domingo, 3 de janeiro de 2016

Eu disse-te que tu podias vir ter comigo quando precisasses mas nunca esperei que levasses isso a sério. Nunca pensei que viesses mesmo. E tu vieste. E estas tuas idas e vindas deixam-me confusa. Porque eu não quero que tu realmente vás mas tu queres ir. Então quando vens... Era tão melhor que tu decidisses de uma vez: ficar ou ir. Não é que eu não te ouça quando precisas de mim, não é isso. É só que eu não sei... E realmente, se eu não perguntar nada a conversa morre. Porque, no fundo, eu estou a enganar-me ao dizer que tu precisas de mim. Tu só precisas do que eu te dou, da calma, ou alguma coisa assim. Porque a verdade é que tu não queres saber de mim. Se quisesses perguntavas como estou, nem que fosse só aquela mera educação. Mas não me vou chatear, não vou discutir, não vou dizer nada. Sei que estás a esforçar-te por fazeres o que prometeste na nossa conversa; vir ter comigo quando sabes que não estou bem, não me ignorar. E vir ter comigo quando precisas de mim. Ao menos estás a esforçar-te por ouvires o que te digo. E, se calhar, pensas que estás a agir bem e que finalmente eu não te acho uma merda que só erra.