quarta-feira, 11 de abril de 2018

Olho em volta e vejo-me sozinha. Sinto que ninguém está, ninguém me procura com a permanência que desejo. Ninguém me vê como eu preciso que me vejam. Ninguém me sabe. Mas, na verdade, nem eu me sei. O afastamento e o isolamento que tenho causado a mim própria trouxe-me uma verdade que eu não contava: a de que só se esforçam e só estão quando eu estou primeiro. Eu sou só. Mas esta descoberta não (me) pode fazer mal. Eu vou ser sempre a minha única companhia. Portanto é melhor que comece a aprender a suportar-me com um sorriso. A mimar-me. A dar-me atenção. A dar-me alento. A descobrir força e capacidade dentro de mim para ser. Eu estou só a tornar-me melhor. É só isso. Não faz mal estar sozinha porque estou comigo e eu aguento tudo.