Estou a escrever isto, uma semana depois de ter acontecido, porque não quero deixar de marcar aqui o que começou na semana passada e o que tem vindo a planar até chegar ao chão - acho que esta semana chegamos ao chão, pelo menos senti isso.
No meio de todos os acontecimentos que marcam este período tão difícil interiormente... o que mais custa, o que mais dói, o que inflama ainda mais... é perceber as brechas com as quais esta família se apresenta, porque vocês não apreendem o que eu apreendo, porque eu sou só eu e a forma como eu sinto é diferente da forma como cada um de vós sente. E não faz mal. Mas a mim magoa-me muito que, no meio de tudo, ainda me esteja a aperceber que em lugar de um apoio concreto e de uma decisão forte existe uma falha profunda. Tal como eu sinto que me falham, tantas vezes. E ver isto... É uma daquelas alturas em que afirmo baixinho para mim própria que preferia ser cega, como antes de iniciar este caminho doloroso. Disse-me que sentia que as coisas começavam a acalmar-se, que a confusão dos primeiros tempos já tinha abandonado o plano do profundo e que, por isso, agora já iríamos conseguir ver as coisas de outra maneira e que sentia, claramente, que eu via as coisas de um outro prisma, que a confusão tinha passado a doer menos e que estava menos perdida no meio de todas as emoções e sensações que tenho vivido.