quinta-feira, 5 de abril de 2018

Sinto que, desta vez, cheguei ao limite da minha paciência e que não consigo - por muito que queira, porque sempre o fiz - colocar-te acima de qualquer discussão que tenhamos. O que nos atinge agora é a mesma coisa que nos atingiu tantas outras vezes e que tu arrumas durante uns dias ou umas semanas mas que depois me volta a magoar estupidamente. E, por isso, eu não consigo fechar mais os olhos. Eu não consigo dizer-te coisas bonitas e eu não consigo tentar outras conversas ou passar em frente quando ages como se eu não soubesse o que faço comigo, como se fosse burra, como se... o que se tem passado é que se eu sinto um mínimo de mágoa e dor em qualquer coisa que me digas eu vou responder na mesma moeda sem pensar muito. Porque tu não podes pensar quando me atinges desta maneira. Só podes não pensar porque já te expliquei muitas vezes o que me dói. Enjoa-me até ao profundo de mim estarmos como estamos mas não consigo evitar mais. Não consigo colocar-te acima, não mais. Acima de mim. Que era o que fazia antes e constantemente. O teu bem estar sempre. Quando tu olhavas ao meu apenas quando te lembravas que eu também era um ser humano. E eu sou sempre um ser humano. E nós estamos por um fio muito fino porque eu não vou suportar mais que me trates bem uns dias ou uns tempos para depois esqueceres que eu existo quando a vida corre. Se queres que eu seja uma pessoa que reconheces, trata de seres primeiro uma pessoa que eu reconheço. Porque tu não eras assim. Tenho nojo de ser isto mas não consigo mais fechar os olhos e acreditar que vai ficar tudo bem. Se vai ser assim que vais entender? Muito provavelmente também não, mas já te disse há uns dias, não tenho mais cartas no baralho. Agora é desta forma. Até passarmos a odiar-nos, que era a última coisa que eu queria.