Odeio o aperto que continua instalado no meu peito, dia após dia. Odeio sentir que nunca vou respirar corretamente porque o ar não passa. Odeio tentar acalmar-me, repetindo mil vezes que está tudo bem e que só tenho que me tranquilizar. Odeio os tremores no meu corpo e os medos acumulados no meu peito. E odeio, profundamente, todas as coisas que ouço e a forma como me atingem. Quando era melhor eu ser surda... quando era tão melhor eu fingir que nada disto acontecia.