Desta vez quero não insistir. Sinto que sou sempre eu que vou atrás de ti. Sinto que insisto até vergares e dizeres alguma coisa, mesmo que pouca, do que sentes. Sinto que sou eu que te puxo e que isso te transtorna porque acabas por não ser tu mas seres alguém que eu acho que deves ser. E, por isso, sinto que desta vez tenho que ser diferente. E que não te posso puxar. Não desta vez. Desta vez quero que seja como tu fazes com toda a gente. Ou como acho que fazes. Porque não sei nem vejo. Só pelo que dizes. E quero perceber se comigo será diferente. Se acabarás por falar. Porque é comigo e porque eu mereço - à falta de melhor palavra - isso.
Disse tudo o que tinha para dizer. Disse tudo o que me estava a passar pela cabeça que poderia acontecer mais tarde. Tentei fazê-lo em modo alerta e acabei por atirar-to para cima porque não reagiste da forma que esperava. Não sei se consegui colocar-te a pensar no que disse, sinto que apenas fui mal interpretada. Estou preocupada. Tenho medo que acabes por sofrer mais do que já vi. E eu já vi a tua dor. Só tenho medo que voltes a sofrer. Mesmo muito medo. Quando passaste mal aqueles dois dias senti que não te consegui agarrar. E tenho medo que voltes lá porque tenho medo de voltar a sentir a mesma coisa. E eu quero só dar-te o melhor da minha amizade. Não quero sentir que sou menos para ti do que és para mim.