quarta-feira, 3 de junho de 2020

Há dias de bombas... [parte I]

«Durante algum tempo, agora mais para o fim das coisas, achei que vocês as duas se andavam a iludir. Que ambas sabiam que já não dava mais e que simplesmente não desistiam e não baixavam os braços. Depois de vocês acabarem, achei que a Joana te andava a iludir, no sentido de dar esperança que talvez pudesse haver um caminho para as duas, mas que tinhas que mudar e etc etc. Neste momento... Acho que és tu a iludires-te a ti própria. Porque a Joana já foi clara como a água ao dizer-te que tomou a decisão dela e que quer/vai/está a seguir em frente. Inclusive, a falta de interesse dela, a indiferença dela para contigo, já mostrou isso várias vezes. E tu continuas a procurar uma justificação para as coisas, tu continuas a esperar que ela tenha uma atitude decente contigo, mesmo sabendo que isso não vai acontecer. És tu que estás a alimentar isto sozinha, esta espécie de esperança que achas que poderá existir, mesmo sabendo que não existe.
Eu sei o que é querer falar com uma pessoa, sentir saudades, querer saber como ela está. Isso aconteceu-me com a Marta. Mas chegas a um ponto em que tens que perceber que já não é possível mais, que só te estás a destruir a ti própria e a outra pessoa está a avançar. E tens que dizer chega, tens que parar de fazer isso a ti própria. 
Estás a alimentar um "e se" que não existe...
Eu sei que estou a ser dura, mas não consigo dizer isto de outra forma. Desculpa...
Neste momento, a Joana já te disse (e mostrou) a atitude/posição dela. E tu continuas a mascarar isso com "mas indiretamente ela pode estar a querer dizer isto ou aquilo". Ela se quisesse dizer algo, dizia, Rosa...
Ela disse ontem que se preocupava contigo, mas mostra isso? Não, não mostra. Preocupou-se em continuar/terminar a conversa que vocês tinham tido no domingo? Em dar-te as respostas que mereces? Não, Rosa. 
Um amor não pode viver de palavras, ou meias palavras, e depois as atitudes não corresponderem.
Tu tens que parar de procurar na Joana a pessoa que amas, porque ela já não está lá. E ela já te disse isso...»