segunda-feira, 6 de agosto de 2018

14 dias passaram desde o início da minha "experiência" e queria deixar aqui marcadas as primeiras impressões destes últimos dias e daquilo que a minha mudança de comportamento tem demonstrado e quero olhar para as partes boas e escrever, depois, as partes más, porque elas continuam a existir.
O balanço - que tenho feito por semanas mas que me abstive de escrever - é, no geral, positivo. Sinto-me melhor no final do dia, já não me sinto tão esgotada e tão sem forças. O que me desgastava eram as discussões, as coisas más que dizia e a raiva e o ressentimento que carregava constantemente comigo. A forma como perdia a paciência a explicar um monte de vezes, um monte de coisas. A forma como sentia que já me devias conhecer e conhecer aquilo de que eu precisava, mas, mesmo assim, continuava o meu rol de explicações - a teu pedido. Isso parou. As minhas respostas passaram a ser que tu sabias bem o que já tínhamos falado e que não iria repetir-me porque não ajudava ninguém. Não sei se desta parte te apercebeste mas penso que até isso diminuiu o teor das nossas discussões. Essas são praticamente inexistentes. Sinto que consegui arranjar forma de dizer as coisas sem ser agressiva, embora ainda ache que me vês dessa forma. Consigo demover-te de que estou a criar uma discussão, acho que é esse o meu maior ganho.  
Sinto que desde que comecei isto que o medo não me abandonou, que tenho uma dor imensa comigo, que me obrigo a dizer todas as coisas que digo - e, às vezes, fico redondamente arrependida -, sempre com receio de não ser ouvida da forma que preciso - e já aconteceram tantas situações em que engoli e deixei passar, continuando simplesmente a conversa e dando o melhor de mim, sempre pensando que um dia ias lá chegar. Ainda há muitas vezes em que me quero afastar e que sinto que não vou aguentar isto durante muito mais tempo porque o esforço acaba por ser todo da minha parte. Sinto que estás praticamente na mesma, sinto que não se alterou nada em ti de forma significativa, uns dias e umas alturas consegues corresponder a tudo o que tenho andado a dizer que preciso, em termos de preocupação, apoio, atitude. E noutros... parece que não queres saber. E eu não entendo mesmo porquê.