Estava a precisar tanto de voltar e demorei tanto até me acalmar depois de me sentar. E o sorriso esperou, porque o sorriso que faz espera sempre. Espera até eu me acalmar e começar a desenrolar pequenas palavras num quase sussurro porque não quero acreditar que voltei... Espera até eu me sentir com capacidade de chegar a coisas piores. Espera sempre.
A tranquilidade que sinto sempre lá dentro, com a sua presença, contrasta muito fortemente com a avalanche de sentimentos que me assolam sempre que acaba, sempre que abro a porta e enfrento o mundo de novo sem a calmaria que se sente ali dentro.
Sinto que já não é preciso escrever pequenos tópicos para me lembrar do que quero abordar, sinto que agora sou mais genuína, todos os meus silêncios existem, todas as minhas pausas e todas as partes em que apenas ouço. Sou só eu, não preciso de escrever antes para expulsar depois, o que tiver que dizer, direi. Porque tenho tempo e não estou sozinha, é uma troca. É uma conversa. É uma ligação.