segunda-feira, 21 de maio de 2018

02.05h

Não estou a conseguir perceber o que aconteceu, faltam-me peças do puzzle. Eu não quero acreditar que voltaste a deixar-me sozinha sem seres absolutamente clara comigo. Portanto só sobra o poder ter-te acontecido alguma coisa. E isso assusta-me. 
Da outra vez tu disseste-me que eu não tinha sequer baixado a guarda. Disseste que eu nem sequer tinha procurado por ti. E, desta vez, eu dei-te um tempo razoável para me responderes e voltares ao raciocínio que tinha ficado a meio, à conversa que tinha permanecido inacabada. Quando achei que seria mais provável estares em casa enviei-te uma mensagem. Não respondeste. Nem a uma coisa nem a outra. E eu não sei se sinta dor, raiva ou preocupação, medo. Só sei que nada disto me faz bem. Só sei que tenho a cabeça a explodir e que a minha noite vai ser incrivelmente difícil. 
Se tu estás a ser tão pouco clara e a fazer tão pouco para me manter ao teu lado o nosso afastamento vai continuar. O fosso está tão fundo e as tuas atitudes só continuam a contribuir para que piore. E, à medida que me continuas a desiludir, mais eu me fecho porque não me dás motivos para acreditar em ti.