Eu quero que tu fiques. Mas tu não queres ficar.
Tenho seguido à risca a minha promessa de me manter afastada de ti - de não te procurar. E tens sido tu a vir ter comigo. A procurar-me. Ainda que pontualmente. E que não fiques o tempo suficiente para que exista uma conversa de verdade. Às vezes penso que o que me fazia falta era uma última conversa, uma última vez, cara a cara, olhos nos olhos. Eu tentei fazer isso, embora não tenha sido muito específica. E tu tentaste apenas ir para a cama comigo...
Às vezes penso que a nossa história não acabou. Que não pode acabar aqui, assim. Que há mais para nós reservado no futuro. E não sei se esta dor do que está por vir me entorpece ainda mais ou me dá força para o que está a acontecer. E, às vezes, acho que tudo isto é só um jogo teu para me provares que vais embora se eu não me mexer. E acho que nunca vou saber a verdade sobre essa espécie de chantagem emocional que sinto que podes estar a fazer comigo. "Porque esse é um jogo muito perigoso." Perigoso porquê? Agora que penso, não questionei... Mas talvez seja porque não vai levar a lado nenhum. E só vai trazer mais dor.
Há coisas que só digo com os seus olhos como interlocutores.