"Tens. Tens de abrir os olhos e deixar de ser tão exigente. Tens de abrir os olhos e ver que dificilmente vais encontrar outra pessoa que aguente mais ou tanto que eu, que ature os teus problemas, que espere pela resolução deles, que espere por ganhares a tua liberdade. As pessoas ficam mais velhas e não querem chatices de merda. Muito menos querem andar a brincar aos adolescentes que não saem e não fazem a vida deles por causa dos pais. As pessoas ficam mais velhas e sabem muito bem aquilo que querem ou pelo menos aquilo que não querem. E as pessoas não querem alguém numa situação como a tua. Não esperes encontrar alguém que vá estancar a sua vida para esperar eternamente por ti. Isso não acontece. Nem eu consegui e também eu tenho os meus problemas que não me deixam avançar e viver a vida normalmente. Por isso abre os olhos e mete os pés, as pernas à estrada. Rapidamente. Porque vais acordar e já vais ter mais de 25 anos e não aproveitaste a vida. É o meu conselho"
Mal li a mensagem, andei uns metros e desabei. Perdi a força nas pernas e perdi a vontade de caminhar. Sentei-me num banco, a tremer, a chorar. Não entendo como é que, numa capa de sinceridade, alguém pode ser tão cruel ao ponto de utilizar todas as fraquezas e fragilidades do outro e atira-las e, depois, simplesmente lhe dizer que não vai ser feliz com mais ninguém. Porque ninguém vai aturar "isto". Isto sou eu. Isto são as minhas dores. As que entrego a poucos e as que te entreguei, nunca pensando que fosses cravar mais uma faca na minha essência de forma tão clara. É uma traição a quem sou de cada vez que tens que cuidar-me e não o fazes e é uma traição ainda maior utilizares os meus piores pesadelos para me magoar desta forma, sabendo deliberadamente que o fazes - porque só podes saber. Nunca te fiz o mesmo, nunca te atirei à cara todo o caminho que tens que percorrer, porque as coisas dizem-se de várias formas. Não a forma cruel que escolheste. Agradeci-te pela sinceridade porque, cega como estás, nunca vais entender a dor que me causaste - ou, se calhar, sabes, e foi propositada. Mandar alguém à merda não é insulto nenhum e não é nada, mesmo nada, comparado com a dor que causaste. Depois disto, qualquer esperança que eu tivesse de que abrisses os olhos para o que (me) andas a fazer foi aniquilada totalmente. Porque se nem te importas em me magoar desta forma, é sinal que não te importas, de todo, comigo. Eu já sabia, mas, ainda assim, dói.
Mal li a mensagem, andei uns metros e desabei. Perdi a força nas pernas e perdi a vontade de caminhar. Sentei-me num banco, a tremer, a chorar. Não entendo como é que, numa capa de sinceridade, alguém pode ser tão cruel ao ponto de utilizar todas as fraquezas e fragilidades do outro e atira-las e, depois, simplesmente lhe dizer que não vai ser feliz com mais ninguém. Porque ninguém vai aturar "isto". Isto sou eu. Isto são as minhas dores. As que entrego a poucos e as que te entreguei, nunca pensando que fosses cravar mais uma faca na minha essência de forma tão clara. É uma traição a quem sou de cada vez que tens que cuidar-me e não o fazes e é uma traição ainda maior utilizares os meus piores pesadelos para me magoar desta forma, sabendo deliberadamente que o fazes - porque só podes saber. Nunca te fiz o mesmo, nunca te atirei à cara todo o caminho que tens que percorrer, porque as coisas dizem-se de várias formas. Não a forma cruel que escolheste. Agradeci-te pela sinceridade porque, cega como estás, nunca vais entender a dor que me causaste - ou, se calhar, sabes, e foi propositada. Mandar alguém à merda não é insulto nenhum e não é nada, mesmo nada, comparado com a dor que causaste. Depois disto, qualquer esperança que eu tivesse de que abrisses os olhos para o que (me) andas a fazer foi aniquilada totalmente. Porque se nem te importas em me magoar desta forma, é sinal que não te importas, de todo, comigo. Eu já sabia, mas, ainda assim, dói.