domingo, 3 de abril de 2016

eu achava que estava tudo bem. porque nós somos daquelas que já não precisam de falar todos os dias. nem sequer todas as semanas. que bastava saber que estamos lá quando for preciso. e não somos porquê? porque tu nunca quiseste que fosse assim, porque foste impondo um ritmo que eu não queria - por mim falávamos todos os dias... mas foi assim que aconteceu. e eu sempre dei muito mais que tu - sempre te fiz sentir muito mais que tu a mim, mais surpresas, mais miminhos, mais coisas fofinhas. tu nunca foste disso. a partir do momento em que eu percebo que tenho que parar com isso porque sou a única a dar, corto com quase tudo. o que sinto por ti mantém-se. o sorriso é sempre lindo quando te vejo uma foto. quando te sei feliz. 
mas tu deves querer que eu volte ao que era, é o que depreendo da nossa última conversa... porque, de repente, passaram quatro meses de silêncio em que tu não vieste e eu não fui. porque eu acho sempre que se não se chegam a mim é porque estão bem sem mim... é mania, mas é assim que sou. e não vou atrás. aprendo a viver sem. sabendo o espaço que tenho. e é esse equilíbrio que eu deveria ter desde início e que não tive. mas voltando à conversa, deves querer que seja isso para passares o tempo todo a acusar-me, a atacar-me e a "avisar-me", como tu dizes... e eu não vou puxar barcos sozinha. estás magoada porque eu podia ter feito mais? sim, podia. mas tu também podias e não fizeste. deixaste passar o mesmo tempo que eu deixei passar. e volto a dizer(-me): não vais achar que és culpada de alguma coisa, tu não és. tu fizeste o que achavas que estava bem e disseste tudo o que sentias - boa, Rosa! e agora esperas, que a mágoa lhe passe, que a desilusão lhe passe, que o que quer que seja que ela tenha lhe passe, e vais falar quando for para falar em conjunto. e ainda melhor: nunca mas nunca te passaste ou discutiste. muito bem!