sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Precisar de sentir que sentes a minha falta, como eu sinto a tua quando não estás, não é, nem nunca foi, ciúmes. Precisar do aconchego que só chega contigo, não é, nem nunca foi, ciúmes. Precisar de sentir que estás ali, quando realmente tens aquele bocadinho para conversarmos, não é, nem nunca foi, ciúmes. 

O pior disto tudo é explicar-me vezes sem conta. Ter que repetir exaustivamente a mesma coisa em situações semelhantes. Falar no mesmo vezes sem conta. Para as coisas continuarem a acontecer iguais à vez anterior e eu continuar a ser intitulada de a ciumenta quando eu apenas preciso de sentir que estás ali e que queres estar ali, que tinhas saudades de conversar comigo e que tens coisas para me contar. Porque trocar quatro mensagens numa hora - mais as duas em que avisas que estás em hora de almoço ou que regressas ao trabalho - é o contrário de estar presente quando podes. Completamente o contrário. 

Estou para lá de cansada que estas coisas continuem a acontecer, para lá de cansada de me explicar e sobretudo, para lá de cansada de ser constantemente mal interpretada. Como se quisesse sempre que fosses a má da fita quando tu continuas a fazer as mesmas merdas. Como é que queres que eu acredite numa mudança se és capaz de continuar a fazer as mesmas coisas e nem vês que as fazes? É como eu digo sempre: uns dias bem para voltares a partir-me o coração aos bocadinhos. E depois lá volto eu a confiar para me destroçares novamente. E é assim. Estou tão cansada disto.