quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Eu não te queria ver, não fiz nenhum esforço por isso. E não era por mim. Mas por ti. Porque eu achava (ainda acho, não sei bem) que ver-te e tu veres-me, que te fazia pior. Que te fazia sentir que já não éramos como antes. Então eu não queria. Porque uma coisa é o que dizes nas mensagens que não deixas de me mandar e outra coisa é o que tu sentes quando te confrontas comigo. E não sei o que sentiste ontem quando me viste. Não sei se queria saber. Não sei se era importante existir essa conversa. Para ti. Ou para mim. Não sei até que ponto nos acrescentava alguma coisa. Se ela existir estarei preparada para te afirmar que és totalmente ultrapassado em mim. Porque sei o que eu senti e importa-me marcá-lo aqui: o que eu sentia por ti já não é. Não existe. E sou feliz por causa disso. Estou feliz. Por sentir que não existe mais isto para me confundir. Tu és única e exclusivamente o meu puto, uma das pessoas mais importantes da minha vida, mas sem o mais que (não até aqui, mas até bem perto daqui) poderia existir dentro do meu coração. És só o João, um dos meus melhores amigos. E isso não me dói. Espero que a ti também não doa quando e se alguma vez vieres a saber - porque perguntaste, sem me perguntares eu não transmito informação gratuitamente - está mais que sabido.