sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Ontem faltava precisamente uma semana para fazer um mês desta minha experiência e na semana que tinha iniciado já dava sinais de muito cansaço e de uma quebra brutal na confiança que tinha vindo a construir nas tuas atitudes - que, na realidade, não eram em nada diferentes de tantas outras vezes em que dizias que estavas a tentar, os erros continuavam a acumular-se enquanto eu continuava a fazer por confiar em ti e entregar-te bocadinhos da minha vida. O que mais me custou nisto tudo foi ter levado os dias a mostrar-te que estavas a errar - de uma forma tão constante que até me dá vontade de chorar - e me dizeres, a dada altura, que estavas furiosa contigo própria e que não percebias as tuas atitudes. 

Sei que não posso levar-me muito a sério quando já várias vezes te disse antes que não conseguia mais e que desistia, que estava cansada e farta de remar sozinha... Sei que tenho que viver uma hora de cada vez e que há horas em que vai custar-me mais perceber que não vais realmente mexer uma palha a caminhar na minha direção e o quão injusto isso é depois de todo o esforço que fiz por um nós. Mas, ainda assim, penso que esta vez é diferente porque esta era, realmente, a minha última cartada. Custou-me sentir a alteração no meu estado psicológico e não ter conseguido manter-me calma ou afastar-me simplesmente da conversa para não gerar uma discussão. Já estava há quase um mês a portar-me de uma forma substancialmente diferente e já tinha percebido que as discussões só eram geradas por mim porque o mau-estar desta relação era meu. Os erros eram, maioritariamente, desse lado... 


Sinto-me sozinha, muito sozinha mesmo, sinto-me absurdamente desrespeitada, sinto que me humilhaste e que me mandaste abaixo de uma forma que eu não merecia porque nada do que te disse ontem, quando já estava muito menos calma, foi uma novidade. Já te tinha dito várias vezes que o que fazias não era suficiente e que qualquer dia ia mesmo desistir. E nunca ouviste. Acho que o facto de ter tentado falar contigo sobre o meu avô e de não teres ligado a isso de forma nenhuma, humilhando completamente o que te estava a dizer, e focando a conversa num tema acessório, foi mesmo a gota de água nesta relação mais que deteriorada.

[Vou mesmo fazer uma lista de tudo o que precisei e não tive e olhar para isso sempre que achar que cometi um erro. Vou arrancar este íman que parece que tenho que cola sempre a ti, destruas tu a parte de mim que destruíres. O meu amor próprio tem que ser maior que a merda que me fazes.]