quarta-feira, 4 de maio de 2016

O grande problema aqui é a dor que tu me causas no coração, é a forma como tu te dás ao luxo de me despedaçar sem sequer te aperceberes que estás a fazer isso. Talvez ontem te tenhas apercebido quando me ligaste e me perguntaste se eu estava bem e me ouviste a chorar. Talvez aí te tenhas apercebido um bocadinho. E talvez te tenhas apercebido também da importância que tens em mim. O que aconteceu ontem foi a maior merda de sempre e eu estou completamente de coração despedaçado. Tu devias de ter feito um esforço, sinto que não o fizeste. Estivemos no mesmo sítio e tu simplesmente não fizeste bem as coisas. Ficaste à espera que acontecesse. Ou sei lá do que ficaste à espera. Só sei que tenho tido semanas de merda, com momentos bons, claro, mas maioritariamente de merda, que tu não tens sido exatamente um modelo de amiga - mas também já sei como és e engulo e tento não me importar e apenas me importar com quem mostra que se importa comigo - e que tu podias ter feito um esforço maior que não fizeste. Portanto estou magoada. Estou incrivelmente magoada. Vim para casa no comboio a chorar. Adormeci a chorar. Acordei a chorar. E depois respirei fundo e percebi que isto é uma aprendizagem constante. Lidar contigo. Com a tua forma tão peculiar de seres quem és. Dói-me, vai sempre doer-me que tu sejas assim comigo quando eu faço o possível e o impossível por ti... Mas seja. Seja porque é isso que eu mereço - ou é isso que tu me provas que eu mereço. O que é mais irónico é a forma como eu gosto de ti. Isso então é que me deixa mesmo debaixo do chão. Mas sou eu que me vou levantar porque se estiver à tua espera mais vale esperar deitada.