Nestes dias tudo parece normal. Tu estás aqui. Tu estás na fila do almoço durante largos minutos, almoças, ris, brincas, partilhas experiências, sorris, comes batatas fritas à farta, és simplesmente thamy being thamy como costumas dizer. E é isso que eu sei que me vai fazer falta. É isso. Se queres saber depois, mais tarde, quando mais ninguém se encontrava a ver, eu chorei. Chorei porque tu vais embora e porque eu sei que te podia ter dado mais. Que te devia ter dado mais. Custa. Custa porque nós devíamos ter mais fotos, muitas mais, mais momentos, muitos mais. E juro que me lembro de ti e de nós em muitos momentos. Talvez muitos dos que tu não te lembras, que nem sequer sabes que me marcaram. E sabes o que me marca também? Marca-me os empurrões que dás às pessoas para chegar a mim, marca-me os abraços que me dás e os beijinhos com esses olhos brilhantes e pintados. Marca-me tu seres tu e eu conseguir considerar-te uma amiga. Vais partir e eu não quero que partas. E escrever sobre isto também não muda nada porque tu vais para o outro lado do oceano e vai tudo mudar. Só prometo que eu vou fazer de tudo para que nós nos mantenhamos como temos estado desde o início do verão. Era assim que devíamos ter começado o ano passado. És a melhor companheira de séries de sempre, és a pessoa que discute comigo teorias de assassinato, teorias de beleza, teorias de tolice. És a pessoa com quem partilho imagens estúpidas que me fazem rir, com quem partilho felicidades a nível de séries. E serás sempre lembrada por isso, em mim. No meu coração.