terça-feira, 21 de abril de 2020

Haverá sempre um antes e um depois de ti. Dois anos do pôr do sol mais bonito que já vi. Dois anos de uma das maiores dores da minha alma. Dois anos sem ti. E a falta profunda que nos fazes a todos.
Se aqui estivesses estavas a dar em maluco com o Covid-19. Não poderes sair da tua casa era um suplício para ti. 
A tua ausência é um suplício para nós. Dói-me a alma. Dói-me muito a alma hoje. Mas só me permiti sentir verdadeiramente quando deitei a cabeça na almofada. Sozinha. Nunca mais me vou esquecer da forma como me despedi de ti. Posso não me lembrar do que disse, ou achar que disse algo que na realidade não disse, mas sei que senti. Espero que estejas a olhar por mim. Espero, sobretudo, que te orgulhes de quem sou.