terça-feira, 2 de junho de 2015

Eu tenho que escrever isto agora se não depois passa da meia noite e já não faz sentido. Eu gostava de te dar os parabéns; mesmo sendo só aquela coisa de escrever no facebook para uma pessoa que só conheces de vista. Porque é isso. Ou melhor, nem é isso. Porque eu sou invisível, desconhecida para ti. E isso está a dar-me cabo da cabeça, aí se está! Eu arranjo coisas que me enlouqueçam, que me impeçam de dormir e que, quando durmo, ainda sonho com elas. Há duas noites que sonho contigo e começo a ficar farta. Não é que seja mau sonhar contigo porque não é. É bom. Faz-me acordar com um sorriso. Só que é mau porque é parte do ciclo do "não me conheces, sou invisível, nunca me vais conhecer" mas faz-me bem ver-te. Faz-me bem há tanto tempo que nem sei; talvez há dois anos que me faz bem e só agora é que consigo admitir isto. Minimamente em voz alta. Com voz derretida e melosa, possivelmente.
Admiro-te, admiro o que vejo de ti. Admiro há muito tempo e finalmente solto essa admiração para mais que pensamentos; deixo que sejam palavras. Deixo que se tornem voz, para poucos. Gostava de te conhecer, isso eu sei. Disso tenho a certeza. E também tenho a certeza que esta situação toda me está a dar cabo da minha sanidade mental e que tenho que fazer por esquecer. Por isso, peço-te cérebro, esta noite não me faças sonhar com ela, com o contorno dos olhos, com a voz e com o sorriso, com o carisma que dela emana e com a persistência que lhe noto no andar. Com a força que pressinto que tenha e com tudo o que já ouvi sobre ela. E que desejo conhecer. Cérebro, dá-me um desconto. Porque eu estou a escrever isto para me mostrar que vou fazer um esforço. Eu vou fazer um esforço para deixar isto ir... Porque já fiz demais; já lhe descobri o nome, já enviei o pedido e já fui recusada. E já chega... Ah, parabéns

Crio-te uma etiqueta ou não? É que se ta criar és mais real ainda. E não podes ser. O verão vai ajudar a que isto passe, não vai? Vai. Tem que ajudar. Lá para Setembro logo volto a ver-te quase todos os dias - nas primeiras semanas - e depois logo vejo o que fazer com tudo isto. E depois posso não te ver mais e ... eu não quero não te ver mais.