A metáfora mais forte que me tem vindo à cabeça nos últimos dias é a da esponja, é quase como se eu fosse uma esponja que absorve toda e qualquer sujidade... Só que eu sugo simplesmente todos os problemas e ambientes tensos e situações estranhas... em vez de tudo o que é bom. Eu apanho todo o mal. E depois fica cá dentro em vez de fluir e ir saindo. E os apertos no peito, na garganta, as constantes dores de cabeça, os afastamentos, a dificuldade em dizer o que sinto ou a certeza de que não vou mesmo dizê-lo, são tudo sintomas desta esponja em que me tornei. Guardar todas estas coisas não está a ajudar-me mas não sei (ainda) viver de outra forma.