Ainda sinto os olhos enevoados e pesados, mesmo já tendo passado várias horas. Ainda tenho o coração pesado, uma dor estranha que me arrepia. Deitei-me na cama durante a tarde para (re)aprender a respirar e acabei por adormecer, por muito que não tenha dormido quase nada. Doeu muito regressar mas doía mais se não regressasse de todo. Ouvir que não vai desaparecer e que posso pedir ajuda quando precisasse valeu toda a espera, toda a separação, todas as lágrimas.
Acho, também, que nunca tinha olhado claramente para o sítio onde me sento como hoje, hoje compreendi que estava colocado de forma diferente. Hoje sentei-me de forma diferente. Hoje senti-me diferente, foi um regresso mais doloroso do que o último. Foi um regresso que eu precisava mais do que o último.