Tentei começar a escrever-te uma mensagem, eram dez e tal da noite, mas percebi que não saberia o que dizer. Só sabia que me estava a pesar saber que no dia a seguir era 11 de maio. Não sei bem explicar porque é que pesava mas sabia que se te dissesse alguma coisa que ficaria melhor. Mais tranquila, pelo menos. Adiei essa ideia e, sem saber bem como, eram onze e meia e tu enviaste-me uma mensagem a perguntar se dava para estarmos juntas no dia a seguir. Se isto não é uma coincidência incrível da vida não sei o que possa ser. Mas adorei, adorei mesmo.
E estivemos juntas; 11 e 12 de maio foram passados praticamente ao teu lado. A minha tese está a ser escrita, grande parte, na tua companhia. Enquanto estudas medicina eu dou tudo para ter uma tese minimamente adiantada. E estar contigo, mesmo que em silêncio a maior parte do tempo, é a maior prenda que posso ter. Termos instaurado as pausas para conversar durante meia hora ainda nos tornou - pelo menos a mim - mais próximas. Sinto que a cada vez que nos vemos, mais unidas ficamos. És, cada vez mais, um orgulho para mim e uma das pessoas que me conhece há mais tempo.