«Desculpa ser uma merda mas preciso tanto tanto tanto de ti. Estou na merda. Destruída. Vou voltar ao que era num piscar de olhos.»
Vamos voltar ao facto de seres uma merda quando estiver tudo bem contigo e estiveres intacta. Por agora vou só ajudar-te a levantares-te. Mas eu precisava desse pedido de desculpas. Eu precisava de sentir que tu tinhas noção de que não estavas a agir bem. O pior é que eu acho que tu fizeste isso porque a Lúcia te abriu os olhos de alguma maneira e não por ti própria.
Estou triste. Estou triste porque estás mal há semanas e não te preocupaste em contar-me. Estou triste porque sou dispensável. Mas vou dar-te todo o meu apoio porque sei que precisas de mim. Mas vou meter na cabeça que o que és para mim, eu não sou para ti. Eu nunca fui. Eu não tenho o mesmo que te dou. E ouves o que eu digo, quando eu me queixo disso, e não mudas um centímetro. Disseste-me "deixa-me ser eu a procurar-te" e eu disse "é o que tenho feito." Porque tenho. Porque já comecei a meter na cabeça isso desde a passagem de ano. Que chega de achar e sentir que sou o que não sou.