticamente um mês depois de sentir aquela frase a doer-me tanto e todos os dias é que a partilhei em voz alta. Porque não era o tempo certo, porque tenho que fazer as coisas ao meu ritmo. Porque tinha coisas mais urgentes para partilhar, pensar, refletir. E continuo sem compreender o que sentiste porque não acredito que te tenha feito sentir tão mal. Sei que há uma ânsia em mim em me partilhar nas vezes em que consigo fazê-lo e com quem consigo fazê-lo... Então, provavelmente, mandei tudo para cima de ti quando não merecias. Só me continua a doer muito, e em cada dia, a falta que me fazes e a falta que sinto que não te faço. Foi como se eu fosse um medicamento que deixou de resultar quando obtiveste o que querias. Deixei de te fazer falta.  

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Ouvi que não eram capazes de fazer por ti e o que eu fiz e que eu era mesmo uma boa amiga. Ouvi isso, duas vezes, vindo da mesma pessoa. Talvez seja verdade. Mas não ia perder a oportunidade de te ver no teu dia de anos, de passar o dia contigo. De sentir a normalidade e o carinho das atitudes sem que fossem necessárias palavras. Quando estou contigo sinto-me claramente acarinhada.
saber que estiveste comigo e com ela e que me viste feliz, que sentiste que eu estava bem entregue e completamente diferente... é mesmo bom. uma vez cá, uma vez aí. há uma adoração enorme ao facto de sermos tão naturais juntas mesmo não tendo um dia a dia juntas. há mesmo. és tão linda!
Será que estou pronta para a luta, de novo? Quero muito acreditar que sim e fazer por isso - mesmo muito.