terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Saber que querias vir à minha defesa e que gostavas - mesmo - de acompanhar esse processo como acompanhaste sempre a escrita da minha tese... vale como se estivesses lá. E sei que só não estarás presente porque eu te disse logo que não queria misturar-te ali. Mesmo que agora tenha sabido que só regressas dia 20... E o abraço que te quero dar desde que partiste está aqui, à espera de quando voltarmos a ver-nos. Saber que compreendes o porquê claro de não te querer ali, naquela situação em específico, deixa-me a sentir-me mesmo segura. E é disso que eu preciso: segurança e estabilidade. Quando tomo as minhas decisões e as explico, preciso de sentir que me compreendem. 

A verdade é que me sinto mal. Sinto-me mal por não te abrir a porta de entrada da minha vida, total e completamente escancarada, por te fazer ser uma espécie de fantasma que vive e não se mostra... Sinto-me mal por ter essa atitude com tanta gente que me quer bem e me faz bem. Mas sei que caminho para um lugar melhor, bocadinho a bocadinho. Quero acreditar nisso, pelo menos.