Agora que nos cruzamos e senti que ia vomitar percebi que estava a bloquear, não sei se conscientemente, tudo o que aconteceu ontem. Não sei como tive capacidade para sorrir ou acenar. Só me senti prestes a cair da fortaleza construída à toa para bloquear tudo o que conversamos ontem. Mas agora sei que é preciso e não vou virar as costas, só preciso de me sentir suficientemente segura para deixar acontecer.
Eu não sei se o que eu vejo e se os comentários que a mim me doem tanto ouvir e são feitos em voz alta... eu não sei se alguém compreende o que diz, a complexidade do que diz e o que está realmente a dizer. Eu não sei se assumem que é um problema grave, que nos afeta a todos, dentro da cabeça deles, ou se é alguma coisa normal dizer o que dizem e tudo continuar na mesma. Nem sequer sei a regularidade com que acontece agora porque tenho reparado pouco. Não sei distinguir se é da minha cabeça ou se é real. E isso custa-me. No meio de tudo o resto, olhar para isto, saber que continua a acontecer, mesmo depois da morte do avô e eu ter pensado que tinha parado por uns tempos... Não parou. E agora, pai?
Eu não sei se o que eu vejo e se os comentários que a mim me doem tanto ouvir e são feitos em voz alta... eu não sei se alguém compreende o que diz, a complexidade do que diz e o que está realmente a dizer. Eu não sei se assumem que é um problema grave, que nos afeta a todos, dentro da cabeça deles, ou se é alguma coisa normal dizer o que dizem e tudo continuar na mesma. Nem sequer sei a regularidade com que acontece agora porque tenho reparado pouco. Não sei distinguir se é da minha cabeça ou se é real. E isso custa-me. No meio de tudo o resto, olhar para isto, saber que continua a acontecer, mesmo depois da morte do avô e eu ter pensado que tinha parado por uns tempos... Não parou. E agora, pai?