segunda-feira, 18 de junho de 2018

Quando passou a azáfama do dia de hoje comecei a sentir-me muito cansada e muito sozinha. Ao mesmo tempo sabia que não podia recorrer a ninguém - acho que nem sequer saberia o que dizer. Pensei, em muitos momentos durante as últimas horas, em falar sobre o que estou a sentir com alguém mas também sei que ninguém iria entender. Às vezes só me apetece ser vento e desaparecer. Voltar apenas quando estiver pronta para o regresso. Desfazer-me das máscaras que possuo e só voltar quando for inteira e transparente, quando sentir que consigo cuidar de mim. E quando souber que vou parar de ser um segredo ambulante. 
Eu sei que estou sozinha porque escolho estar. Eu não duvido que estariam de bom grado para me ouvir se eu apenas fizesse esse movimento, se eu apenas pedisse ajuda. Mas há certas coisas que não se entendem, por muito boa vontade que se tenha. "Há certos movimentos que são daqui", como me diz tantas vezes. E quem diz "dali" também diz "do meu cérebro", eu lido sozinha.