domingo, 6 de dezembro de 2015

Acho que ainda não tinha escrito nada sobre o assunto porque não queria acreditar que tinha acontecido. Mais uma vez, tu estás a afastar-te. Mais uma vez, tu agarraste nas tuas malas e desististe. Decidiste ir embora porque não aguentas. As minhas merdas. As desculpas que tu primeiro deste e que eu te desarmei completamente com a verdade do que te estava a acontecer. Porque não eram essas as verdadeiras razões do teu abandono a esta nossa amizade. As tuas razões são outras; são tuas. São profundas. São do fundo de ti e no qual eu não posso mudar nada. Porque tu não sabes lidar com o que sentes por mim. Com o que percebeste que sentes. Tu não consegues lidar com o facto de estarmos a construir uma amizade, na sua verdadeira acepção da palavra. Tu não consegues lidar com o facto de tudo ter mudado entre nós. E de eu já não sentir o mesmo que tu. E é por isso que tu decidiste desistir. E é por isso que eu não posso fazer nada para tu ficares. Se me dói? Dói. Dói-me sentir que estás a desistir. Dói-me, sobretudo, sentir que eu não vou ser o mesmo para ti que tu serás para mim. Porque tu vais ficar marcada em mim ao passo que eu não serei nada para ti... Mas, para isso, eu não posso fazer nada. Só posso tentar viver cada dia e meter na cabeça que fiz tudo ao meu alcance para que tu ficasses. Só posso tentar permanecer calma e não sentir muito a tua falta. Se tu estiveste feliz nos três dias em que eu estive a falar contigo e tu não me respondeste nem mexeste uma palha é porque estarás feliz - completamente - com esta decisão que tomaste. E, no fundo, quem está mal sou eu. Porque estou aqui preocupada em como estarás e tudo isso e tu deves estar em paz contigo mesma. Foste tu que te afastaste. A decisão foi tua. Eu queria que ficasses. Eu disse-te tudo isto. Não podia fazer mais para mudar uma decisão que tu tomaste porque não sabes lidar comigo, certo? Certo...

Se acabou de vez? Não sei. Veremos se algum dia virás ter comigo. E se nesse dia eu te vou responder ou se te vou ignorar durante o tempo que me ignoraste até me explicares as desculpas da treta que tinhas para te afastar.