Acho que vou continuar aqui a depositar as minhas lágrimas da falta que me fazes quando, sem querer, me passa uma foto tua à frente dos olhos. Acho que vou continuar a ir reler as nossas últimas conversas para tentar perceber que aconteceu mesmo. Acho que vou continuar a sentir a mesma mágoa, o mesmo desconforto que me fizeste sentir quando começamos a ficar mesmo mal. A sentir que nunca percebi que te fazia mal até o dizeres, naquele dia fatídico em que tudo acabou sem aviso prévio. A sentir que perdi uma das pessoas em quem mais confiava e que me tinha custado tanto a recuperar. A não entender como é que é possível que tudo isto tenha acontecido... E como é que é possível que eu tenha tentado que ficasses, que ficássemos, que acreditasses comigo que eu podia mudar para que não te sentisses mal... como é que me disseste que não... Só tinhas que ouvir as minhas desculpas e saber que eram sinceras, porque eram. Continuam a ser. Lamento tanto ter-te feito sentir que era tudo um só sentido porque, em mim, não era, de todo. Eu só queria, em troca, que soubesses que esperava que também me ouvisses e aos meus desconfortos. Porque é o que uma amizade faz, caramba! Nunca pedi demasiado... Pelo menos, penso que não. E agora... cada vez que vir uma foto tua, isto tudo vai voltar à minha mente e eu vou sofrer um bocadinho... até ao dia em que vai deixar de doer. Porque tem que deixar de doer. A ti (já) não te dói.