Nunca pensei conseguir tanto tempo seguido sem falar contigo quando me ardem todos os poros do corpo sempre que tenho um vislumbre teu. São perto de cinco meses sem trocarmos uma única palavra porque os corações no instagram e as visualizações das stories não servem para nada, não são palavras, não formam frases, não se tornam conversas. E nestes cinco meses continua a custar-me a tua ausência e continuo a perguntar-me porque é que não mereci diferente da tua parte. Se não te faço falta. Se estás bem assim. Se pensas em mim. Se será que te magoei assim tanto que fui apenas riscada da tua vida, se te foi fácil fazê-lo. E, de todas as vezes que estas perguntas me assombram, lembro-me que posso estar melhor assim. Tenho que estar melhor assim, porque só me pode fazer falta quem realmente quer estar. E tu não quiseste nunca lutar por mim. Fizeste do primeiro problema uma coisa sobre ti, nunca me mostraste nada, apenas frieza... E é por isso que estou melhor assim. Mas seria giro encontrar-te algures quando visitasse o Porto. Dar de caras contigo. Saber o que farias. [E penso nisso de todas as vezes que imagino ir ao Porto e em todos os dias em que lá estou. Tudo isto para me relembrar que és uma espécie de ferida aberta. Não me esqueço - nunca - de tudo o que me ensinaste sobre mim própria, não voltei a aproximar-me de alguém o suficiente para deixar que dissessem que não sou boa amiga e que esgoto a energia de alguém.]